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Foi uma das notícias do final de semana. A análise do Contrato de Serviços da Microsoft (EULA) na Europa indica que, ao aceitarmos usar os serviços da empresa, estamos aceitando também que a Microsoft impeça a utilização de ‘jogos falsificados ou dispositivos periféricos com hardware não autorizado’. Hoje, temos esclarecimentos sobre o assunto.

Na seção 7b do contrato, aparece a menção específica para esse tipo de atuação que faria com que a Microsoft ‘vigiasse’ a instalação de softwares piratas ou de hardware não autorizado. As críticas chegaram – e continuam chegando – por conta da cláusula, mas a própria Microsoft lembra que tal cláusula está presente nos seus consoles há anos.

O termo não se refere ao Windows 10, mas sim aos serviços da Microsoft. O novo sistema operacional tem os seus próprios termos de licença, e tal como foi explicado no Reddit, nem há menção do Windows 10 na polêmica EULA.

A luta da Microsoft contra a pirataria de software e hardware vem de longa data, e eles trataram de impulsionar a sua iniciativa Windows Live Games que aproveitava de mecanismos DRM para evitar os jogos falsificados. Mas parece que tudo mudou depois de abandonar esse programa e dar suporte ao Steam, plataforma de distribuição de jogos para Windows mais popular do mercado. A Microsoft também lutou contra o hardware modificado, nesse caso em particular, contra os consoles Xbox piratas, banindo essas contas da Xbox Live.

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A prestação de serviços da Microsoft (atualizações de segurança, possibilidade de jogar online, etc) pode ser aparentemente vetada aos usuários com sistemas irregulares. Jogar com cópias falsificadas pode impedir de jogar online com outros usuários nas redes oficiais da Microsoft, tal como acontece até agora, já que utiliza consoles modificados para jogar online com cópias piratas dos jogos.

Logo, o tal Contrato de Serviços parece se alinhar com as ações que impedem o uso de um software falsificado ou hardware modificado, e parece lógico que a Microsoft tente evitar essas situações. Porém, a unificação do Windows 10 e seu caráter ‘universal’ faz com que novos termos de uso sejam esclarecidos em detalhes para cada plataforma.

Via PC Authority