O PROCON tomou uma decisão radical contra as principais operadoras de telefonia móvel no Rio Grande do Sul: impedir que as mesmas comercializem celulares em Porto Alegre. A decisão atende a representação recebida da OAB/RS (Seccional do Rio Grande do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil).

A OAB/RS elaborou um documento baseado em mais de 500 reclamações dos clientes contra as principais operadoras de telefonia móvel do mercado brasileiro (TIM, Oi, Vivo e Claro). As principais queixas estão relacionadas à qualidade de sinal e a baixa qualidade de atendimento das prestadoras de serviço quando os problemas acontecem. Diversas zonas que teoricamente deveriam receber cobertura de sinal simplesmente não contam com sinal, deixando os aparelhos inoperantes. Além disso, as reclamações dos clientes estão relacionadas a cobranças indevidas das prestadoras.

O SindiTelebrasil emitiu um comunicado na noite de ontem (12), e responsabiliza a estrutura da capital gaúcha pelos problemas de recepção de sinal, apontando uma legislação muito restritiva para a instalação de infraestrutura, exigindo um alto número de licenciamento e proibindo que as antenas fiquem a uma distância inferior de 500 metros uma das outras quando instaladas em torres. E isso (na teoria) prejudica a cobertura adequada de sinal.

Já a diretora executiva do PROCON do Rio Grande do Sul, Flávia do Canto Pereira, informa que será estabelecido um prazo para a suspensão das vendas, e uma multa para as operadoras que desobedecerem a decisão, cuja medida cautelar será encaminhada às operadoras na próxima segunda-feira (16).

Entre as principais operadoras, a situação mais crítica em âmbito nacional é a da TIM. Recentemente, o Ministro das Telecomunicações, Paulo Bernardo, alertou que ameaça suspender as vendas de novos planos da operadora em todo o Brasil, caso a empresa não aumente os investimentos em infraestrutura, com o objetivo de oferecer ao consumidor melhores serviços.

Via AdNews