Eric Lundgren teve uma ideia interessante: vender DVDs de restauração do Windows que os fabricantes oferecem em seus equipamentos e quase ninguém usa. Porém, o governo dos EUA não gostou disso, investigou o caso, e processou Lungdren.

Lundgren foi declarado culpado de violar a propriedade intelectual da Microsoft, com o valor dos discos estimados em US$ 700 mil. O acusado foi condenado a passar 15 meses na prisão, e pagar uma multa de US$ 50 mil. E tudo isso por, basicamente, acumular lixo eletrônico.

Lundgren se deu conta que muita gente comprava um novo computador sem tentar resolver problemas que os discos de recuperação resolvem, e decidiu vender para as pessoas tais discos.

Em 2012, ele conseguiu 28 mil discos desse tipo, onde ele pretendia vender a US$ 0,25 a unidade para assistências técnicas especializadas, economizando assim a produção desses discos, o que permitia a venda para os usuários a preços também reduzidos.

Lundgren afirma que só queria oferecer aos discos para usuários com licença Windows para reparar os seus equipamentos. Mas no processo original, cada disco tinha um valor de US$ 299. No final, o valor estimado foi de US$ 25 cada, valor aceito pela Corte Judicial.

 

 

O caso volta a levantar a discussão sobre o direito de reparação. Há críticas à postura do governo, que protege a postura das empresas que forçam os usuários a comprar coisas novas. O ideal seria reutilizar mais, reparar mais e reciclar mais.

A Microsoft afirma que a empresa também tenta reduzir o problema dos resíduos eletrônicos, mas afirma que Eric buscou software falsificado, disfarçado de software legítimo, vendendo para outros restauradores, colocando em risco os usuários com a potencial presença de malwares.

É um tema polêmico, considerando que o software de restauração é gratuito e pode ser baixado do site da Microsoft para ser usado em máquinas com licença legítima do Windows. Muitos fabricantes incluem esses discos na compra de um PC novo, mas a distribuição feita por Lundgren era de bens falsificados (de acordo com o entendimento da Microsoft).

Lundgren alega que pensou que esse tipo de software era freeware, por ser de graça. Então, acreditou que poderia duplicar a ferramenta gratuita de recuperação para comercializar a cópia dele. Mesmo porque o valor está na licença.

Mas a corte norte-americana não entendia assim.

 

Via The Washington Post