Sabe aquela coisa do “veja com os seus próprios olhos”, ou “uma imagem vale mais do que mil palavras”? Os dois provérbios servem para assinalar o assunto do post a seguir.

Os smartphones Kin, fabricados pela Sharp para a Microsoft, chegaram ao mercado em maio de 2010, e ficaram disponíveis para compra por menos de dois meses. O seu desenvolvimento foi cancelado sem nenhum tipo de misericórdia por parte de Steve Ballmer e sua turma de executivos, e o estoque de produtos remanescentes nas lojas foram devolvidos para a empresa, que segundo afirmam as más línguas, foi toda destruída, em um cerimonial vudu (é claro que essa é uma tentativa de piada… infeliz, por sinal).

Fato é que a própria Microsoft admitiu ter perdido aproximadamente US$ 250 milhões com o projeto Kin, e pouco tempo depois, eles afirmaram que nunca mais tentariam fabricar um smartphone. Bom, existem rumores que afirmam que eles vão tentar de novo, dependendo do sucesso do tablet Surface, mas se é verdade, só o tempo vai dizer.

Mas o que importa nesse post é que, dois anos depois do fim do projeto Kin, o pessoa do site Wired publicou vários vídeos dos testes realizados dentro da própria Microsoft. Entendo que os modelos testados eram unidades de pré-produção, mas as diferenças com os modelos que chegaram ao mercado são mínimas. O importante desses vídeos é que eles revelam que o próprio pessoal da Microsoft era consciente que o produto simplesmente não era algo de boa qualidade, onde os responsáveis pelos testes citam termos claros como “lentidão”, “confusão” e “frustração”, chegando a insinuar em algumas oportunidades que os smartphones seriam devolvidos pelos consumidores pouco depois da compra.

Não chegou a ser surpresa para ninguém que a Microsoft tenha cancelado as vendas dos modelos Kin, porque essa era a única opção que restou diante de vendas tão fracas. O inusitado nesse caso é que esses produtos chegaram ao mercado, mesmo sendo tão ruins, e mais ainda: considerando que os seus próprios funcionários estavam descontentes com o produto durante os testes.

Veja um dos vídeos abaixo. Para mais informações, clique aqui.