notebooks nas universidades

A Universidade de Illes Balears (França) decidiu em seu novo regulamento de uso de dispositivos eletrônicos nas suas dependências de estudo que “a utilização de tecnologias na sala de aula é um recurso didático que oferece acesso à informação e o uso de conhecimentos práticos, mas pode apresentar inconvenientes para o desenvolvimento normal das aulas”.

Com isso, como regra geral, nenhum estudante pode utilizar qualquer tipo de dispositivo eletrônico (smartphones e tablets), e fica proibido inclusive gravar as aulas sobre qualquer formato ou conceito, ou tirar fotos do que está escrito na lousa.

 

Uma moratória ao uso de dispositivos eletrônicos

Alguns professores da Universidade (que não se identificam) coincidem que é a típica norma feita para incomodar, e que não será cumprida, exceto pelos professores ‘da velha escola’, que querem se proteger da modernidade. Há quem critique abertamente o que chamam de ‘absurdos digitais’.

A nova normativa exige que os dispositivos fiquem desligados, e nem mesmo o modo silencioso será válido porque “permite determinadas formas de comunicação que podem distrair os alunos e dificultar as aulas”.

Não só isso. Para gravar aulas, é necessária uma autorização verbal do professor, além de uma autorização formal cedida pela Universidade.

 

Tecnologia e educação: mundos incompatíveis?

tecnologia obsoleta

 

Parece um paradoxo que, apesar de reconhecer o potencial das novas tecnologias, o regulamento seja tão restritivo. Na realidade, este é mais um episódio das dificuldades que as instituições educacionais encontram para se adaptarem ao mundo digital.

É fato que ainda não está claro até que ponto a inclusão de computadores nas salas de aula é ou não é uma má ideia. O que não está nada claro é por que enquanto alguns dos grandes centros de referência experimentam novas opções, as universidades optam por criar um isolamento às novas tecnologias.

Via normativa da Universidade Illes Balers