Doze horas. Apenas 12 horas foram necessárias para que o volume de vendas da Black Friday 2012 superasse as vendas da edição do ano passado. Quem informa é a ClearSale, empresa especializada em autenticação de compras virtuais. E isso, mesmo com todas as inviabilidades técnicas sofridas nas primeiras horas e os preços alterados por muitos e-commerces nacionais.

Os consumidores reclamaram (e com razão) dos descontos oferecidos por algumas ofertas. Ou eram descontos considerados “irrisórios”, ou eram descontos dados em preços que foram repentinamente inflacionados, para que ao ser aplicado o desconto, o mesmo voltasse para o seu preço de origem. Mesmo assim, isso não impediu que os internautas brasileiros comprassem mais em 12 horas de promoção do que aquilo que foi gasto nas 24 horas do evento do ano passado.

Alguns sites, como o Busca Descontos, oferecem entre suas ferramentas a opção de denunciar ofertas que estão fora da realidade do mercado. Segundo o comunicado de imprensa do site, que por sua vez administra a página Black Friday Brasil, mais de 500 supostas ofertas com preços irregulares foram bloqueadas até o momento.

Outro fator de descontentamento dos internautas é a falta de infraestrutura dos sites para receber uma grande demanda de internautas. Diversos sites de e-commerces nacionais não suportaram o volume de acessos simultâneos, e simplesmente foram derrubados pela massa de internautas ávidos por descontos. Isso mostra que as nossas lojas virtuais ainda estão despreparadas na sua infraestrutura para suportar eventos desse porte.

De qualquer forma, tudo indica que o comércio eletrônico brasileiro já alcançou o seu objetivo, que é bater a meta de vendas do ano passado. Os lojistas não poderão reclamar. Os fabricantes, muito menos. Já o consumidor… fica com aquele gosto amargo que a Black Friday é algo “para norte-americano ver”.