E não falaremos das fotos publicadas por Nana Goveia na semana passada. Prometo! Afinal, o assunto é sério. O furacão Sandy causou um rastro de destruição na costa leste dos Estados Unidos, depois de passar pelo Haiti e Caribe. Pessoas ficaram sem luz durante várias horas, as telecomunicações não funcionavam, o sistema de transportes ficou inoperante, e cidades como Nova York ainda trabalham para recuperar os prejuízos materiais.

Esse incidente, que é considerado o maior desastre natural da história dos Estados Unidos, afetou diversos serviços essenciais dos norte-americanos na região de sua rota, incluindo a Internet. Para mostrar melhor uma pequena amostra desse impacto, a empresa de pesquisas Renesys produziu um vídeo (que você poderá ver no final do post), que mostra o efeito causado nos roteadores sem fio de New England durante a chegada do furacão, em 29 de outubro, e durante a sua passagem, no dia 30 de outubro. O vídeo mostra o quão grande foi esse estrago na rede de dados sem fio, e como isso alterou o tráfego de dados na região.

Os blocos verdes no vídeo indicam 99,5% de disponibilidade dos servidores de encaminhamento de área, enquanto que os blocos vermelhos indicam que mais de 5% dos servidores não estavam ativos no momento. As falhas nessas regiões podem ter ocorrido ou por falta de energia elétrica, ou por causa de danos nos equipamentos que oferecem esse acesso, por causa da inundação provocada pelo furacão.

Em Manhattan, essas taxas de interrupção do serviço foram muito maiores, na ordem de 10%, o que é considerado pelo co-fundador da Renesys, James Cowie, uma taxa muito pequena, se levarmos em conta o tamanho do desastre. Por outro lado, deixar aproximadamente 10% de Nova York incomunicável é a mesma coisa (em termos de impacto na tabela de distribuição de roteadores por área global) que deixar um país como a Áustria completamente offline. Isso, é claro, na visão do especialista responsável pelo estudo.

Imaginava que os danos nas redes de internet da região de Nova York seriam maiores, assim como os danos de falta de energia elétrica. Mesmo com muitos prédios na região contando com geradores independentes, imaginava um problema com maiores proporções nesses setores. Mas não estou aqui dizendo que “não foi tão grave assim”. Longe disso. Só quero dizer que a cidade foi eficiente o suficiente para que os estragos fossem bem menores. Se um negócio desses acontece no Brasil, estamos lascados!

Vídeo abaixo.