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É o Departamento de Justiça dos Estados Unidos fazendo grandes amigos por onde passa. Depois de ficar no pé da Apple (ainda não largou na verdade), vazamentos revelam que um novo algo foi escolhido: a toda poderosa Facebook (empresa) e um dos seus produtos mais utilizados: o WhatsApp. Nesse caso, a codificação ponto a ponto habilitada em 2014 é o ponto de polêmica.

Este não é o primeiro caso aberto contra o WhatsApp. Recentemente, foi colocado em liberdade o executivo responsável pelo Facebook no Brasil, que se recusou a facilitar a ruptura da encriptação de mensagens através do WhatsApp para colaborar com a justiça brasileira em uma investigação contra crimes de tráfico de drogas. A medida foi considerada desproporcional aos olhos do Facebook.

Agora, com as águas brasileiras mais tranquilas para eles (mas com o caso ainda em aberto), foi o Departamento de Justiça dos Estados Unidos o encarregado a voltar a colocar o WhatsApp na laça de mira, e o motivo não só é a encriptação das mensagens, mas também as chamadas de voz.

As fontes que informam sobre o novo caso contra o WhatsApp não mencionam que tal caso foi a causa de algo nada relativo ao terrorismo, como o que acontece contra a Apple. Ao que parece, o motivo dessa vez está relacionado com uma investigação aberta onde o WhatsApp se interveio indiretamente.

De acordo com as fontes, vários oficiais federais norte-americanos discutiram sobre como proceder em uma investigação criminal contínua onde um juiz ferderal aprovou uma escuta, mas os investigadores foram obstruídos pela encriptação do WhatsApp. Pese ao fato de não se tratar do terrorismo dessa vez, fala-se de um caso de pressão similar ao exercido contra a Apple.

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Matt Steinfeld, porta-voz do Facebook, não comenta o caso, assim como Emily Pierce, porta-voz do departamento de Justiça dos Estados Unidos. Aqui, fica claro que a encriptação de dados está se tornando um problema sério para diferentes administrações de justiça. Estados Unidos contra a Apple e WhatsApp, o Brasil também contra a gigante de Mark Zuckerberg. Esses são casos que mostram que a codificação ponto a ponto deixa esses órgãos impossibilitados de acessar as comunicações.

Via ArsTechnica