A Apple App Store, loja de aplicativos mais rentável do planeta, completou 10 anos. Com receitas milionárias, é um ativo essencial para a estratégia da gigante de Cupertino na área de mobilidade.

Steve Jobs não queria apps de terceiros no iPhone original de 2007, mas Jobs e a Apple tiveram que mudar de opinião, criando um kit de desenvolvimento. Um ano depois, chegava a App Store com 500 aplicativos, 125 deles gratuitos.

Foi um sucesso desde o primeiro dia, com 10 milhões de downloads no primeiro final de semana. Seis meses depois do lançamento, já eram 500 milhões de downloads. Em abril de 2009, a loja alcançava o primeiro bilhão de apps baixados, e em janeiro de 2011, esse número era de 10 bilhões. Em março de 2012, foram 25 bilhões de aplicativos baixados, e o número não para de crescer conforme a Apple aumenta a sua base de clientes nos dispositivos de mobilidade.

A App Store revolucionou a criação e a distribuição de software, estimulando o desenvolvimento de aplicativos para smartphones e tablets. Abriu as portas para desenvolvedores solitários e grandes empresas, entregando rapidamente aplicativos para um crescente número de clientes.

 

 

A loja da Apple inspirou outras empresas a adotar soluções similares, entregando a maior parte das receitas obtidas aos desenvolvedores. A Google Play Store é hoje tão relevante para o Android, e a Microsoft Store tenta ganhar mercado no Windows.

No final de 2017, a loja da Apple gerou US$ 122.8 bilhões desde a sua criação, com US$ 86 bilhões direto para os programadores, que ficam com 70% das receitas geradas pelo seu trabalho.

Os pagamentos para os desenvolvedores da App Store em 2017 (US$ 26.5 bilhões) foram maiores que as receitas geradas pela rede de fast food McDonald’s ou as receitas da indústria do cinema.

Os aplicativos são o maior ativo do grupo de serviços da Apple, em uma divisão que gerou US$ 57 bilhões em 2017. Sozinha, ela está no Top 100 global de empresas da Fortune.

Porém, acima de tudo isso, a App Store se tornou um complemento imprescindível, retroalimentando as vendas milionárias dos iPhones.