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A operadora norte-americana de telefonia móvel Verizon confirmou a compra do Yahoo! pelo valor de US$ 4.830 bilhões.

Nem mesmo Marissa Mayer, considerada uma especialista em recuperar empresas de cenários de crise deu jeito dessa vez. Fato é que o Yahoo! não era mais uma força dominante na internet, e diante de tantas decisões consideradas equivocadas, a venda foi um movimento inevitável.

O valor é um pouco acima dos US$ 4.4 bilhões pagos pela Verizon na compra da AOL no ano passado. As duas compras estão relacionadas: o objetivo da operadora é reforçar a sua posição de “uma empresa multimídia e móvel”, além de ajudá-los em “acelerar os lucros na publicidade digital”.

Você deve estar se perguntando: “por que uma operadora de telecomunicações comprou o Yahoo!?”.

De certo modo, tem sentido: o preço era baixo (comparado com o que a empresa valia a alguns anos) e em troca levam um concorrente direto do Google e do Facebook na publicidade digital, além do conglomerado de notícias da empresa para monetizar os seus próprios conteúdos de vídeo.

A compra não inclui todo o Yahoo!, mas sim a sua estrutura fundamental (buscas, conteúdo e serviços). Ficou de fora do acordo o dinheiro em caixa da empresa, a sua participação no Alibaba, o Yahoo! Japão e as patentes não relacionadas com a tecnologia e os negócios que aglutinam o portfólio Excalibur, entre outros. Tudo isso segue sendo gerenciado com o que ficou no Yahoo!, que passa a ser uma empresa de investimentos, tendo inclusive que mudar de nome.

O que acontece agora com o Yahoo!?

A Verizon ainda não entrou em detalhes sobre o que vai fazer com os serviços oferecidos hoje pelo Yahoo! (incluindo Mail, Flickr e Tumblr), mas não devem acontecer mudanças em curto prazo.

De imediato, o Yahoo! vai se integrar com a AOL, e será gerenciada por Marni Walden, EVP e presidente de inovação de produto e organização da Verizon. Não fica claro o que acontecerá com Marissa Mayer, mas tudo indica que ela deve deixar a empresa. Ela afirma que quer ficar. Também não está claro o futuro dos mais de 8.800 funcionários da finada gigante da internet.

Como toda compra e venda de uma gigante da tecnologia, ainda falta a aprovação dos acionistas do Yahoo!, além da aprovação dos órgãos reguladores. Mas é esperado que todo o processo seja concluído até o primeiro trimestre de 2017.