TRAPPIST-1

 

A NASA anunciou a sua maior descoberta de sua história.

A agência foi capaz de encontrar, a 39 anos-luz, um novo sistema composto por sete planetas (exoplanetas) com características semelhantes à Terra, em órbita em torno da estrela TRAPPIST-1. Três desses planetas estão dentro da zona Goldilocks (zona de habitabilidade estelar), ou seja, são suscetíveis de serem habitáveis.

Em resumo: contam com luminosidade e fluxo de radiação incidente capazes de permitir a presença de água em estado líquido sobre a superfície de um planeta ou satélite.

É a primeira vez que os astrônomos descobrem outro sistema solar com planetas com tamanhos similares à Terra (se encontram na constelação de Aquário). Mais que isso: com condições atmosféricas ideais, esses planetas podem conter água líquida (em três deles com alta probabilidade).

O nome TRAPPIST vem de Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope, que está no Chile. No ano passado, esse telescópio foi usado para um grupo de pesquisadores localizarem os três primeiros planetas desse sistema. O telescópio Spitzer confirmou outros dois, e somou outros cinco adicionais, confirmando os sete exoplanetas anunciados.

A TRAPPIST-1 é menor e mais tênue que nosso Sol. Os dois primeiros planetas completam suas órbitas em apenas 1.5 ou 2.4 dias, enquanto que o sexto leva 12 dias. O mais distante de todos ainda não foi estudado em profundidade, mas deve realizar sua órbita em 20 dias.

A notícia chega em um momento importante. Desde o começo de 2017, tivemos importantes conquistas na busca de outros planetas além do nosso sistema solar, como a descoberta de água em um planeta 50 anos-luz da Terra, assim como o anúncio de novos instrumentos no Observatório Keck.

Mas nada disso se compara ao que a NASA anunciou hoje.

 

 

Via NASA