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A Zetta passou de ser a Apple de Zafra (uma cidade da região de Extremadura, Espanha) para uma farsa em 24 horas. Eles tinham certa visibilidade no país, e isso despertou o interesse do pessoal do site Forocoches, que revelou a verdade sobre a marca, que pegava diferentes modelos de smartphones da Xiaomi como se fossem seus.

A Zetta produzia um verdadeiro “milagre”. Unai Nieto, técnico eletrônico de Badajoz, e Eric Cui, imigrante chinês, se conheceram quando o primeiro foi na loja do segundo para comprar um smartphone. Eric trabalhava em um protótipo de smartphone com falhas de software, e Unai decidiu ajudar com seus conhecimentos sobre sistemas operacionais móveis.

Essa é a história “oficial” do nascimento da Zetta em dezembro de 2014. No primeiro dia, eles venderam 500 unidades do seu smartphone, onde eles compravam as peças necessárias direto da China, realizando a montagem na cidade de Zafra.

 

 

Mas isso, na teoria…

 

Do primeiro modelo (Zetta Conquistador), passaram para um catálogo com seis smartphones. O sucesso da marca radicava em ir um passo adiante das grandes marcas. E isso aconteceu até o Zetta Metal, que foi denominado como um iPhone Killer pela metade do preço.

Porém, a verdade veio à tona. Os maravilhosos smartphones com preços mais maravilhosos ainda escondiam uma grande mentira: a Zetta só estava pegando diferentes smartphones da Xiaomi e da Doogee, colocando seus adesivos e seu software, e distribuindo no mercado.

Apareceram as primeiras fotos com o adesivo da Zetta acima do logo da Xiaomi, e os arquivos de sistema que revelavam a origem do dispositivo. O objetivo? Vender smartphones chineses com preços muito acima do que eles poderiam conseguir.

 

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É difícil defender esse tipo de trapaça. Soma-se à isso ao fato deles se passarem como fabricante nacional, quando na prática tudo o que eles faziam era colar adesivos e modificar o software.

Na espera de um comunicado oficial por parte da Zetta (algo que sera difícil de acontecer), Unai Nieto revelou via Telegram que, além de alardear o uso do emprego criado ou de oferecer um SAT em Extremadura, ele poderia encerrar a sociedade com a Zetta sem grandes perdas.

Por outro lado, há clientes que querem o dinheiro de volta, e isso pode virar um caso de justiça bem sério.

 

Via The Geek Hammer, Forocoches