Tidal em (mais) problemas.

A plataforma conta com conteúdos exclusivos de artistas como Jay-Z e Beyoncé (sócios do Tidal) que, de acordo com suas informações, tiveram quantidades astronômicas de reproduções.

Em 2016, o Tidal também teve como exclusivo o disco Life of Pablo de Kanye West (outro sócio do Tidal), que teve 250 milhões de reproduções em apenas 10 dias.

Números muito suspeitos para uma plataforma que contava com apenas 3 milhões de usuários. Era cada usuário reproduzindo o mesmo disco oito vezes por dia, em dez dias.

Por isso, e por outros lançamentos com números muito suspeitos, que o jornal norueguês DN iniciou uma investigação, que apresentou resultados surpreendentes.

Para começar, nesse momento, o Tidal tem apenas 1 milhão de assinantes. OK, eles mentiram sobre esse número, mas isso não é tão grave assim.

O mais sério é que a plataforma gerou reproduções falsas, usando contas de usuários reais para beneficiar os grandes lançamentos, pagando fortunas para os artistas beneficiados e prejudicando os demais artistas.

Tudo foi revelado com um disco rígido que chegou à redação do jornal de forma anônima, contendo toda a base de dados do Tidal, incluindo playlists, artistas, assinantes, países de origem dos assinantes e suas reproduções.

O Tidal negou a veracidade da informação, mas de forma muito suspeita tudo se encaixa perfeitamente com os dados revelados pelo próprio Tidal antes de saber sobre sua existência.

Em termos práticos: o jornal entrou em contato com vários assinantes que supostamente teriam (por exemplo) escutado Lemonade, álbum de Beyoncé, 50 vezes em um dia. Todos negaram.

Outros usuários teriam escutado singles do disco Life of Pablo de Kanye West 97 vezes em um dia. Ninguém assumiu a façanha.

O que existe é um claro indício de manipulação, além de um vazamento/brecha de dados do Tidal. A plataforma está no seu pior momento, e tudo é culpa de suas próprias práticas.

 

Via DN