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Os números não perdoam. A Yahoo, uma das gigantes do mundo tecnológico há 10 anos, se vê obrigada a fazer hoje uma dura reestruturação, que implica milhares de demissões, o fechamento de cinco de suas sedes, e o fechamento de todas as divisões consideradas não lucrativas.

No último trimestre, o Yahoo ingressou US$ 1.27 bilhão, conseguindo lucros de apenas US$ 63 milhões. É necessário avaliar o conjunto da obra para se dar conta da magnitude do desastre: em 2015, os prejuízos alcançam a casa de US$ 4.359 bilhões. Ou seja, 40% do valor da empresa simplesmente evaporou.

Com os resultados, foi anunciado um duro plano de reestruturação, com o claro objetivo de acalmar os acionistas da empresa. Esse plano tem quatro pontos considerados essenciais:

– Fechamento dos escritórios de Madri, Milão, Dubai, Cidade do México e Buenos Aires (haveria mais escritórios fechados, mas não foram confirmados). 1.600 dos 10.700 funcionários que a Yahoo possui hoje foram demitidos, ou 15% de seu grupo de funcionários.
– Revisão de todos os projetos em curso, com a suspensão de todos os que não são rentáveis. O Yahoo Screen está condenado, mas departamentos de Games e SmartTV foram mencionados como aqueles que “não cumpriram suas expectativas”.
– Foco nas áreas mais rentáveis: buscador, serviço de e-mail e Tumblr.
– Sobre a produção de conteúdo (aposta milionária que não deixou de ser explorada), vão se centrar nos temas mais interessantes: notícias, esportes, finanças e estilo de vida.

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O Yahoo já soma na gestão Marissa Mayer mais de 4 mil demissões, e muitos já questionam a sua capacidade de conduzir a empresa. É evidente que não faz sentido considerar ela como a única culpada. Porém, suas decisões parecem não oferecer o efeito esperado. De fato, tundo indica que o plano passa por melhorar as contas visando uma possível venda, algo que fica implícito no comunicado de imprensa, ao mencionar a frase “explorar alternativas estratégicas adicionais”.

Via Yahoo