WhatsApp-codificado

Ontem (05) o WhatsApp incorporou a codificação ponto a ponto nas trocas de mensagens e comunicações entre os usuários. A medida de segurança melhora a privacidade do serviço, onde (na teoria) apenas emissor e receptor conhecem o conteúdo de cada mensagem.

Porém… sempre há um porém…

Ainda que o conteúdo da mensagem seja codificado e não fique salvo nos servidores do WhatsApp, o serviço de troca de mensagens ainda fica com muitas informações dos usuários, incluindo a data, a hora e o número do destinatário. Essas informações são salvas, e tal e como indicam os termos e condições de uso, podem ser facilitadas para entidades governamentais, caso elas procedam com as petições legais pertinentes para isso, ainda que a referência não pareça se limitar a datas, horas e números de contato, já que há uma referência a “qualquer outra informação que o WhatsApp seja obrigado a recompilar”.

Não resta dúvidas de que a codificação é uma das ferramentas mais importantes para garantir a privacidade e segurança das comunicações, mas já vimos que é algo que não agrada a determinados governos. Vide os Estados Unidos, que chegou a vincular de forma absurda o uso da codificação com o terrorismo.

Logo, de acordo com essas informações, a única coisa que fica resguardado é o conteúdo da conversa entre duas pessoas. Porém, ainda é possível se criar uma evidência de comunicação com os dados que podem ser compartilhados e que são de conhecimento do WhatsApp. Bom, não se tem as provas em caso de crimes mais graves, mas ao menos se tem o indício que houve a comunicação. Pode ser útil de alguma forma em determinados casos específicos e investigações, correto?

De qualquer forma, o WhatsApp deu um passo adiante e muito favorável para os seus usuários, mesmo com brechas que deixam muitas dúvidas.

Via SlashGear