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Não. Ele não se chama Windows 9. A Microsoft decidiu batizar a próxima versão do seu sistema operacional como Windows 10. Em evento realizado hoje (30), a gigante de Redmond apresentou novos detalhes sobre como será essa versão, com Satya Nadella reforçando o que ele já havia antecipado: o Windows 10 será o único Windows da Microsoft, independente do dispositivo.

Para explicar a importante mudança na visão dos sistemas operacionais da Microsoft e dos aplicativos que funcionarão no sistema, a Microsoft apresentou um novo lema, para que desenvolvedores possam programar aplicativos de forma universal, que por sua vez será utilizado pelos usuários em qualquer dispositivo. E esse lema é…

Uma linha de produtos. Uma Plataforma. Uma Loja.

 

A importância do desktop

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Durante a apresentação, em várias oportunidades os executivos da Microsoft fizeram referências aos usuários do Windows 7, e como eles querem que eles se animem a atualizar para o Windows 10. Para isso, eles reduziram drasticamente a adaptação entre os dois sistemas, chegando a comparar o software com um carro: sabendo dirigir, você pode se adaptar a um carro melhor, sem fazer muitas mudanças.

Sobre isso, eles também esclareceram que o sistema oferece elementos que os usuários do Windows 7 já estão familiarizados, com alguns elementos herdados do Windows 8. Um claro exemplo disso é o novo menu iniciar, que é muito parecido com aquele já vazado. Do lado esquerdo, temos os programas e outros elementos do sistema em forma de lista, enquanto que na direita temos um pequeno mosaico de live tiles.

A Microsoft quis construir um sistema operacional ‘renovado’, mas estável, que funcione bem para usuários avançados (que vão se arriscar na versão beta) como para usuários menos experientes, instituições de diferentes áreas e empresas.

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Além da volta do menu iniciar, os desktops múltiplos passam a ser uma opção nativa do sistema. Os usuários de outros sistemas operacionais já conhecem soluções semelhantes. Outros detalhes foram compartilhados, como atalhos para console de comandos, e a função de ajustar, para que até quatro janelas fiquem abertas ao mesmo tempo.

 

Sem se esquecer das telas touch

O novo Windows 10 está adaptado para as telas touch. Alguns elementos do Windows 8 estão mantidos, como o Charms (acessos diretos para busca, compartilhamento de conteúdos e outros elementos), que aparece na parte direita da tela.

Do lado esquerdo, há a visualização de tarefas, que está melhor otimizada para as telas sensíveis ao toque (com botões maiores). Ali, podemos ver quais aplicativos e arquivos estão abertos. O recurso é compatível com a nova funcionalidade de múltiplos desktops.

 

O que acontece com os dispositivos conversíveis e/ou híbridos?

Já vimos como o Windows 10 é capaz de se adaptar aos desktops e aos equipamentos com tela touch, mas… e os equipamentos conversíveis (ou híbridos)? Pois bem, uma aproximação chamada Continuum vai resolver esse problema.

Se você não tem um teclado, ou se pressionar sobre a tela, uma interface muito similar à Modern UI é acionada. Se você conectar um teclado, a versão do desktop tradicional do Windows 10 é ativada. Você poderá alternar entre os dois modos, e será o próprio sistema operacional que vai se adaptar em função das variáveis apresentadas. Se, por exemplo, você retirar o teclado de um equipamento conversível no modo desktop, o sistema exibe uma mensagem perguntando se você deseja mudar para o modo touch. O mesmo acontece se você conecta um teclado.

 

Um sistema ‘colaborativo’

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De acordo com a Microsoft, o Windows 10 será um sistema operacional ‘colaborativo’, uma vez que ele vai tomando forma com a ajuda daqueles que quiserem colaborar com isso. A partir de amanhã (1), será lançado o Windows Insider Program, onde os usuários podem fazer o download do ‘technical preview’ do sistema, que funciona em notebooks e desktops. Os demais dispositivos terão que esperar.

A Microsoft não revelou muitos detalhes sobre o programa, mas tudo indica que enquetes e fóruns de discussão estarão disponíveis para os insiders, onde os próprios engenheiros da Microsoft estarão próximos e ativos aos usuários, buscando responder questões e coletar feedbacks. A própria Microsoft reconheceu que eles não sabem muito bem como vão organizar tudo, mas que ‘vão aprender com o processo em andamento’.

 

Por que não Windows 9?

Segundo o vice-presidente de sistemas operacionais da Microsoft, Joe Belfiore, a explicação é a seguinte:

É pelo produto em si. Quando você ver o Windows 10 funcionando em sua plenitude, vai concordar conosco que é um nome muito mais apropriado.

De fato, o número 10, apesar de passar a ideia de uma máxima pontuação, é mais redondo em termos de marketing.

Minutos antes, o chefe da equipe do Windows, Terry Myerson, brincava com o nome que ia receber o novo produto. Ele comentava que o Windows 9 era o nome mais lógico porque o Windows 1 já estava feito. Finalmente os dois representantes da empresa descartaram completamente que as futuras versões do Windows vão receber o nomes de grandes gatos selvagens (em tom de brincadeira, é claro).

 

Tentando recuperar o terreno perdido com o Windows 8

A Microsoft reforça que não se trata apenas de uma interface de usuário, mas sim uma família completa de produtos, com uma experiência personalizada para cada dispositivo. Ao longo da apresentação – e em diversas oportunidades – o alvo foi os usuários do Windows 7, incentivando o tempo todo na atualização. Fato é que a abordagem da empresa com o Windows 10 é bem diferente do que a feita com o Windows 8.

Para os usuários, a experiência vai depender do dispositivo utilizado, ainda que no fundo será uma experiência uniforme, já que os aplicativos serão universais. No papel, o certo é que isso soa interessante, mas é preciso ver como tudo funciona na prática. Interessante também é a empresa ouvir a opinião dos usuários com o novo programa Insider. Satya Nadella está mudando as coisas na Microsoft, e isso ficou evidente hoje.

 

Datas de lançamento

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O Windows 10 está longe de estar pronto, e deve chegar ao mercado consumidor em versão final no meio de 2015. O evento Build, onde a Microsoft se reúne tradicionalmente com os desenvolvedores, deve ser o local onde a empresa vai apresentar essa versão final em detalhes. Sobre o preço do produto e os rumores que a atualização seria gratuita, a Microosft não se pronunciou sobre o assunto.

 

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Via Microsoft