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A Xiaomi fechou uma parceria com a Leadcore, com o objetivo de reduzir a dependência da Qualcomm no fornecimento de processadores. Com um crescimento assombroso na China (ficando atrás apenas da Apple), a ambição da empresa é bem clara: dar um passo além, oferecendo um diferencial nesse aspecto.

A Leadocre vai se envolver com três níveis de colaboração com a Xiaomi: produtos, tecnologia e patentes. A última parte parece ser a mais interessante para os chineses, que teve problemas recentes na Índia com a Ericsson, e cujos planos de expansão internacional também estão limitados por esse fator.

No final de 2014, começaram os rumores sobre um investimento da Xiaomi para ficar com 51% da Leadcore, algo que foi desmentido pelo fabricante de chips. Outras empresas pareciam mais interessados na Leadcore, como a Spreadtrum. Porém, as coisas mudaram com esse investimento, e com o lançamento do Xiaomi Redmi 2A, um smartphone de US$ 100 que conta com um SoC Leadcore LC1860, com tecnologia de 28 nanômetros via TSMC e CPU hexa-core, com GPU Mali T628, com suporte para resoluções 2K e captura de vídeos a 1080p/60 FPS. E 4G, de quebra.

Resta saber qual será o resultado dessa parceria, uma vez que o LC1860 não será um chip exclusivo da Xiaomi, que deve buscar soluções para os seus dispositivos top de linha. Veremos se a Leadcore é capaz de dar à Xiaomi um novo impulso para a sua interessante trajetória.

Via EETimes