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Alta do dólar, redução do crédito, crise econômica. Esses foram fatores determinantes para a queda de 20% nas vendas dos tablets no Brasil no primeiro trimestre de 2015. O estudo IDC Brazil Tablets Tracker Q1 revela o cenário ilustrado pelas vendas dessa categoria.

Entre os meses de janeiro e março de 2015, foram vendidos 1.78 milhão de tablets no Brasil, 390 mil unidades a menos que no mesmo período de 2014. A marca fica abaixo dos 2 milhões previstos para o período e, mesmo assim, o cenário é visto como positivo pelos analistas da IDC Brasil.

A alta do dólar gerou um repasse de preços de até 17% em relação ao quarto trimestre de 2014, o que afetou as vendas para o consumidor final e o mercado corporativo. E a tendência é que os preços continuem subindo, e as vendas, caindo.

Outro fator apontado pela IDC Brasil para a queda nas vendas de tablets é a falta de interesse do consumidor, que ao longo dos meses está buscando outras alternativas. A má experiência de uso e a canibalização por parte dos phablets reforçam essa tendência. Isso não quer dizer o fim do mercado de tablets, pois o segmento ainda é atraente para nichos específicos, como o da educação e o uso pelas crianças em casa.

41 mil unidades vendidas foram no formato 2 em 1 (notebooks com tela destacável), segmento que teve um aumento de 115% em relação ao quarto trimestre de 2014. 94% dos tablets vendidos foram para o consumidor final, 6% para o mercado corporativo, e 70% custaram R$ 500 ou menos.

Até o final de 2015, a IDC Brasil prevê vendas de 8.1 milhões de tablets, 14% a menos que o volume comercializado em 2014. Outro fator que promoveu a revisão dos números foi o cancelamento de projetos educacionais por parte do governo federal.

Via assessoria de imprensa