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A polêmica continua. Algumas das principais operadoras de internet banda larga do Brasil estão limitando as suas franquias de internet banda larga fixa, e todos estão preocupados com as mudanças que podem acontecer. A Vivo tenta apagar parte do incêndio, e publica uma página onde ela responde (de acordo com a sua perspectiva, é claro) as principais dúvidas levantadas sobre o tema nos últimos dias.

A página não traz nada de muito novo em relação ao que já foi divulgado nos veículos especializados. A Vivo reforça o argumento de que a prática de limitar a banda larga fixa também é adotada por outros países a alguns anos, e destaca que tal limitação só vale para os contratos fechados a partir de abril de 2016, inclusive para os usuários vindos da GVT.

Também destaca que, de modo promocional, nenhum dos planos contratados após abril de 2016 terão as suas franquias limitadas, e que não há previsão para que esta condição ser alterada. Os clientes serão avisados previamente sobre quando a mudança vai acontecer. É uma forma da Vivo também dizer “por enquanto, não faremos nada para não nos trazer problemas, mas saiba que vamos fazer a qualquer momento”.

A operadora também afirma que pretende oferecer planos ilimitados no seu portfólio de produtos, mas que já podemos imaginar que devem ser absurdamente mais caros que os planos atuais, que passam a contar com limitação de dados. Também esclarece que não há restrição de uso para serviços como Netflix e YouTube, e que as mudanças existem “para o dimensionamento mais adequado da rede e, com isso, oferecer uma melhor experiência de uso da internet fixa”. De novo, na opinião da Vivo.

Insisto. Uma mudança desse porte não melhora a qualidade da internet brasileira. Pelo contrário. Vai tornar o serviço ainda pior. Limitar o consumo de banda do brasileiro fará com que ele consuma ainda menos, e que as operadoras lucrem ainda mais, já que menos recursos serão consumidos. Além disso, é evidente que o objetivo das operadoras é fazer com que os internautas abandonem os serviços via streaming (Netflix, YoTube, etc), e que voltem a contratar os seus planos de TV por assinatura.

Para mais informações, acesse o site da Vivo.