Netflix

 

A troll de patentes Blackbird Technologies está processando empresas como Netflix, SoundCloud, Vimeo, Starz, Mubi e Studio 3 Partners, por conta do modo de reprodução de conteúdos offline que essas empresas de streaming oferece em seus serviços.

O foco principal do escritório é a Netflix, que anunciou recentemente o seu suporte para o modo offline. Agora que lançou, esse exército de advogados que só compram patentes para processar terceiros (pois jamais lançarão um produto ou serviço com a patente em questão) entram em ação.

 

 

Alguns processos são agressivos e oportunistas, buscando apenas compensações financeiras, sem necessariamente chegar aos tribunais.

A patente supostamente violada foi publicada em 2000 por um empresário de San Jose, que vendeu a mesma tempos depois, e cobre “vários métodos e sistemas de duplicação de dados digitais”, e foi utilizada em outras oportunidades para processar diferentes empresas.

A patente foi desenvolvida pensando no disco ótico, o formato mais popular da época, descrevendo “o download de dados necessários a partir de um servidor para uma máquina de gravação CD-R”. Não sabemos o que isso tem a ver com o modo offline de um serviço de streaming, ainda mais quando pensamos que o CD está mais morto do que vivo. Mesmo assim, os processos podem acontecer.

Os trolls de patentes podem ser um negócio lucrativo. Um estudo de 2012 mostrava que o impacto na economia global era de US$ 29 bilhões. Várias empresas pedem a suspensão das patentes de software e a racionalização das demais, para que se proteja a inovação e a propriedade intelectual.

 

Via ArsTechnica, USPTO