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A Vivo segue mostrando as suas “credenciais” logo depois do início da conclusão da sua fusão com a GVT, e anunciou ontem (10) que os planos de fibra ótica da empresa também contarão com limite de franquia de velocidade de internet.

A medida segue a decisão tomada pela operadora em fevereiro desse ano, onde anunciou que os planos de internet banda larga via DSL contariam com o limite de tráfego de dados. A operadora argumenta que essa é uma “tendência mundial” para o padrão de consumo de internet, mas na prática vemos que esta é a forma das operadoras retaliarem em relação aos serviços de consumo de conteúdo via streaming, principalmente nas plataformas de vídeo, uma vez que estes são concorrentes diretos dos serviços de TV por assinatura oferecido por essas prestadoras de serviço.

Com a nova limitação, os planos de fibra ótica da Vivo recebem as seguintes cotas de consumo de dados:

– Vivo Fibra 15 Mb/s: 120 GB
– Vivo Fibra 25 Mb/s: 130 GB
– Vivo Fibra 50 Mb/s: 170 GB
– Vivo Fibra 100 Mb/s: 220 GB
– Vivo Fibra 200 Mb/s: 270 GB
– Vivo Fibra 300 Mb/s: 300 GB

Com a limitação, também vieram novos planos, onde todos os antigos planos da GVT foram incorporados e renomeados, mesmo com a operadora utilizando uma tecnologia semelhante a do Live TIM, a Fiber to the Curb (FTTC), que leva a fibra ótica até um armário de distribuição próximo ao cliente, para depois um cabo ser instalado na residência do cliente.

Outra mudança importante é que nos planos com velocidades até 50 Mb/s, uma vez utilizado a franquia total disponível, há o bloqueio completo do serviço. Promocionalmente, é possível efetuar a redução de velocidade até o próximo mês. Para velocidades acima de 100 Mb/s, o bloqueio da conexão é incondicional, e é válido até o próximo ciclo de faturamento. Não há informações sobre franquias adicionais, e os clientes estão isentos da franquia até o dia 31 de dezembro de 2016.

É difícil de qualificar essa decisão, ainda mais com esses termos de contratos. A desculpa do “quem usar mais, vai pagar mais” não cola, definitivamente.

Quem ganha com tudo isso? Pelo menos de início, a concorrência. Ou as poucas opções que ainda mantém franquia ilimitada, em mercados localizados.

Via Tecnoblog, Vivo