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Em outubro, a Google anunciou a criação do YouTube Red (por enquanto, apenas nos EUA), serviço de assinatura onde os usuários podem ver vídeos sem anúncios, além de acessar conteúdos exclusivos desenvolvidos especificamente para a plataforma, como séries, programas produzidos por YouTubers populares de todo o planeta, e outros formatos de mídia.

Mas… e se o YouTube Red decidisse competir com a Netflix, a Amazon, o Hulu e outros serviços de streaming, produzindo conteúdos próprios? Pois bem, é isso o que eles estão fazendo: o YouTube está negociando com redes de TV e produtoras para integrar alguns dos seus títulos ao seu catálogo.

A ideia é que, em 2016, o YouTube possa ter “uma robusta coleção de conteúdo original e licenciado”, sempre com exclusividade. O serviço de vídeo da Google está se concentrando em “conteúdos novos”, e não em filmes e séries já exibidas, como acontece hoje com os seus concorrentes.

Vale lembrar que nos últimos meses, o YouTube contratou executivos da MTV e da Netflix. Logo, os rumores se alinham de alguma forma. Aliás, é um passo bem lógico para a plataforma. A Netflix reina no mundo todo, e nos EUA, Amazon e Hulu fazem muito barulho. Mas nenhum desses serviços estão se expandindo com a mesma rapidez ou estabilidade esperada.

Se o YouTube quer se lançar nessa competição, precisa ter algo além do que as séries protagonizadas pelos YouTubers a oferecer. São populares? Sim. Mas… quantos usuários estão dispostos a pagar para ver o conteúdos deles? Outro atrativo é o Goolge Music entrar de presente na assinatura do YouTube Red, mas isso não é o suficiente para atrair o grande público e, por tabela, uma grande quantia de dinheiro.

O YouTube possui a infraestrutura de uma gigante como a Google por trás, e possui uma vantagem a mais: já possui contatos e até acordos com os estúdios e produtoras, com os conteúdos disponíveis via Google Play. Até agora, é possível comprar ou alugar os títulos disponíveis, mas será preciso renegociar com eles para integrar esse conteúdo dentro de um catálogo on-demand.

Será que o YouTube consegue tirar a Netflix do trono do mercado de vídeo on-demand por assinatura? É uma missão complicada, mas se alguém pode fazer isso, esse alguém é o serviço que tem a chancela da Google.

Via Wall Street Journal