A Telefônica/Vivo foi notificada pelo Ministério da Justiça por causa de um novo aplicativo que prevê o monitoramento do comportamentos dos seus usuários. O aplicativo em questão é o Smart Steps, que só deve ser implantado entre os clientes a partir do próximo mês, mas já levanta uma certa polêmica pelo fato de ter acesso aos hábitos diários dos usuários em seus dispositivos, mas também aos dados dos clientes.

O Smart Steps, segundo a Vivo, coleta as informações dos hábitos dos consumidores para comercializar esses dados para patrocinadores e anunciantes, que podem gerenciar um marketing mais direcionado para aquele cliente, se focando nos interesses específicos do usuário. O Brasil é um dos primeiros países a testar a ferramenta, e o Ministério da Justiça quer saber mais detalhes sobre o seu funcionamento, buscando esclarecer qual é a profundidade dessa coleta de dados.

A principal preocupação do órgão do governo está na escolha efetiva dos usuários de chips da Vivo terem os seus dados monitorados e coletados pelo aplicativo, e a sua correspondente venda para outras empresas. A Vivo, por sua vez, informa que vai prestar todos os esclarecimentos que o Ministério da Justiça solicitar. A operadora tem dez dias para enviar um relatório detalhado sobre o aplicativo.

A Vivo também informa que o Smart Steps está em estado de desenvolvimento, e só vai utilizar os dados monitorados “mediante prévia e expressa autorização de seus clientes”. É sempre bom lembrar que o rastreamento do comportamento de atividades conectadas é algo considerado comum entre os produtos e serviços ligados ao comércio em geral (Google e Facebook que o diga). O problema é como isso efetivamente será utilizado pela empresa que coleta esses dados, e o mais importante: até que ponto a privacidade dos usuários está ameaçada?

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