O FBI prendeu Vincent Ramos, dono da empresa de smartphones modificados Phantom Secure, que estava comercializando dispositivos BlackBerry modificados para o narcotráfico.

Os dispositivos contavam com câmera e navegador desabilitados e sistema operacional com a encriptação PGP, deixando o mesmo quase impenetrável. Ramos estava consciente dos antecedentes dos seus compradores criminosos.

Os criminosos poderiam sim adquirir smartphones com modos de segurança nativos, como por exemplo o BlackBerry Bold ou um Samsung com o serviço de encriptação Knox. Porém, sempre se corre o risco de alguma autoridade obter uma tecnologia para burlar o sistema de segurança nativo do dispositivo.

Logo, os ‘modders’ do mal entram em ação, usando de métodos quase rudimentares para garantir que os dados mais sensíveis (ou, nesse caso, criminosos) acabem vazando para as mesmas autoridades. É uma questão de prioridades e objetivos implícitos no processo.

Não que estamos defendendo o modus operandi da Phantom Secure e de seus clientes. Só estamos explicando as escolhas feitas pelos envolvidos.

A empresa também contava com clientes em Cuba, Venezuela e México.

 

Via Motherboard