O que você quer fazer na Apple?
Essa pergunta se tornou mais específica no Brasil, com um “O que você quer fazer em uma Apple Store?” Desde o dia de ontem (12), as primeiras informações sobre as novas ofertas de emprego para o Brasil revelam os planos reais (e agora, oficiais) da empresa de Cupertino em abrir a sua primeira loja no Brasil. Esse era um movimento muito esperado pelos consumidores por diversos motivos. O principal deles está na maior facilidade na aquisição dos produtos da empresa (na teoria), e uma maior agilidade nos lançamentos da empresa. Mas… será que uma Apple Store no Brasil é capaz de mudar de forma tão radical a estratégia comercial da Apple em nosso querido e amado país? É o que vamos tentar descobrir nesse post.

Antes de mais nada, é bom deixar claro algumas coisas. Na verdade, a Apple oferece em sua página várias vagas de emprego (22 vagas) para diferentes setores, envolvendo principalmente as áreas de corporativo e, principalmente, da(s) loja(s) Apple Store. Alguns itens analisados na página de empregos da Apple mostram claramente a intensão da empresa em abrir uma unidade no Brasil, como por exemplo: gerente, gerente de negócios, especialista em negócios, criativo, encarregado de estoque, líder regional, engenheiro de soluções e, principalmente, líder de loja e Genius (ou a forma como a Apple nomeia o seu atendente).

A grande maioria dessas vagas foram publicadas na área de empregos na data de hoje, e podem ser facilmente encontradas na página de ofertas de emprego na Apple para o Brasil (clique aqui). Caso você se sinta apto a concorrer a uma dessas vagas, basta enviar o seu currículo pelo site, e esperar para ser avaliado por eles.

Outro detalhe importante a ser observado é que as vagas relacionadas à loja Apple estão indicadas na localidade como “vários”, o que mostra a intensão da empresa em lançar mais de uma unidade, em cidades diferentes. Através de uma fonte envolvida no assunto (que não posso revelar qual é, mas podemos dizer que é próxima ao assunto… e obrigado, amigo Anônimo), a única dúvida que resta é se será uma unidade inicial da Apple Store em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, e em qual ordem elas seriam lançadas. A ideia não é ter apenas uma única loja no Brasil. Sobre outras regiões, não temos nenhuma informação sobre o assunto.

Agora, a pergunta que não quer calar: o que pode mudar na relação do mercado brasileiro em termos de estratégia de lançamentos de produtos Apple?

Esse deve ser o ponto que mais deve importar ao consumidor, uma vez que o lançamento de uma loja física da Apple (na teoria) poderia agilizar um pouco a janela de lançamentos da empresa em nosso país. Não estou aqui dizendo que em todo país que a Apple possui uma loja física os produtos chegam nesse país no mesmo dia que nos Estados Unidos. Eu mesmo não acredito que isso pode acontecer. Por outro lado, as chances do país entrar pelo menos na segunda janela de lançamentos de produtos (que normalmente acontece duas ou três semanas depois do lançamento nos principais mercados) aumentam. Até porque é inegável que o Brasil é hoje um dos mercados mais importantes do mundo no setor de telefonia móvel, e penso eu que a Apple quer ao menos diminuir a enorme vantagem que os concorrentes possuem nesse segmento.

Para aqueles que acreditam que os preços a serem praticados no Brasil serão mais justos e competitivos, é melhor pensar duas vezes. Os preços da Apple são tabelados, e o fato de existir uma loja física da empresa não representa diretamente uma redução significativa de preço. Só quer dizer que vamos agora contar com um ponto de venda da empresa, facilitando a localização de produtos específicos e/ou desbloqueados, além de um posto oficial de assistência técnica para o seu produto. Nesse sentido, os usuários ganham, e muito. Agora, produtos mais baratos? Praticamente impossível.

Já está mais que provado que o fato da Apple fabricar o seus iPhones no Brasil não representa na prática uma queda nos valores provados. A empresa justifica a manutenção dos preços adotados pelo simples fato dos custos gerados pela produção de uma linha de montagem no país para a produção do iPhone local. Ou seja, a loja da Apple não serve para comprar produtos mais baratos.

Por fim, a chegada de uma Apple Store Brasil é bem vinda sim, apesar de não mudar muito o cenário de compra de produtos da empresa no nosso país. As vantagens estão mais ligadas ao aspecto operacional da empresa no Brasil, e nos aspectos de garantia e assistência técnica dos produtos vendidos aqui. A parte mais interessante é que corremos o risco de ter aquelas filas de fãs na porta da loja oficial da empresa nos dias de lançamentos de produtos. Apesar de considerar a prática “uma perca de tempo”, não posso negar o aspecto cultural e social do evento. Atrai mídia, mobiliza o consumidor, e aumenta o impacto da marca para os concorrentes.

E, se você sempre quis ser um “Genius” da Apple, essa é a sua grande chance!