O mundo da tecnologia indo para o Programa do Ratinho, ou para o Casos de Família. Ou pior: para o programa do João Kleber!

Vamos lá.

A Apple cria os seus chipsets, mas ainda utiliza chips de terceiros para alguns dos seus componentes. Por anos, a Qualcomm foi a única fornecedoras de chips para os iPhones, mas a partir de 2018, a Intel assumiu essa função.

E essa troca de fornecedora é vista como uma traição da Apple por parte da Qualcomm, que moveu uma ação contra a gigante de Cupertino, alegando que tem provas que a dona do iPhone forneceu para a Intel os seus segredos comerciais, com o objetivo de elevar a qualidade dos chips da nova parceira.

As alegações serão adicionadas a um processo já existente, onde a Apple supostamente teria violado um “contrato de software principal” com a Qualcomm. Muito provavelmente a ideia é resolver tudo isso fora dos tribunais.

O tal contrato com a Qualcomm dava acesso periódico às áreas secretas da Apple para garantir que as ferramentas e o software da Qualcomm seriam utilizados de forma segura. A fabricante de chips alega que fez vários esforços para realizar tais verificações, mas a Apple sempre se recusou.

As acusações insinuam que a Apple está fazendo um jogo sujo contra a Qualcomm e em favor da Intel para benefício próprio. A empresa do iPhone não comentou o caso.

A prova da Qualcomm está na troca de mensagens entre as empresas envolvidas e nas edições históricas do código-fonte dos softwares. Porém, nenhuma evidência se tornará pública até um eventual julgamento, que está marcado para abril de 2019, mas que pode ser adiado com as novas alegações.

Tudo indica que todo mundo vai entrar em um acordo para que todos possam viver felizes até a próxima crise.

Porém, se isso for verdade, só reforça a tendência que defendo há muito tempo: não existe santo ou virgem imaculada no mundo da tecnologia.