iPhone X

Tim Cook defende o preço do iPhone X, o smartphone mais caro da história da Apple, com preço inicial sugerido de US$ 999.

Cook garante que o preço do iPhone X está ajustado “ao seu valor”, levando em conta “o seu hardware e a quantidade de tecnologia” que o dispositivo incorpora. E construir mais tecnologia para as pessoas fazerem mais coisas (e melhor) não é algo barato.

O CEO da Apple informa que o pagamento a prazo utilizado por boa parte dos usuários, além dos subsídios e descontos que oferecem as operadoras ajudam na hora da compra do smartphone. O que Cook não comenta é os caros planos mensais que as operadoras cobram por esses subsídios.

O último argumento de Cook é que a Apple tem como objetivo com o iPhone X não fazer grandes receitas, mas sim entregar o melhor produto para enriquecer a vida das pessoas.

E isso vem de um executivo cuja empresa tem US$ 45 bilhões em receitas (no último trimestre), onde quase US$ 30 bilhões são das vendas de smartphones.

 

 

O iPhone X é “barato”?

 

 

Claro que não!

Assim como o Galaxy Note 8 também não é.

Os smartphones seguem ampliando seu mercado e, da mesma forma, o valor médio para um produto top de linha subiu exponencialmente de quatro anos para cá.

Mesmo com smartphones de entrada realmente baratos e mais competentes, com preços que basicamente estacionaram, o salto de preço para os modelos premium de hoje é nítido. Temos smartphones bem mais potentes sim, mas com preços absurdos.

Há quem veja esse novo momento como uma ameaça para a indústria. A tecnologia do iPhone X nem é tão especial assim para custar tão caro. Tela OLED e sem bordas está bem longe de ser uma novidade. E até o Face ID já havia sido anunciado antes pela Huawei, e para muita gente a tecnologia da Apple pode ser um problema sério de privacidade se utilizada para a espionagem em massa.

É claro que cada um pode pensar no que é barato ou caro nessa vida, dependendo de como e em onde pesa o seu bolso. Por outro lado, com tantos fabricantes oferecendo modelos com ótima relação custo-benefício, já está mais que provado que a linha média atual é mais que suficiente para a grande maioria dos usuários.