O mercado de smarpthones passa por um período complicado. Por um lado, a linha que separa os modelos intermediários dos tops de linha é cada vez mais fina, graças aos fabricantes chineses, que entregam modelos mais potentes com preços bem acessíveis.

Isso fez com que o ciclo de renovação se tornasse maior, onde a vida útil dos dispositivos na mão dos usuários aumentou. Para compensar, os fabricantes seguem melhorando nas especificações, o que chama a atenção.

O formato todo tela (18:9 e 19:9) era para ser exclusivo dos tops de linha, mas hoje está presente até em modelos de entrada. Nas câmeras, a câmera traseira tripla do Huawei P20 Pro deve se fazer presente nos modelos top de linha em 2019, mas não deve demorar a desembarcar nos modelos de linha média, tal e como aconteceu com a câmera dupla traseira.

 

 

As atualizações (ou ausência delas) também entram nessa equação. O Galaxy S6 poderia ser muito útil para muita gente até hoje. Porém, é um modelo que estacionou no Android Nougat (infelizmente).

Outros fabricantes praticam a mesma obsolescência programada, já que em muitos casos os modelos são abandonados, e ficam sem suporte pela alegada falta de desempenho ou de funções no dispositivo.

As ROMs personalizadas são uma alternativa, mas contam com disponibilidade limitada, causando problemas e, em casos pontuais, inutilizando o dispositivo. Logo, é uma solução que não está ao alcance de qualquer usuário.

 

 

Por conta de tudo isso, mais e mais usuários se desiludem com smartphones top de linha. Os modelos intermediários cobrem as necessidades, contam com o mesmo período de suporte e custam menos.

A maioria dos usuários renova os seus smartphones a cada dois ou três anos. Alguns poucos apostam em até quatro anos antes da troca, mesmo quando compram um dispositivo top de linha.

E você? Quanto tempo leva para trocar de smartphone?