650_1000_windows-10-phones-5

Os últimos dados da IDC sobre o mercado de telefonia móvel mostra que o duopólio Android/iOS está mais forte do que nunca (96,4% dos smartphones vendidos em 2014). E quem sofreu mais com isso foi o Windows Phone – já que a BlackBerry hoje tem uma representatividade considerada insignificante.

O único ponto positivo para a Microsoft nos números do IDC é que eles distribuíram 4,2% a mais de smartphones com Windows Phone em 2014 (34,9 milhões, contra 33,5 milhões de 2013). Mas isso não foi suficiente, pois o aumento nas vendas do Android e do iOS acabou neutralizando esse suposto ganho de base de usuários da gigante de Redmond.

650_1000_duopolio-idc-2014

O cenário é ainda pior para a BlackBerry, que registrou queda de vendas de 70% (5.8 milhões em 2014), deixando os canadenses com uma fatia de mercado de apenas 0.4%. Ou seja, a BlackBerry tem menos mercado que a categoria ‘outros’, que concentra as plataformas Firefox OS, Tizen e – pasmem – Symbian.

Vale destacar que essa categoria ‘outros’ foi a que mais cresceu em porcentagem e em unidades distribuídas, com um aumento de 234,8%, triplicando os números de 2013 (2.2 milhões), e alcançando as 7,7 milhões de unidades. É um crescimento interessante, mas ainda muito distante dos protagonistas do segmento. E é difícil imaginar que o cenário vai mudar muito em 2015.

 

O marketing segue sendo escasso

650_1000_windows-10-phones

O sucesso dos novos iPhones (6 e 6 Plus) não só afetou as vendas do Android, mas de todos os seus concorrentes diretos. E o problema é que o Windows Phone não convence a grande massa de usuários. Além disso, operadoras e fabricantes investem nas campanhas de marketing de dispositivos com outras plataformas, deixando o sistema da Microsoft em segundo plano nesse aspecto.

Por outro lado, é estranho ver a gigante de Redmond não investir recursos de marketing para os seus próprios dispositivos, quando um dos principais problemas está no fato do grande público só conhecer duas alternativas. A Microsoft precisaria ter isso em mente. Dinheiro nunca foi o problema. Logo, eles que deveriam fazer o Windows Phone ser conhecido.

 

A convergência pode ser a solução

650_1000_windows-10-phones-1

2015 e 2016 são dois anos cruciais para o futuro da plataforma móvel da Microsoft. O problema dos próximos meses é evidente: muitos já esperam pela chegada do Windows 10 para tomar uma decisão de compra, e até os fabricantes – e a própria Microsoft – podem estar reservando o melhor para lançamentos com o novo sistema operacional.

E tudo isso, apesar da Microsoft garantir que os atuais dispositivos com Windows Phone 8.1 poderão ser atualizado para o Windows 10, algo que não deveria afetar muito o programa de lançamentos de hardware.

A versão preliminar do Windows 10 está disponível para alguns dispositivos da família Lumia (existe uma forma de testá-lo por fora), e o sistema não parece oferecer diferenças significativas na experiência de uso do Windows Phone, mas isso não é um problema: pelo contrário – é uma solução.

Os usuários do Windows 10 vão se deparar diante de um paradigma que funcionou muito bem, e que respeita essa interface que é perfeita em dispositivos com telas sensíveis ao toque, e que volta a demonstrar a sua validez na nova versão do sistema da Microsoft. Porém, o que tem que ser um ponto de inflexão é o funcionamento da convergência que oferece os aplicativos universais, e a filosofia ‘One Windows’, que promete uma experiência unificada.

Esse será o grande diferencial do Windows 10, e o que pode ajudar a impulsionar de vez a plataforma, se destacando dos seus concorrentes por ser a mais fácil de integrar um ecossistema. Unificar computador, tablet e smartphone é tudo o que esperamos. E isso pode ajudar e muito na projeção da Microsoft no mercado mobile.