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Review | Notebook Toshiba Satellite C75-A-156

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A necessidade faz o homem, e eu me vali dessa necessidade para fazer um importante investimento para o TargetHD.

Com o notebook Dell Vostro 5470 basicamente se desmontando por conta da má qualidade do produto, eu tive que correr atrás de um novo notebook. Não estava encontrando produtos que fossem do meu agrado, ou dentro das características técnicas que eu esperava.

Até que eu encontrei esse achado: o Toshiba Satellite C75-A-156, um produto lançado na Europa (essa unidade veio do Reino Unido), e que oferece uma bela tela de 17.3 polegadas, algo que seria muito útil para o meu trabalho.

Apesar de ficar reticente com alguns aspectos, decidi apostar no produto. Veremos nesse review se essa aposta se pagou ou não.

 

 

Características Físicas

O Toshiba Satellite C75-A-156 é um notebook muito sóbrio nas suas linhas. A combinação de cinza e preto pode agradar em cheio aos usuários mais sérios ou profissionais.

O cinza predomina na sua carcaça de plástico, que em comparação com o finado Dell Vostro, é um plástico muito mais resistente e melhor construído (shame on you, Dell…).

Por conta de suas dimensões, o modelo não é o que pode ser necessariamente chamado de “portátil”. Ele é mais fácil de ser transportado que um desktop, evidentemente. Mas é mais desconfortável no transporte que os notebooks menores.

A disposição das portas está bem acessível, com todas nas laterais, assim como o seu leitor/gravador de CD e DVD. Uma curiosidade: a ejeção dessa porta só pode ser feita por software, através do Windows Explorer, ou de algum outro software capaz de gerenciar esse aspecto.

 

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Na parte inferior, temos o acesso aos slots para os módulos de memória RAM (até 16 GB) e disco rígido (que pode ser substituído por uma SSD).

No final das contas, temos um notebook sóbrio, bonito e bem construído. É um produto que cabe bem em qualquer casa ou escritório, dando a impressão de ser um produto que tende a ser um grande companheiro dos profissionais.

 

 

Tela

 

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Um dos fatores que me fizeram escolher o Toshiba Satellite C75-A-156 foi a sua generosa tela de 17.3 polegadas.

Não só por causa do tamanho da tela, que é a maior tela que já utilizei em um notebook. É uma tela LED TFT com tecnologia TruBrite da Toshiba, com aparência 16:9, algo excelente para a reprodução de vídeos, consumo de conteúdo multimídia e para o trabalho de produção e edição de conteúdo.

Resultado: uma tela simplesmente excelente, com boa emissão de brilho e contraste. Excelente para quem quer trabalhar ou apenas se divertir no computador.

 

 

Teclado + Touchpad

 

Em um notebook com tela de 17.3 polegadas, é mais do que natural encontrarmos um teclado mais que completo.

O Toshiba Satellite C75-A-156 conta com um teclado completo, com área numérica e teclas em formato chiclete. Um dos “problemas” desse teclado é o fato dele contar com um layout do Reino Unido. Mas isso é algo contornável.

Apesar de considerar o formato das teclas mais desconfortável do que outros modelos que já testei e dispor de teclas em um posicionamento bem diferente do que eu estou acostumado, esses obstáculos não me impedem de obter uma produtividade plena na hora da digitação.

 

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A curva de aprendizado desse modelo é relativamente baixa. Com menos de um mês de uso eu já contava com um baixo índice de erros na escrita.

Os menos experientes muito provavelmente vão se perder nesse aspecto, mas só levarão mais tempo para se acostumar.

O touchpad é meio lento para o meu gosto, mas nada que não possa ser suprido com o uso de um mouse sem fio (receptor utilizando uma porta USB o tempo todo).

 

 

Bateria

 

A bateria do Toshiba Satellite C75-A-156 tem uma autonomia de uso prometida de até 3h30 de uso. É tempo mais que suficiente para se prevenir de alguma pane de energia no horário de trabalho.

É preciso levar em consideração que o tempo pode variar, caso o portátil esteja realizando alguma tarefa mais complexa, ou com brilho de tela no máximo, ou utilizando as conexões WiFi e Bluetooth.

 

 

Áudio

 

Se tem algum ponto que deixa a desejar no Toshiba Satellite C75-A-156 é justamente o seu áudio.

Tudo fica limitado a uma única barra de som, que acaba não reproduzindo o áudio do notebook com um volume mais forte, ou com maior clareza do que você está ouvindo.

Esse aspecto pode não ser um problema para mim, que trabalha o tempo todo com fones de ouvido.

Mas outras pessoas podem se sentir incomodadas com esse aspecto.

 

 

Software

 

O Toshiba Satellite C75-A-156 é 100% compatível com o Windows 10. Quando comprei o produto, fiquei com esse receio do mesmo não ter todos os drivers disponíveis para a nova versão do sistema operacional da Microsoft.

No final das contas, apesar do portátil chegar até mim com o Windows 8.1, atualizar para o Windows 10 foi algo muito simples e prático de se realizar.

O usuário não terá maiores problemas com esse importante detalhe da atualização. Mas é altamente recomendado que, em caso de dúvidas, que procure a assistência técnica autorizada para uma orientação mais específica.

 

 

Hardware

 

O Toshiba Satellite C75-A-156 conta com um processador Intel Core i3-3110M de 3ª Geração (Ivy Bridge) com clock de até 2.40 GHz, originalmente trabalhando com 8 GB de RAM e um HD de 1 TB (5.400 RPM).

Digo “originalmente”, pois desde que o notebook chegou, o meu objetivo é incluir nele o melhor hardware possível.

Para tanto, decidi utilizar o módulo de memória RAM do finado Dell Vostro 5470 nesse novo notebook da Toshiba. E tudo funcionou perfeitamente.

Aproveitei essa resposta bem sucedida para buscar outro módulo de memoria de 8 GB, para deixar esse notebook com a capacidade máxima de 16 GB de RAM.

Também alterei o HD de 1 TB e instalei uma SSD da Kingston de 240 GB para um melhor desempenho.

Sei que perco em capacidade de armazenamento, mas em compensação estou com um notebook cuja performance pode ser considerado excelente.

O processador Ivy Bridge, mesmo com o Core i3 sendo considerado o mais fraco dos três, conseguiu superar de lavada o Dell Vostro 540 que utilizava.

Com tudo isso, o próximo item tem resposta óbvia.

 

 

Desempenho

 

O Toshiba Satellite C75-A-156 é perfeito para todas as minhas necessidades de produção de conteúdo, consumo de conteúdo multimídia, jogos e derivados. Não é preciso ter um processador top de linha para se obter um desempenho excelente.

Trocando a memória RAM e um HD para apostar no SSD, o modelo se tornou APENAS o melhor notebook que eu já utilizei na vida.

É impressionante como um processador da Intel de uma geração anterior pode funcionar bem melhor do que um outro chip da mesma empresa, que  é mais novo.

Este notebook da Toshiba é perfeito para os momentos de trabalho e lazer. Uma ótima ferramenta para entornos profissionais e de entretenimento.

 

 

Conclusão

 

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O Toshiba Satellite C75-A-156 está mais que aprovado. É um notebook que com certeza vai durar muito na sua mão, e com a chegada do Windows 10, a tendência é que esse notebook dure ainda mais tempo, por conta de suas otimizações e complementos de software que devem trabalhar bem com o seu hardware.

De qualquer forma, com mais RAM e uma SSD no lugar do HD, esse notebook tem um desempenho impecável. Mais uma vez não é necessário ter um processador top de linha para se obter um excelente desempenho com um equipamento informático.

O Toshiba Satellite C75-A-156 é um dos produtos que eu gostaria de ver por aqui, mas posso perder a ilusão. Sorte minha e encontrei um cidadão aqui da cidade de Ponta Grossa que contava com um desses notebook.

Sem dúvida, um dos melhores que já testei.

Review | LG G5 SE

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Um modelo top de linha, sem sobra de dúvida. Mas com algumas restrições que geram polêmicas. A LG trouxe ao Brasil o LG G5 SE, modelo top de linha para o mercado brasileiro, mas que não é o mesmo modelo top de linha disponível para o mercado norte-americano. E isso despertou críticas e dúvidas por parte de muitos entusiastas de tecnologia.

Muitos entenderam que, por se tratar do Brasil, a LG poderia trazer para o nosso mercado o mesmo LG G5 disponível nos Estados Unidos. Porém, não foi isso o que aconteceu. E para complicar ainda mais a questão, o preço inicial sugerido do LG G5 SE no mercado brasileiro era relativamente próximo aos modelos top de linha da concorrência que, em alguns casos, são mais completos.

É compreensível a polêmica. Por outro lado, qual é o real impacto do modelo mais restrito para o usuário final? O quanto as especificações técnicas do LG G5 SE afetam na experiência de uso? O que vamos deixar de ter com essa versão mais modesta? E o mais importante: perdemos tanto ao receber um modelo com um hardware mais simples? Ou tudo vai depender do equilíbrio entre hardware e software imposto pela LG para esse produto?

As respostas no review a seguir.

 

Características Físicas

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O LG G5 SE é um smartphone que chama a atenção na sua estética. É um dispositivo muito bem construído, combinando muito bem a estrutura metálica com acabamento para oferecer um ar de sobriedade que é essencial para um modelo premium.

Chama a atenção o fato de ser um modelo com boa pegada, menos pesado do que se imagina (156 gramas), mas confortável para um uso prolongado. Nem é preciso dizer que esse é o tipo de smartphone que, pela sua construção, oferece a máxima sensação de segurança. Mas não recomendo você arriscar deixar o dispositivo cair. Afinal de contas, ele é caro demais para você ser descuidado.

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A volta dos botões de controle de volume na lateral é algo bem vindo. Muitos usuários reclamavam do posicionamento desses botões na parte traseira, o que foi uma tentativa da LG em inovar a usabilidade durante as chamadas. Mas no final das contas prevaleceu a forma tradicional, e os botoes retornam ao lado esquerdo do dispositivo.

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Na parte traseira, o destaque fica para o botão de bloqueio de tela, com um leitor de digitais integrado. O que faz até mais sentido do que os botões de volume na parte traseira. Além de deixar o design frontal mais atraente, de forma efetiva, o máximo que você vai usar esse botão é para a sua identificação biométrica. Até porque para desbloquear a tela basta um simples duplo toque na mesma.

A câmera dupla também se destaca dentro do seu design, ficando relativamente bem integrada ao design refinado, apesar de sua protuberância.

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Não nos culpe. A assessoria de imprensa da LG do Brasil enviou o modelo para testes com esse adesivo enorme. Como o smartphone não é nosso, não podemos retirá-lo. Mas acho que vale mais o registro dos testes, certo?

Outro destaque de suas características físicas é que o LG G5 SE conta com slot conjugado para o nano SIM e para o microSD. Para a ejeção dessa gaveta, é necessário o uso da chave que acompanha o kit de venda do produto.

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A modularidade, um dos principais diferenciais desse smartphone, se faz efetiva através desse botão de ejeção da bateria. Lembrando que, obviamente, é necessário desligar completamente o aparelho para trocar os módulos. Não foram enviados os complementos (ou Friends) para testes, mas ao longo do review, mostraremos como a LG pensou no módulo de bateria desse modelo.

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O trabalho da LG com o LG G5 SE é algo muito bem feito. Entendo que aqui temos mudanças de conceitos em relação aos modelos anteriores que são bem vindas, sem falar nas inovações adotadas que ainda serão abordadas em detalhes nesse review. A diferença em relação ao LG G4 é considerável, e pelo menos nesse quesito, a proposta da LG fica bem próxima aos seus principais concorrentes na categoria.

Entendo que, pelo menos nesse item, o LG G5 SE não deve em nada ao modelo comercializado nos Estados Unidos.

 

Acessórios

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O kit de venda do LG G5 SE conta com a tradicional documentação do aparelho, chave de ejeção do slot nano SIM/microSD, cabo USB Type-C, carregador de bateria e fones de ouvido in-ear.

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É altamente recomendável você tomar um certo cuidado com esse cabo USB Type-C. Tente não perder esse item. A grande vantagem é a versatilidade em poder conectá-lo ao smartphone em qualquer orientação desejada. Sério, você vai querer se esquecer do seu cabo micro USB de toda a vida.

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Os fones de ouvido também recebem destaque. Além de serem intra-auriculares, conta com uma parte com um revestimento de nlyon, o que promete uma maior resistência e durabilidade (em teoria). São fones que oferecem uma maior qualidade de áudio, com um natural isolamento de ruído externo, o que é algo sempre bem vindo.

 

Tela

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O LG G5 SE possui uma tela IPS Quantum LCD de 5.3 polegadas, com resolução QHD (2560 x 1440 pixels). A LG tem uma tradição de oferecer telas de excelente qualidade nos seus smartphones top de linha (e nos modelos de linha média também não faz feio), e nesse novo smartphone, isso não é diferente. Mas eles conseguiram ir um passo além.

A qualidade final das imagens que essa tela reproduz é algo simplesmente impecável. Chama a atenção o nível de nitidez e contraste das imagens reproduzidas, a vivacidade das cores, e a capacidade de reprodução de imagem mesmo em dias de sol forte, onde normalmente outros smartphones acabam enfrentando dificuldades em exibir as imagens com uma qualidade aceitável.

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Essa melhor qualidade em ambientes externos é possível graças ao novo modo “Luz do Dia”, que automaticamente aumenta o brilho da tela quando a mesma detecta a presença de um sol forte. Dessa forma, a nitidez aumenta mesmo quando visualizamos o conteúdo ao ar livre e em plena luz do dia, e o resultado é efetivo. Logo, se prepare para ver seus filmes e séries no parque ou na praia sem maiores problemas.

Mas um dos principais destaques desse modelo é a tela Always On.

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O recurso deixa uma parte da tela sempre ativa, exibindo informações como data e hora, notificações recebidas e outros alertas. É uma espécie de alternativa ao que a Motorola adota nos modelos da linha Moto, mas com a promessa de ser uma funcionalidade mais competente e de baixo consumo energético.

Na prática, o Always On cumpre o que promete. Parte da tela fica o tempo todo ligada, exibindo as notificações. É muito melhor para ver as informações onde normalmente teríamos que desbloquear a tela. E não precisar ligar a tela por completo representa uma economia de energia efetiva. Ou pelo menos o consumo de bateria desse recurso no LG G5 SE tem um impacto realmente muito pequeno no seu consumo final. Logo, é um recurso bem vindo.

A sensibilidade ao toque continua excelente, o que deixa o smartphone com uma interação muito agradável. Combinado com a eficiência do hardware e a fluidez do software customizado pela LG, temos como resultado uma experiência de uso muito boa nesse sentido.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O LG G5 SE recebe o sistema operacional Android 6.0.1 Marshmallow, com a interface altamente customizada da LG. Ou seja, temos a versão mais atualizada (até o momento em que esse review foi produzido) do software da Google, com todas as personalizações que os clientes da empresa sul-coreana já estão acostumados a ver em seus smartphones.

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Em outras oportunidades, percebemos como a LG fez um bom trabalho na customização do Android, no que se refere a equilibrar o desempenho do dispositivo e suas características de hardware. Aqui, esse comportamento se repetiu. A LG acrescentou todos os seus recursos inteligentes e adicionais que são a marca registrada da empresa em seus smartphones, e o LG G5 SE se comportou muito bem durante todo o período de testes.

Recursos como o Knock On, Knock Off, Quick Memo+ e Quick Remote já fazem parte da experiência de uso dos clientes de smartphones da LG. Logo, é mais que justificada a presença desses itens no Android customizado da empresa.

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Uma mudança importante dessa proposta é o desaparecimento do ícone “todos os aplicativos”, adotando a estratégia de dispor todos os apps instalados nas telas de aplicativos. Boa parte dos fabricantes Android estão utilizando a mesma estratégia, distanciando a sua interface da proposta de uso do Android puro, e aproximando daquilo que hoje o iOS oferece.

Não que isso seja a “cópia” do que a Apple já faz, mas é um caminho natural de reforçar uma identidade de experiência de uso, ao mesmo tempo de um desejo de facilitar as coisas para o usuário comum.

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Outra novidade que o LG G5 SE traz no seu Android customizado é o Gerenciador de Amigos. Através desse recurso, o usuário pode interagir, jogar e se divertir com seus amigos através do smartphone. Uma forma de aproximar as pessoas, ao mesmo tempo de fidelizar esses usuários nos serviços da LG.

Entendo que a proposta da LG nesse aspecto é positiva e bem sucedida. Quem já estava acostumado à interface presente nos modelos anteriores da empresa, vai achar o LG G5 SE ainda melhor.

 

Áudio

Esse é um dos itens que a LG deu atenção especial no LG G5 SE. De forma nativa, o smartphone possui uma qualidade de áudio muito boa, não apenas por conta da presença de um hardware otimizado para essa finalidade, mas também pelo posicionamento dos alto-falantes, na lateral inferior do dispositivo.

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É claro que, em alguns casos, a mão do usuário pode simplesmente abafar esses alto-falantes, prejudicando a experiência nesse sentido. Já disse em outras oportunidades que o ideal é que os alto-falantes de reprodução de áudio fiquem posicionados na parte frontal do dispositivo, para que o usuário receba esse áudio de frente, aumentando a imersão do mesmo na experiência de consumo de conteúdos multimídia e em jogos.

Porém, entendo que a LG decidiu optar pelas laterais inferiores, em nome da baixa espessura do dispositivo. Não é um ponto de revés, mas é uma observação importante, que merece ser pontuada, assim como fizemos com outros smartphones que já analisamos.

Vale lembrar que um dos módulos da LG é especialmente pensado na qualidade de áudio, sendo compatível com fones de ouvido de alta fidelidade. Testamos essa funcionalidade no evento de apresentação do LG G5 SE em São Paulo, e foi possível comprovar como essa qualidade é efetivamente entregue ao usuário.

 

Câmera

Se houve um ponto onde a LG queria conquistar os usuários mais exigentes com melhorias práticas e efetivas, além de oferecer inovações que realmente interferem no dia a dia de quem possui um dispositivo como esse é, sem sombra de dúvida, na câmera. Ou melhor, nas câmeras.

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Temos dois sensores traseiros de 16 MP, que possuem funcionalidades independentes, para oferecer resultados otimizados para diferentes situações. O usuário pode, por exemplo, escolher registrar a mesma cena com diferentes alcances de cena a partir da mesma distância, ampliando o ângulo de visão em até 135 graus.

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Desse modo, é possível inserir muito mais elementos na foto, oferecendo uma nova perspectiva a partir do mesmo cenário capturado. Esse recurso traz resultados efetivos, e pode ser muito bem aproveitado pelos fotógrafos mais experientes.

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O elogiado Modo Manual, que estreou no LG G4, permanece nesse novo modelo, fazendo a alegria dos fotógrafos mais experientes. Mas os iniciantes também foram lembrados, com a presença dos modos Pop-up, Modo Múltiplo, Snap, câmera lenta e time lapse. Todos acionados de forma simples, com um simples toque no ícone correspondente à função.

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O recurso Foto Destaque é outro reflexo imediato da presença de uma câmera dupla traseira. Com ele, o usuário pode registrar duas fotos ao mesmo tempo, uma com o ângulo normal, e outra com o ângulo ampliado, e a partir daí é possível definir os elementos da imagem que vão se destacar na foto final, com quatro efeitos de acabamento.

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Com tanta tecnologia e inovação integradas, o resultado final das fotos não poderia ser outro. Você vai registrar as melhores fotos que você pode obter com um smartphone nesse momento. As imagens capturadas nas mais diferentes condições de iluminação são simplesmente excelentes, com cores vivas, contraste bem ajustado, nitidez excelente e baixo nível de ruído em ambientes com baixa luminosidade.

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Vale lembrar que os sensores traseiros são capazes de gravar vídeos nas resoluções Full HD e 2K, e que o recurso de ângulo de visão ampliado também se torna efetivo nesse modo. Ou seja, também é possível gravar mais coisas dentro de um mesmo plano de cena. Entendo que esse tipo de versatilidade será muito útil para os usuários mais criativos.

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O sensor frontal de 8 MP também não faz feio, e se mostrou excelente para as selfies nas mais diversas situações. A câmera consegue excelentes resultados de imagem, e também é capaz de capturar vídeos em Full HD, garantindo uma qualidade final muito boa para um compartilhamento de imagens casual em redes sociais ou sites de vídeos, ou até mesmo para trabalhos mais elaborados, que dependem de uma qualidade mais apurada nas gravações.

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Aqui, o LG G5 SE oferece aquilo que promete: um conjunto fotográfico de altíssima qualidade. Um dos melhores já vistos. O melhor que eu já testei em oito anos de TargetHD.net.

 

Games

Mesmo com um hardware inferior ao modelo original, o LG G5 SE é um dispositivo top de linha por excelência. Logo, o seu desempenho nos jogos foi o que se esperava de um produto de sua categoria: impecável.

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O modelo rodou sem maiores problemas os jogos que normalmente utilizamos para testar os smartphones que aqui chegam, sem lags ou arrastos, sem travamentos e com uma fluidez mais do que desejada para a interação com os jogos. Os gamers casuais e mais exigentes ficarão plenamente satisfeitos com os resultados entregues por esse smartphone nesse aspecto.

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A tela de altíssima qualidade e o áudio potente só aumentarão a sensação de imersão do jogador na ação reproduzida na tela. Essa regra também vale para vídeos e filmes a serem executados pelo dispositivo. Mas no final das contas, é um dispositivo altamente recomendado para quem pensa nos jogos mais a sério. Se você realmente se preocupa em jogar no smartphone, o LG G5 SE não te trará maiores problemas.

 

Bateria

Nesse item, não podemos analisar apenas o desempenho da bateria do LG G5 SE e se a mesma consegue sobreviver ao tradicional dia de uso. Também precisamos dissertar sobre a grande inovação desse smartphone: a modularidade.

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O novo smartphone da LG conta com uma bateria de 2.700 mAh (há um ponto de controvérsia: as especificações técnicas oficiais do produto no site do fabricante indicam uma bateria de 2.800 mAh, mas o modelo enviado pela assessoria de imprensa possui 100 mAh a menos), que pode ser removida através de um botão na lateral do dispositivo, que é responsável pela ejeção do módulo nele instalado.

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Remover o módulo é relativamente simples, mas observei que a LG preparou esse mecanismo de forma que se evite uma remoção acidental da bateria durante o transporte no bolso, quedas ou em outros incidentes. Logo, esse botão de ejeção tem uma certa resistência na hora do acionamento, justamente para evitar esses acidentes.

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O módulo da bateria é aparentemente bem construído, concebido para não ter folgas dentro do smartphone, o que deixaria essa peça móvel, provocando desligamentos espontâneos. Bom, pelo menos na teoria o item aparenta ser construído de tal forma, que mesmo o desgaste natural da bateria impediria esse processo. Mas só o tempo vai dizer como esse item vai se comportar.

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Falando sobre a sua autonomia de uso, levando em consideração a qualidade da sua tela, as suas especificações de hardware e todos os sensores integrados e ativos, o LG G5 SE consegue funcionar sem problemas por um dia de uso moderado. Em tarefas naturalmente mais exigentes nos aspectos técnicos (reprodução de vídeos em alta definição, jogos, etc), o consumo é invariavelmente maior, e o usuário muito provavelmente vai precisar completar a carga da bateria durante o dia.

A boa notícia é que o modelo é compatível com um modo de recarga rápida, ou seja, você pode carregar quase completamente a sua bateria durante o seu almoço.

 

Armazenamento

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O LG G5 SE possui 32 GB de armazenamento interno, expansíveis via microSD de até 200 GB. O slot está localizado na mesma gaveta do slot para chips nano SIM.

Com esses números, mesmo com um sistema Android customizado pela LG que consome mais de 10 GB de armazenamento nativo, a maioria dos usuários não deverão encontrar problemas na hora de expandir essa capacidade. Ou se optar pelo microSD de 200 GB, nunca mais se preocuparem com espaço para armazenar fotos, vídeos, música, jogos e arquivos pessoais importantes.

 

Desempenho

Chegou a hora de responder a pergunta que não quer calar: o LG G5 SE está tão abaixo do LG G5 comercializado nos Estados Unidos?

Na teoria, a diferença existe. O modelo comercializado no Brasil recebeu o processador Qualcomm Snapdragon 652 (MSM8976) octa-core de 1.8 GHz, trabalhando com uma GPU Adreno 510 e 3 GB de RAM. Não é um hardware ruim, mas também não é um top de linha como muitos  esperavam. É um degrau abaixo (pelo menos) em relação ao conjunto Qualcomm Snapdragon 820 (MSM8996) quad-core de 2.2 GHz, GPU Adreno 530 e 4 GB de RAM.

Porém, na prática, a grande maioria dos usuários não vai perceber diferenças relevantes ou significativas no desempenho final. Tudo o que foi proposto a ser feito com o LG G5 SE pode ser executado sem maiores problemas, travamentos, arrastos ou engasgos. A não ser que o usuário seja realmente muito exigente para desabonar este modelo por contar com um hardware inferior ao dispositivo comercializado em mercados selecionados.

Logo, não há motivos para ter medo, receio ou aversão por conta dessa diferença nas especificações. O LG G5 SE ainda é um excelente smartphone, e deve satisfazer aos anseios da maioria dos usuários que aspiram ter um dispositivo com um desempenho impecável na maior parte do tempo.

Porém, os usuários mais antenados no mundo da tecnologia, e que se empolgaram com a apresentação do LG G5, vendo nesse modelo um smartphone acima da média, se decepcionaram. O motivo é bem simples: pelo preço que foi anunciado o LG G5 SE (na época do seu lançamento, R$ 3.499, mas agora pode ser encontrado por pelo menos R$ 500 a menos), muitos entenderam que não fazia muito sentido cobrar pelo smartphone o preço de um Samsung Galaxy S7, que no papel possui um hardware superior, ou ao menos é um autêntico modelo top de linha.

Quem sabe com o reposicionamento de preço a sua aceitação no quesito custo-benefício aumente. A aceitação nos aspectos técnicos já está garantida. Ele só precisa ter um preço melhor para conquistar os usuários mais abonados financeiramente.

 

LG G5 SE: vale a pena?

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Com certeza. Um dos melhores smartphones de 2016, mesmo com o seu hardware mais restrito.

A experiência de uso é excelente, em um dispositivo que equilibra muito bem o hardware e o software. A construção desse smartphone é muito competente, com um design sóbrio e elegante. Sua tela mais uma vez entrega uma qualidade elevada, a qualidade de áudio se faz presente, e as inovações apresentadas pela LG mostram que ao menos eles estão buscando soluções que saiam do lugar comum.

O conjunto de câmera dupla funciona melhor do que o esperado, entregando fotos e vídeos de altíssima qualidade. A proposta modular da LG é interessante, e deve funcionar bem com os usuários mais criativos, ou daqueles que souberem tirar proveito dos seus complementos. E a bateria modular é mais um elemento de inovação que chamou a atenção dos mais ávidos por novidades no setor.

Entendo que, mesmo sendo o “simple edition” do LG G5, o modelo SE impressiona pelo resultado do conjunto final. Eu mesmo teria um smartphone como esse para chamar de meu. Entendo que apenas os muito exigentes (ou para quem faz questão de utilizar o recurso de realidade virtual) vai se incomodar com o hardware mais restrito desse modelo.

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Review em Vídeo

 

Review | Lenovo Vibe K5

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Lenovo Vibe K5

A disputa pelo mercado de linha média continua. Os grandes fabricantes continuam apresentando suas soluções, e a Lenovo reposiciona as suas linhas de produtos, apresentando o Lenovo Vibe K5 como alternativa intermediária de baixo custo.

Com os modelos da linha Moto ganhando ares de “linha média premium”, o Lenovo Vibe K5 se apresenta como o modelo intermediário típico, com design e características estéticas de linha premium, mas com especificações de hardware mais modestas, visando preservar uma boa relação custo-benefício. Porém, a grande pergunta que fica é: será que esse conjunto entrega um resultado final satisfatório?

É o que pretendemos descobrir no review a seguir.

 

Características Físicas

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Esteticamente, o Lenovo Vibe K5 é um smartphone bonito. O modelo enviado para testes se destaca pelo cuidado nos detalhes cromados nas laterais, que combinam com os tons cinza e branco de seu acabamento. E apesar de ser um modelo de linha média, o seu acabamento é de boa qualidade, inclusive na sua carcaça traseira, que é removível, oferecendo o acesso aos slots para SIM cards e microSD.

Outro ponto positivo desse smartphone é o seu agarre, que é muito bom para um dispositivo com tela de 5 polegadas. A Lenovo aproveitou bem a área frontal do dispositivo, mesmo com bordas laterais de tela mais espessas, e apesar da presença de botões físicos capacitivos para os comandos do Android. Tais detalhes não deixaram o dispositivo desconfortável no uso com uma das mãos.

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Os botões capacitivos dos comandos do Android é algo que ainda me incomoda em alguns modelos. Sempre fica aquela impressão que esse detalhe pode ser um dos fatores que retardam a atualização das versões do Android por parte dos fabricantes. Mas pelo visto temos que lidar com isso de tempos em tempos.

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Em compensação, uma coisa que agrada é ver os botões de liga/desliga/bloqueio de tela e controles de volume todos do mesmo lado. Isso ajuda e muito no uso mais intuitivo do dispositivo, em ambientes com baixa luminosidade.

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A presença do conector para cabo micro USB na parte superior, na mesma região do conector para fones de ouvido pode dividir opiniões. Particularmente, prefiro ver esses elementos em lados opostos, mas isso não quer dizer que reprovo a escolha da Lenovo por essa disposição.

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O Lenovo Vibe K5 não é um modelo tão espesso como se imagina. Isso também favorece e muito no uso diário do dispositivo. De fato, o modelo segue a tendência de design mais refinado de diversos fabricantes, não apenas dos chineses, mas de outros fabricantes dentro desse segmento de produto. O design entra em evidência, o que pode comprometer alguns aspectos técnicos.

Em resumo, estamos diante de um smartphone muito bem construído, passando uma sensação de solidez desejada. Nesse sentido, o Lenovo Vibe K5 não fica atrás dos seus principais concorrentes de preço e categoria.

 

Acessórios

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O Lenovo Vibe K5 conta com o kit básico de acessórios para um produto de sua categoria. Além de toda a papelada de documentação e manuais, o smartphone oferece um adaptador para rede elétrica, cabo USB e fones de ouvido intra-auriculares.

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Um destaque especial para os fones de ouvido, que oferecem um melhor isolamento do ruído externo por conta de seus protetores emborrachados, além de um cabo flat, que o torna mais durável. Levando em conta o seu preço, a Lenovo oferece uma proposta de acessório que está acima daquilo que seus principais concorrentes entregam. Os fãs de música vão agradecer por isso.

 

Tela

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O Lenovo Vibe K5 possui uma tela TFT IPS de 5 polegadas, com resolução de 1920 x 1080 pixels (Full HD) e densidade de 435 pixels por polegada, com 16 milhões de cores. É uma tela que entrega cores muito vivas, com uma visibilidade agradável na maior parte do tempo, e em diferentes situações.

Outro ponto positivo dessa tela é que sua sensibilidade ao toque está bem ajustada, melhorando assim a interação do usuário com a interface do smartphone. A resposta ao toque é muito boa, com resultados muito satisfatórios para as mais diferentes finalidades, principalmente no uso de redes sociais e jogos.

O fato de ter botões capacitivos para os comandos do Android na parte inferior da tela oferece uma vantagem direta: uma maior área de interação para jogos e demais aplicativos. Como já enfatizamos antes, esse detalhe tem um ônus: uma tendência a maior tempo de atualização do sistema operacional, uma vez que estamos falando de uma interface altamente customizada.

De qualquer forma, detectamos uma boa qualidade final nesse aspecto do smartphone. Tão boa quanto aquela que a maioria dos seus concorrentes entrega hoje em seus produtos.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O Lenovo Vibe K5 chega ao mercado com o sistema operacional Android 5.1.1 Lollipop, revestido pela interface customizada da Lenovo. A essa altura do campeonato, não é o ideal ter uma versão tão defasada do software da Google em um dispositivo, ainda mais levando em consideração que muitos dos seus concorrentes no mercado já contam com a versão 6.0 Marshmallow nos seus dispositivos.

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Ao menos a Lenovo oferece ao usuário a opção de contar com a Google Now Launcher de fábrica, dispensando a necessidade daqueles que preferem a interface original do Android nos seus dispositivos.

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É o “menos pior” em termos de usabilidade, sem impor uma solução proprietária como a única disponível quando o dispositivo chega ao usuário.

A proposta de interface da Lenovo não é ruim. Na verdade, ela simplifica a vida dos menos experientes, pois coloca todos os ícones de aplicativos instalados nas telas principais da interface, dispensando o uso do ícone de acesso a todos os aplicativos. Mas como foi dito no parágrafo anterior, para aqueles já acostumados com a Google Now Launcher, é possível fazer a troca com relativa facilidade.

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De um modo geral, a interface da Lenovo não é pesada, e se mostra equilibrada em relação ao hardware presente nesse dispositivo. A experiência de uso se apresenta muito agradável na maior parte do tempo, e a maioria dos usuários (principalmente os menos exigentes) deverão gostar do resultado final da proposta.

Lembrando: sempre é possível você instalar no dispositivo a interface de sua preferência. Mas acredito que a grande maioria não vai desperdiçar espaço de armazenamento com esse item, uma vez que as duas opções nativas de interface estão bem ajustadas.

 

Áudio

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Esse é um dos itens que a Lenovo deu certo destaque para o Vibe K5. O modelo possui certificado Dolby ATMOS, o que já garante por si uma qualidade maior de áudio do que muitos dos seus concorrentes. Além disso, os seus alto-falantes estéreo prometem uma qualidade de áudio superior para a maioria das reproduções de música, em vídeos e jogos.

Por outro lado, o posicionamento desses alto-falantes está na parte traseira do dispositivo, e isso pode atrapalhar um pouco no volume final emitido em determinadas situações. Não tanto na hora de jogar ou reproduzir vídeos segurando o smartphone, uma vez que seu design resulta em alto-falantes livres na maior parte do tempo. Porém, a tendência de mercado atual é posicionar esses alto-falantes na parte frontal, para que o usuário possa receber esse áudio diretamente, aumentando a imersão na experiência aplicada.

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De qualquer forma, temos resultados satisfatórios nesse aspecto, mesmo com a observação do parágrafo anterior. Se a Lenovo pretendia entregar uma qualidade de áudio melhor que seus concorrentes diretos, ao menos esse objetivo foi alcançado.

 

Câmera

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O Lenovo Vibe K5 possui um sensor traseiro de 13 MP, que possui como adicionais os modos HDR e panorâmico, além de contar com gravação de vídeos em Full HD. Na teoria, qualquer smartphone de linha média que se preze hoje deve oferecer essas especificações para a câmera principal.

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Na prática, o sensor traseiro oferece resultados positivos nas fotos registradas em ambientes externos e bem iluminados. Mesmo em dias nublados, podemos obter imagens com cores vivas e bom nível de contraste. Os resultados das imagens capturadas podem ser considerados bons, dentro do que esperamos de um dispositivo de sua categoria.

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Além disso, esse sensor traseiro também grava vídeos em Full HD, também com resultados dentro do esperado para um produto de sua categoria. Com os usuários produzindo e enviando mais vídeos para o YouTube e redes sociais, é uma boa notícia saber que é possível criar conteúdos de forma descompromissada, mas com o mínimo de qualidade.

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O Vibe K5 também conta com um sensor frontal de 5 MP, claramente pensado e otimizado para as selfies. O software da câmera conta com aditivos que ajudam em um melhor desempenho para as auto-fotos, como o V-Selfie, que é um comando de acionamento automático da câmera, com um sinal de “V” na hora de registrar a foto, e o recurso Beauty, que promete embelezar o rosto, mas que em alguns casos pode deixar você diferente do realmente é (até te descaracterizando em algumas situações).

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De qualquer forma, o sensor frontal também oferece resultados que podemos considerar pelo menos similar ao que os seus concorrentes oferecem hoje. Além disso, o sensor frontal também grava vídeos em Full HD, algo bem vindo para os youtubers e vloggers amadores/iniciantes.

No quesito câmera, o Lenovo Vibe K5 faz o esperado. Nem muito acima, nem muito abaixo do que os concorrentes de preço entregam.

Mais fotos registradas durante os testes a seguir.

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Games

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O Lenovo Vibe K5 é um típico modelo de linha média. Logo, seu desempenho nos games está dentro do esperado para um dispositivo dessa categoria.

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Os jogos mais básicos rodam sem maiores problemas, sem apresentar muitos lags ou travamentos. Já os jogos com gráficos mais pesados, que naturalmente demandam maior capacidade de hardware, apresentam algumas limitações, apesar de que, em alguns casos pontuais, ainda é possível se obter resultados relativamente positivos para alguns títulos.

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É mais do que esperado ver jogos como Real Racing 3 e Asphalt 8 apresentar alguns pequenos arrastos nos seus gráficos quando os mesmos são exibidos no seu máximo desempenho. Por outro lado, isso não afeta de forma decisiva a experiência de jogo. Obviamente, não é o mesmo resultado obtido em dispositivos com hardware mais robusto, mas os menos exigentes poderão se dar por satisfeitos por ainda conseguirem rodar esses títulos mais pesados.

Vale lembrar que alguns jogos que normalmente utilizamos para os nossos testes não foram considerados compatíveis com o Lenovo Vibe K5 no período em que o smartphone foi testado pelo blog.

 

Bateria e Armazenamento

O Lenovo Vibe K5 possui uma bateria de 2.750 mAh, um número considerado muito bom para um dispositivo com o seu tamanho de tela (5 polegadas, 72op) e o seu hardware. Ou seja, nesse aspecto, a maioria dos usuários pode ficar tranquila, pois poderão utilizar o dispositivo sem problemas ao longo de um dia de uso moderado, que é o mínimo que se pede da maioria dos smartphones disponíveis no mercado.

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Outro fator que contribui para essa equação está no fato da interface de usuário da Lenovo não consumir muitos recursos de hardware, além de contar com sistemas de otimização e gerenciamento de consumo de bateria. Todas essas estratégias resultam em uma maior autonomia de uso.

Na parte de armazenamento, o smartphone conta com 16 GB internos, algo que já é um padrão do mercado para os dispositivos de sua categoria. Para expandir essa capacidade, está disponível um slot para cartões microSD de até 32 GB, o que é suficiente para a maioria dos usuários armazenarem suas fotos, vídeos e músicas, além dos arquivos pessoais.

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Os 16 GB internos também são suficientes para que a maioria dos usuários instale os seus aplicativos mais importantes. Para os gamers, esse espaço pode ser insuficiente. Mas relembramos que esse dispositivo não é exatamente voltado para os jogos. Para quem tem esse objetivo em mente, é melhor pensar em outras opções.

 

Desempenho

O Vibe K5 recebe um processador Qualcomm Snapdragon 616 (MSM8939) octa-core (quad-core 1.5 GHz + quad-core 1.0 GHz), trabalhando com gráficos Adreno 405 e 2 GB de RAM. É um conjunto técnico muito interessante, levando em conta os seus propósitos e seus concorrentes de mercado.

O desempenho geral do dispositivo é considerado positivo, com poucos lags e nenhum travamento. A experiência de usuário está garantida para a maioria dos usuários que querem instalar os seus aplicativos de redes sociais, consumo de conteúdo multimídia, streaming de vídeos e jogos básicos. A sua relação custo-benefício é muito interessante.

É claro que o grande desafio da Lenovo é se apresentar efetivamente como uma alternativa para o mercado brasileiro. Muitas pessoas não conhecem a marca no mercado de smartphones, e alguns problemas pontuais do Lenovo Vibe A7010 podem atrapalhar no processo. Mas pelo menos nesse período de duas semanas que testamos o produto, a impressão que fica é que o Vibe K5 pode ser o modelo que pode apresentar a empresa para um público maior.

Mas para isso, a Lenovo precisa apresentar a sua proposta com eficiência e simplicidade.

 

Lenovo Vibe K5: veredito final

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O Lenovo Vibe K5 é recomendado para os usuários menos exigentes, que querem um smartphone competente para as atividades mais básicas, como navegação na internet, redes sociais e jogos básicos. Apesar de contar com uma interface customizada, o dispositivo também oferece a possibilidade de utilização da Google Now Launcher, entregando assim uma experiência mais próxima do Android tal e como a gigante de Mountain View imagina.

Também é um dispositivo recomendado para quem quer se distanciar um pouco das marcas mais tradicionais, buscando alternativas que oferecem um hardware similar, mas com um preço um pouco menor. É claro é que essa aposta tem um preço. Um deles é contar com um suporte que ainda gera dúvidas em muitas pessoas, além de uma incerta política de atualizações do Android. Além disso, o consumidor terá que confiar na Lenovo, empresa que não tem tanta tradição no mercado de smartphones.

Mesmo com o expertise da Motorola a serviço deles.

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Review | Razer Nabu X

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Os gadgets quantificadores são os que melhor se posicionam no segmento de dispositivos vestíveis. Uma das principais utilidades desse tipo de dispositivo é analisar a atividade física do usuário, dando dicas sobre como melhorar alguns aspectos de sua rotina, visando uma melhor condição física e uma melhor saúde para quem tende a viver uma vida um pouco mais sedentária. Como é o caso dos gamers, de um modo geral.

Pensando nisso, a Razer lançou a pulseira quantificadora Razer Nabu X, que tem como objetivo analisar as atividades físicas dos seus clientes em potencial. Não é voltada para quantificação enquanto o usuário está jogando aquele jogo diante do computador ou do videogame, mas pode dar uma ideia do quanto tempo você está parado fazendo isso, dando alguns argumentos/motivos para você se levantar e ao menos caminhar um pouco. Nem que seja para justificar o investimento nessa pulseira quantificadora.

O review tenta descobrir o que esse produto tem de diferente de modelos similares e já testados por nós aqui no blog. Por ser um produto segmentado para o público gamer, qual é o real benefício que esse tipo de usuário pode ter com uma pulseira como essa? E se ela justifica o seu investimento apenas por ser um produto da Razer.

 

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Características Físicas

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Temos aqui uma pulseira quantificadora de toda a vida nas suas características físicas. Uma pulseira de silicone hipoalergênico que cai bem na hora de ser utilizada em qualquer lugar ou durante as atividades esportivas, principalmente se levarmos em conta a transpiração do usuário durante essas atividades, ou até mesmo nas jornadas diárias. O que chama a atenção é a cor da pulseira, em um verde fluorescente que até lembra um produto vindo da década de 1990. Mas isso não é um problema. Leve em conta o fato de você usar o produto durante corridas e caminhadas noturnas. Você será identificado com maior facilidade nessas condições.

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Na parte central da pulseira, temos o elemento que é o ‘cérebro’ de tudo, responsável por fazer a quantificação propriamente dita de suas atividades. A Razer Nabu X é capaz de contar seus passos, calorias queimadas e outras informações sobre a sua rotina, cujos dados podem ser interpretados por um aplicativo para smartphones e até compartilhado nas redes sociais.

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Tudo isso acontece em um produto com um conceito bem simples, sem telas de LCD ou OLED para exibir as informações. Apenas três LEDs que indicam o status de sua bateria estão disponíveis como fonte de informação visível na pulseira. Todos os outros dados precisam ser acessados pelo aplicativo no smartphone, e isso oferece duas vantagens muito bem vindas: um preço menor que muitos modelos da concorrência e uma maior autonomia de bateria.

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Talvez o grande ponto de “polêmica” (se é que podemos considerar assim) é o fato da Razer ter escolhido um conector proprietário para recarregar a bateria do dispositivo. Um conector que, por sinal, não é muito menor do que um microUSB que temos em boa parte dos dispositivos que já adquirimos. Ou seja, é um cabo só para recarregar a sua bateria, e chances maiores de você perder esse cabo se você for um usuário mais desorganizado.

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Aqui, o Razer Nabu X aposta na mesma fórmula já oferecida por outros modelos já disponíveis no mercado, incluindo a smartband da Xiaomi. A simplicidade dá o tom para fazer o que realmente importa, de forma objetiva e prática. Além disso, utilizar o smartphone como aliado é uma solução mais do que óbvia, já que todo mundo hoje carrega o smartphone consigo para qualquer lugar.

O Produto em Funcioamento

Não há muitos mistérios no funcionamento da Razer Nabu X. O produto cumpre o que promete, ou atende ao esperado: conta os passos do usuário, faz uma estimativa das calorias gastas e monitora o seu sono. A maioria desses dados podem ser analisados no aplicativo oferecido pela Razer para smartphones Android e iOS, o Nabu app, mas os três LEDs de notificação podem te dar um feedback preliminar sobre a quantas andam suas atividades.

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Por exemplo, se você alcançou os seus objetivos previamente estabelecidos no aplicativo, um duplo toque na área onde está o elemento quantificador, e os LEDs informam qual é o seu status, exibindo um, dois ou três LEDs que informam o quão próximo você está de alcançar a sua meta diária, simbolizando a porcentagem da meta alcançada (33% para um LED, 66% para dois LEDs e 100% para os três LEDS).

Mas o Razer Nabu X é também um “wearable social”, permitindo a “comunicação” com outros usuários que também estão utilizando uma pulseira dessas, trocando dados de suas atividades físicas, dados de contato pessoal e dados assimétricos de gameplay. Como não havia uma segunda pulseira dessas em minha região (ou talvez na minha cidade), essas funcionalidades não puderam ser testadas.

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A pulseira pode compartilhar seus detalhes de contas do Facebook e do Twitter com outros usuários através de um simples aperto de mão, usando o modo Handshake (que atua através de proximidade), ou pelo modo Pulse, com qualquer pessoa portadora de uma pulseira Razer Nabu X em uma mesma sala.

A pulseira também conta com recursos de compartilhamento social no Nabu Gamers, um aplicativo que busca no local outros proprietários dessas pulseiras que também contam com contas no Steam. Os dados da Razer Nabu X podem ser exportados para outros aplicativos, incluindo o Google Fit e o MapMyFitness.

Por fim, a pulseira também pode notificar o usuário sobre algumas mensagens recebidas de aplicativos específicos, como e-mails, mensagens nas redes sociais e outras atividades que o usuário compreender ser importante para a sua rotina diária. Aqui, a boa notícia é poder deixar o smartphone no bolso por boa parte do tempo em que estiver realizando a sua atividade física ou profissional.

 

Bateria

Um ponto muito positivo do Razer Nabu X é a sua bateria. Com uma autonomia média de uma semana de uso, temos aqui uma vida útil bem aceitável, ainda mais se levarmos em consideração as suas dimensões e as funcionalidades integradas. A ausência de uma tela ajuda e muito nessas horas, e ter um dispositivo que só precisamos carregar uma vez por semana é algo que desejamos e muito em outros dispositivos, inclusive. E já me deparei com pulseiras cuja bateria não dura mais do que três dias.

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É claro que essa autonomia não chega ao mesmo nível de alguns dos seus concorrentes, que podem alcançar até 30 dias de uso contínuo de bateria. Por outro lado, entendo que essa pulseira consegue fazer um pouco mais do que as pulseiras quantificadoras tradicionais.

 

Conclusão

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A Razer Nabu X está aprovado. Faz até um pouco mais do que a maioria das pulseiras quantificadoras tradicionais, oferece uma boa autonomia de bateria, e tende a não ser tão cara quanto a própria marca Razer sugere. Aliás, outro fator a ser considerado é que não devemos nos prender à ideia de que esse é um “gadget para os gamers”, pois não é. Pode ajudar a vida desse grupo, mas é pensado no público em geral. Qualquer pessoa pode usar essa pulseira.

É um produto pensado nos geeks, nos gamers e nos esportistas. Para quem quer uma boa pulseira quantificadora para chamar de sua, ou para quem quer apenas um dispositivo que pode ajudar a melhorar um pouco a sua saúde, tirando um pouco o sedentarismo da vida do usuário.

Review | Razer Nabu Watch

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O mercado ainda tenta introduzir de alguma forma os dispositivos wearables em nossas vidas. Ao mesmo tempo, esse mesmo mercado tenta definir para que serve de verdade essa tecnologia de vestir. Um desses produtos que tentam se consolidar dentro dessa categoria é o relógio inteligente (ou smartwatch), onde em alguns modelos já temos funcionalidades conectadas presentes em nossos smartphones, mas em uma dimensão diminuta.

Por outro lado, a maioria dos smartwatches sofrem de “crise de identidade”. Não se definem bem como um produto conectado (porque dependem de um smartphone para isso), não se definem como produto quantificador (porque temos as pulseiras esportivas que cumprem esse papel muito bem), e não se definem como relógio do dia a dia (já que as pessoas que hoje usam um relógio convencional não se conformam em ter que carregar um dispositivo quase todos os dias para ver as horas).

Logo, a Razer quis ir no caminho seguro de não lançar exatamente um smartwatch, e definir o Razer Nabu Watch como um “relógio tradicional inteligente”. Sim, pois apesar de trazer as funções mais básicas de um relógio tradicional, conta com funcionalidades que vão um pouco além dos seus adversários diretos.

Testamos o produto por duas semanas, e esse review mostra as nossas impressões sobre o relógio pensado nos gamers mais viscerais, que gostam de ter um acessório com linhas agressivas, com alguma tecnologia integrada e funcionalidade simples e direta. Eu mesmo prefiro contar com um relógio no pulso do que ter que tirar o smartphone do bolso de tempos em tempos. E acho que alguns leitores pensam da mesma forma, e podem se interessar por essa proposta.

 

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Características

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O Razer Nabu Watch é um relógio de pulso tradicional, com linhas agressivas e chamativas, e uma construção robusta. Particularmente, me agrada relógios assim. Acompanha mais o meu estilo (nem sei se vale a pena falar sobre isso nesse blog), mas entendo que design em um produto como esse é uma questão de gosto. Mas acredito que essa proposta da Razer é bem alinhada para o público-alvo que a marca possui.

Um dos predicados desse relógio é que, além da identidade visual da marca (algo que por si só já atrai o consumidor), a Razer pensou nos quesitos segurança e resistência para esse relógio. Toda a sua caixa é revestida com um material emborrachado, tornando o acessório resistente a impactos de até cinco metros de altura, além de uma resistência à água de até 5 metros de profundidade. Ou seja, o usuário recebe um relógio esportivo para as mais diferentes atividades, e sem o receio de ter o produto danificado em uma atividade mais exigente.

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Na parte traseira do relógio, temos uma proteção metálica, com o conector para recarga de sua bateria interna. Seus parafusos são proprietários, o que pode dificultar a manutenção do produto por terceiros, obrigando o envio do relógio para uma assistência técnica oficial e autorizada.

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A pulseira é outro ponto positivo do relógio. Conta com um material emborrachado de alta qualidade, e um mecanismo de fecho duplo, o que deixa o relógio bem preso ao pulso. Isso é excelente para algumas das finalidades onde mais imagino o relógio sendo utilizado: durante várias horas de jogatina, atividades esportivas, desafios extremos e a rotina diária das pessoas mais agitadas.

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Com uma pulseira assim, você dificilmente vai perder esse relógio. Apenas em uma situação igualmente extrema ou excepcional.

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O Razer Nabu Watch conta com cinco botões de controle. Um desses botões (o central), permite a interação com a tela OLED do dispositivo. Os outros quatro botões são de controle das funcionalidades do acessório, como por exemplo luz interna, ajuste de configurações, modo de uso e confirmar as funcionalidades alteradas.

Apesar de sua aparência robusta, esse relógio pesa apenas 79 gramas. Ou seja, é um acessório confortável para a rotina diária e para o uso durante as atividades esportivas. E isso é muito bem vindo em um acessório que também é pensado nas atividades de alta performance. Tudo o que não queremos é ter um acessório que nos incomode ou atrapalhe quando o que mais precisamos é nos concentrar no que estamos fazendo.

 

O Produto em Funcionamento

Como disse no começo do post, o Razer Nabu Watch pode ser definido como um “relógio tradicional inteligente”, e por alguns motivos. Para começar, a sua bateria é recarregável, e não é qualquer relógio que faz isso. Mas falaremos desse item mais adiante. Depois, ele combina em um relógio tradicional as funções quantificações, tão bem vindas e desejadas pelos esportistas.

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Tal e como esperamos de qualquer relógio que se preze, o modelo da Razer exibe as horas no fuso horário local e em vários outros locais do planeta, conta com cronômetro, temporizador, alarme e visor retroiluminado. Ou seja, O básico. Mas de quebra, também é capaz de contar os passos dados, calcular a distância percorrida e as calorias queimadas, analisar o tempo de atividade e repouso do usuário e outros parâmetros relacionados com a sua atividade física.

Todos esses dados são coletados através dos sensores integrados no relógio, que sincroniza essas informações com o seu smartphone através da conectividade Bluetooth, via aplicativo Nabu, que está disponível para as plataformas Android e iOS. Com esses dados, o usuário pode ter uma ideia sobre como está a sua rotina diária nesse aspecto, e vai poder analisar melhor no que precisa melhorar no seu treinamento e onde pode obter melhores resultados em um determinado procedimento de condicionamento físico.

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O aplicativo também é capaz de configurar algumas funções do relógio, além de permitir que o Razer Nabu Watch exiba as notificações de alguns aplicativos, como por exemplo notificações de e-mails e recebimento de alertas do Facebook, através de sua pequena tela OLED localizada na base do relógio. De quebra, o acessório conta com sistema de alertas por vibração, para que o usuário fique sabendo de forma bem discreta quando há novidades nos seus canais de comunicação.

 

Bateria

O Razer Nabu Watch conta com duas baterias integradas, que contam com finalidades bem específicas.

O modelo é um relógio tradicional, como qualquer outro. Logo, carrega consigo uma bateria tradicional, ou uma pilha no formato de moeda, que é substituível e possui autonomia de até 12 meses de uso. Tudo bem, ele não tem a mesma autonomia monstruosa que o meu relógio de uso diário, um Casio que possui uma bateria que pode durar até 10 anos. Mas entendo também que a proposta da Razer vai além do que simplesmente mostrar as horas. Logo, é uma bateria bem aceitável.

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A segunda bateria é responsável por alimentar a tela OLED e as funcionalidades inteligentes. É uma bateria não removível, mas que depois de duas horas de recarga completa (via cabo USB conectado ao computador), pode alcançar um uso de até sete dias (a autonomia pode variar de acordo com o comportamento de cada usuário). Para a recarga da bateria, a Razer oferece um conector proprietário, mas que pode funcionar não só com o PC mas também com um carregador compatível.

 

Conclusão

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De um modo geral, o funcionamento do Razer Nabu Watch me agradou bastante. Deve agradar e muito os usuários que já estão habituados a utilizar um relógio tradicional, mas que querem contar com um acessório que ofereça um algo mais.

Para os gamers, pode ser uma boa pedida pelo fato de ser um produto cuja marca se alinha com o principal foco de interesse desse grupo consumidor. Sem falar que estamos falando de uma marca que já tem uma certa tradição dentro do segmento. Também é altamente recomendado para os esportistas, que procuram um relógio com design agressivo e algumas funcionalidades que mostram um pouco mais do que simplesmente exibir as horas.

Por fim, é o relógio recomendado para os usuários urbanos, que gostam de um design agressivo, ou que querem fazer uma certa graça junto com os amigos, mostrando um relógio com tela OLED integrada, que mostra as notificações recebidas do seu smartphone. E com uma autonomia maior que a maioria dos smartwatches tradicionais.

Review | LG K10 (LG-K430TV)

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A LG começou o ano de 2016 apresentando uma nova linha de smartphones. A série K se propõe a oferecer dispositivos de entrada e linha média, mas com alguns detalhes de alta qualidade, visando conquistar o público jovem, que não está interessado em pagar caro para ter uma boa tela, uma câmera de alta qualidade ou um bom desempenho para realizar as suas atividades conectadas. E o LG K10 é o modelo mais completo dessa nova série, que se completa pelos modelos LG K8 e LG K4.

O LG K10 é o carro chefe da série, mostrando o melhor que a empresa pode fazer nesse sentido. O modelo entrega o design que é a assinatura da LG nos últimos anos, uma tela com a qualidade já comprovada dos coreanos, sensores fotográficos eficientes e um desempenho que promete através do processador ocra-core MediaTek de 1.14 GHz. Porém, uma grande pergunta precisa ser respondida nesse review: como é o comportamento do Android 6.0 Marshmallow, em um dispositivo cuja ROM do Android é altamente customizada, e com apenas 1 GB de RAM?

Uma das grandes preocupações de alguns leitores do TargetHD no dia em que o LG K10 foi anunciado foi justamente essa baixa quantidade de RAM para um dispositivo com o sistema Android, historicamente considerado um devorador de recursos. Teria a Google finalmente corrigido esse problema? Ou os usuários podem começar a se preocupar desde já?

As respostas para estas e outras perguntas a seguir.

 

Características Físicas

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O LG K10 é um smartphone de linha média, com uma construção e acabamento típicos de um dispositivo de sua categoria. O plástico predomina, mas não é um plástico de baixa qualidade. Não há elementos foscos na parte traseira (que é feita em um relevo com plástico sólido, muito agradável ao toque e mais resistente para o uso diário) e o friso em acabamento metálico nas laterais acaba caindo bem no conjunto geral de acabamento.

É um modelo leve nas mãos e no bolso, além de não criar tanto volume durante o transporte no bolso, apesar de não estar na lista dos mais finos do mercado. É o tipo de smartphone que entra fácil no grupo dos dispositivos que ficam bem encaixados nas mãos para um uso mais longo com navegação na internet e interação com as redes sociais.

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A LG manteve os botões de liga/desliga e controle de volume na parte traseira do dispositivo, abaixo do sensor de câmera. Sabemos que a empresa abandonou essa decisão para os modelos top de linha com o LG G5, e que o LG K4, dispositivo de entrada dessa nova série, já não traz essa disposição de botões. Resta saber se os coreanos vão manter essa alternativa nas linhas intermediárias, ou se eles vão seguir a aposta adotada no seu modelo mais completo, e migrar tal característica para as demais linhas

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Outra escolha interessante foi deixar todos os conectores na parte inferior do dispositivo. Tanto o conector microUSB como o conector para fones de ouvido ficam na parte de baixo do smartphone, enquanto que as laterais e a parte superior ficam livres de botões e conectores, beneficiando o design do produto.

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Outro detalhe que vale destaque é que o alto-falante superior (utilizado para chamadas de voz) está bem integrada no smartphone, assim como o alto-falante traseiro, que fica não só abaixo da tampa como abaixo da estrutura trançada de acabamento da tampa traseira. Não é possível observar parafusos aparentes, e os pontos de encaixe de estrutura da parte externa e da tampa traseira estão bem encaixados, garantindo assim uma sensação de solidez e boa qualidade de construção.

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Por fim, o LG K10 é um smartphone bem construído e bem concebido. É um modelo que promete atender as expectativas de usuários de diferentes níveis nesse aspecto. Dificilmente o telefone pode te causar decepções.

 

Acessórios

O LG K10 traz consigo os itens mais básicos para um smartphone de sua categoria: bateria, manuais, fones de ouvido, adaptador para TV digital, adaptador para rede elétrica, cabo USB e manuais. Logo, não é isso que pode me deixar incomodado com esse dispositivo.

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Talvez o fone de ouvido tenha deixado a desejar. E não foi pouco. Estamos falando de um headfone padrão, que é de uma qualidade inferior. Se você quer apenas se comunicar ocasionalmente garantindo um pouco de privacidade, tudo bem. Agora, pensando no fato que boa parte do público-alvo desse modelo é o jovem, que normalmente gosta de ouvir música. Para essa missão, os fones de ouvido do LG K10 perderá pontos.

De qualquer forma, é o mesmo kit que vem na maioria dos dispositivos.

 

Tela

O LG K10 conta com uma tela de 5.3 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels, com 277 pixels por polegada e proteção Corning Gorilla Glass 3. Aproximadamente 71% da parte frontal do dispositivo é ocupada por essa tela.

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Durante o evento de lançamento dessa nova série K, a LG afirmou que colocou ênfase em alguns pontos que os usuários mais jovens davam como prioridade na hora de adquirir um smartphone, mas que não estavam dispostos a pagar caro por um produto para ter esses itens. E a tela seria um desses itens. Bom, após testar o produto, entendo que estamos diante de uma tela de boa qualidade em relação ao resultado final das imagens reproduzidas, mas que não apresenta nenhum tipo de diferencial substancial em relação ao que os seus concorrentes diretos apresentam hoje.

Trazer a proteção Gorilla Glass é algo bem vindo, mas não chega a ser um diferencial relevante, já que outros produtos de sua faixa de preço também o fazem. Não optar por uma tela com resolução Full HD é uma escolha pensada na redução de custos, e também porque uma resolução maior não iria fazer uma grande diferença no resultado final de exibição dos gráficos.

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O que conta a favor é justamente a qualidade mais que comprovada da LG em oferecer telas de alta qualidade, tanto na exibição dos elementos gráficos como no consumo de bateria. Há muito tempo que os coreanos conseguem um bom equilíbrio desses elementos, oferecendo ótimos e vistosos resultados. Logo, ver que o LG K10 oferece uma boa tela para a maioria das atividades conectadas não chega a ser uma grande surpresa. É na verdade o que era esperado da empresa.

Mas não podemos dizer que a tela desse smartphone está acima da média. Pelo contrário: está bem na média daquilo que se espera para um dispositivo de sua categoria. O que também não quer dizer que é uma tela ruim. Para o que temos em um produto do seu porte, é uma tela bem aceitável e ajustada para as principais necessidades básicas do usuário.

 

Sistema Operacional e Interface do Usuário

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Aqui temos o (talvez) principal destaque do LG K10. O smartphone é um dos primeiros a alcançar o grande público com o sistema operacional Android 6.0 Marshmallow de forma nativa, sem depender de atualizações. Esse é um diferencial que esse modelo oferece, e que considero muito valioso, pois já faz uma diferença importante no comportamento geral do smartphone, no que se refere à sua usabilidade.

O sistema Android desse dispositivo recebe a capa de personalização da LG, que já nos acostumamos a ver nos modelos previamente lançados. Nas outras oportunidades que testamos aparelhos da marca, ficamos satisfeitos com o fato dessa interface não pesar tanto no desempenho geral do dispositivo, e das adições serem bem vindas e úteis, apesar de distanciar completamente da proposta de Android puro da Google, que é o que até hoje consideramos a ideal para esse sistema operacional.

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Nesses aspecto em particular, mais uma vez podemos dizer que a LG fez um ótimo trabalho na customização e otimização do Android, que se mostrou um sistema leve e estável na maior parte do tempo. Aqui, não estamos levando em consideração (ainda) as especificações de hardware do dispositivo (algo que vamos analisar no item Desempenho), mas sim a proposta geral que a LG integrou nesse smartphone, ou aquilo que eles entendem como ser o Android ideal para o seu consumidor.

Uma das mudanças mais evidentes que o usuário vai identificar no uso diário com o Android Marshmallow é o novo modo do Android gerenciar as permissões do que determinados aplicativos vão poder acessar ou não dos dados do usuário. Por exemplo, quando escolhemos um aplicativo principal para visualização de fotos ou vídeos, o sistema mostra uma mensagem perguntando ao usuário se ele deseja que aquele aplicativo acesse a determinado tipo de arquivo pessoal.

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Dessa forma, o usuário sabe desde o começo que aquele aplicativo tem a permissão de acessar aquele determinado arquivo ou função do seu smartphone, reduzindo assim as chances de um aplicativo obter dados e funções que não são considerados essenciais para o funcionamento daquele programa. O que reduz as chances do usuário ser vítima de um ataque, fraude, malware e derivados.

Mas, lembrando: reduzir as chances não quer dizer impedir. Tenho certeza absoluta que os mais apressados nem vão ler as mensagens apresentadas na tela.

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Outra mudança interessante está no gerenciamento de recursos de hardware, que tem um maior leque de informações para o usuário. Talvez preocupados com o comportamento geral do sistema, a LG já deixa um atalho para todas essas funcionalidades de ajustes, como armazenamento, memória e bateria. Tudo mais acessível, justamente para atender aos menos experientes.

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De qualquer forma, entendo que a LG mais uma vez fez um ótimo trabalho na customização do Android. Sem falar que a versão Marshmallow parece mesmo estar bem assentada para um hardware de linha média. Inclusive para um dispositivo que tem apenas 1 GB de RAM. Mas falaremos mais sobre isso daqui a pouco.

 

TV Digital

O LG K10 conta com o recurso de TV digital, com o auxílio de um adaptador que é instalado na saída para fones de ouvido do smartphone (já mostramos esse adaptador no segmento de acessórios). Particularmente, prefiro esse tipo de adaptador por questões estéticas, e cabe a cada fabricante fazer com que o recurso funciona de forma adequada, permitindo a sintonização dos canais em diferentes locais e situações (apesar dos resultados fatalmente variarem em função de diferentes fatores, inclusive a região do Brasil que o usuário vive).

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O aplicativo de TV digital do LG K10 tem os principais recursos que podemos encontrar na maioria das opções disponíveis no mercado, ou seja, é capaz de exibir a grade de programação (desde que o canal em questão ofereça essa opção), além de captura de imagens da tela e gravação da programação (em armazenamento na memória interna do smartphone ou no cartão microSD. A má notícia é que temos uma TV digital em SD e não em HD, mas também não podemos pedir muito de um recurso que é muito mais um complemento do que um recurso prioritário no dispositivo.

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De qualquer forma, o smartphone reproduz as imagens no formato que o canal envia o sinal, inclusive no formato HD. Em uma tela de pouco mais de cinco polegadas, o recurso pode quebrar o galho naqueles deslocamentos mais longos, ou quando não queremos perder o nosso jogo ou evento preferido.

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A boa notícia é que a TV digital funciona muito bem nesse dispositivo, com uma recepção de sinal bem ajustada, inclusive em residências, onde em alguns modelos testados nos últimos meses o recurso apresentou dificuldades em captar sinal. Temos aqui um bom trabalho feito por parte da LG nesse aspecto.

 

Câmera

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Este foi mais um aspecto que a LG quis dar maior ênfase no lançamento dessa série. Alegando que o público-alvo do LG K10 deseja um smartphone com câmeras de boa qualidade, mas que não podem (ou não querem) pagar um preço de um top de linha para isso, a empresa aposta que oferecer sensores que atendam as necessidades desse grupo pode ser um dos segredos para se alcançar um sucesso nas vendas.

Na prática, mais uma vez temos que dizer que o LG K10 está “na média” da sua concorrência.

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O sensor traseiro de 13 MP (f/2.2) possui a mesma interface minimalista do LG G3, oferecendo assim as funcionalidades básicas para uma câmera fotográfica em um smartphone, além dos modos de foto rápida com um toque na tela e ajustes de foco digital através de um simples toque. Não há os ajustes manuais presentes no LG G4, o que seria pedir demais para um dispositivo de sua categoria.

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De qualquer forma, temos um sensor que consegue capturar fotos de boa qualidade para o compartilhamento rápido nas redes sociais, que é o que realmente importa para um usuário de smartphone de linha média. É claro que um estabilizador ótico faz falta em alguns momentos, mas é algo que a maioria das pessoas consegue lidar todos os dias. Como era de se esperar, as fotos em ambiente com baixa luminosidade apresentam uma certa quantidade de ruído, mas tudo dentro da média do que temos hoje entre os smartphones de linha média.

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O LG K10 grava vídeos em Full HD (1080p) na sua câmera traseira, com bons resultados de gravação em diferentes condições de luminosidade. De forma alternativa, também é possível fazer os registros de imagens em HD (720p).

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O sensor frontal desse smartphone possui 8 MP de resolução, e é claramente pensado nas selfies. Possui uma angulação maior para comportar mais pessoas dentro da mesma selfie, além de contar com as funcionalidades de software já conhecidas da LG nos seus smartphones (recurso de “flash” para selfies em baixa luminosidade, que nada mais é do que iluminar a tela na hora do registro da foto, e o recurso de registrar a selfie com um simples movimento da mão, sem tocar na tela).

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Como podem ver, tudo dentro daquilo que a LG já vinha oferecendo nos seus mais recentes lançamentos, e com os resultados que se alinham com aquilo que os seus hipotéticos concorrentes diretos oferecem. Confesso que a câmera frontal desse modelo me agradou bastante, dento das suas possibilidades. Recomendo que os usuários prestem atenção nesse aspecto na hora de optar ou não pela compra desse modelo.

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Games

Aqui começamos a falar do terceiro item que a LG quer enfatizar no lançamento da série K: o desempenho.

A empresa quer colocar no mercado produtos que sejam bons o suficiente para que o seu público-alvo tenha um desempenho satisfatório em diferentes situações, inclusive nos jogos, uma vez que os jovens consomem boa parte do seu tempo no smartphone jogando. Nesse aspecto, temos sentimentos mistos em relação ao LG K10, já que ele atende bem as necessidades nesse aspecto, mas com algumas ressalvas.

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Durante os testes, todos os jogos que normalmente utilizamos para avaliação dos produtos que por aqui passam rodaram sem maiores problemas, e com plena qualidade gráfica. Entendemos aqui que o principal motivo para esse bom resultado foi a combinação de um processador com oito núcleos com uma GPU Adreno 306, que se não é a mais potente do mercado (bem longe disso), ao menos consegue oferecer um desempenho bem ajustado para essa tarefa mais complexa, ou de maior demanda de gráficos.

Por outro lado, aqui começamos a ver como apenas 1 GB de RAM começa a comprometer.

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Nos jogos com gráficos mais simples, não temos grandes problemas de execução e travamento (apesar do fato de no Subway Surfers eu ter percebido alguns leves engasgos, o que ocasionalmente comprometeu a jogabilidade). Já em jogos mais pesados (Iron Man, Dead Trigger 2, Real Racing 3), apesar de uma execução mais fluída na maior parte do tempo, os engasgos foram maiores e mais perceptíveis.

Mais: em pelo menos três oportunidades, o próprio Android encerrou o aplicativo do jogo em questão, uma vez que o limite de RAM foi alcançado, criando assim um sério inconveniente para aquele jogador que estava em uma fase avançada, ou que não salvou o progresso de um jogo durante uma fase.

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Para aqueles que estão pensando em rodar jogos no LG K10, é bom ter em mente essas características, e pensar muito bem antes de fazer o investimento. A experiência de uso pode não ser tão plena e perfeita como se espera.

 

Bateria

O LG K10 conta com uma bateria removível de 2.300 mAh, o que para um dispositivo com o seu tamanho de tela e especificações técnicas pode parecer pouco. Na verdade, aqui temos mais uma vez uma prova do quanto a LG está apostando nas melhorias e otimizações do Android 6.0 Marshmallow para um menor consumo de recursos. E nesse caso, a aposta se paga.

Naturalmente, o K10 consegue aguentar um dia de uso moderado, tal como faz hoje (ou deveria fazer) a maioria dos smartphones Android disponíveis no mercado (navegação de internet, acesso à redes sociais, e-mails, pouco tempo de jogos e vídeos). Em um uso mais avançado, com maior tempo para vídeos e jogos, essa bateria é consumida mais rapidamente, o que também é o esperado para um dispositivo Android.

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A diferença aqui é que a LG sempre se encarregou em adicionar soluções para uma melhor gestão de bateria, o que ajuda em uma melhor autonomia de uso. Somado com os novos recursos que o próprio Android Marshmallow adiciona para um menor consumo e melhor gestão, temos aqui um dispositivo muito eficiente nesse aspecto.

Entendo que a maioria dos usuários não terão problemas com o LG K10 no seu gerenciamento de bateria. É um modelo que cumpre o que promete, onde em particular a LG de novo merece ter seu bom trabalho reconhecido, ao oferecer soluções que melhoram o aspecto de autonomia de bateria na sua versão customizada do Android.

 

Armazenamento e Desempenho

O LG K10 possui 16 GB de armazenamento nativo, com slot para cartões microSD de até 32 GB. Levando em consideração que temos nesse caso um dispositivo de linha média com o Android 6.0 Marshmallow (que tem suporte nativo para microSD como unidade de instalação de aplicativos) e aquilo que os demais modelos desse segmento oferecem, temos aqui uma combinação que é considerada a padrão para esse tipo de produto.

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Sobre o seu desempenho geral, temos que fazer uma análise a partir de diferentes perspectivas.

A grande pergunta que não quer calar é: “o LG K10 consegue oferecer um bom desempenho com apenas 1 GB de RAM, ainda mais com o Android sendo um devorador de recursos?”.

A resposta é…. depende.

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Durante a maior parte do tempo em que testei o produto, ele não apresentou problemas de travamentos ou paradas críticas, e a maioria dos usuários comuns pode sim ter uma boa experiência de uso com um dispositivo com as suas características de hardware. Mesmo utilizando uma interface Android altamente customizada, o K10 ofereceu um bom desempenho geral para as atividades mais comuns, que são aquelas que enquadro como parte de um uso moderado.

Por outro lado, também temos que levar em consideração que o seu processador (MediaTek quad-core) combinado com sua GPU (Adreno 306) oferecem um conjunto bem equilibrado, trazendo para si a responsabilidade de um bom desempenho geral. Logo, os 1 GB de RAM não afetam tanto para a maioria das atividades, uma vez que o processador é que se encarrega de gerenciar os seus recursos para destiná-los de forma inteligente durante a execução dos diversos aplicativos e tarefas.

Como já citei no item Games, o 1 GB de RAM se mostra insuficiente nas tarefas mais pesadas, ou de maior demanda de recursos. Por exemplo, o uso do Facebook sozinho (aplicativo que consome muita memória naturalmente) não compromete. Porém, utilizar o Facebook, o Messenger, o WhatsApp e abrir o Real Racing 3 já pode significar problemas (nesse cenário, o game foi fechado sozinho).

Ou seja, em linhas gerais, o LG K10 atende a maioria dos usuários, mas os mais exigentes definitivamente precisam procurar um dispositivo com pelo menos 2 GB de RAM para atender as suas necessidades.

 

Conclusão

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O LG K10 está aprovado. É um smartphone de linha média bem equilibrado, com um design bonito, a interface de usuário típica da LG, uma boa tela, uma boa quantidade de armazenamento, um processador competente e um Android atualizado. Leva a experiência de uso dos coreanos para uma nova proposta de linha média. Chega para competir com as soluções mais populares do mercado brasileiro, e pode conquistar alguns consumidores pela combinação desses fatores.

Porém, a competição é pesada. Entendo que alguns dos seus competidores diretos contam com alternativas com especificações técnicas mais completas, com preços um pouco abaixo ou um pouco acima do valor proposto pela LG nesse produto. Se a empresa não rever o fator preço, dificilmente eles podem ter sucesso. Até porque, depois de todos os aspectos técnicos analisados, o fator decisivo para o consumidor adquirir esse ou aquele produto é justamente o seu valor final.

Review | Quantum Go

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Como uma empresa novata pode atrair os holofotes do público e imprensa especializada rapidamente? Simples: oferecendo um produto no estilo “bom, bonito e barato”. A Quantum é uma startup que conta com o suporte técnico da Positivo Informática, e apresentou recentemente o Quantum Go, smartphone pensado nos gostos, necessidades e interesses do consumidor brasileiro que está disposto a pagar até R$ 800 em um dispositivo que ofereça uma boa relação custo-benefício.

Pelo menos nesse primeiro lançamento, a Quantum parece mostrar que fez bem a lição de casa. Não estamos apenas diante de um smartphone com linhas bem trabalhadas e material acima da média para a sua proposta. Temos um produto que surpreende no seu desempenho, que está muito equilibrado para um produto com suas características. A relação custo-benefício foi alcançada, e temos um produto muito promissor, que pode tirar o sono de muitos fabricantes consolidados.

Nesse review, vamos conhecer o produto em detalhes. Ver suas características físicas e técnicas, e mostrando nossas impressões sobre essa primeira empreitada da Quantum no mercado mobile brasileiro.

 

Características Físicas

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A primeira coisa que vem à nossa cabeça quando entramos em contato direto com o Quantum Go pela primeira vez é de ter nas mãos o smartphone Android mais fino e leve que você já usou em muito tempo. Temos aqui um gadget com linhas refinadas e sofisticadas, que pode ser transportado no seu bolso da calça sem dificuldades, e sem criar o volume indesejado de outros modelos.

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A baixa espessura (6.5 mm) e peso (115 gramas) desse smartphone se alinham perfeitamente à proposta de oferecer um produto com design premium, refinado, elegante e bem acabado. Inclusive as bordas bem marcadas e arredondadas, que irremediavelmente lembram alguns dispositivos da Sony, são uma prova dessa proposta de oferecer em um produto de custo inferior as mesmas características estéticas de modelos mais caros.

O resultado dessas combinações conceituais é que o Quantum Go é um produto muito mais agradável de ser utilizado no dia a dia. Com o baixo preço, a tendência é que o usuário acabe utilizando o smartphone por mais tempo, tanto durante as chamadas como o uso com as redes sociais, navegação na internet e jogos. Em tempos onde temos mais tabletphones com um hardware mais robusto e baterias mais volumosas, o dispositivo da Quantum até gera um contraste que é bem vindo.

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Os botões de controle de volume e liga/desliga/bloqueio de tela estão bem ressaltados em relação ao corpo do dispositivo, ficando bem alinhados nas laterias, logo abaixo da gaveta que oferece acesso para o slot de cartões microSD. Na outra lateral, temos apenas a gaveta para o slot para o microSIM dual card. Tudo muito bem integrado à proposta de design. E sim, o produto acompanha uma chavinha de ejeção desses slots.

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Na parte superior, encontramos o conector para fones de ouvido 3.5 mm e o conector micro USB, para recarga de bateria e transmissão de dados. Na parte inferior, os alto-falantes integrados do smartphone.

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A parte traseira do Quantum Go é igualmente elegante e bem acabada, mostrando simplicidade e sobriedade. Apenas o logo da empresa, o nome do dispositivo e a câmera traseira, com flash LED. A tampa traseira do dispositivo não é removível.

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No final das contas, o Quantum Go é um excelente trabalho de design, se demonstrando um produto bem construído, e provando de uma vez por todas que é sim possível fazer um bom trabalho na estética de um produto, mesmo quando ele não está na categoria de dispositivos premium. Basta uma boa dose de boa vontade por parte do fabricante.

 

Acessórios

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O Quantum Go vem com um kit de venda bem interessante. Além do smartphone (óbvio), temos o carregador de parede, o cabo USB para recarga de bateria e transferência de dados para o computador, além dos fones de ouvido intra-auriculares, o que ajuda a garantir um certo isolamento de ruído externo durante as chamadas e reproduções musicais.

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Mas um dos diferenciais desse dispositivo é a presença desse adaptador, que atua como antena para recepção do sinal digital. É um adaptador com um formato diferente do que aqueles que estamos acostumados a ver, com uma espécie de presilha, que serve para manter o smartphone seguro na mão durante o uso, ajudando a evitar quedas acidentais.

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Por último, mas não menos importante, o kit de compra acompanha sim a chavinha para ejeção das gavetas dos slots para chips SIM e cartão de memória microSD.

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Tela

O Quantum Go possui uma tela de 5 polegadas, com resolução HD (1280 x 720 pixels), AMOLED. É o tamanho de tela considerado padrão para o mercado atual de smartphones de linha média. Essas dimensões ajudam a tornar o modelo mais compacto e confortável durante o uso, e sem comprometer a experiência de uso. Muitos consideram esse tamanho de tela o ideal para as principais atividades.

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A tela desse smartphone é mediana, mas não decepciona. A qualidade final de imagem é boa, com excelente emissão de brilho e bom contraste. O usuário não terá problemas em visualizar os elementos do sistema operacional, ou em obter uma boa experiência multimídia em diferentes condições de luminosidade. Por outro lado, essa tela oferece bons resultados de visualização apenas razoáveis quando estamos em ambientes bem iluminados, ou em dias com sol forte. Nessas condições, mesmo com o brilho da tela no máximo a visualização das imagens pode ficar prejudicada.

Além disso, a presença de recursos como o MiraVision da MediaTek ajuda na hora de exibir as imagens com a melhor calibração de cores possível. Sem falar que esta é uma tela que não produz um gasto considerável de bateria. Pelo menos no uso mais casual, com atividades mais básicas pela maior parte do tempo, a tela do Quantum Go não se apresenta como principal responsável pelo elevado consumo de bateria.

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Por fim, a interação que o usuário pode encontrar com essa tela é a melhor possível. A resposta ao toque é precisa e eficiente, sem falar que alguns recursos de software acabam oferecendo funcionalidades especiais, como o duplo toque para bloquear a tela, já visto em diversos smartphones de diferentes fabricantes.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O Quantum Go conta com o sistema operacional Android 5.1 Lollipop, com algumas customizações por parte do fabricante. Porém, são modificações sutis, que recebem algumas adições que são bem vindas, oferecendo uma maior usabilidade ao dispositivo. De um modo geral, o dispositivo conta com boa parte da experiência do Android tal e como a Google concebeu, o que é algo muito positivo sob vários aspectos.

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Não apenas por conta de uma experiência de uso mais uniforme e alinhada com alguns de seus concorrentes diretos, mas também pelo menor consumo de recursos de hardware, o que se converte em um melhor desempenho geral e um melhor gestão de bateria. Não que o impacto na autonomia de uso seja tão elevado assim, mas no aspecto de desempenho geral do smartphone, a diferença é considerável. Mas falo mais sobre isso mais adiante.

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Aqui temos mais um forte argumento a favor do Quantum Go. O Android Lollipop se comporta muito bem com as especificações de hardware do dispositivo. Não foram percebidos engasgos, travamentos ou arrastos durante os testes. Na verdade, o dispositivo apresentou uma impressionante fluidez nas transições de tela e execução de aplicativos. Algo que confesso que poucas vezes vi em um smartphone Android em mais de sete anos escrevendo no TargetHD.

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Acredito que todos os usuários que tiverem a oportunidade de testar o Quantum Go ficarão impressionados com a qualidade do dispositivo nesse aspecto. Sem falar que, durante o período de testes, pelo menos duas atualizações parciais foram enviadas, o que reforça o compromisso da empresa em manter o dispositivo constantemente atualizado, corrigindo falhas e melhorando o seu desempenho.

Sem falar que esse modelo já tem atualização garantida para o Android 6.0 Marshmallow, quando o mesmo estiver disponível.

 

Qualidade de Áudio

O Quantum Go conta com alto-falantes de reprodução na sua parte inferior. Algo compreensível, se levarmos em conta a sua proposta de design. Colocar alto-falantes frontais, tal como vem acontecendo nos últimos lançamentos de smartphones dos principais fabricantes, poderia resultar em um invariável aumento de espessura.

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Por outro lado, a qualidade de reprodução de áudio desse smartphone é considerada satisfatória. Por conta das características estéticas citadas no parágrafo anterior, não dá para esperar uma qualidade final de áudio muito potente, mas para um produto com essa proposta, o resultado final é bom.

A mesma coisa pode ser dita sobre o alto-falantes para chamadas, que também oferece uma boa qualidade de áudio em ambientes silenciosos, e um nível regular para os ambientes mais barulhentos.

 

Câmera

Já era de se esperar que o Quantum Go tivesse algum tipo de “restrição”, por conta de sua proposta de dispositivo com boa relação custo-benefício. E talvez as maiores restrições desse produto estejam mesmo nas suas câmeras, apesar da Quantum ter se esforçado para fazer um bom trabalho.

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A câmera traseira do Quantum Go possui um sensor de 13 megapixels (f/2.0), fabricado pela Samsung e com recurso BSI (Backside Illumination), que dá um maior ganho na captação de luz em ambientes pouco iluminados. Além disso, o sensor trabalha com o recurso Quantum Resolution pode capturar imagens de até 24 megapixels. Levando em consideração que o dispositivo aumenta a quantidade de pixels da foto por software, não podemos exigir os mesmos resultados finais de qualidade de uma imagem capturada com um sensor com 24 megapixels nativos.

É um recurso a mais para você ter uma imagem maior, que no final das contas não é algo tão imprescindível assim para um dispositivo dessa categoria. A maioria dos modelos da sua faixa de preço também recebem um sensor de, no máximo, 13 megapixels de resolução, que são mais do que suficientes para que a maioria dos usuários possam compartilhar fotos nas redes sociais com o mínimo de qualidade.

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Talvez a grande ausência no sensor traseiro do Quantum Go é a de um estabilizador ótico. Eu sei, estou pedindo demais de um smartphone com as suas características. Mesmo assim: esse é um item que está começando a se tornar um pré-requisito para telefones inteligentes de diferentes categorias, e é uma solução que é bem vinda para uma melhor qualidade final das fotos.

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Em compensação, o software de fotografia do Quantum Go oferece algumas funcionalidades que podem melhorar os resultados finais das fotos. Por exemplo, um modo de controle de movimento dos objetos, que reduz um pouco os efeitos de fotos tremidas. O modo Panorama também está presente, e funciona muito bem.

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O aplicativo de câmera é bem simples, contando com os recursos mais básicos para o registro de fotos com um smartphone. A maioria dos usuários não terá dificuldades no manejo do app. Talvez alguns recursos mais específicos e controles manuais fiquem um pouco escondidos. Além disso, os usuários mais exigentes vão observar que este é um software mais antigo do aplicativo de câmera, que já foi visto em outros modelos do Android.

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Outro problema da câmera do Quantum Go é o tempo de disparo da câmera. Comparado com outros dispositivos já testados (inclusive os seus concorrentes diretos de preço), é um tempo muito elevado. Aqui é onde mais sentimos a ausência de um estabilizador ótico de imagem, mas como já disse antes, não podemos ter tudo em um dispositivo com as suas características. Por outro lado, de todos os smartphones avaliados em 2015 por nós, esse modelo tem disparado o sensor mais lento de todos. Principalmente nos cenários noturnos ou pouco iluminados.

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No final das contas, a câmera do Quantum Go registra fotos apenas razoáveis. Os menos exigentes poderão obter bons resultados de imagem, principalmente em locais com luminosidade perfeita. Mas em muitos casos, as fotos não saem tão limpas. Ou a captação de luz em modo automático é excessiva, ou temos os já esperados tremores nas imagens. De qualquer forma, os mais treinados e os menos exigentes podem obter bons resultados. Os mais exigentes podem não gostar do que vão ver.

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O Quantum Go possui uma câmera frontal de 5 megapixels, que se destaca por contar com um ângulo de captação de imagens de 84 graus. O recurso é bem vindo para aqueles que gostam das selfies em grupo. Aqui, o sensor tem um rápido tempo de disparo, mas com a qualidade final igualmente mediana.

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O software escolhido pela Quantum tende a comprimir em demasia a imagem, com o objetivo de reduzir o ruído das fotos com baixa luminosidade. Porém, isso acontece em exagero, a ponto de deixar a qualidade final das fotos um pouco artificiais.

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Além disso, o aplicativo de câmera também conta para o sensor frontal com o recurso Quantum Screen Flash, onde a tela do smartphone faz as vezes de flash, iluminando a mesma por alguns segundos, para um resultado final de fotos um pouco melhor em condições com baixa luminosidade. Já vimos esse recurso presente em outros dispositivos. E o resultado foi o mesmo: ajuda, mas não resolve. Não tem o mesmo resultado de um flash dedicado para o sensor frontal.

Games

O Quantum Go, apesar de ter uma estética de dispositivo premium, ele tem especificações técnicas medianas. E é necessário relembrar isso quando falamos no item games. Porque nesse aspecto, o dispositivo se comportou dentro do esperado, e de certo modo, até supera um pouco as expectativas. Justamente por ser um smartphone de linha média.

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Durante os testes, todos os jogos que normalmente utilizamos para a produção do review rodaram sem maiores problemas. Em alguns casos, como em Dead Trigger 2 e  Real Racing 3, o desempenho foi acima do esperado, pois os gráficos foram exibidos em alta qualidade, como se o mesmo fosse um dispositivo com uma GPU mais avançada. E o desempenho foi muito satisfatório, sem engasgos ou arrastos perceptíveis.

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Para a maioria dos usuários, ou para aqueles que querem um smartphone para jogar de forma mais casual, o Quantum Go atende bem as necessidades. Acho que até mesmo os gamers considerados hardcores ficarão surpreendidos com o desempenho final desse dispositivo com os jogos com qualidade gráfica mais elaborada.

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É claro a combinação de um processador octa-core de 1.3 GHz (que a Quantum promove como “True Octa Core”)  com 2 ajuda nesse resultado de boa qualidade. Mas é inegável que o trabalho feito pela empresa em manter o sistema Android o menos intrusivo possível é determinante para esse resultado obtido por esse dispositivo.

 

TV Digital

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Um dos adicionais do Quantum Go é a presença da função de TV digital, item que é bem procurado entre os usuários de dispositivos na faixa de preço que esse modelo se encontra. E podemos dizer que encontramos bons resultados no recurso, levando em conta as suas possibilidades.

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A TV digital funciona com o adaptador que acompanha o kit de venda do produto. O acessório se conecta ao smartphone através da porta microUSB na parte superior do dispositivo, e interage diretamente com um aplicativo dedicado ao recurso. É um app com interface similar ao que vimos em modelos de outros fabricantes, com uma proposta bem simplificada e descomplicada.

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É claro que os resultados do desempenho desse recurso podem variar de acordo com a região onde o usuário se encontra. Na minha cidade atual, eu moro em um dos pontos mais altos. Na minha cidade antiga, eu morava em uma região mais baixa. Com isso, a qualidade de sinal varia consideravelmente, e a experiência de uso também. Logo, vou descrever as minhas impressões baseado na minha atual situação.

O recurso de TV digital do Quantum Go funciona muito bem, mesmo em ambientes fechados. Nos testes, o conjunto foi capaz de captar o sinal dos quatro canais digitais disponíveis na cidade de Ponta Grossa (PR) dentro e fora da minha residência, sem apresentar grandes dificuldades. É claro que o ideal é que essa funcionalidade tenha bons resultados dentro e fora de casa, mas além dos fatores geográficos, a qualidade de sinal recebida no local vai influenciar e muito.

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Talvez alguns reclamem do fato de ser apenas um sinal digital simples, com resultados de imagem não muito satisfatórios. Por outro lado, temos sempre que lembrar que estamos falando de um dispositivo de linha média, onde algumas restrições precisam ser impostas. Sem falar que o Quantum Go possui uma tela com resolução de 1280 x 720 pixels. Mais do que isso, é algo desnecessário.

Sem falar que os principais concorrentes desse produto que oferecem a funcionalidade de TV digital não vão muito além do que aquilo que a Quantum entrega em seu produto.

 

Armazenamento e Bateria

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O Quantum Go está disponível em duas versões para o seu armazenamento, com 32 GB (4G) e 16 ou 32 GB (3G). O sistema operacional Android ocupa aproximadamente 2.49 GB de espaço, o que resulta em um bom espaço livre para o armazenamento de aplicativos e dados do usuário. Lembrando que temos um slot para cartões microSD de até 32 GB. Ou seja, para a maioria dos usuários, temos aqui uma quantidade de espaço suficiente para os arquivos pessoais, músicas e apps.

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A bateria do Quantum Go possui uma capacidade total de 2.300 mAh. É preciso levar em consideração que estamos diante de um smartphone com baixa espessura, o que faz com que a sua capacidade de bateria seja menor. Mesmo assim, com as otimizações feitas na ROM Android do smartphone, o desempenho da sua bateria está no que posso chamar de “aceitável”.

Em um uso moderado (redes sociais, notificações ativas, navegação na web, vídeos e jogos ocasionais, maior parte do tempo com internet via WiFi), a bateria do Quantum Go aguenta sem maiores problemas pelo menos um dia de uso. Já em um uso mais pesado (tela ligada na maior parte do tempo com brilho no máximo, muitos jogos e vídeos, TV digital por pelo menos duas horas, internet com 4G), a bateria pode se esgotar rapidamente, e a recarga se fará necessária.

Não estamos muito longe da média de consumo geral da maioria dos modelos dentro da sua faixa de preço. Com isso, podemos dizer que o Quantum Go atende bem as necessidades da maioria dos usuários que buscam um smartphone com as suas características.

 

Desempenho

O Quantum Go surpreende positivamente nesse quesito. É um dos smartphones Android com melhor desempenho geral que passou por testes no TargetHD em 2015, dentro do que se propõe, e na sua categoria de uso.

Poucas vezes vimos um casamento tão bem ajustado de um hardware (processador MediaTek MT6753 64 bits True OctaCore de 1.3 GHz, 2 GB de RAM, GPU Mali-T720P3 a 450 MHz) e software (sistema operacional Android 5.1 Lollipop, com poucas customizações). A interface do smartphone roda de forma fluída e bem funcional, sem engasgos ou travamentos. Todos os aplicativos e jogos que normalmente instalamos nos smartphones que chegam para testes rodaram sem maiores problemas ou anormalidades.

O multi-tarefa desse smartphone também está muito bem ajustado, com um desempenho que realmente chama a atenção para um produto com a sua faixa de preço e características técnicas. Além disso, todas as funções pré-determinadas pela Quantum para complementar a experiência de uso foram executadas sem maiores problemas ou falhas.

O trabalho feito pela Quantum no Quantum Go surpreende. Salta aos olhos. Não deixa nada a desejar em relação aos seus concorrentes diretos.

 

Conclusão

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Sem exageros, o Quantum Go é um dos melhores lançamentos de 2015. É confortante constatar que uma empresa nacional conseguiu oferecer uma proposta de smartphone Android que respeite o consumidor em vários aspectos. É um dispositivo com um ótimo acabamento, um design muito elegante, uma tela de boa qualidade, um Android bem limpo, e um desempenho excelente.

O que mais podemos querer?

Um preço justo. E o Quantum Go tem um preço bem honesto para o resultado final entregue.

Mais do que isso. É uma das melhores relações custo-benefício disponíveis no mercado de linha média nesse momento. É um smartphone que tem tudo para agradar a maioria dos usuários que não querem gastar mais de R$ 1 mil em um dispositivo Android, mas que deseja uma experiência de uso de alta qualidade. Um produto que satisfaça ao bolso e no dia a dia. Um smartphone que ofereça uma experiência acima de sua média para um produto de linha média.

Um dispositivo de linha média com ar de top de linha. O Quantum Go conseguiu alcançar esse objetivo.

Review | LG G4 Stylus

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A LG segue com a tradição de lançar um modelo top de linha, e lançar opções alternativas, com especificações mais modestas, mas com a mesma proposta de design, estética e funcionalidades básicas. Com o lançamento do LG G4, modelo top de linha para 2015, os coreanos lançaram também o LG G4 Stylus, que se destaca pela tela generosa, trabalhando com uma caneta apontadora, para uma maior produtividade.

O grande desafio da LG com os seus modelos em 2015 é garantir que a experiência de uso e a relação custo-benefício continua a ser uma das mais interessantes do mercado mobile, ainda mais em um ano onde vários novos competidores apareceram com propostas muito interessantes. Será que foi possível melhorar nesse modelo nos mesmos elementos que o LG G4 evoluiu (design, tela e câmera)?

O review a seguir responde essa e outras perguntas. Também tenta identificar qual é o tipo de usuário que deve considerar a compra desse modelo, e se a LG conseguiu repetir a fórmula de sucesso dos modelos anteriores. Ter um bom produto de linha média passou a ser uma obrigação com uma concorrência tão voraz. Apresentar diferenciais que conquistem o consumidor é, agora, o que pode determinar a vitória ou derrota dentro desse segmento.

 

Características Físicas

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Vendo de longe, é difícil diferenciar o LG G4 Stylus do LG G4. São modelos muito semelhantes, reforçando assim a proposta da LG de oferecer a mesma estética que o modelo top, mas com um preço mais acessível, em uma proposta mais modesta. Nesse sentido, os coreanos foram bem sucedidos, pois as semelhanças entre os dois produtos são enormes. Mas as diferenças podem ser percebidas quando prestamos atenção para os detalhes.

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Uma das primeiras diferenças de design do LG G4 Stylus para o LG G4 está na sua curvatura traseira. Ela é mais reta do que aquela encontrada no modelo principal, talvez para acondicionar melhor a caneta stylus na parte superior do dispositivo. Mesmo assim, o produto tem um design industrial muito agradável, acompanhando a tendência de linhas da nova série de produtos da LG.

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Os botões de controle de volume e liga/desliga, localizados na parte traseira do produto também seguem a tendência de design apresentada no LG G4, incluindo o sensor de câmera, que agora traz o foco a laser, diferente dos modelos intermediários das gerações anteriores. Essa é uma excelente notícia, já que é uma das soluções mais elogiadas dos modelos top de linha da LG, e era ago relativamente simples de ser implementado nos modelos mais acessíveis.

Esse diferencial agrega valor de mercado ao produto, principalmente em um segmento onde a concorrência começa a adotar soluções semelhantes, pensando justamente na oferta da melhor foto possível pela melhor relação custo-benefício.

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Como já destacado um pouco antes, a caneta stylus fica na parte superior, em um sistema de inserção e remoção bem simples. Um pequeno espaço no próprio corpo do LG G4 Stylus torna a remoção dessa caneta muito fácil para qualquer pessoa que tenha um pouco de unha no dedo indicador. E sua inserção também é intuitiva e (prestem atenção) EM UMA ÚNICA DIREÇÃO. Ou seja, mesmo que você force muito, você NÃO CONSEGUE INSERIR ESSA CANETA NA ORIENTAÇÃO INCORRETA. Se você o fizer, a caneta pode quebrar, e aí efetivamente o problema é do cliente.

Mas, veja bem: NÃO É POSSÍVEL INSERIR A CANETA DO LADO ERRADO, diferente de outros fabricantes que projetam mal o acessório, o que pode resultar em acidentes e efeitos colaterais indesejados. Seria bacana que alguns fabricantes seguissem o exemplo da LG e projetassem o seu acessório de forma que, de forma natural, eles fossem utilizados de uma única forma (a correta), sem dar a chance do dispositivo ser inserido de forma errada. Não é mesmo, Samsung?

A carcaça traseira do LG G4 Stylus é de plástico, mas que não aparenta ser de baixa qualidade. A tampa em tom prateado reforça a proposta visual dessa nova série de produtos, e protege bem os componentes internos do telefone.

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Por conta dos botões traseiros, as laterais do smartphone são limpas, o que ajuda na redução da espessura do dispositivo. Também vale observar que na parte inferior temos apenas o conector para o cabo microUSB.

De um modo geral, o LG G4 Stylus tem um bom agarre, mesmo sendo um modelo com tela de 5.7 polegadas. É evidente que quem tem mãos pequenas terá uma certa dificuldade em manejar com o produto com uma das mãos. Mas levando em conta que ele é um phablet que propõe o uso com as duas mãos, acredito que na maior parte do tempo o usuário se sentirá confortável com o produto. Ou pelo menos ficará mais satisfeito do que usar um tablet de 7 polegadas, que tem uma mobilidade consideravelmente menor do que um dispositivo como esse em avaliação nesse post.

 

Acessórios

No kit de venda do LG G4 Stylus, temos o básico: cabo microUSB, adaptador de energia e fones de ouvido. Ou seja, os itens considerados padrão para boa parte dos produtos da LG. É uma pena que, nesse caso, temos um fone de ouvido ‘padrão’, e não o excelente QuadBeat, presente nos modelos mais avançados. Porém, não podemos reclamar: sempre temos que pensar que a LG está priorizando uma melhor relação custo-benefício para o produto.

Dessa vez, a assessoria de imprensa da LG também disponibilizou para testes dois acessórios complementares.

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O primeiro deles é o Quick Circle Case para o LG G4 Stylus, um case com tampa protetora que interage com o software do smartphone, oferecendo usabilidades específicas. O acessório não deixa o smartphone mais espesso, pelo contrário: passa um ar ainda mais profissional para o dispositivo, além de oferecer uma proteção relativa para as laterais e tela do telefone.

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O LG G4 Stylus detecta que o usuário está utilizando o Quick Circle, e automaticamente ativa os seus recursos específicos, como exibição do relógio apenas na área vazada da tampa do case (em diferentes temas de sua escolha), além de atalhos rápidos para aplicativos e funcionalidades específicas. Com um duplo toque na área disponível na tela, o relógio e esses hubs são exibidos de forma automática, o que torna o seu uso prático mesmo com a tela protegida pela tampa.

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Outra boa notícia: o Quick Circle Case não obstrui o sensor de câmera quando você deseja tirar fotografias com o smartphone. Nem preciso dizer que um case comum com tampa não oferece essa praticidade, tornando o uso muito incômodo em situações onde a agilidade para registrar a imagem é mais do que necessária.

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A Quick Circle Case se encaixa muito bem ao LG G4 Stylus, sem deixar o produto espesso. Isso é muito importante, pois não tira a elegância do produto, e mantém a sua proposta de design mais sóbrio, pensado um pouco mais nos usuários que pedem uma seriedade no acabamento do dispositivo.

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O outro acessório oferecido para testes pela LG foi a Portable Battery Charger BP4 de 5.200 mAh. O produto possui uma capacidade de armazenamento de energia muito menor do que soluções recém lançadas no mercado (com 10.000 mAh), mas ele tem as suas virtudes.

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O seu design bonito e inteligente é uma dessas qualidades. Ele é compacto, o que facilita o seu transporte dentro do bolso da calça, na bolsa ou na mochila. Outro detalhe interessante é que o seu botão de liga/desliga/botão de verificação de energia vem bem integrado ao corpo do produto, sem ficar muito em evidência, como em outras soluções.

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Também vale a pena destacar que a Portable Battery Charger da LG conta com o seu próprio cabo USB/microUSB integrado ao corpo da bateria, o que torna o seu transporte ainda mais prático. Ou seja, mesmo ele contando com uma bateria com capacidade menor do que a concorrência, ele pode ser mais funcional para quem precisa de mobilidade.

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O acessório também oferece uma longa duração de bateria em standby, e durante os testes foi capaz de recarregar a bateria do LG G4 Stylus de 2.900 mAh de forma parcial por pelo menos duas vezes (ao alcançar 15% de bateria restante, foi feita a recarga completa com a bateria externa por duas vezes). O produto também é compatível com smartphones de outros fabricantes.

 

Tela

O LG G4 Stylus possui uma tela IPS LED de 5.7 polegadas, com resolução HD (1280 x 720 pixels, 258 pixels por polegada). Aqui, vemos uma das grandes restrições feitas pela LG em relação ao LG G4, com uma tela com resolução consideravelmente inferior ao modelo principal. De novo, algo compreensível, pois precisamos sempre ter em mente que o fabricante priorizou a melhor relação custo-benefício para um produto com design e funcionalidades próximas ao modelo mais completo.

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Em compensação, a LG investiu naquilo que lhe compete: tecnologias próprias. A tela do LG G4 Stylus conta com a tecnologia In-Cell Touch, que aumenta a fluidez do toque na tela, tornando a experiência de uso mais intuitiva e prazerosa. Com essa tecnologia, o usuário pode inclusive escrever e desenhar na tela com maior precisão – e para um modelo com uma caneta stylus, essa é uma vantagem a ser considerada. Uma melhor interação com o sistema operacional resulta em uma maior produtividade do usuário.

A tela do LG G4 Stylus usa também as tecnologias de telas de TVs da LG, algo que os coreanos optaram por adotar nas gerações anteriores. E os ótimos resultados se repetem: temos mais uma vez uma tela que entrega cores vibrantes, um bom nível de contraste e brilho. Os gráficos de diferentes tipos de conteúdo são exibidos de forma plena, e a maioria dos usuários de dispositivos nessa faixa de preço ficarão satisfeitos com os resultados.

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É claro que os mais exigentes poderão se sentir incomodados pelo fato desse smartphone contar com uma tela HD, quando vivemos de forma plena a era do Full HD em dispositivos móveis. Mas, de novo, vale o mantra: relação custo-benefício. Até porque também temos que lembrar que um hardware mais limitado resultaria em uma experiência deficitária na hora de exibir esses conteúdos em um desempenho pleno.

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Além disso, já está subentendido a algum tempo que, se você quer um hardware mais robusto, você precisa desembolsar um pouco mais de dinheiro. A linha média prioriza a boa experiência de uso pelo menor preço possível.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O LG G4 Stylus conta com o sistema operacional Android 5.0 Lollipop, com a interface modificada pela LG, a UX 4.0. Como já estamos acostumados com a proposta Android dos coreanos, não precisamos destacar muito as funcionalidades da sua interface. São basicamente as mesmas que já conhecemos no LG G4, com algumas restrições naturais por conta da proposta mais comedida do smartphone.

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Dito isso, mais uma vez a LG faz um bom trabalho em equilibrar a adição de recursos e funcionalidades próprias com um bom desempenho do Android em um hardware mais modesto. De um modo geral, o desempenho do LG G4 Stylus é satisfatório, onde não se percebem lags ou arrastos durante as transições de tela. E quando acontece, está ‘dentro da normalidade’ para um Android de linha média, ou seja, durante a instalação ou atualização de aplicativos.

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Muitos vão preferir um Android em estado puro, e isso se tornou muito mais uma questão de gosto. É claro que um Android sem modificações entrega a experiência real do sistema operacional, mas as adições da LG à sua interface são sempre bem vindas. Por exemplo, os já citados recursos com o Quick Circle Case, os toques duplos para ligar/desligar a tela, as funcionalidades de anotações e desenhos para o uso com a stylus, o QuickMemo+, o LG Backup e outras soluções.

De fato, quem já conhece essa proposta Android da LG de outros modelos certamente ficará satisfeita com o resultado final entregue pelo LG G4 Stylus. A interface oferece um bom desempenho, boas funcionalidades e recursos interessantes.

 

Qualidade de Áudio

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O LG G4 Stylus conta com um alto-falante traseiro que fica abaixo das expectativas. Tudo bem, temos que compreender que estamos diante de um smartphone de linha média, onde restrições precisam ser feitas em nome do custo-benefício. porém, alguns dos seus concorrentes de preço possuem um sistema de áudio que entrega um resultado final com melhor qualidade, em alguns casos com alto-falantes frontais.

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O alto-falantes para chamadas também segue essa tendência de entregar um volume de áudio um pouco abaixo do desejado, Em ambientes com grande quantidade de ruído externo, é possível observar uma certa dificuldade em ouvir de forma adequada a pessoa do outro lado da chamada.

 

Internet

Esse item requer uma maior atenção de você, leitor desse post, e principalmente para os clientes interessados na aquisição desse smartphone. O LG G4 Stylus possui duas versões, com especificações distintas de hardware, que resultam em opções de conectividade diferentes.

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O usuário que entende que não vai precisar de uma internet móvel de alta velocidade e podem se contentar com o 3G (e receber a função de HDTV móvel em troca), devem escolher o LG G4 Stylus com o processador MediaTek MT6592m. Já o usuário que precisa ter uma conectividade mais eficiente e maior velocidade na transmissão de dados com a internet 4G deve escolher o modelo com processador Qualcomm Snapdragon 410.

As duas opções também determinam as diferenças de preços entre os modelos, o que também pode influenciar na decisão final de compra. Além disso, você deve levar em consideração que mesmo que a conectividade LTE não esteja disponível em grande parte das cidades brasileiras, ela eventualmente estará presente no futuro a médio prazo, sem falar que aqueles que se deslocam muito podem se deparar com uma conexão 4G em alguma viagem de férias ou de trabalho.

Logo, procure escolher um modelo que ofereça uma melhor relação custo-benefício para você a longo prazo. Inclusive nesse quesito.

 

Câmera

A LG trabalhou duro nas suas câmeras ao longo dos anos, e tem como resultado direto desse esforço oferecer aquela que é considerada a melhor câmera traseira de um smartphone Android no momento (no LG G4). O LG G4 Stylus não tem sensores tão poderosos, mas dentro de sua proposta, os resultados são muito competentes.

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A câmera traseira do LG G4 Stylus possui uma resolução de 13 megapixels, que se beneficia do sensor a laser, que estreou no LG G3 e foi uma das boas novidades do smartphone na época do seu lançamento. Ver a LG apostando nesse sensor em modelos de linha média é uma excelente notícia, não apenas por oferecer um diferencial em relação à maioria dos seus concorrentes diretos, mas por oferecer um recurso que tem um fator determinante no resultado final das fotos registradas.

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No caso específico do LG G4 Stylus, não temos o mesmo software de câmera do LG G4. Ele volta para a versão ‘simplificada’, vista no LG G3, sem o modo manual que foi tão elogiado no modelo mais potente. Aqui, a mudança tem uma explicação bem simples: a restrição técnica. Afinal de contas, temos um sensor de qualidade inferior, ou seja, não há motivos para colocar um software que exige mais do hardware e do sistema operacional como um todo.

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Na prática, o LG G4 Stylus oferece fotos de boa qualidade, onde mesmo sem um controle mais específico do sensor ou com a ausência de diferentes modos de cena, é possível registrar boas imagens em diferentes condições de iluminação. Como a maioria dos usuários vai utilizar as imagens para o compartilhamento nas redes sociais, entendo que o sensor desse modelo é mais que suficiente para essa tarefa.

Mais imagens a seguir.

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Agora, falando do sensor frontal.

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O sensor frontal possui 5 megapixels, e é igualmente eficiente para as selfies. A LG tenta ‘dar uma força’ para os usuários que gostam de realizar as selfies em baladas ou ambientes com baixa luminosidade, oferecendo um recurso que ilumina a tela nas suas bordas na hora de registrar essas fotos, simulando a presença de um flash. No final das contas, essa funcionalidade é um ‘placebo’: tenta ajudar, mas não resolve. Ou não mostra a mesma eficiência no resultado final que um flash dedicado oferece.

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No final das contas, temos um conjunto de câmeras bem ajustado para a sua proposta. A maioria dos usuários na sua faixa de preço ficarão satisfeitos com os resultados obtidos. Nesse aspecto, o LG G4 Stylus atende muito bem, dentro de suas possibilidades.

 

Games

Em via de regra, os smartphones da LG são competentes para oferecer uma jogabilidade minimamente ajustada para os gamers menos exigentes. E no caso do LG G4 Stylus, isso não é diferente.

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Mesmo sendo um modelo de linha média, ele pode atender bem aos gamers casuais, rodando a maioria dos jogos de forma limpa e sem lags. Em games com maior demanda de hardware, alguns pequenos arrastos foram percebidos, mas nada que prejudique a jogabilidade dos títulos na maior parte do tempo.

É preciso reforçar aqui que a ideia geral do dispositivo é oferecer a melhor relação custo-benefício possível. Por isso, o seu hardware é mais modesto, e os resultados nos games ficam abaixo dos modelos mais robustos. Por outro lado, modelos de outros fabricantes não vão muito além disso nesse aspecto, o que coloca esse modelo na briga para conquistar o coração dos gamers casuais.

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E mais uma vez lembramos a velha frase: se você quer um desempenho e qualidade melhor nos games em um smartphone, desembolse um pouco mais de dinheiro. Simples assim.

 

Bateria

O LG G4 Stylus conta com uma bateria de 2.900 mAh, e entra na regra dos modelos de sua categoria: com uso moderado, você consegue um dia de uso sem problemas. Se o uso for mais intenso (visualização de vídeos, jogos, etc), você fatalmente vai precisar recarregar o dispositivo antes do final do dia.

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Nessas horas, faz falta o sistema de recarga rápida presente em outros modelos concorrentes da alternativa da LG. Se o consumo de bateria pode ser maior em um uso mais exigente, ao menos torne o sistema de recarga algo menos demorado, para que o usuário possa voltar a utilizar o dispositivo depois de um período de descanso, ou após o almoço, por exemplo.

Mesmo assim, as tecnologias presentes no seu processador, combinados com as soluções de software adotadas pela LG podem resultar em um dispositivo que pode atender bem as necessidades de uso da maioria dos usuários na sua autonomia de bateria. Para aqueles que não são grandes consumidores de conteúdo, podem passar mais tempo com o smartphone no WiFi ou não vão ficar jogando o dia inteiro, o LG G4 Stylus pode dar conta do recado.

 

Armazenamento

O LG G4 Stylus conta com 16 GB de armazenamento nativo, onde 6.7 GB são utilizados com os arquivos de sistema e a firmware Android com a interface UX 4.0. E esse é o preço que se paga pelas customizações adotadas pelos coreanos no sistema operacional do Google.

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Mesmo assim, o problema é atenuado com a disponibilidade do slot para cartões microSD de até 32 GB, o que garante ao usuário uma maior liberdade para armazenar os seus conteúdos pessoais, principalmente fotos, vídeos e músicas. Esta parece ser a solução escolhida pelos principais fabricantes para seguirem oferecendo dispositivos com 16 GB de armazenamento nativo, o que é o mínimo aceitável para um telefone Android hoje (convenhamos, 8 GB de armazenamento não dão para nada).

 

Desempenho

Dentro de suas características, o LG G4 Stylus possui um desempenho aceitável. Não muito diferente de outros modelos dentro da sua faixa de preço, mas dentro do esperado para o hardware disponível.

O produto está disponível em duas versões: uma com o processador MediaTek MT6592m com conectividade 3G e HDTV, e a outra com processador Qualcomm Snapdragon 410, com conectividade 4G. Os dois modelos recebem 1 GB de RAM e 16 GB de armazenamento interno (expansíveis via microSD de até 32 GB).

O modelo que recebemos para testes foi o LG G4 Stylus 4G, mas imagino que o desempenho geral seja basicamente o mesmo para os dois modelos. Dito isso, esse smartphone da LG oferece um desempenho que vai agradar a maioria dos usuários mais casuais, com um bom desempenho na maior parte do tempo de uso do dispositivo.

Talvez alguns arrastos gráficos são percebidos em situações bem pontuais (atualização de aplicativos ou execução de jogos), mas entendo que a maioria dos modelos com essas características ofereçam o mesmo resultado final que o modelo da LG. Ou seja, não há grandes pontos de prejuízo nesse aspecto para essa alternativa.

De qualquer forma, levando em consideração que temos aqui especificações um pouco mais modestas, podemos afirmar que a LG fez um bom trabalho ao oferecer um produto que ainda consegue oferecer um desempenho bem ajustado, com uma experiência de uso satisfatória.

 

Conclusão

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O LG G4 Stylus é um bom smartphone de linha média. Mesmo ficando um pouco abaixo de outros modelos de sua faixa de preço nas especificações de hardware, ele entrega um desempenho muito equilibrado, e que atende as necessidades do seu público, principalmente aqueles que já estão acostumados com a proposta de software da LG.

O modelo se destaca pela sua ótima, tela, os eficientes sensores de câmera, pelo design que herda muito do LG G4 e pelos recursos pensados na produtividade. Não é simplesmente colocar uma caneta stylus em um smartphone e pronto. A LG preparou o dispositivo para que o usuário tirasse o melhor proveito possível dessa adição técnica, e isso resulta em uma proposta interessante para aqueles que não querem gastar o preço de um top de linha para um smartphone com tela de grandes dimensões.

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Mais imagens do produto a seguir.

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Review | Asus Zenfone Selfie (ZD551KL)

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A ASUS decidiu investir pesado no mercado brasileiro, e em 20 de agosto de 2015 anunciou não apenas a chegada do Zenfone 2 (cujo review você pode conferir nesse link), mas também de outros smartphones e acessórios muito cobiçados pelos usuários brasileiros. Um desses novos modelos é o ASUS Zenfone Selfie, modelo de linha média que se destaca por contar com um conjunto de câmeras (frontal e traseira) de alta qualidade, e com uma série de recursos que prometem oferecer a melhor qualidade de fotos possível.

Recebemos uma unidade desse smartphone, e nesse post, passamos as nossas impressões e características sobre o dispositivo. Mais uma vez temos a missão de mostrar os pontos positivos e negativos do produto, e se ele realmente pode oferecer a melhor selfie que o seu dinheiro pode comprar. Até porque ter um sensor de 13 megapixels não é suficiente se a qualidade final da imagem não for aquela que você tanto sonha.

 

Características Físicas

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Esteticamente, o ASUS Zenfone Selfie é muito parecido com o Zenfone 2 (e os demais modelos de sua família de smartphones). O tamanho de tela é rigorosamente o mesmo, e as linhas de design também, incluindo a parte traseira mais curva, o que ajuda e muito no agarre do smartphone. Porém, alguns detalhes são perceptíveis, o que ajudam a diferenciar esse dispositivo dos seus pares.

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Talvez o detalhe mais evidente para a maioria dos usuários que vão procurar esse dispositivo na loja é o sensor frontal de 13 megapixels, que é bem destacado. É um ponto de identidade desse smartphone, e que certamente será explorado pela ASUS para promover o produto no mercado. Sem falar no flash LED dual tone frontal, um elemento que não é encontrado nos seus concorrentes diretos. Aliás, essa dupla é a grande estrela do Zenfone Selfie, mas só vamos falar sobre isso mais adiante.

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Na parte traseira, outra diferença identificável em relação ao Zenfone 2 é o sensor infravermelho para o foco da câmera traseira. O sensor fotográfico de 13 megapixels é o mesmo do modelo principal, mas para quem vai procurar esse modelo, esse sensor é outro elemento de identificação para o consumidor. Vale lembrar que o modelo Zenfone 2 Laser (que no momento da produção desse review ainda não chegou ao mercado brasileiro) também conta com esse sensor.

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Ao remover a carcaça traseira do Zenfone Selfie, mais diferenças em relação ao Zenfone 2. Para começar, a disposição de slots de micro SIM e cartão microSD também está em posições diferentes do modelo mais potente da ASUS, sem falar que a bateria desse modelo é removível, enquanto que a do modelo principal não é. Não entendo quais são os critérios da ASUS para escolhas diferentes em dispositivos semelhantes. Talvez estaria relacionado ao tipo de processador que cada modelo usa (Zenfone 2 com Intel, Zenfone Selfie com Qualcomm)?

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Uma mudança de menor importância está na carcaça traseira desse modelo, que adota um acabamento liso, no lugar do plástico com acabamento metalizado do Zenfone 2. Não imagino que tal mudança cause um impacto relevante no valor final do produto, mas apenas uma escolha para diferenciar o modelo ‘premium’ do modelo ‘intermediário’. Apenas isso.

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De novo, temos os botões de comando Android impressos na parte inferior frontal do dispositivo, e sem a retro-iluminação que tão bem faria à experiência de produto. A Asus justifica a ausência desse LED explicando que é nesse local que fica a segunda antena para uma melhor recepção de sinal, e que eles optaram por essa característica do que optar por uma mudança que só beneficiaria na parte estética.

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Fora isso, os demais detalhes físicos são os mesmos que o do Zenfone 2 que já conhecemos. Os botões de liga/desliga, conector para fones de ouvido, conector microUSB e botões de controle de volume. Tudo no mesmo lugar. Sem maiores novidades.

 

Tela

Temos aqui exatamente a mesma tela do Zenfone 2, ou seja, 5.5 polegadas IPS LCD, com 403 pixels por polegada de densidade e 16 milhões de cores. Também estão presentes a proteção Corning Gorilla Glass 4 (no lugar da Gorilla Glass 3 do modelo maior – outra escolha estranha, na minha opinião) e as tecnologias de imagem que já são conhecidas dos usuários.

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Logo, a qualidade de imagem oferecida pela tela do Zenfone Selfie também é a mesma que já conhecemos. Oferece uma boa qualidade final de cores, brilho e contraste, que ainda podem ser ajustados pelo Android customizado da ASUS. Outro diferencial que pode ser bem vindo para os mais exigentes, ou para determinadas situações que envolvem a escolha de recursos específicos de imagem.

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Além disso, a qualidade de imagem em ambientes externos também é apenas razoável, mas nada que seja muito diferente de outros modelos de linha média presentes no mercado.

A tela de 5.5 polegadas tem pelo menos 72% de área útil, o que ajuda e muito na hora de interagir com a interface de usuário do Android, na visualização de vídeos e na interação com jogos. E, mais uma vez, eu me deparo com uma das telas mais sensíveis ao toque do mercado, com uma precisão muito boa nos pontos, e até com recursos específicos para aqueles que precisam usar o smartphone com luvas.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O ASUS Zenfone Selfie conta com o sistema operacional Android 5.0.2 Lollipop, com a interface ZenUI. Como vocês bem sabem, essa interface é altamente customizável, carregando uma série de recursos dedicados e aplicativos adicionais, com o objetivo de ‘assinar’ a experiência de uso que o fabricante entende ser a melhor para o sistema operacional do Google.

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Esta não é uma interface que vai agradar aos usuários mais puristas, que entendem que a experiência do Android ‘puro’ é a melhor. Por outro lado, a ASUS adicionou uma série de soluções inteligentes que tornam o uso do dispositivo algo mais intuitivo e prático para os usuários menos experientes, mesmo que visualmente tudo pareça um pouco bagunçado. Funcionalidades como os dois toques na tela para bloqueio/desbloqueio, assistente de áudio, notas, PC Link, gerenciador de auto-inicialização de aplicativos, modo de economia de energia e até espelho já estão presentes na interface, e isso pode ajudar e muito os marinheiros de primeira viagem.

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Por outro lado, algo que não foi tão bem visto assim no Zenfone 2 também está presente no Zenfone Selfie: os bloatwares. Vários aplicativos de terceiros, frutos de parceria da ASUS com esses desenvolvedores, estão pré-instalados, o que pode carregar o sistema operacional de funcionalidades indesejadas. Os usuários que não querem toda essa inutilidade no dispositivo pode remover esses apps sem problemas.

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Mesmo assim, voltamos a recomendar dois desses programas ‘intrusos’: o Clean Master (que faz uma faxina nos arquivos obsoletos do smartphone, além de limpar a RAM quando necessário) e o Dr. Safety (programa de segurança, que identifica potenciais ameaças disfarçadas de aplicativos no sistema operacional).

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De um modo geral, mesmo com tantas interferências no Android, a ZenUI funciona de forma bem competente. Já havia sido assim quando trabalhou com o processador Intel Atom do Zenfone 2, e não foi diferente com o Qualcomm Snapdragon 615 do Zenfone Selfie. Dentro do esperado, o conjunto de software se comportou muito bem para um dispositivo de linha média, com suas especificações técnicas.

 

Qualidade de Áudio

Nesse aspecto, o Asus Zenfone Selfie oferece os mesmos resultados do Zenfone 2, ou seja, igualmente razoável, sem distorcer, mas que pode ficar abaixo para aqueles que são mais exigentes. O alto-falantes traseiro é bem audível em ambientes silenciosos, mas no meio da rua, durante o trânsito, você pode ter problemas ao tentar utilizar o viva-voz do aparelho.

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Nesse modelo, temos um alto-falantes frontal de chamadas com um formato diferente do modelo maior, até porque foi nessa região que temos as maiores modificações. Com a inclusão de um sensor frontal maior e de um flash LED frontal, o alto-falante de chamadas foi levemente modificado, para que tudo ficasse devidamente acondicionado.

No final das contas, não temos muitas perdas apesar do tamanho menor. A qualidade de áudio do Zenfone Selfie fica na média de outros modelos dentro da sua faixa de preço. Logo, sem ônus ou bônus aqui.

 

Internet e GPS

Por herdar as mesmas características do modelo maior, o Zenfone Selfie entrega os mesmos resultados, otimizando a captação de sinal de telefonia, evitando que o dispositivo gaste mais tempo do que o necessário para identificar um sinal de rede. Com isso, as chamadas são entregues com melhor qualidade, assim como a conexão de internet móvel.

A conectividade WiFi também ofereceu resultados muito positivos, com velocidade de detecção de redes e de transmissão de dados. A disposição de slots micro SIM é a mesma, onde um slot é compatível com redes 4G e 3G, e o segundo funciona apenas com as redes 2G, sendo que este é um dual SIM real, ou seja, você pode receber chamadas no segundo número enquanto o primeiro está com outra chamada ativa.

Por fim, o GPS do Zenfone Selfie ofereceu os mesmos bons resultados do Zenfone 2. Sem muitas mudanças nesse aspecto, o que é algo positivo nesse caso.

 

Câmera

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O carro-chefe do Zenfone Selfie é a sua câmera frontal, e é por isso que vamos começar por ela. Temos aqui um sensor de 13 megapixels (f/2.0), o mesmo sensor presente na parte traseira do smartphone, e só por isso as chances de uma qualidade melhor das selfies estaria garantida. Mas isso na teoria.

A Asus adicionou mais recursos e funcionalidades para justificar a credencial de ‘um dos melhores smartphones para selfies do mercado’. Além do sensor generoso, temos um flash LED duplo dual-tone, algo que parece ser tão simples e óbvio que até assusta em pensar por que os grandes fabricantes do setor não pensaram nisso antes. Pode não parecer, mas esse é um recurso que ajuda e muito na melhor qualidade final das fotos.

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O software de câmera apresenta mudanças em relação ao Zenfone 2. Quando habilitamos a câmera frontal, uma série de recursos novos são apresentados, inclusive o modo manual. E a escolha aqui é bem óbvia, já que temos aqui o mesmo sensor utilizado na parte traseira do smartphone. Logo, por que não explorar todo o potencial?

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Sem falar nos modos de câmera, que também são herdados do sensor traseiro, aumentando as possibilidades de efeitos e utilização de recursos inteligentes para a captura da melhor imagem.

O resultado de tudo isso? As melhores selfies que você pode registrar em um smartphone.

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Em condições com perfeita luminosidade, as fotos oferecidas são de alta qualidade, bem acima dos seus concorrentes de preço. Mas são nas fotos com luz artificial e baixa luminosidade que o Zenfone Selfie justifica o seu nome. O flash LED duplo entra em ação, e oferece fotos com um resultado final muito bons, levando em conta a sua proposta e as condições do registro da foto.

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Observei também que, em condições de baixa luminosidade, é melhor você deixar o flash LED e modo lanterna (aceso o tempo todo) do que utilizar o flash para registrar a foto. E o motivo é bem simples: o sensor pode focar melhor a imagem a ser capturada quando possui uma fonte de luz iluminando o local a ser capturado. É algo meio óbvio, eu sei, mas vale a pena a dica para os menos familiarizados. É possível obter resultados muito interessantes adotando essa estratégia.

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O sensor traseiro do Zenfone Selfie é o mesmo: 13 megapixels (f/2.0), com os mesmos modos de câmera, o mesmo modo manual, e os mesmos recursos já conhecidos. Mas com uma grande diferença em relação ao Zenfone 2: a presença do foco via sensor infravermelho.

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Esse sensor faz toda a diferença na hora de capturar a imagem, principalmente em condições com boa luminosidade. É algo que senti falta em um smartphone do porte do Zenfone 2, e que funciona muito bem no Zenfone Selfie. Além de focar rapidamente a imagem, ele garante um maior número de fotos de boa qualidade, sem borrões ou distorções. Não é uma inovação, como bem sabemos. Mas é uma solução muito bem vinda, e que no caso do smartphone da Asus, funciona muito bem, dentro do esperado.

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O quesito câmera pode ser um dos diferenciais mais relevantes do Zenfone Selfie em relação aos seus concorrentes diretos de preço. É algo que o consumidor deve prestar atenção. Se essa for a sua prioridade, penso que a sua escolha pelo modelo da Asus é algo a ser considerado, e muito.

A seguir, duas demonstrações de um dos modos mais eficientes da câmera traseira do Zenfone Selfie: o modo HDR (pela ordem, sem e com HDR).

 

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Games

Apesar de ser considerado um smartphone com um hardware intermediário, o Asus Zenfone Selfie vai bem no quesito games. O processador Qualcomm Snapdraong 615 e a GPU Adreno 405 conseguiram oferecer um desempenho bem aceitável na maioria dos jogos utilizados nos testes rodaram sem maiores dificuldades, onde apenas alguns deles apresentaram alguns pequenos lags ou limitações de exibição, mas nada que pudesse prejudicar a jogabilidade.

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A tela de 5.5 polegadas Full HD possui uma interação excelente, por conta da própria qualidade de toque que já destacamos. Logo, temos uma jogabilidade igualmente excelente, com respostas rápidas e precisas na maior parte do tempo. Os gamers mais casuais certamente não terão problemas em jogar os games mais populares.

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Talvez os jogadores mais exigentes poderão ficar um pouco insatisfeitos por conta de um desempenho um pouco abaixo do esperado para os jogos mais pesados. Nesse caso, temos que lembrar para esses mesmos jogadores que, se você deseja uma melhor performance para os jogos, é altamente recomendado que você procure um hardware mais potente. O conjunto técnico do Zenfone Selfie não foi pensado na alta performance, mas sim na melhor relação custo-benefício. E nas melhores selfies também.

 

Bateria

O Asus Zenfone Selfie possui uma bateria de 3.000 mAh. Diferente do Zenfone 2, esta é uma bateria removível, o que abre o precedente para que os usuários mais exigentes até possam trocar a bateria do seu dispositivo por uma nova e com carga plena. Se bem que acho tal medida desnecessária, já que temos alguns recursos que atenuam um eventual consumo elevado.

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O Zenfone Selfie tem o mesmo problema de consumo exagerado de bateria do Zenfone 2, mas com algumas atenuantes. Aparentemente, ter um hardware mais modesto também quer dizer um hardware mais equilibrado no seu consumo. Combinados com os recursos de economia de bateria já presentes no próprio smartphone, a sua autonomia é mais aceitável, dentro das suas limitações.

Posso dizer que, com um consumo moderado de bateria, ele consegue sobreviver a pelo menos um dia de uso, o que é o mínimo que se pede de um dispositivo desse porte. Mas em um consumo mais intenso (reprodução de vídeos, jogos, streaming de vídeos, etc), a bateria tende a ser consumida rapidamente. É sempre importante ter em mente as suas prioridades nesse aspecto. E também lembrar que a tendência é que você vai tirar muitas fotos com esse smartphone, e isso pode influenciar decisivamente no consumo de bateria do dispositivo.

 

Armazenamento

O Zenfone Selfie possui 32 GB de armazenamento, onde 25 GB estão disponíveis para aplicativos e dados do usuário. É um bom espaço para a instalação dos seus jogos e apps mais essenciais para a sua rotina diária. O dispositivo ainda conta com um slot para cartões microSD de até 64 GB, que são mais que suficientes para os arquivos pessoais da maioria dos usuários (fotos, músicas, etc).

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Ainda existe a possibilidade do usuário instalar os aplicativos no microSD, se assim for necessário. Mas acredito que isso não será necessário. Mas vale a pena lembrar ao amigo leitor que é sempre bom ter uma atenção redobrada à qualidade da memória que você vai inserir no seu dispositivo. Se não for de boa qualidade, os seus dados podem ser corrompidos de forma irreversível.

 

Desempenho

Durante o período de testes, o Asus Zenfone Selfie se comportou de forma muito satisfatória, dentro de suas características técnicas. É difícil fazer um comparativo em relação ao Zenfone 2 nesse aspecto, já que estamos falando de dispositivos com características e propósitos diferentes. Mas levando em conta que estamos falando de um smartphone cuja interface Android e altamente customizada e cheia de recursos próprios, podemos considerar os resultados muito positivos.

O conjunto de hardware do Zenfone Selfie (processador Qualcomm Snapdragon 615, GPU Adreno 405 e 3 GB de RAM) consegue oferecer uma performance limpa e equilibrada para a maioria das atividades cotidianas (redes sociais, fotos, jogos básicos, navegação na internet, etc). O modelo tem um desempenho muito semelhante aos seus concorrentes de preço, o que pode ajudar na hora de um comparativo direto. Os seus diferencias de câmera e software podem ser o fiel da balança na hora do consumidor escolher a sua opção.

No final das contas, temos mais um bom trabalho da Asus, que consegue entregar um dispositivo cuja performance está bem alinhada com as características gerais do produto.

 

Conclusão

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O Asus Zenfone Selfie chega para acirrar ainda mais a briga entre os smartphones na faixa de preço de até R$ 1.500. Seu conjunto é equilibrado o suficiente para agradar os usuários que buscam uma boa relação custo-benefício, mas querem as melhores fotos possíveis. Nesse caso, a câmera frontal desse smartphone é, de longe, a melhor dentro da sua faixa de preço, e talvez a melhor entre os modelos comercializados no mercado brasileiro.

Mas um sensor frontal poderoso não é tudo. Ter recursos inteligentes, uma boa tela, um software equilibrado e outras funcionalidades fazem a diferença. Para os usuários que compreenderem as limitações que o dispositivo apresenta, e souber extrair o melhor dos seus pontos fortes, o Zenfone Selfie pode agradar em cheio. É um dos lançamentos mais interessantes de 2015, e uma das opções a serem consideradas na futura compra. Principalmente se você tem um modelo de entrada que já está pedindo pela aposentadoria.

Por fim, é fundamental que cada um veja as suas prioridades antes de fazer um investimento. O que é melhor: ter uma ótima câmera frontal? Ou uma melhor autonomia de bateria? Um Android mais próximo da proposta do Google? Ou uma interface mais customizada, inteligente e cheia de recursos?

A decisão é sua.

Review em Vídeo | ASUS Zenfone 2 (ZE551ML)

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A ASUS apresentou ontem (20) de forma oficial a sua nova família de smartphones Zenfone, cujo carro chefe é o Zenfone 2, modelo com características de top de linha, mas com um preço muito competitivo.

O TargetHD já publicou o review em texto do Zenfone 2 (clique aqui para ler), e agora você pode conferir o review em vídeo do dispositivo, onde é possível ver o mesmo em funcionamento, suas principais funções e características, além de toda a experiência de uso que o dispositivo pode ofertar.

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Review | Asus Zenfone 2 (ZE551ML)

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Antes de começar a falar do Zenfone 2, uma pequena história. Em 2014, a Asus lançou os modelos Zenfone 5 e Zenfone 6, dois modelos que se destacavam pelas especificações intermediárias, um bom desempenho geral, e uma relação custo-benefício interessante. O Zenfone 5 em especial foi um sucesso de vendas, chamando a atenção de muitos dos consumidores, e sendo um concorrente a ser considerado para as demais marcas já consolidadas no Brasil. Um ano depois, temos a renovação desse produto.

O Zenfone 2 chega ao mercado brasileiro, depois de anunciado lá fora no primeiro trimestre de 2015. Chega maior e mais poderoso, mostrando uma evidente evolução em relação ao que foi apresentado na primeira versão. Porém, chega com uma missão mais complexa de se estabelecer como uma das melhores relações custo-benefício entre os modelos top de linha – já que no papel as especificações são respeitáveis.

O desafio aumenta quando vemos o cenário atual de smartphones. Vivemos no Brasil uma crise financeira que freou as vendas, e o mercado de smartphones premium sofre mais com isso, em um claro momento de saturação. Será que a relação custo-benefício do Zenfone 2 será tão atraente assim? E o mais importante: será que o conceito geral melhorou o suficiente para custar um valor próximo ao dos dispositivos já estabelecidos em nosso mercado?

Nesse review, vamos tentar estabelecer as respostas para algumas dessas perguntas.

 

Características Físicas

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As mudanças de design presentes no Zenfone 2 são perceptíveis, mas não são radicais. Em linhas gerais, o conceito sóbrio do primeiro Zefone está presente, mas nos detalhes vemos modificações que chamam a atenção na estética e nas funcionalidades do dispositivo.

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Uma das coisas que particularmente me incomodou no primeiro modelo (e certamente incomodou a muitos usuários), mas que está presente no novo Zenfone 2 (infelizmente) são os botões capacitivos para os comandos do Android. Apesar de disponibilizar a área total de tela para os aplicativos e jogos, esta não é nem de longe a melhor solução no que se refere à estética e funcionalidades do sistema operacional.

Durante os testes, em algumas oportunidades o dedo esbarrou nesses botões durante a digitação, já que a distância da área capacitiva para a tela é muito pequena. E isso interfere sensivelmente no uso do dispositivo. Além disso, por algum motivo que eu mal consigo imaginar qual seja, esses botões não contam com retro-iluminação, o que torna o uso do smartphone em ambientes com baixa luminosidade ou no escuro um grande problema.

Mas vamos falar das mudanças mais interessantes e até positivas no Zenfone 2. Uma das mais chamativas é o deslocamento dos botões de liga/desliga/bloqueio de tela e controle de volume da lateral direita para outras áreas do smartphone.

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O botão de liga/desliga foi para a parte superior, ao lado do conector para fones de ouvido. Particularmente é uma solução que me agrada, já que é uma posição mais intuitiva para a função de bloqueio/desbloqueio de tela.

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E os botões de volume estão posicionados na parte traseira do smartphone, abaixo do sensor de câmera. Sim, amigos… lembra a solução de uma certa fabricante coreana, que há dois anos tem um conceito muito similar.

Nos dois casos, as mudanças me agradam. No caso do botão de liga/desliga, ela é mais intuitiva justamente na hora de bloquear a tela. Alguns modelos mais populares do mercado optaram por colocar na área superior por ser mais natural do que nas laterais. E no caso dos botões de volume na parte traseira, eu não tenho nada contra, já que também entendo que é mais intuitivo no acionamento durante uma chamada.

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No final das contas, as alterações resultam em um smartphone mais fino, leve e ergonômico, e tudo isso também é parte dos esforços da Asus na sua nova proposta de design, a Ergonomic Arc. O Zenfone 2 tem uma espessura aceitável dentro de sua proposta premium, e sua curvatura na parte traseira oferece um agarre muito agradável. A ideia aqui foi fazer com que comandos cotidianos como aumentar ou diminuir o volume durante as chamadas, bloqueio de tela, ou registro de selfies fosse o mais natural possível.

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Na parte traseira, não se iluda: o acabamento é do já famoso plástico metalizado, que dá uma aparência visual de um produto top de linha, mas que obviamente fica abaixo dos materiais empregados utilizados por outros fabricantes. De qualquer forma, é uma solução pensada na relação custo-benefício que tanto a Asus quer priorizar na sua linha de smartphones.

De qualquer forma, não é um ponto de completo desagrado nesse aspecto. A Asus tem um smartphone vistoso e elegante, e que é bem construído. Também vale destacar de forma breve a câmera, que conta com um flash dual tone, mas essa novidade eu falo com mais detalhes mais adiante.

 

Acessórios

A unidade do Asus Zenfone 2 enviada para os testes veio com o essencial: manuais, cabo USB e carregador. Nada de fones de ouvido, algo de se estranhar para um dispositivo que conta inclusive com aplicativos multimídia dedicados, e com um hardware mais robusto, o dispositivo fatalmente poderia tirar vantagem dessas capacidades para esse tipo de uso. Será que a Asus também pensou em uma melhor relação custo-benefício a esse ponto? Mas… o quão mais caro pode custar um fone de ouvido?

 

Tela

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O Asus Zenfone 2 possui uma tela IPS LCD de 5.5 polegadas com resolução Full HD (1080 x 1920 pixels, 403 pixels por polegada) e proteção Corning Gorilla Glass 3 Essa tela aproveita pelo menos 72% da área total do dispositivo. E esse é um dos itens que a Asus mais apostou no novo smartphone, com melhorias mais positivas em relação ao dispositivo do ano passado.

O aumento de resolução é mais do que bem vindo, ainda mais pelo fato do dispositivo se candidatar ao posto de favorito entre os tops de linha. Os concorrentes já usam resoluções mais altas nas suas telas, mas muitos entendem que a maioria não percebe a diferença entre Full HD e Quad HD em uma tela entre 5.5 e 6 polegadas. Logo – e pelo menos por enquanto – não há um grande défcit aqui. Pelo contrário.

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As imagens entregues pelo Zenfone 2 são de alta qualidade, com excelente equilíbrio entre cores, brilho e contraste. Para ajudar, a Asus conta no seu software Android ajustes específicos para a tela e sua qualidade de imagem. Ou seja, essa tela pode se ajustar às necessidades, preferências e exigências de usuários com diferentes perfis de uso.

É uma pena que a tela desse smartphone não seja tão boa em ambientes abertos. Foi percebida uma certa dificuldade em ver as imagens reproduzidas na tela debaixo de um céu aberto, em um dia de sol forte, mesmo com a tela com o brilho no máximo.

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A qualidade do toque dessa tela também é outro ponto que merece um destaque positivo. É um toque suave e preciso, o que ajuda na experiência de uso, de um modo geral. Como ‘cereja do bolo’, a tela do Zenfone 2 conta com o recurso de despertar/bloquear a tela com dois toques, ou que torna a experiência de uso ainda mais prática.

Sim, amigos… funcionalidade que também lembra aquela presente em um smartphone de marca sul-coreana há pelo menos dois anos. Não quero aqui entrar em polêmicas. Só achei importante destacar esse ponto para vocês, ok?

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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A unidade enviada para testes conta com o sistema operacional Android 5.0 Lollipop, com todas as personalizações da interface proprietária da Asus, a ZenUI. Essa combinação resulta em um Android altamente customizado, e isso pode afugentar aos usuários que desejam uma interface mais pura e próxima ao que Google idealizou. Por outro lado, temos aqui algumas soluções interessantes, que podem ajudar no uso diário.

Já destacamos o toque duplo na tela para bloqueio e desbloqueio. Não são todos os smartphones que contam com tal funcionalidade nativa (é possível reproduzir esse efeito com outras interfaces ou ROMs personalizadas), e esse diferencial é bem vindo no uso do dia a dia.

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Além disso, a Asus customizou o hub de acesso rápido aos principais recursos do sistema para um acesso mais prático e direto. Os widgets próprios também oferecem alternativas que entregam as funções mais básicas para o gerenciamento de contatos e compromissos.

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Outro diferencial do Zenfone 2 é a presença de mais de uma alternativa para a tela inicial. Dessa vez, temos interfaces nos formatos de uma ou duas camadas.

A interface de duas camadas é a tradicional, que conta com o botão ‘todos os aplicativos’, onde dentro dele é possível escolher os atalhos e apps e widgets.

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Já a interface de uma única camada elimina o botão de ‘todos os aplicativos, agrupando todos os programas instalados em ícones nas abas da tela inicial. Esse segundo modo simplifica o acesso do usuário aos apps disponíveis do smartphone, além de lembrar (e muito) a ideia do sistema operacional do telefone da maça mordida. Seria esta uma solução para reduzir o impacto dos eventuais usuários que migraram de um modelo para outro?

Nos dois casos, é possível criar ‘grupos’ ou ‘pastas’ de aplicativos, permitindo que o usuário agrupe esses apps em categorias.

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Também temos o modo fácil, onde ícones grandes são disponibilizados em uma única tela, e os aplicativos mais utilizados ou essenciais ficam disponíveis para um rápido e simplificado acesso. É o modo pensado nos vovôs e vovós, que não contam com tanta intimidade com o mundo da tecnologia.

A Asus também personalizou aplicativos de uso geral, como rádio FM, anotações, gerenciador de arquivos e outros, além de adicionar soluções próprias, envolvendo áreas como armazenamento na nuvem, modo criança, MiniMovie, lanterna e até espelho (que nada mais é do que a câmera frontal ativada).

Por outro lado, a Asus também deixou um monte de aplicativos de terceiros pré-instalados no Zenfone 2, onde muitos podem encarar com ‘crapwares’, ou softwares que não são desejados no dispositivo. Esse é um problema sério, que poderia ser resolvido nas versões posteriores, ou depois das primeiras unidades do produto chegarem ao mercado.

Mesmo assim, é possível encontrar aplicativos interessantes entre aqueles que foram da escolha da Asus. Aqui, cito dois: o Clean Master, que tem como missão liberar RAM e eliminar o cache de aplicativos. Esses dois itens podem ajudar e muito e um melhor desempenho do smartphone. O segundo é o Dr. Safety, um aplicativo que monitora tudo o que é instalado em seu smartphone, detectando possíveis ameaças.

Detalhe: o Dr. Safety foi tão eficiente, que detectou DOIS APLICATIVOS com ameaças dentro da Play Store. E aplicativos de desenvolvedores considerados grandes.

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De um modo geral, a proposta Android da Asus é interessante. Pensando na maioria dos usuários comuns, ou naqueles que querem uma boa gama de recursos proprietários no seu smartphone, o Zenfone 2 atende bem essas necessidades. De novo: eu entendo (e acredito) que os mais puristas não devem gostar de tantas customizações no Android. Mas nada impede que você use a Google Launcher – apesar de que, ao fazer isso, vai perder algumas funcionalidades inteligentes adotadas pela ASUS, como por exemplo o toque duplo na tela para bloqueio.

 

Qualidade de Áudio

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O Asus Zenfone 2 possui um alto-falantes traseiro, que tem uma qualidade final de áudio apenas razoável. Não é algo ruim a ponto de distorcer a sua música preferida a ponto de ela não ser reconhecível, mas deixa um pouco a desejar para os usuários mais exigentes.

O áudio do alto-falante para chamadas também foi algo satisfatório, permitindo uma boa comunicação durante o período de testes. Posso dizer que, nesse aspecto, o Zenfone 2 está bem dentro da média dos dispositivos disponíveis no mercado hoje.

 

Internet e GPS

A Asus adota na sua linha de smartphones Zenfone um sistema que é capaz de otimizar a detecção de sinal de antenas de telefonia, que além de oferecer uma melhor qualidade de sinal resulta em uma maior economia de bateria, já que o smartphone não fica muito tempo buscando o sinal em um ponto com menor recepção. Essa tecnologia automaticamente se converte em uma melhor performance no uso de internet nas redes móveis.

O desempenho do Zenfone 2 nesse aspecto foi excelente. A presença da tecnologia de transmissão de dados LTE Cat 4+, que promete downloads de até 250 Mb/s (isso é, se a operadora tiver disponibilidade para tal velocidade – no Brasil, isso é apenas um sonho). Com isso, não só se converteu em uma detecção de rede móvel mais rápida, mas também em uma maior velocidade final de conexão. A experiência de navegação nesse caso é excelente. O mesmo pode ser dito para a conectividade WiFi, que também foi melhorada e otimizada se comparado com o modelo lançado em 2014.

Vale lembrar que o Zenfone 2 possui dois slots para cartões micro SIM, mas apenas o primeiro slot é compatível com as redes 3G e 4G. O segundo slot só é útil para quem quer receber e realizar chamadas com duas linhas, e funciona apenas com as redes 2G.

O GPS do Zenfone 2 também recebeu melhorias, que tornaram o recurso mais rápido na detecção do posicionamento, oferecendo também melhores resultados nos mais diferentes usos.

 

Câmera

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O Asus Zenfone 2 conta com um sensor traseiro da Toshiba de 13 megapixels (f/2.0), com um sistema de lentes e um software que promete a captura de imagens em um menor tempo possível. Além disso, a Asus adicionou uma tecnologia que é capaz de capturar imagens até 400% mais brilhantes à noite ou em locais com baixa luminosidade, e sem a necessidade de um flash. Sem falar nos modos Super HDR e Super Resolução – esse último pode montar uma imagem com resolução de até 52 megapixels. Sem falar na tecnologia PixelMaster 2.0, que também evoluiu se comparado com o primeiro modelo.

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Os diferentes modos de captura presentes no Zenfone 5 estão de volta no novo modelo, facilitando a vida do usuário menos experiente, indicando qual é o melhor modo para determinados tipos de cena. São pelo menos 17 opções que podem oferecer resultados otimizados na captura de imagens em diferentes situações.

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Porém, os usuários mais exigentes vão se empolgar mesmo com o modo manual, que oferece ajustes finos para brilho, contraste, captura de luz e outras especificações. Esse modo é pensado nos usuários com experiência fotográfica, e deseja explorar todo o potencial desse sensor para capturar imagens nas mais diferentes situações.

Aliás, os fabricantes parecem ter entendido que os usuários mais avançados e os fotógrafos de diferentes categorias também desejam registrar imagens com o smartphone. Logo, o modo manual está se tornando algo mais e mais popular nos modelos top de linha. Sem falar que essa é uma excelente forma de demonstrar a capacidade fotográfica desses sensores.

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Na prática, temos um sensor que é muito melhor do que aquele presente no Asus Zenfone 5 (e melhor do que o sensor do Zenfone 6). A Asus fez um ótimo trabalho melhorando o sistema de lentes da câmera e otimizando o software para captura de imagens em diferentes situações ou modos de foto. São pelo menos 17 modos de fotos, incluindo o modo manual, muito bem vindo para os usuários mais exigentes.

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Em cenários com perfeitas condições de iluminação, as fotos ficaram muito boas, com uma excelente reprodução de cores, e um bom contraste. Talvez alguns usuários mais exigentes vão sentir falta de um sensor ótico nessa câmera traseira, mas aqueles que não priorizam a parte de fotografia, ou estão conscientes que restrições precisam ser feitas para se alcançar o melhor preço podem conviver com isso sem problemas.

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O mesmo se repete com as fotos com iluminação artificial. Os diferentes modos de cena e ajustes podem entregar resultados realmente muito interessantes nesse aspecto. Aqui, a Asus conseguiu fazer o ajuste fino do seu recurso de otimização de imagens capturadas em diferentes condições de luz.

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Mas o que me deixou animado com essa câmera foi na hora de registrar fotos com a ajuda do flash de dois tons. Os resultados foram muito interessantes, dada a dificuldade de captura das imagens nessas condições. Se é o seu caso tirar fotos nessas condições de luz tão precárias, o Zenfone 2 não vai te deixar na mão.

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O sensor frontal também foi melhorado, contando agora com 5 megapixels de resolução. A otimização aqui tem o claro objetivo de atender aos fãs das selfies, e mais uma vez o Zenfone 2 pode ser uma interessante pedida. A qualidade final das imagens é bem aceitável sem falar que o sensor frontal também conta com recursos que otimizam o processo de captura, entregando uma qualidade final boa, considerando todos os aspectos já destacados.

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O sensor frontal também conta com um mecanismo de registro de selfies sem o toque na tela. Ou quase isso: o usuário pode simplesmente arrastar o dedo da direita para a esquerda, a partir do botão de captura de imagem. Nisso, é iniciada uma contagem regressiva. Basta o usuário deixar a câmera frontal identificar o seu rosto, e esperar a contagem regressiva acabar para registrar as fotos.

De um modo geral, fiquei bem satisfeito com o Zenfone 2 nesse aspecto. As melhorias aqui foram consistentes, e o resultado final das fotos pode atender as necessidades da maioria dos usuários que ainda se preocupam mais com a possibilidade de registrar uma boa imagem para compartilhar nas redes sociais.

 

Games

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Com tamanha capacidade de hardware (apesar da incredulidade de alguns em relação à compatibilidade dos apps com os processadores Intel), o Zenfone 2 não poderia ter outro resultado que não o excelente para os games.

Foram testados os jogos que normalmente utilizamos nos reviews, e todos eles tiveram um desempenho simplesmente impecável. Os jogos foram reproduzidos com qualidade máxima de gráficos, sem arrastos, bugs, travamentos ou incompatibilidades.

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E por contar com uma tela com 5.5 polegadas em Full HD, o Zenfone 2 pode ser uma alternativa muito interessante para quem quer contar com um dispositivo que seja eficiente e competente para os jogos. É um dispositivo recomendado tanto para os gamers ocasionais quanto para os jogadores mais convictos.

 

Bateria

A Asus adicionou uma série de novos recursos, funcionalidades e tecnologias no Zenfone 2, que visam não só um melhor desempenho geral, mas também uma maior autonomia de bateria. A boa notícia é que, se o seu uso for moderado, você de fato pode obter um dia completo de uso nesse smartphone. Agora se o seu perfil de uso é mais exigente…

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A bateria de 3.000 mAh do Zenfone 2 consegue sobreviver a pelo menos 12 horas de uso intenso (desconectando da tomada às 8 horas da manhã, e retornando às 20 horas), chegando ao final do dia com 13% de bateria restante. É bem no limite para um uso comercial, mas se você tem um compromisso depois do seu trabalho, ou você procura um carregador, ou você terá sérios problemas para seguir usando o smartphone.

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A performance nesse aspecto é, de certo modo, decepcionante. O Zenfone 2 não conta com uma autonomia de bateria que se diferencia muito de modelos similares. Se esperava um desempenho melhor do dispositivo, levando em conta as otimizações realizadas nas antenas WiFi, na tecnologia para busca de sinal de rede, no processador Intel Atom e nos recursos de software disponíveis no dispositivo, que promovem uma relativa economia de bateria, com a restrição de alguns recursos.

Porém, uma coisa que a Asus talvez não tenha imaginado que poderia acontecer é a representação na prática de um provérbio que acompanha o mundo da tecnologia a algum tempo: ‘quanto mais recursos disponíveis, mais o Android vai consumir esses recursos’.

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4 GB de RAM em um sistema Android, que é um devorador de memória, só pode resultar em um maior consumo de memória para realizar bem as suas atividades. E isso naturalmente se converte em um maior consumo de bateria, já que teremos mais e mais tarefas executando simultaneamente. A forma que o usuário tem para minimizar tal impacto é com aplicativos que coloquem os programas que consomem recursos de rede e bateria em segundo plano para ‘hibernar’ (recomendamos o Greenify para essa tarefa).

Deixando de lado as diferenças de hardware (qualidade e tamanho de tela, tipos de processador, etc), se comparado com dois modelos populares e já consolidados do Android (LG G3 e Motorola Moto Maxx), o Zenfone 2 definitivamente tem uma performance de bateria abaixo do esperado. O Zenfone 2 tem 3.ooo mAh de bateria (contra 2.940 mAh do LG G3, e 3.900 mAh do Moto Maxx), mas alcançou aproximadamente 2h30 de tela ativa em 13% de bateria restante, o mesmo tempo de tela do G3, enquanto que o Moto Maxx alcançou com a mesma porcentagem quase 5 horas de tela ativa.

Em compensação, o Zenfone 2 conta com um novo sistema de recarga rápida de bateria, o BoostMaster, que promete recarregar até 60% da bateria do dispositivo em apenas 39 minutos. E na prática, o recurso cumpre o que promete. Dependendo da quantidade de bateria restante no dispositivo, é possível obter 100% de bateria em aproximadamente uma hora, o que pode ser uma interessante vantagem para quem está preocupado com o consumo de bateria em um uso mais intenso.

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Também é preciso levar em consideração que a Asus adicionou vários recursos de software que visam prolongar a vida útil da bateria. Os modos de economia de energia podem ser muito bem vindos, principalmente quando estamos no final do dia e precisamos manter o smartphone ativo.

Os modos de economia de energia não diferem muito daqueles encontrados em outros modelos: quando acionados, eles restringem o uso de determinadas funções, para que o consumo de bateria seja menor. Não é algo que resolve de vez o problema para os usuários muito ativos, mas para os mais moderados pode garantir o tal dia útil de funcionamento.

 

Armazenamento

O modelo enviado pela assessoria de imprensa da Asus conta com 32 GB de armazenamento nativo, sendo que aproximadamente 25 GB estão disponíveis para o usuário. Além disso, o dispositivo possui um slot para cartões microSD de até 64 GB. Entendo que nos dois casos temos uma capacidade mais que suficiente para a maioria dos usuários com diferentes capacidades e níveis de exigência com o dispositivo.

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Tanto para a instalação de aplicativos (no armazenamento interno) como o armazenamento de músicas, fotos e vídeos do usuário (no cartão microSD), qualquer tipo de usuário terá suas necessidades plenamente atendidas nesse aspecto.

 

Desempenho

O modelo enviado para testes do Asus Zenfone 2 conta com um processador Intel Atom Z3580 quad-core de 2.3 GHz, trabalhando com uma GPU PowerVR G6430 e 4 GB de RAM. É um conjunto técnico poderoso o suficiente para entregar uma performance excelente para as mais diferentes necessidades e atividades no dispositivo.

Aqui, a Asus cumpre o que promete, entregando um dispositivo que é sim um top de linha em vários aspectos, e em uma experiência de uso muito satisfatória para quem quer realizar atividades mais complexas, reproduzir vídeos armazenados no dispositivo em Full HD, rodar jogos com gráficos mais elaborados, vídeos por streaming, entre outros.

Como a grande maioria dos usuários não vão explorar todo o potencial técnico do dispositivo, entendo que o Zenfone 2 pode ser uma ótima alternativa para quem faz questão de ter um modelo com performance top de linha, mas que não querem gastar os mesmos valores cobrados pelos concorrentes do mesmo segmento. E mesmo os usuários mais exigentes podem se surpreender com os resultados oferecidos pela alternativa da Asus.

 

Conclusão

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Colocando todos os itens em uma balança, o Asus Zenfone 2 oferece melhorias consideráveis em relação ao modelo lançado no ano passado. É um dispositivo que pode sim oferecer uma interessante relação custo-benefício, uma câmera melhorada, um hardware robusto, um design elegante e uma experiência de uso satisfatória. Certamente aqueles usuários que buscam um smartphone potente para uma melhor visualização de conteúdo ou execução das tarefas mais triviais podem ver nesse lançamento uma interessante opção.

Talvez os usuários mais exigentes possam reclamar de questões consideradas pontuais no smartphone, como por exemplo um sensor de câmera um pouco abaixo dos modelos top de linha da concorrência, a quantidade de aplicativos não desejados pré-instalados, e a elevada customização do Android pela interface ZenUI. Por outro lado, alguns desses pontos podem ser contornados com outros softwares que exploram de outra forma esses aspectos.

Sem falar que é importante pensar que a Asus fez aqui a escolha de oferecer uma melhor relação custo-benefício. E pensando nisso, algumas concessões precisam ser feitas. A boa notícia é que não são tantas concessões. Os usuários mais flexíveis podem conviver bem com isso.

Com preços sugeridos de R$ 1.299 (4 GB de RAM, 16 GB de armazenamento) e R$ 1.499 (4 GB de RAM, 32 GB de armazenamento), o Asus Zenfone 2 é uma opção excelente para quem busca um bom Android para as tarefas mais cotidianas (redes sociais, navegação na internet, etc), ou para os usuários que contam com um uso mais moderado do dispositivo. Aliás, com os lançamentos recentes, a Asus chega disposta a bater de frente com alguns dos seus principais concorrentes, mostrando produtos muito eficientes e preços muito competitivos. E esse modelo é o carro-chefe dessa nova fase da empresa no Brasil.

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Review | Multilaser Bluetooth Music

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Vivemos em um mundo onde o Bluetooth nos cerca por todos os lados. Só em 2015, esse é o terceiro dispositivo onde essa conectividade é a protagonista que chegou para testes. Sem falar nos smartphones que também podem utilizar essa via de conexão. Dessa vez, a Multilaser ofereceu para testes a caixa de som sem fio Bluetooth Music, que aproveita muito bem essa propriedade nas suas funcionalidades.

O modelo se vale das suas dimensões compactas e da versatilidade oferecida hoje pelos dispositivos móveis para entregar um som mais potente para aquela reprodução musical casual, para os usuários que não querem se limitar aos fones de ouvido ou ao alto-falante do próprio telefone. O review apresenta efetivamente o produto, mostrando suas características e funcionalidades.

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O Multilaser Bluetooth Music é um produto sóbrio nas suas linhas, o que é uma boa notícia, já que ele pode ser usado nas mais diversas situações sem chamar muita atenção. Não há muitos detalhes de design, mas podemos dizer que o seu tamanho compacto favorece e muito o seu uso em qualquer lugar. O seu leve peso e dimensões reduzidas favorecem o transporte na mochila ou na bolsa.

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Na parte superior, os botões que controlam o funcionamento do produto. Um botão para ativar/desativar o Bluetooth (algo que é bem pensado, uma vez que, no caso do usuário escolher por um dispositivo cuja reprodução é feita via conector de 3.5 mm, utilizar essa conexão representa um gasto desnecessário de bateria), botões para controle de volume e reprodução de faixas, e um botão para pausa de chamadas e controle de chamadas.

Sim. O Multilaser Bluetooth Music também atua como um alto-falante para chamadas em viva-voz. Se você está reproduzindo uma música no smartphone e recebe uma chamada telefônica, você pode atender a chamada pelo alto-falante, com um simples pressionar de botão. É uma praticidade que é sempre bem vinda.

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Na parte traseira, todos os conectores que você precisa para o seu funcionamento. Um slot para cartões microSD, para que você possa reproduzir suas músicas preferidas de forma independente, sem precisar de um tablet ou smartphone (ou player musical) para tal, uma saída 3.5 mm para utilizar com os dispositivos compatíveis com esse tipo de conectividade, uma chave de liga/desliga e o conector micro USB para recarga da bateria interna.

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Por falar na bateria interna do Multilaser Bluetooth Music, uma curiosidade: quando abri o kit do produto, eu vi essa inscrição ‘BL-5C’. Rapidamente, me lembrei do celular Nokia 1208 que ainda tenho aqui em casa, já que era o mesmo código da bateria desse celular.

E pensei: ‘por que não testar?’

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O encaixe era rigorosamente o mesmo, e até o design da bateria lembrava o das clássicas baterias da Nokia…

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E, como esperado, o celular funcionou sem maiores problemas.

Não sabemos se esta é uma adoção livre ou autorizada de uma tecnologia da finada Nokia, ou se a própria Nokia adotava na época baterias de terceiros para o funcionamento dos seus telefones na época. Muito provavelmente não, já que a maioria dos fabricantes de telefones celulares desenvolviam os seus projetos do zero – e fazem isso até hoje -. De qualquer forma, fica o registro dessa curiosidade.

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O kit de venda do produto ainda acompanha o manual de instruções, o cabo conector de 3.5 mm e o cabo microUSB. Não tem um carregador de bateria para a rede elétrica, mas a grande maioria dos carregadores para celular com esse tipo de porta conectora funciona sem maiores problemas. Além disso, o produto funciona sem baterias, o que é uma excelente notícia para quem não quer correr riscos de danificar a mesma.

 

O produto em funcionamento

O emparelhamento do Multilaser Bluetooth Music foi algo bem simples. Utilizei o smartphone Motorola Moto Maxx para esse emparelhamento, onde smartphone e caixa de som se conversaram sem grandes dificuldades.

A boa notícia do produto é que ele possui um controle de áudio independente, o que garante uma maior versatilidade de uso. Você pode ajustar separadamente o volume do alto-falante e do smartphone, oferecendo assim um nível de volume que mais lhe agrade. E isso, sem deixar de lado o controle das funções de player do próprio aplicativo de reprodução musical que você vai utilizar.

Tal como já destacamos, o avanço e retrocesso de faixas podem ser feitos pelos botões na parte superior da caixa de som, assim como o botão de pause e recebimento de chamadas. E na parte sonora, os 8W RMS do Multilaser Bluetooth Music aparecem de forma efetiva, com um som realmente potente.

Talvez alguns usuários mais exigentes vão alegar que o áudio do produto fica um tanto quanto ‘rachado’ quando reproduzido no seu volume máximo. Eu compreendo se isso acontecer. Porém, para a maioria dos usuários casuais, que só querem um dispositivo que reproduza o áudio armazenado no smartphone com um maior volume e com uma qualidade um pouco melhor, a caixa de som da Multilaser cumpre muito bem com o seu papel.

 

Conclusão

A caixa de som Multilaser Bluetooth Music cumpre com o seu papel de oferecer um áudio com uma qualidade melhor do que aquela ofertada pelo alto-falante do seu smartphone ou tablet. Para os usuários mais casuais e que gostam de música, é um produto com um investimento relativamente baixo (é possível encontrá-lo por menos de R$ 100) para essa finalidade. Os usuários casuais certamente vão saber aproveitar das características e funcionalidades desse acessório.

 

Review em Vídeo

 

Review | Smartphone Multilaser MS6

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A assessoria de imprensa da Multilaser no Brasil enviou para testes o Multilaser MS6, um smartphone que tem como objetivo direto oferecer ao consumidor brasileiro uma opção de dispositivo Android com tela de 5.5 polegadas dual-SIM com preço acessível. Pela própria natureza da empresa que fabrica o produto, o objetivo do preço em si foi alcançado (R$ 799). Porém… será que vale a relação custo benefício?

O review a seguir pretende responder essa pergunta. Mais: pretende saber se as restrições adotadas no hardware impactam de forma crítica a experiência de usuário, quais são os limites de execução de aplicativos e tarefas a serem executadas, e para qual tipo de usuário o Multilaser MS6 é pensado.

 

Características Físicas

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O Multilaser MS6 é um autêntico phablet. É um modelo que tem um agarre agradável, mas isso no meu caso, que tem uma mão de grandes proporções (quem tem mãos pequenas precisam ficar atentos a esse detalhe). Talvez eu não me incomode com o tamanho desse smartphone por conta de já usar o Motorola Moto Maxx desde o começo de 2015, ou seja, um phablet para mim não é problema algum

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Grandes dimensões podem representar um peso um pouco mais elevado do que o desejado. E é isso o que acontece com esse smartphone da Multilaser. O modelo pode ser pesado para ser carregado no bolso da calça, e suas grandes dimensões podem incomodar os mais exigentes.

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Seguindo a tendência de personalização de dispositivos, o MS6 conta com carcaças traseiras coloridas. Pelo menos três tampas acompanham o produto, além de um case de silicone que vem muito bem a calhar, pois reforça a segurança do dispositivo em caso de quedas ou acidentes.

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O dispositivo conta com a disposição de botões que foge um pouco daquilo que os recentes lançamentos do mercado estão oferecendo, ou seja, botão de liga/desliga/bloqueio de tela do lado direito, e botões de controle de volume do lado esquerdo. Talvez a Multilaser entenda que essa é a disposição que a maioria dos usuários melhor se adapta na hora de manusear o dispositivo durante as chamadas. Há controvérsias.

Como a tampa é removível, podemos ver os dois slots para SIM cards, o slot para cartões microSD e a bateria do smartphone.

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Mas a boa notícia de tudo isso é que o Multilaser MS6 é um smartphone muito bem construído. Uma construção sólida, em um dispositivo bem selado, com todos os parafusos ocultos ao usuário, e com sua disposição de elementos físicos minimamente organizado. Nesse aspecto, temos aqui um bom trabalho.

 

Tela

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O Multilaser MS6 possui uma tela IPS de 5.5 polegadas (540 x 960 pixels), e esse é um dos destaques que a fabricante mais enfatiza quando promove o produto. Não apenas pelas dimensões do produto em questão, mas também pela qualidade de imagem. Ok, por partes.

Essa tela não compromete na hora de visualizar os elementos da interface de usuário. Também não vai comprometer para os usuários menos exigentes na hora de reproduzir vídeos por streaming (até porque serviços como o YouTube já identificam o tipo de resolução máxima da tela do dispositivo, se adaptando automaticamente ao melhor formato). Logo, para um uso mais casual, sem problemas.

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Para ver os vídeos de forma casual, a tela do Multilaser MS6 não faz feio. O tamanho é excelente, e se o usuário não se incomodar em deixar de lado os formatos de arquivo em alta definição (e ainda ser um adepto dos arquivos de vídeo em .RMVB), o dispositivo pode ser uma boa opção para ter um entretenimento de forma casual durante o trânsito.

Porém, essa tela não conta com um toque tão preciso e suave como em outros dispositivos. Em diversas oportunidades, foi necessária uma pressão um pouco acima do desejado para determinadas atividades (principalmente em jogos), sem falar que tal característica prejudica um pouco a experiência de uso. Aqueles usuários mais exigentes certamente vão se incomodar com esse detalhe.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O Multilaser MS6 conta com o sistema operacional Android 4.4.2 KitKat, com alguma dose de customização por parte da fabricante nacional. As customizações não são agressivas ao ponto de descaracterizar drasticamente a proposta do Android puro, ou de impactar de forma relevante o desempenho do dispositivo.

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A maior personalização adotada pela Multilaser está – por incrível que pareça – na tela de bloqueio do dispositivo, onde foi implantado um hub de atalhos para recursos e aplicativos, que não são tão relevantes a ponto de beneficiar a experiência de uso, até mesmo dos mais casuais. No final das contas, em alguns momentos, essa tela de bloqueio mais atrapalha do que ajuda, pois nem sempre você consegue um desbloqueio suave e preciso.

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Nos demais itens, a Multilaser não mexeu muito no sistema. Apenas pré-instalou alguns aplicativos que são considerados mais populares entre os usuários (WhatsApp, Facebook, Skype) e algumas soluções que, nesse caso, são muito bem vindas (Flipboard, Evernote, VLC), que ajudam na hora de permitir que o usuário já comece a utilizar o smartphone de forma eficiente desde a primeira inicialização.

 

Qualidade de Áudio

Uma coisa boa do Multilaser MS6 é a sua qualidade de áudio. Mesmo com um alto-falante traseiro, o smartphone reproduz o seu áudio com um volume elevado, algo que deve agradar aqueles que gostam de curtir um game com maior imersão, ou um vídeo onde é fundamental ouvir todos os diálogos.

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Tanto para chamadas quanto para a reprodução do áudio multimídia, o MS6 vai bem. Não foram percebidas anormalidades ou distorções. É claro que o quesito qualidade de áudio é algo subjetivo, e pode variar de pessoa para pessoa. Ao meu ver, o telefone da Multilaser até que cumpre bem o seu papel, sem comprometer.

 

Internet

Esse é um item que causou uma certa controvérsia. Talvez um dos motivos do Multilaser MS6 ser tão eficiente na sua autonomia de bateria (falo sobre isso daqui a pouco) está no fato do seu modem WiFi ter uma recepção de sinal bem abaixo do normal (ou do que a média aceitável entre os demais dispositivos).

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Os pontos de sinal de rede WiFi sempre ficaram muito abaixo do esperado, e nesse caso, não podemos colocar a culpa na estrutura da minha casa (onde os testes aconteceram), já que todos os demais dispositivos que utilizo diariamente não se comportaram assim.

Esse é o tipo de detalhe que pode afetar de forma sensível a experiência de uso, principalmente para os usuários que pretendem fazer o download de grande volume de dados de uma única vez. É algo que a Multilaser precisa pensar de forma séria nas próximas versões do dispositivo.

 

Câmera

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O Multilaser MS6 possui uma câmera de 8 megapixels, que oferece um resultado final de imagem razoável, levando em conta as suas características e a proposta geral do aparelho, o sensor traseiro é apenas mediano para o registro de fotos casuais, que normalmente são compartilhadas nas redes sociais.

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O seu software de câmera possui alguns dos recursos mais básicos, e permite o ajuste de determinados parâmetros que podem entregar como resultado final fotos bem interessantes. Na verdade, o MS6 possui o mesmo software que vários outros fabricantes ‘de linha branca’ (principalmente chineses) utilizam em seus smartphones e tablets. De fato, todo o projeto desse smartphone tem essa mesma base, mas também falo disso mais adiante.

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O sensor frontal de 2 megapixels é igualmente razoável para videochamadas. Não espere muito para as selfies, pois aí também é pedir demais. Existem outros modelos mais recomendados. É claro que você vai pagar um pouco a mais, mas é a regra, amigo.

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A câmera traseira também pode gravar vídeos com qualidade razoável. Nada muito fora do esperado para um dispositivo com as suas características técnicas. Porém, vale o reforço que esse smartphone agrada mais os usuários casuais, ou aqueles que não querem gastar muito para ter esses recursos em um telefone inteligente. E, normalmente, temos uma qualidade compatível com o valor pago.

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Games

Definitivamente, o Multilaser MS6 não é feito para aqueles que desejam executar jogos mais complexos. Durante os testes, o dispositivo só executou de forma plena o jogo Subway Surfers. Os demais ou apresentaram algum tipo de problema durante a execução, ou simplesmente não conseguiram rodar no dispositivo.

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Por exemplo, o Real Racing 3 até que teve um desempenho razoável, apesar de alguns lags no vídeo de introdução do jogo. No jogo em si, ele apresentou alguns lags, mas algo que não prejudicou por completo a jogabilidade. Já jogos com Dead Trigger 2 simplesmente não rodaram (travaram na tela de loading). Iron Man 3 ainda fez um download de um arquivo complementar de 1 GB para rodar o game com certas dificuldades (que também comprometeram parcialmente a sua jogabilidade).

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Mas o que mais surpreendeu (negativamente) no Multilaser MS6 é o fato dele não rodar o game Jetpack Joyride, por incompatibilidade pura com o hardware. Ou seja, ter um processador quad-core de 1.3 GHz é o essencial para as execuções mais básicas, mas está bem longe de ser o mais adequado para tarefas mais pesadas ou com maior demanda de recursos de hardware.

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Para quem quer jogar no smartphone, fica a dica: deixe de ser mão de vaca e gaste mais dinheiro em um modelo com um hardware mais capaz.

 

Multimídia

Se tem uma coisa boa no Multilaser MS6 é que no quesito multimídia, até que ele atende bem, já que tem o básico para garantir o entretenimento daqueles que se deslocam todos os dias de um lado para outro.

Para começar, o dispositivo tem um aplicativo dedicado de rádio FM, algo que é sempre muito solicitado pelos usuários dessa faixa de preço, e por aqueles que gostam de ouvir uma música ou se manterem informados durante as suas jornadas diárias.

Apesar de contar com uma tela limitada a uma resolução de 540 pixels, ela é suficiente para uma boa reprodução de vídeos via streaming, além de arquivos em baixa resolução. O seja, os usuários menos exigentes nesse sentido podem se dar bem.

Não foram observados travamentos ou engasgos nos vídeos por streaming via YouTube (que automaticamente identifica qual é a resolução suportada e já reproduz o vídeo nessa resolução) e nos vídeos com resolução SD. Para os vídeos em HD (720p), alguns engasgos foram percebidos, e os vídeos em Full HD (1080p), a reprodução fica algo quase impraticável.

 

Bateria

O Multilaser MS6 conta com uma bateria de 2.000 mAh, que possui um comportamento peculiar. Durante os testes, observamos que enquanto o dispositivo ficava inativo ou em standby, o consumo de bateria é praticamente zero. Não há consumo de bateria ou redução da porcentagem de bateria.

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Porém, quando o dispositivo começa a ser utilizado em tarefas mais complexas (principalmente nos jogos mais pesados), a bateria é consumida rapidamente. E não é nem por conta do consumo da energia da tela – o principal responsável pelo consumo energético de qualquer smartphone -, mas sim por conta dos recursos de hardware do próprio telefone.

É um comportamento atípico para um dispositivo desse porte. De qualquer forma, para a maioria das atividades consideradas comuns para os usuários (navegação na web, redes sociais, jogos casuais, etc), o consumo de bateria é satisfatório, e pode sim aguentar pelo menos um dia completo de uso, mesmo sendo um dispositivo dual-SIM. É o mínimo que se pede.

 

Armazenamento

O smartphone da Multilaser conta com 8 GB de armazenamento interno (apenas 4.4 GB disponíveis para o usuário). É pouco espaço para os aplicativos mais pesados, mas pensando nas características técnicas do produto e suas finalidades de uso, podem ser suficientes para que o usuário instale o que ele considerar o mais importante para um uso diário.

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O problema é amenizado pelo fato da Multilaser oferecer um cartão microSD de 8 GB no kit de venda, além do fato do sistema Android KitKat permitir a transferência de alguns aplicativos instalados no dispositivo para o cartão de memória.

Por outro lado, o cartão microSD oferecido no kit de venda do MS6 chegou a travar depois de 10 dias de utilização do dispositivo, corrompendo os dados nele armazenados. É altamente recomendado que você compre um cartão microSD de sua preferência (de até 32 GB) para que você armazene os seus dados com maior segurança. Não posso afirmar se o problema aconteceu pela baixa qualidade do cartão de memória fornecido no kit de venda, ou se é do software customizado pela Multilaser. Fato é que a falha aconteceu, o que é uma pena (de novo).

 

Desempenho

No final das contas, o Multilaser MS6 tem um desempenho considerado mediano. Não é um dispositivo que se comporta como um top de linha, mas também não tem um desempenho limitado a ser um modelo de entrada com tela grande. É um dispositivo que, dentro da sua proposta, pode ser considerado ‘honesto’.

Por outro lado, compreendo que é possível se obter melhores resultados com um modelo com uma tela menor, na mesma faixa de preços, mas com especificações técnicas um pouco mais robustas. A Multilaser até fez um bom trabalho em oferecer um smartphone com tela de 5.5 polegadas, processador quad-core de 1.3 GHz e 1 GB de RAM, mas que ainda ficam aquém dá concorrência no conjunto geral.

Os problemas que apareceram durante o review são pontuais, mostrando que o dispositivo ainda teria como ser melhor, caso as escolhas feitas para o seu hardware não fossem tão restritas. Espero que nas próximas versões desse smartphone, a Multilaser pense bem em como tornar a equação custo-benefício ainda melhor, oferecendo uma qualidade técnica mais elevada, para que os usuários possam realizar as tarefas com maior eficiência e fluidez.

 

Conclusão

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O Multilaser MS6 é uma alternativa para aqueles usuários que contam com necessidades muito básicas no dispositivo, mas que querem realizar essas tarefas em uma tela de grandes dimensões, em um telefone com suporte dual SIM. Não são muitos os aparelhos disponíveis no mercado com essas características, e o modelo da Multilaser é um dos mais baratos do mercado.

Porém, é preciso ter em mente todas as características apresentadas nesse review. O modelo certamente não é recomendado para usuários intermediários ou avançados, ou para aqueles que já contam com uma certa experiência nos dispositivos com o sistema Android, e esperam um pouco mais do dispositivo. Se você quer extrair mais de um smartphone, não tem jeito: gaste um pouco a mais para receber uma maior performance.

Para quem gosta de telas grandes e quer fazer realmente o básico, a escolha pode ser interessante (desde que saiba das questões apresentadas nesse review).

 

Review em Vídeo

 

Review | Fones Sem Fio Plantronics BackBeat GO 2

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Eu sou uma pessoa que gosta muito de ouvir música, o tempo todo. E parece que o pessoal da Plantronics viu isso. Tanto, que enviou para testes os fones de ouvido BackBeat GO 2, um produto que tem como credenciais ser a Escolha dos Editores da PCMag.com, além da promessa de oferecer a tão sonhada liberdade para aqueles que sempre se viram limitados por conta dos cabos.

Mas não só a liberdade de movimento e melhor usabilidade. Esses fones da Plantronics prometem um bom desempenho tanto para as atividades de comunicação como para as atividades de consumo de conteúdo musical. Além disso, a ideia é também verificar o nível de interação que o produto conta com o sistema operacional Android (o produto também é compatível com dispositivos com o sistema iOS), sem a necessidade de instalar softwares adicionais.

Nesse review, conto como foi a experiência de uso com o produto, os pontos positivos e negativos e suas principais características. Vamos tentar descobrir se vale o investimento, e se ele pode atender as suas necessidades.

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A embalagem do produto é um capítulo à parte. Muito bem feita, com todos os itens muito bem dispostos. Os fones chegam muito bem acondicionados, assim como os seus acessórios e itens complementares. É um produto que oferece um tratamento ‘premium’ nesse aspecto, e não vai ser por causa disso que os fones podem apresentar defeito quando o produto chegar até você.

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Os fones sem fio da Plantronics chegam acompanhados de um adaptador para rede elétrica, onde você pode recarregar a bateria interna do produto (você também pode recarregá-lo pela porta USB do seu computador), além dos adaptadores de silicone para os próprios fones, em três tamanhos que se adaptam ao seu canal auditivo. Algo que já virou padrão nesse tipo de acessório.

O produto também vem com alguns manuais e certificados. A boa notícia é que está disponível o manual impresso em português do Brasil, e o guia rápido de utilização dá o passo a passo sobre como configurar o dispositivo para a primeira utilização, além das principais funções do acessório, para que o usuário não fique perdido na hora de manusear o produto.

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Após receber o produto, foi necessária uma primeira recarga completa de sua bateria. Isso acontece talvez por conta das próprias características do produto, que possui uma bateria com autonomia de apenas 5 horas de conversação, ou 4h30 ouvindo músicas. Mas falo mais sobre isso mais adiante.

Depois da primeira recarga, é hora de emparelhar o produto com o dispositivo em questão (nesse caso, um smartphone Motorola Moto Maxx). O emparelhamento aconteceu sem maiores problemas (apesar de alguns usuários reclamarem que é difícil fazer o Moto Maxx emparelhar com outros dispositivos Bluetooth, mas tudo é uma questão de jeito no posicionamento dos dois produtos). Uma vez sincronizado e autorizada a comunicação entre os dois gadgets, chegou a hora de utilizar o produto.

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A boa notícia desses fones da Plantronics é que ele dispensa o uso de um aplicativo específico para o gerenciamento das principais funções de reprodução de áudio no dispositivo, ou para a comunicação por voz. Pelo menos no smartphone Android, a integração foi completa, onde o acessório consegue assumir o controle de volume do dispositivo, da reprodução e funções telefônicas.

Com isso, você não precisa instalar aplicativos complementares para que o produto funcione de forma adequada com o smartphone ou tablet, liberando espaço e recursos de sistema para aquilo que realmente interessa.

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Alguns comandos de reprodução dos fones da Plantronics são diferentes daqueles normalmente utilizados pelos fones com fio (gerenciados pelos próprios sistemas iOS e Android). Por exemplo, para avançar para a próxima música, é preciso deixar pressionado o botão de volume para cima (+) por alguns segundos. Para voltar uma faixa, ou retornar para a música anterior, pressione por alguns segundos o botão de volume para baixo (-).

Talvez esses comandos podem não ser tão intuitivos do que pressionar duas vezes o botão central para avançar (e três vezes para retornar de faixa) – e, de fato, não é, na minha opinião, por representar uma maior perda de tempo no acionamento -, mas reconheço que são comandos mais diretos para a maioria dos usuários. Além disso, o botão central fica destinado aos comandos de liga/desliga do próprio produto, além de atender/desligar as chamadas recebidas.

Uma das boas sacadas desses fones da Plantronics é que suas indicações de status (volume, nível de bateria, se está conectado a algum dispositivo, etc) são feitos por mensagens de voz. Nada de bips ou toques eletrônicos. São frases pré-gravadas, que ajudam e muito o usuário em determinados momentos. Tudo em inglês, mas que não exigem maiores conhecimentos do idioma para uma boa compreensão do que está acontecendo com o dispositivo.

O produto também conta com um LED que indica o status de sua bateria. Algo que se torna mais útil enquanto o mesmo não é utilizado, ou enquanto ele está em modo de recarga.

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O conector microUSB para recarga de bateria está localizado no fone direito do dispositivo, assim como o seu receptor Bluetooth. Esteticamente, os dois lados são idênticos, mas apenas um deles permite a remoção do acabamento lateral (justamente por esse motivo). O cabo do fone do lado direito também recebe os controles de reprodução e botões de volume.

Outro detalhe estético que chama a atenção estão nessas argolas de silicone transparente, que não só servem para fazer a regulagem do cabo (que vai atrás do pescoço) dos fones, mas também auxilia na remoção dos adaptadores de silicone. Ajuda e muito na hora da troca, e principalmente na fixação dos fones.

De um modo geral, o funcionamento dos fones da Plantronics é algo bem tranquilo, e a experiência de uso é muito satisfatória. Tudo interage muito bem com os controles nativos do dispositivo, e o usuário recebe aquilo que ele espera de um produto dessa categoria: a liberdade de uso. As caminhadas diárias ficaram mais naturais e confortáveis, uma vez que os cabos não interferem. Você não sente o uso dos fones (principalmente se você escolher um adaptador de silicone que se acomoda perfeitamente ao canal do seu ouvido).

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A liberdade no uso também se faz efetiva pelo fato desses fones registrarem um alcance de até dez metros no funcionamento. Ou seja, você pode deixar o smartphone em um ponto da casa, e continuar com os fones, ouvindo suas músicas. Isso é excelente para determinados momentos onde não queremos levar o dispositivo conosco, em momentos pontuais do dia a dia.

O nível de volume da reprodução vai depender do tipo de dispositivo que você está utilizando. O Motorola Moto Maxx não é um dos mais pródigos dispositivos na hora de reproduzir o áudio nos fones de ouvido, e por conta disso, o resultado final pode deixar a desejar para os usuários mais exigentes. Por outro lado, o isolamento de ruído externo já ajuda e muito na hora de ouvir sua música nos deslocamentos diários.

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Sobre a bateria, ela cumpre o que promete, mas isso poderia ser um pouco melhor. Compreendo que, por conta das dimensões reduzidas do produto, não é possível que o mesmo receba uma bateria com maior capacidade. Porém, apenas cinco horas de funcionamento é pouco para alguns usuários que passam mais tempo se deslocando de um lado para outro. A boa notícia é que qualquer porta USB (ou carregador microUSB) é mais que suficiente para recarregar a bateria do produto rapidamente.

 

Conclusão

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O fone sem fio Plantronics BackBeat GO 2 é uma excelente opção para o geek moderno, que não quer a intervenção dos fios na hora de ouvir músicas e podcasts nas mais diferentes atividades. É um produto de alta qualidade, com tratamento premium na sua apresentação, e que cumpre o que promete, oferecendo um áudio de alta qualidade e com a praticidade prometida em um produto desse porte.

É uma proposta muito interessante nas suas funcionalidades, sem falar na sua elevada integração com o sistema operacional, e de forma nativa, sem a intervenção de softwares adicionais. É o tipo de produto descomplicado na sua configuração e no uso diário, o que é algo fundamental para o sucesso de qualquer produto junto ao público.

A Plantronics mandou muito bem no BackBeat GO 2. Um acessório altamente recomendado.

Review | ASUS ZenFone 6

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“Um smartphone com tela de 6 polegadas é quase um tablet”. Já ouvi isso muitas vezes nos últimos meses, por conta do fenômeno dos phablets. E, mesmo assim, esse é o segmento de mercado que ditou as novas regras para smartphones. A maioria quer telas maiores para interagir melhor com os sistemas operacionais, além de dispensar a necessidade de ter um smartphone e um tablet. Até porque, convenhamos, estamos falando de dispositivos com telas de 5.5 e até 6 polegadas.

O ASUS ZenFone 6 foi apresentado no ano passado, junto com o ZenFone 5 (que já testamos aqui no blog). A ideia do produto era ser a opção para quem buscava um phablet, ou queria aposentar o tablet de vez. Mas muito mais do que uma tela grande, o modelo quer oferecer um desempenho ajustado por um preço competitivo, sendo a alternativa para quem quer ter uma boa experiência de uso sem precisar gastar muito.

O review vai mostrar os prós e contras de ter um dispositivo com essas dimensões. Vale a pena utilizar um phablet como dispositivo pessoal? A proposta da ASUS se paga na sua relação custo/benefício? Vamos descobrir a seguir.

 

Características Físicas

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O ASUS ZenFone 6 pode ser definido pela palavra “grande”. É impossível não ter essa primeira impressão quando utilizamos o produto presencialmente. Comparado ao meu smartphone de uso pessoal de momento (Motorola Moto Maxx), o ZenFone 6 é consideravelmente maior, mas com peso similar, o que é um mérito para o produto da ASUS.

O produto enviado pela assessoria de testes da ASUS está na cor preta. Particularmente, prefiro mais essa opção. A carcaça traseira do produto é composta em plástico fosco, diminuindo as chances do aparelho sofrer das marcas de uso diário. É claro que você deve sempre utilizar um case para proteger o aparelho de quedas e pancadas, mas pelo menos o smartphone não ficará encardido ou com marcas de dedo e gordura.

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As seis polegadas de tela fazem a diferença na pegada do dispositivo. Eu tenho mãos grandes. Logo, segurar o dispositivo com uma das mãos não chega a ser um grande problema. Comparado a um dispositivo com 7 polegadas de tela, o ZenFone 6 foi confortável para mim. Agora se você tem mãos de tamanho menor, pode esquecer: pense nesse smartphone como um “tablet em miniatura”.

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O ASUS ZenFone 6 é muito bem construído, onde sua carcaça externa fica bem encaixada no dispositivo. Na parte interna do dispositivo, encontramos os slots para SIM cards e para o cartão microSD, na parte central. Com isso, todos os parafusos de encaixe do aparelho ficam muito bem escondidos. Internamente, o smartphone reforça a sensação de cuidados da ASUS nesse aspecto.

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De um modo geral, o ASUS ZenFone 6 é um aparelho que agrada muito nas suas características físicas. Talvez uma coisa que não deva agradar a alguns usuários são os botões Android impressos na carcaça do dispositivo. E o que é pior: não há um sistema de iluminação instalado abaixo desses botões. Ou seja, se você usa o smartphone no escuro, tem a sua experiência de uso bem prejudicada.

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Tela

A tela do ASUS ZenFone 6 possui (obviamente) 6 polegadas de tela, em uma resolução de 1280 x 720 pixels (IPS, 294 ppp). Muitos sentirão falta de uma tela Full HD para um dispositivo com essas dimensões, mas a ASUS promete compensar isso com algumas tecnologias para oferecer uma imagem de alta qualidade. E eles alcançam esse objetivo no resultado final.

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A tela do ZenFone 6 é retroiluminada em 100%, e com a tecnologia TruVivid da ASUS, a tela do dispositivo oferece cores mais vivas, com maior claridade e brilho. Quando a sua tela fica desligada, ela se coloca em um estado completamente escuro. No final das contas, o resultado final das imagens ofertadas é muito boa, com uma qualidade que justifica o investimento para aqueles que querem consumir conteúdos multimídia em qualquer lugar.

Quero dizer, entendo que a maioria dos usuários ficará satisfeita com a qualidade que a tela do ZenFone 6 oferece. Aliás, existe uma certa discussão sobre a validade de telas de alta definição em dispositivos móveis. Alguns preferem um dispositivo com tela que seja de, pelo menos, Full HD (1080p), por conta da maioria dos conteúdos já serem produzidos nesse formato.

Por outro lado, alguns fabricantes acreditam que telas em Quad HD (QHD) não são necessárias para a maioria dos usuários, pois mais servem para gastar bateria do que oferecer grandes diferenciais na reprodução de imagens. Pelo visto, a ASUS aposta nessa teoria, e apesar de uma tela generosa, a resolução é limitada aos 720 pixels.

O ASUS ZenFone 6 conta com a proteção Corning Gorilla Glass 3, com a tecnologia Native Damage Resistance, que aumenta a proteção da superfície e diminui as possibilidades de rachaduras laterais (veja bem: diminuir as possibilidades não quer dizer que não pode rachar). Por outro lado, a ASUS em seu site promete que essa tela possui um revestimento contra marcas de dedo. Mas como você pode ver nas imagens a seguir, não é bem assim que a banda toca no uso diário.

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Sistema Operacional e Interface de Usuário

O ASUS ZenFone 6 que recebemos para testes contava com a versão Android 4.4.2 KitKat, com a interface ZenUI. E nessa versão ficou até o final dos testes. Levando em conta o seu conjunto de hardware, a boa qualidade de sua tela, e as tecnologias integradas pela ASUS, podemos dizer que, nesse caso, não é uma má ideia ter uma interface dedicada. Entendo os puristas que preferem o Android “puro” (eu também prefiro), mas assim como aconteceu no ZenFone 5, a experiência de uso aqui é tão agradável, que não há necessidade de mudar o que está funcionando tão bem.

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O conjunto geral funciona com um excelente desempenho, de forma muito fluída e funcional. Algumas soluções de software adotadas pela ASUS para essa interface são muito bem vindas, como o widget What’s Next, que adiciona lembretes em uma das telas principais da interface, o Zen Link, que é um conjunto de aplicativos de conectividade que facilitam a interação do smartphone com os PCs, televisores e outros dispositivos, aplicativos de backup e transferência de dados, espelho, editor de filmes, previsão do tempo, chat, armazenamento na nuvem, anotações, entre outros.

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De um modo geral, o ZenFone 6 se comportou de forma impecável na maior parte do tempo, e nas mais diferentes atividades. Seja na navegação na internet, para rodar jogos ou ver vídeos no YouTube, o sistema operacional não apresentou travamentos nem engasgos. E, de novo: sua interface de usuário não comprometeu em nada na experiência de uso.

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Qualidade de Áudio

Apesar de estar acostumado aos alto-falantes frontais da Motorola, o áudio do ASUS ZenFone 6 não chegou a me incomodar, mas poderia ser um pouco melhor. Apesar do smartphone contar com a tecnologia de áudio SonicMaster, o seu alto falante fica posicionado na parte traseira, o que prejudica um pouco a experiência final do áudio reproduzido.

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Você consegue até ouvir bem o som de jogos, vídeos e games, mas falta um pouco de volume para situações específicas, como vídeos onde o diálogo é o que predomina (nos videoclipes, onde a ênfase está na música, ele até que vai bem).

De qualquer forma, entendo que a maioria dos usuários não vão se incomodar com esse detalhe. Até porque a maioria das pessoas que assistem vídeos deve utilizar os fones de ouvido para não incomodar as outras pessoas. Mesmo assim, alguns usuários podem se incomodar com esse aspecto.

Sobre a qualidade das chamadas, o áudio reproduzido pelo alto-falante frontal é igualmente satisfatório, e a qualidade de sinal é realmente muito boa. A solução adotada pela ASUS em colocar uma antena dupla para a recepção de sinal mostra sua eficiência durante as chamadas, e tal tecnologia até ajuda a preservar a bateria do dispositivo, já que o mesmo não fica por muito tempo procurando um sinal de rede disponível.

 

Câmera

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A ASUS se dedicou a oferecer uma competente câmera para os usuários do ZenFone 6, e todo o esforço rendeu um resultado muito positivo. O sensor traseiro de 13 megapixels oferece fotos de boa qualidade, em diferentes condições de luz e com vários recursos para extrair os melhores resultados.

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O aplicativo de câmera oferece configurações pré-definidas para diferentes situações de fotos. Esses recursos não só otimizam as imagens para esses cenários específicos, como também atuam como “assistentes”, que direcionam o usuário para um melhor manejar do aparelho, para assim produzir fotos de maior qualidade. De fato, a maioria dos usuários ficarão satisfeitos com esses modos pré-definidos, e podemos dizer que qualquer pessoa pode produzir boas fotos com esse dispositivo.

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Além disso, o software de câmera também conta com os sempre bem vindos ajustes manuais, onde os usuários mais experientes podem ajustar de forma mais precisa as configurações da câmera. E essa versatilidade pode ajudar a obter resultados de fotos ainda melhores.

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No final das contas, mesmo em modo automático, a câmera do ZenFone 6 consegue obter fotos muito boas em condições de boa iluminação. Em ambientes com luz artificial, a câmera também se sai bem, com baixo nível de ruído. Como disse, o smartphone vai muito bem no aspecto fotográfico, com ótimos resultados de imagem.

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A câmera frontal de 2 megapixels fica dentro do padrão que encontramos em outras marcas e modelos. Oferece uma resolução boa o suficiente para as videochamadas. Já para as selfies, é preferível utilizar o ‘modo selfie’ presente na câmera traseira, que identifica a quantidade de rostos a serem registrados, e tira a foto sem maiores dificuldades. A câmera traseira do ZenFone 6 também grava vídeos a 1080p.

Games

Em linhas gerais, o ASUS ZenFone 6 vai bem nos jogos. Levando em consideração o tamanho de sua tela, a interação com os títulos será excelente, e você não terá muitos problemas em interagir com os elementos de jogos de diferentes categorias.

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A qualidade de exibição dos gráficos é elevada, onde os títulos que contam com mais detalhes nas imagens podem ser executados sem maiores problemas. De um modo geral, o desempenho dos jogos foi muito satisfatório, onde na maioria dos casos não se notou arrastos ou engasgos. Podemos dizer que o ZenFone 6 é competente nesse tipo de tarefa, e deve agradar a maioria dos usuários.

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Alguns poderão dizer que o ideal seria uma tela de 1080p (Full HD) no lugar dos 720 pixels presentes no ZenFone 6. Eu até concordo, mas levando em conta os conteúdos de vídeo. Nos jogos, entendo que tal detalhe seja muito relevante, ainda mais se levarmos em conta que o seu SoC, apesar de competente, é mais limitado que os seus principais concorrentes.

 

Desempenho e Armazenamento

O ASUS ZenFone 6 oferece um ótimo desempenho para um uso diário. Nos testes realizados, o dispositivo não apresenta engasgos ou travamentos. O seu hardware (processador Intel CloverTrailPlus 2×2 1.6 GHz, 2GB RAM) é mais do que suficiente para oferecer um desempenho fluído e agradável durante todo o período de testes do smartphone.

Levando em conta o seu tamanho de tela e suas características físicas, o ZenFone 6 foi muito bem durante os testes e, de fato, pode mesmo combinar o melhor dos dois mundos para aqueles que querem substituir o tablet de vez, e ter um smartphone para manter a comunicação pessoal e profissional (lembrando: é um dispositivo dual SIM).

O ZenFone 6 conta com 16 GB de armazenamento, que podem ser expandidos via slot microSD de até 64 GB. Entendo que, com tal capacidade, a maioria dos usuários não devem enfrentar problemas na hora de armazenar fotos, vídeos, músicas e outros conteúdos pessoais no dispositivo.

 

Bateria

Para alimentar uma tela de 6 polegadas, o ASUS ZenFone 6 conta com uma bateria de 3.300 mAh. É uma bateria menor do que aquela presente no Motorola Moto Maxx (3.900 mAh). Mesmo assim, o modelo da ASUS consegue ser bem competente para um uso diário.

Durante os testes, não foi difícil alcançar o dia completo de uso moderado (redes sociais, chamadas, navegação na internet, poucos minutos de vídeo e jogos, etc). Porém, quando a tela do produto fica ativa por muito tempo, ou quando executamos jogos e aplicativos mais pesados, a bateria tende a ser consumida mais rapidamente.

É preciso ter um certo cuidado com o consumo de bateria do dispositivo, mas muito mais em função do tamanho de sua tela. Deixar o seu brilho em 50% pode ajudar um bocado para os usuários mais ativos.

 

Conclusão

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O ASUS ZenFone 6 está aprovado. É um smartphone com um conjunto técnico muito interessante, dentro de uma faixa de preço mais atraente ainda. Não é um produto top de linha, mas é um excelente intermediário com tela de 6 polegadas, o que pode ser um interessante diferencial para quem procura aposentar o tablet de uma vez por todas.

Entre as opções disponíveis na categoria de phablets, o ZenFone 6 acaba naturalmente sendo uma das melhores relações custo/benefício do mercado. A Intel mais uma vez fez um belo trabalho ao oferecer um hardware competente o suficiente para entregar uma boa experiência de uso, e os recursos da ASUS tornam o dispositivo bem interessante para boa parte dos usuários que esperam por tais funcionalidades.

 

Review em Vídeo

 

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Review | Motorola Moto Maxx (XT1225)

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Quando o Motorola Moto Maxx foi apresentado, não tivemos muitas dúvidas que este era o Android mais poderoso do mercado. Ou aquele smartphone que poderia oferecer o desempenho máximo que muitos sonhavam. De fato, os números chamam a atenção, com um conjunto que promete o mais impecável desempenho já visto em um smartphone com a plataforma da Google.

O primeiro review de 2015 do TargetHD vem de um produto que eu fiz questão de investir para ser o meu telefone pessoal. Nesse caso em particular, eu fiquei com o desejo e até a necessidade pessoal em utilizar um modelo top de linha na mais pura essência. Ao longo de 2014, eu utilizei o LG G2 com muita alegria, porém, chegou o momento de seguir em frente. E o novo escolhido é o Motorola Moto Maxx.

Esse review tem como principal objetivo mostrar o quão completo e poderoso esse modelo pode ser, além de identificar qual perfil de usuário pode aproveitar melhor suas características técnicas. Será que esse é mesmo o melhor smartphone Android já lançado? Ou seu conjunto técnico tem números para mais, e resultados no estilo ‘mais do mesmo’?

E a bateria? É tudo isso mesmo?

Essa e outras perguntas serão respondidas a partir de agora.

 

Características Físicas

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Algumas pessoas entendem que o Moto Maxx é um modelo vindo diretamente do ano de 2008 (ou antes). De fato, a Motorola adota um modelo de design diferente das séries X/G/E, e o Maxx acaba adotando um ar mais sério, com cara de produto pensado nos geeks. Na verdade, temos uma explicação melhor: o novo modelo é altamente inspirado no antigo Razr Maxx, que também contava com um ar mais sério e sóbrio.

Presencialmente, achei o Moto Maxx um modelo mais bonito do que aquele smartphone que eu vi nos renders e imagens promocionais. É claro que o fator estética pode variar de pessoa para pessoa (e beleza é algo muito subjetivo), mas na minha opinião eu esperava um produto menos vistoso.

Outra coisa que surpreende no Moto Maxx é que ele não é tão pesado do que o que eu imaginava (apesar das 176 gramas de peso), e o telefone fica bem confortável para o uso com uma das mãos, ou com as duas mãos. E isso acontece mesmo com uma tela de 5.2 polegadas. A Motorola aproveitou muito bem as dimensões do produto (na medida do possível), e o gadget está em um tamanho aceitável para uma rotina de uso diária.

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Também é possível perceber um cuidado maior para oferecer um produto mais resistente, como é o caso dessas laterais em acabamento emborrachado. Os botões de liga/desliga e controle de volume ficam nas laterais do dispositivo, mas não comprometem a espessura do modelo.

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Uma pequena surpresa para os usuários é a presença do slot para cartões nano SIM integrado na peça que conecta o conjunto nas teclas de controle de volume. A solução é interessante no que se refere à redução de espessura do produto (apesar de não se converter em grandes ganhos para a sua versão final, mas pode ser perigosa, pois tornam dois intens do smartphone um tanto quanto frágeis (o slot para nano SIM e os conectores para o mecanismo de controle de volume).

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O Moto Maxx traz em conjunto com o seu poderoso sensor traseiro de 20 megapixels dois flashes LED, tal como acontece no Moto X 2014, mas sem o aro plástico que adorna o sensor.

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E sim… eu já ia me esquecendo… os famigerados botões de comando do Android impressos na carcaça inferior da tela (e não no formato de botões virtuais, como vem sendo a tendência da maioria dos fabricantes de smartphones Android – e até a preferência do Google).

Eu poderia viver sem esse detalhe – e acho estranho que a Motorola tenha feito essa escolha -, mas não vejo esse como um motivo para não comprar o Moto Maxx. Esse é um detalhe que pega mais na estética do que na funcionalidade do dispositivo. Não reparei conflitos com nenhum aplicativo (nem mesmo no Facebook, onde alguns usuários alegaram problemas), e eu posso viver sem os botões do Android Lollipop por algum tempo.

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Mas o grande problema de acabamento do Moto Maxx é sim o seu tecido balístico, que reveste a camada de kevlar presente no aparelho. Ao longo de pouco mais de duas semanas, foi possível sim perceber o material se desfiando do aparelho, e isso em um uso considerado normal, sem exageros ou abusos com o dispositivo (colocando no bolso, em cima da mesa de trabalho, etc).

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É uma pena. Entendo que não apenas por conta do preço pago pelo produto, mas principalmente pela proposta geral do aparelho, esse problema do tecido balístico desfiando destoa de forma absurda de tudo aquilo que o Moto Maxx tenta passar. Um modelo top de linha com uma falha conceitual como essa é algo que realmente decepciona. O conselho aqui? Case no smartphone desde o primeiro dia de uso (também para proteger a sua bela tela).

 

Acessórios

Um kit de acessórios peculiar, com os itens necessários para que qualquer usuário consiga utilizar o produto sem maiores problemas, mas com itens que agradam e desagradam aos mais exigentes.

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O Moto Maxx vem acompanhado de um carregador Turbo Motorola, que é um dos destaques positivos do smartphone. Esse carregador é capaz de oferecer até seis horas de uso misto (onde a definição de ‘misto’ não é muito bem definida pela Motorola) com apenas 15 minutos de carga.

Se levarmos em conta que o Moto Maxx possui uma bateria de 3.900 mAh, podemos concluir que essa velocidade de recarga é mais do que bem vinda. Um carregador comum levaria uma eternidade para restituir a energia da bateria do Moto Maxx. Com esse carregador Turbo, em aproximadamente 1h30 (com o dispositivo ligado), você tem uma recarga completa de sua bateria, e essa marca é considerada excelente.

Talvez o inconveniente é ter que levar o carregador consigo para ter essa eficiência toda. Sem ele, a recarga do smartphone é um processo muito longo e tedioso. Mas esse é um preço a se pagar que, convenhamos, vale a pena.

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Por outro lado, o kit de acessórios também oferece os novos fones de ouvido da Motorola. Mais uma vez ressalto que o item qualidade de áudio é algo relativo, onde os resultados podem variar de usuário para usuário. Para o meu gosto, esses fones deixam a desejar. Mais uma vez, pois são os mesmos que estão presentes no Motorola Moto X de segunda geração.

O áudio reproduzido por esses fones deixa a desejar no equilíbrio de graves, médios e agudos, oferecendo um resultado final muito inferior. O que, de novo, é uma pena. Estamos diante de um modelo top de linha, e esse detalhe poderia ser melhorado. Por outro lado, encontrar um fone de excelente qualidade em um smartphone é exceção, e não a regra.

 

Tela

O Motorola Moto Maxx possui uma tela de 5.2 polegadas, com resolução Quad HD (1440 x 2560 pixels, 565 ppp) e revestimento Corning Gorilla Glass 3. E é uma tela simplesmente espetacular.

Com excelente definição de cores e detalhes de imagem, essa é uma das melhores telas para smartphones do mercado (nesse momento). Os ângulos de visão são excelentes, e nem preciso dizer que não é possível ver serrilhados ou pontos gráficos na tela. É uma das melhores telas entre os smartphones Android, e perfeita para quem pretende consumir conteúdos com o smartphone.

A tela do Moto Maxx é um dos elementos que mais chamam a atenção em um contato direto com o smartphone. É a tela ideal para quem gosta de ver vídeos, filmes e séries no smartphone, além de prometer uma exibição de gráficos dos jogos de forma impecável. Independente da fonte de vídeo escolhida (armazenamento em disco, streaming, etc), essa é uma das melhores telas para consumir essas diferentes categorias de entretenimento.

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Sem falar que, assim como acontece com o Moto X de segunda geração, o Moto Maxx possui o recurso de tela inteligente, que acende apenas os pixels necessários para exibir as notificações recebidas. Algo que faz toda a diferença nesse conceito de smartphone.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

No momento em que esse review é produzido, o Motorola Moto Maxx conta com o sistema operacional Android 4.4.4 KitKat, com a interface Googlw Now Launcher, que é oficial do Google, mas que se aproxima rapidamente daquela interface do Android ‘puro’, que é aquele que a gigante de Mountain View considera a ideal.

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Dito isso, não há muitos segredos nas funcionalidades. Se você já utilizava o Android tal e qual o Google sempre imaginou, você não terá muitas surpresas ou novidades no Moto Maxx. Alguns usuários entendem que a Motorola poderia investir um pouco mais nas customizações do seu Android. Já outros entendem que onde eles mudaram, eles acertaram em cheio.

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Todos os recursos inteligentes que já encontramos no Moto X 2014 estão presentes no Moto Maxx. Já citamos a tela inteligente, que exibe as notificações sem precisar ligar a tela por completo. E todos os recursos do Moto Voz (ok, Moto Maxx, ou qualquer outra frase que o valha) também estão presentes nesse modelo.

O Moto Voz está mais completo, com mais comandos e possibilidades de interação com o dispositivo, além de uma integração plena com o ‘OK, Google’, já presente nos dispositivos Android. Com isso, um recurso complementa o outro, resultando em uma experiência única para quem souber se aproveitar disso.

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Além disso, o recurso Assist, que faz o ajuste automático das configurações do smartphone de acordo com o local onde você está, ou de acordo com a sua disponibilidade. Sem falar nos sensores de movimento e proximidade, que tornam a experiência de uso ainda mais atraente. Afinal de contas, poucas coisas são tão legais quanto ter a tela do seu smartphone se acendendo porque você está se aproximando dele.

De um modo geral, a experiência de uso do Moto Maxx é ainda melhor que a do Android puro. Muitos entendem que é a melhor experiência de uso em um smartphone Android, e a maior prova disso é que algumas das inovações adotadas pela Motorola ao longo dos anos estão hoje presentes no Android de forma nativa.

 

Qualidade de Áudio e Chamadas

Ao longo das duas semanas de testes, eu li muitos relatos de usuários reclamando sobre a qualidade de áudio do microfone do Moto Maxx para chamadas e em uso em momentos pontuais, principalmente na gravação de mensagens de voz pelo WhatsApp. Nesse caso, tenho que fazer algumas observações.

Durante os testes, eu não observei as pessoas do outro lado da linha se esforçando para me ouvir, ou reclamando da qualidade do áudio do microfone do meu telefone. Além disso, eu pude ouvir as pessoas que conversavam comigo sem maiores problemas, distorções ou anormalidades.

Uma coisa que tem que se ter em mente é que, assim como acontece com outros itens já analisados, dizer que o áudio final de um microfone tem boa ou má qualidade é algo que passa pela subjetividade e percepção de cada um. O que é bom para mim pode não ser bom para você. Eu não descarto que o microfone do Moto Maxx apresente problemas pontuais de funcionamento (principalmente com o recurso Moto Voz, que não funcionou de forma perfeita em ambientes com elevado nível de ruído).

Por outro lado, devo deixar registrado que outros fatores podem interferir no resultado final do áudio, como por exemplo a qualidade de sinal e do dispositivo da pessoa com quem você está conversando.

Por fim, deixo o registro que, se uma senhorinha de 78 anos com alguns problemas auditivos conseguiu me ouvir muito bem em todas as conversas telefônicas realizadas durante os testes, é sinal que tem muita gente por aí que precisa rever os seus conceitos em relação à sua percepção auditiva.

 

Câmera

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Um dos principais pontos positivos do Motorola Moto Maxx. Sua câmera traseira de 21 megapixels não só impressiona por conta da elevada resolução, mas principalmente pela qualidade final das imagens capturadas. E é isso o que realmente vale a pena se destacar.

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Em condições perfeitas de iluminação ambiente (dia de sol forte), as imagens capturadas pelo sensor do Moto Maxx oferecem um resultado final realmente muito bom, com elevado nível de detalhes. Algumas imagens realmente saltam os olhos de tão boa, oferecendo alguns dos melhores resultados que eu já vi em uma câmera de um smartphone Android.

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Em ambientes com iluminação artificial, as fotos registradas sem o flash oferecem um baixo nível de ruído, o que é sempre uma excelente notícia. Alguns vão entender que o resultado final não é o mesmo de um sensor dedicado. E nem pode ser: afinal de contas, estamos falando de uma câmera de smartphone, com características técnicas diferentes das câmeras point-and-shoot. Porém, a maioria dos usuários ficarão satisfeitos com os resultados apresentados.

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Até mesmo as fotos capturadas com flash, em ambientes não iluminados, temos uma qualidade final de imagem muito satisfatória. É importante lembrar que o usuário deve ter a sabedoria de decidir de forma sábia quando utilizar o flash, já que em algumas casos o excesso de luz pode fazer com que as imagens fiquem estouradas.

Outro fator que deve ser considerado é o software de câmera da Motorola, que apesar de ser muito simples de se trabalhar, é pobre de recursos, o que pode incomodar os usuários mais avançados. É recomendado que aqueles que sabem manejar com os ajustes de fotografia de forma mais habilidosa que procurem um aplicativo de câmera que permita trabalhar com os parâmetros que ajustam as especificações da câmera, de acordo com a situação que a foto será registrada.

Essa mesma câmera é capaz de gravar vídeos em 1080p (Full HD), slow motion (em 720p) e Ultra HD (4K) sem maiores dificuldades. Lembrando que para os vídeos capturados em 4K existe uma limitação de 10 minutos de duração máxima para os vídeos.

A seguir, uma demonstração do modo de gravação de vídeos em slow motion.

 

A seguir, uma demonstração do modo de gravação de vídeos em 4K (ajustar a resolução do vídeo no player, se necessário).

 

A câmera frontal de 2 megapixels também oferecem resultados razoáveis nas selfies, mas é mais pensada nas videochamadas. A qualidade final das fotos é similar ao dos principais modelos da concorrência (exceto em casos pontuais, onde os produtos contam com câmeras frontais mais avançadas), e os vídeos também podem ser capturados em Full HD (1080p).

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Games

De forma simples e direta: o Moto Maxx é impecável nos games.

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Com um hardware tão poderoso, seria um absurdo se o seu desempenho durante os jogos deixasse a desejar. Logo, não há a necessidade de me alongar muito nesse item: o Moto Maxx é um smartphone impecável para os jogos, exibindo os gráficos mais complexos de forma plena, e com um desempenho impecável, sem travamentos ou lags.

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Talvez incomode um pouco o fato do smartphone esquentar durante o processamento de tarefas mais complexas e jogos mais completos. Mas tal detalhe é irrelevante diante do conjunto técnico superior, que resulta em uma experiência impecável para quem gosta de rodar os seus jogos Android das mais diferentes categorias.

 

Desempenho e Armazenamento

Acabei de falar que o Moto Maxx é perfeito para quem pensa em rodar jogos, principalmente os mais complexos. Ou seja, eu só preciso confirmar nesse parágrafo que o Moto Maxx é um smartphone com um desempenho simplesmente excelente, onde até mesmo os mais exigentes ficarão satisfeitos com o resultado final entregue pelo dispositivo.

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Durante os testes, o smartphone teve um comportamento impecável, sem lags, travamentos ou engasgos. Nada. O dispositivo sequer ameaçou fazer isso. Na verdade, o Moto Maxx executou todas as suas funcionalidades sem apresentar qualquer tipo de estresse ou dificuldade, com um desempenho perfeito para tarefas das mais diferentes categorias.

O Moto Maxx possui 64 GB de armazenamento, e sem slot para expansão de memória. Mas… quem realmente precisa de mais do que isso? Nem mesmo aqueles que costumam armazenar sua biblioteca musical completa não vai precisar de mais do que isso para armazenar músicas, vídeos, filmes e outros conteúdos pessoais.

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Por conta de tudo isso, eu posso dizer sem medo de errar, que o Motorola Moto Maxx foi o smartphone com melhor desempenho que eu testei em seis anos e meio de vida do TargetHD.net.

Até agora.

 

Bateria

Deixei esse item por último, pois esse é (talvez) o principal argumento da Motorola para oferecer o Moto Maxx como um produto que atraia os olhares de muitos. A bateria de 3.900 mAh devem ser mais do que suficientes para que o usuário médio não precise se preocupar em recarregar o dispositivo no meio do dia, ou em algum momento do horário comercial.

Aliás, a Motorola promete mais do que isso. Promete uma autonomia (em uso misto… e mais uma vez fica em aberto o que eles querem dizer com isso) de até 40 horas de funcionamento do dispositivo. E era isso o que eu precisava descobrir se ele era capaz.

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Nos primeiros dias, o consumo da bateria foi apenas razoável, mas isso ficou dentro do esperado. Afinal de contas, todo usuário fica horas instalando aplicativos, fazendo ajustes, testando a câmera, o GPS e outros detalhes. E isso faz com que a autonomia de bateria realmente seja mais baixa.

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Porém, no primeiro dia de uso que eu considero ‘normal e moderado’ para o meu perfil de uso, eu pude observar que a bateria dificilmente iria alcançar as 40 horas prometidas pela Motorola. Com aproximadamente 17 horas de uso e quase 4 horas de tela, a bateria do Moto Maxx pediu água, ou melhor, o carregador.

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Depois de fazer novos ajustes em alguns aplicativos (reinstalei o Hangouts e o Google+, desativei o Google Now, etc), o desempenho da bateria foi melhor. O smartphone ficou vivo por pelo menos 29 horas, com quase 4 horas de tela, e em um dia de uso que envolveu conectividade WiFi na maior parte do tempo, mas alguns momentos de utilização de internet 3G (pelo menos 60 minutos). Considero esse um desempenho muito bom.

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Para resumir: o Moto Maxx só sobrevive as ditas 40 horas de funcionamento se o dispositivo não ficar conectado o tempo todo (ao terminar de usar o WiFi, desconectar imediatamente, e reconectar novamente quando for usar). Em um uso normal, ele funciona sem problemas por 24 horas. Pode alcançar um pouco mais em um comportamento mais moderado.

Mas tudo isso serve para dizer que a bateria do Moto Maxx cumpre o que promete. A maioria dos usuários pode deixar o carregador em casa, e sem maiores problemas. Com uma bateria dessas, é o fim das preocupações em ter um smartphone que vai te deixar na mão quando você mais precisa.

Seria correto dizer que esse smartphone conta com uma bateria desse calibre também para suportar a tela Quad HD, o poderoso processador Qualcomm Snapdragon 810, a sua GPU Adreno de última geração… é um conjunto técnico potente, que naturalmente exige uma demanda maior de consumo energético da bateria.

E, mesmo assim, entendo que esse consumo é equilibrado o suficiente para manter o usuário longe do carregador. Esse pode ser um diferencial decisivo para muitos na hora da compra desse dispositivo.

 

Conclusão

O Motorola Moto Maxx está aprovado. Oferece a consagrada experiência de uso do Moto X de segunda geração, mas com um desempenho de um autêntico smartphone top de linha. Seu hardware é difícil de ser batido, e o seu preço ainda o coloca como uma interessante opção dentro dos modelos considerados ‘premium’.

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O dispositivo possui alguns problemas pontuais – que, de novo, por se tratar de um produto ‘premium’, poderiam ser evitados -, mas esses mesmos problemas não descredenciam um produto que oferece um desempenho excepcional e a experiência de uso tão sonhada por muitos usuários mais exigentes.

Entendo que o Moto Maxx cai como uma luva para quem anseia por essa performance toda, para quem necessita de um espaço maior para armazenamento de conteúdo pessoal, uma autonomia de bateria de longa duração, ou para aqueles que querem um dispositivo com uma experiência de uso impecável. A maioria dos usuários podem ser felizes com o Motorola Moto X de segunda geração, que também é um excelente smartphone (aliás, a melhor relação custo/benefício no Android em 2014).

Porém, o Motorola Moto Maxx é o melhor smartphone Android que eu já testei. E estou muito feliz com ele. Se o seu bolso permitir, faça o investimento.

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Review em Vídeo

 

Mais fotos registradas durante os testes

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Review Comparativo | Motorola Moto X 2ª Geração vs Motorola Moto G 2ª Geração (2014)

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O último review de 2014 será um comparativo entre dois dos lançamentos de maior destaque do ano. A Motorola deu continuidade ao legado deixado pelos modelos lançados no ano passado – Moto X e Moto G -, e lançou nesse ano a segunda geração dos dois dispositivos. As atualizações são bem vindas, e são oferecidas ao consumidor com o mesmo valor dos smartphones lançados no ano passado (o que pode ser considerado uma vitória). Mas… onde estão as diferenças entre os produtos?

Com as novas versões, alguns usuários imaginam que as duas versões se aproximaram no desempenho e características gerais. Por outro lado, as novas versões contam com diferenças substanciais, e por conta disso, a relação custo/benefício pode variar de usuário para usuário. O objetivo desse comparativo não é determinar qual é o melhor dos dois (todos nós sabemos que é o Moto X 2014), mas sim quais são essas diferenças, e para qual tipo de usuário cada modelo é indicado.

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Esteticamente, os dois modelos são muito semelhantes, mas podem ser perfeitamente identificados com uma simples primeira olhada. E os novos modelos deixam isso bem mais claro do que os modelos de 2013. O Moto X 2014 conta com um acabamento mais ‘premium’, com laterais metálicas e três opções de acabamento na parte traseira. Isso já é o suficiente para que a grande maioria dos usuários consiga diferenciar um modelo do outro.

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Já o Moto G 2014 se aproxima mais do modelo lançado no ano passado, mas com um evidente tamanho de tela maior, e os dois alto-falantes frontais, que fazem uma grande diferença na hora de reproduzir o áudio no dispositivo. O que também torna o modelo facilmente identificável em relação ao Moto G 2013 (sempre temos os desavisados nesse aspecto).

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Aqui, vemos claramente como a Motorola decidiu diferenciar o tamanho dos dois alto-falantes frontais. Não sabemos exatamente o motivo para tal decisão. Pode ser apenas uma decisão estética (ou de identificação visual), ou se tal escolha tem influência direta no design dos dois produtos, principalmente no caso do Moto X 2014, para manter a baixa espessura do produto.

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De novo, destacamos a baixa espessura dos dois modelos, além do tipo de acabamento para cada um deles. O Moto X 2014, quando visto de perto, é mais chamativo e vistoso, mas o Moto G 2014 não fica muito atrás. É mais simples e sóbrio, e isso pode agradar em cheio a um número considerável de usuários.

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Visão geral da parte superior dos dois dispositivos. Detalhe para o Moto X 2014, com a gaveta para o SIM card, que mudou de lugar em relação ao Moto X 2013.

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Visão geral da parte inferior dos dois dispositivos.

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Na parte traseira dos dois dispositivos, mais diferenças que ajudam na identificação e até na formação de conceito dos dois modelos. O Moto X 2014 possui pelo menos três tipos de material para acabamento na parte traseira, que não é removível. Já o Moto G 2014 possui uma traseira removível, mas com um plástico com acabamento levemente emborrachado, que pode ser trocada pelo usuário na versão com 16 GB de armazenamento.

Mas… calma. Não é só isso.

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Outra diferença bem destacada está nas suas câmeras. Além da diferença técnica entre os sensores, o Moto X 2014 possui uma estrutura de flash LED duplo, que promete uma melhor captação de imagens em ambientes com baixa luminosidade, e contornando o sensor fotográfico do dispositivo. Já o Moto G 2014 possui sim um novo sensor de 8 megapixels, mas com um flash LED simples.

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Por último, mas não menos importante, o Moto G 2014 oferece acesso aos slots SIM card e microSD, dois grandes diferenciais do modelo de linha média. Aliás, além de um sensor fotográfico mais poderoso, um dos pedidos dos usuários do Moto G era a presença de um slot de expansão de memória, para tornar a proposta ainda mais atraente. Talvez esteja faltando aqui as redes 4G (presente no Moto G 2013 em versão single, lançada posteriormente) e melhorias no hardware (que é basicamente o mesmo do ano passado), mas não podemos ter tudo, não é mesmo?

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No sistema operacional, uma boa notícia para todos. A Lenvoo está fazendo um trabalho excelente nas atualizações dos seus dispositivos, e tanto o Moto X 2014 como o Moto G 2014 contam com o Android 5.0 Lollipop confirmados – e em alguns casos já instalados. Para os usuários que buscam uma experiência de uma interface de usuário mais limpa e próxima daquela que o Google idealizou, os dois modelos são altamente recomendados.

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Na parte dos games, os dois dispositivos são bem competentes. Pela superioridade técnica, o Moto X 2014 é naturalmente mais recomendado para os gamers mais convictos. Porém, o Moto G 2014 não faz feio, apesar de apresentar gráficos levemente simplificados em alguns títulos. A jogabilidade no modelo de linha média não fica tão comprometida assim, e os gamers mais casuais podem ficar satisfeitos com os resultados obtidos.

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Na bateria, poucas coisas mudaram nos dois dispositivos. O Moto X 2014 pode sobreviver a pelo menos um dia de uso moderado, e o Moto G 2014 pode durar um pouco mais que isso, no mesmo perfil de uso. As bateria dos dois dispositivos não variaram muito de tamanho, o que é uma pena, já que a tela dos dois modelos aumentaram consideravelmente (meia polegada nos dois), o que naturalmente pode comprometer a autonomia de bateria dos smartphones.

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Pode parecer desnecessário para muitos leitores, mas é sempre bom pensar nos menos desavisados. O Moto X 2014 traz como importantes diferenciais todos os seus recursos inteligentes, além dos sensores que fazem esses recursos todos funcionarem com certa competência. E tudo isso NÃO está presente no Moto G 2014. Para quem busca uma experiência mais avançada e personalizada no seu smartphone, o Moto X 2014 é altamente recomendado.

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As telas dos dois dispositivos aumentaram de tamanho, reduzindo assim a sua densidade de pixels. O Moto X 2014 ficou com 5.2 polegadas, e o Moto G 2014 possui 5 polegadas. Nos dois casos, apesar da teórica perda de densidade na tela, os dois smartphones oferecem bons resultados na hora de exibir core e gráficos de diferentes categorias e fontes de conteúdo. Naturalmente, o Moto X 2014 oferece uma riqueza de detalhes muito grande, enquanto que o Moto G 2014 possui uma qualidade final de imagem na tela muito boa. Não me surpreende o fato de muitos usuários defender esse smartphone (e não apenas por conta desse detalhe).

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Os dois modelos receberam melhorias em suas câmeras, mantendo o design minimalista e os poucos ajustes manuais para fotos. Nos dois modelos, a qualidade final das fotos pode ser considerada aceitável, dentro de suas características e limitações. Alguns podem argumentar que existem sensores melhores para essa missão (principalmente nos novos smartphones vindos da já chamada ‘invasão asiática’. Para quem só quer tirar fotos de forma casual, qualquer um dos dois pode entregar fotos competentes para o compartilhamento nas redes sociais.

Foto capturada pelo Moto X 2014

Foto capturada pelo Moto X 2014

Foto capturada com Moto G 2014

Foto capturada pelo Moto G 2014

Como podem ver, a diferença na qualidade final das fotos registradas em condições de perfeita luminosidade não é grande a ponto de desmerecer um ou outro sensor.

Foto capturada com o Moto X 2014

Foto capturada com o Moto X 2014

Foto capturada com o Moto G 2014

Foto capturada com o Moto G 2014

O mesmo acontece com as fotos capturadas com luz artificial.

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No desempenho, os dois modelos se mostraram muito competentes. O Moto X 2014 se mostrou um smartphone impecavelmente fluído, com transições de telas perfeitas, e sem arrastos na interface gráfica. O Moto G 2014 não ficou atrás nesse quesito, apesar de contar com um hardware inferior, mas não com um desempenho tão limpo quanto o que aconteceu com o modelo top de linha.

De fato, a Motorola acerta não só na oferta de um Android ‘quase’ puro, mas também em fazer com que sua proposta resulte em uma mesma experiência de uso, mesmo quando estamos diante de produtos com especificações de hardware diferentes.

As principais diferenças entre os dois modelos são detectadas nas suas especificações técnicas:

– Motorola Moto X 2014: processador Qualcomm MSM8947 Snapdragon 801 quad-core de 2.5 GHz, GPU Adreno 330, 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento (não expansível), tela de 5.2 polegadas (1080 x 1920 pixels, 424 ppp, AMOLED) com Gorilla Glass 3, câmera traseira de 13 megapixels (f/2.25) com dual LED e gravação de vídeos em 4K/30 FPS, câmera frontal de 2 MP, gravação de vídeos em Full HD/30 FPS, bateria (não removível) de 2.300 mAh, dimensões de 140.8 x 72.4 x 10 mm, peso de 144 gramas e suporte para nano SIM card.

– Motorola Moto G 2014: processador Qualcomm MSM8226 Snapdragon 400 quad-core de 1.2 GHz, GPU Adreno 305, 1 GB de RAM, até 16 GB de armazenamento (expansíveis via cartão microSD de até 32 GB), tela IPS LCD de até 5 polegadas (720 x 1280 pixels, 293 ppp) com Gorilla Glass 3, câmera traseira de 8 megapixels (f/2) com flash LED, câmera frontal de 2 megapixels (ambas com gravação de vídeos em HD 720p/30 FPS), TV digital (na sua versão mais completa), bateria (não removível, mas acessível) de 2.070 mAh, dimensões de 141.5 x 70.7 x 11 mm, peso de 149 gramas e suporte para micro SIM card (em versão dual SIM, quando disponível).

 

Conclusão

Tanto o Moto X 2014 como o Moto G 2014 apresentam melhorias interessantes em relação aos modelos apresentados no ano passado. Nos dois casos, a Motorola decidiu ouvir os consumidores dos modelos lançados no ano passado, adicionando melhorias pontuais nos pontos considerados mais débeis, com o objetivo de reconquistar esses compradores para os novos modelos, e convencer de vez aqueles que não compraram os antigos smartphones justamente pelas carências que hoje estão supridas.

Entendo que tem muita gente que possui um fascínio imenso pelo Moto G. Afinal de contas, estamos falando de um smartphone com preço acessível, um hardware competente, e uma experiência de uso muito bem ajustada. E acho que a maioria daqueles que não compraram o Moto G 2013 certamente vão apostar no Moto G 2014. Contar com uma memória expandida, uma bateria que oferece um desempenho razoável e o dual SIM card podem fazer toda a diferença.

Já o Moto X 2014 é altamente recomendado para quem quer ter a melhor relação custo/benefício entre os modelos Android top de linha no mercado. O primeiro Moto X foi imbatível nesse aspecto, e o seu sucessor recém lançado repete a façanha. Nenhum smartphone lançado em 2014 vai oferecer um equilíbrio entre preço e especificações tão ajustado quanto o novo Moto X, que mais uma vez combina um design elegante, um hardware top de linha, e um preço muito interessante.

Mais: o Moto X 2014, assim como aconteceu com o Moto G 2014, também oferece as melhorias que os usuários gostariam de ver, como um acabamento mais ‘premium’ e uma câmera traseira mais poderosa. Talvez alguns usuários vão sentir falta de uma bateria com maior capacidade, ou um slot para expansão de memória. Mas… quem sabe no hipotético Moto X 2015? Seria bem legal.

Agora, cabe à você identificar qual é o seu perfil de uso, o seu nível de exigência, e quais são as suas aspirações e necessidades com cada um desses modelos. Independentemente de sua escolha, o mais importante é que você invista o seu dinheiro naquele dispositivo que melhor atenda as suas necessidades. Não creio que todos os usuários necessitem do poderio técnico do Moto X 2014, e o investimento em algo que faça com competência as tarefas mais básicas – como é o caso do Moto G 2014 – pode ser algo mais acertado.

De qualquer forma, são dois excelentes smartphones, e estão muito bem recomendados por nós do TargetHD.net.

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Para o Motorola Moto X 2014

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Para o Motorola Moto G 2014

Review | LG G3 Beat

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“Compacto no tamanho, gigante nas experiências”. Com essa frase, a LG apresenta o LG G3 Beat, um smartphone com proposta similar ao modelo mais completo da empresa, mas com tamanho menor e especificações mais modestas. O objetivo desse modelo é ser um dispositivo de linha média que fica acima da média dos seus concorrentes, e tenta concorrer diretamente com o consagrado Motorola Moto G, oferecendo boa parte da experiência de uso do LG G3.

Muitos podem achar o G3 Beat uma redundância, mas outros tantos acreditam que esse é um modelo que pode muito bem ser a alternativa perfeita para aqueles que se sentiram atraídos pela proposta do G3, mas que não podem pagar o valor cobrado pelo modelo mais completo. Nesse review, vamos destacar as características técnicas do dispositivo, as diferenças em relação ao modelo mais completo, e se realmente estamos diante de um forte concorrente para conquistar o cobiçado mercado intermediário de smartphones.

 

Características Físicas

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O primeiro contato com o LG G3 Beat confirma a tendência do aparelho seguir a proposta conceitual do LG G3. É realmente muito difícil diferenciar um modelo do outro em uma primeira olhada (apesar de não contar no momento desse review com o G3 para um comparativo estético, eu posso fazer tal afirmação pelo simples fato de ter feito o review do modelo top de linha).

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Talvez o G3 Beat conte com curvas menos acentuadas nas partes superior e inferior, mas esse é outro aspecto que só pode ser observado pelos olhares mais atentos e exigentes. Além disso, a espessura do LG G3 Beat é naturalmente maior. Outra diferença evidente que o LG G3 Beat apresenta está na sua tela, que por contar com menor qualidade de construção, acaba se tornando visualmente mais perceptível quando a mesma está desligada.

Fora isso, ele muito pouco se diferencia do G3, o que pode até causar alguma confusão na hora da compra para os usuários menos experientes e desavisados em lojas físicas (até porque bem sabemos que muitos vendedores não contam com a experiência ou ‘boa vontade’ na hora de informar o cliente sobre a melhor opção de compra).

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Até mesmo o acabamento na carcaça traseira do dispositivo é o mesmo, incluindo o sensor laser para foco inteligente e os botões traseiros. O flash LED é mais simples, assim como o sensor de câmera, mas esta é uma das restrições esperadas para um modelo de linha média. Me aprofundarei nessas diferenças ao longo desse review.

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Por outro lado, essa grande similaridade é um ponto muito positivo para o LG G3 Beat. Mostra que o trabalho da LG em importar vários dos detalhes estéticos do modelo principal em um dispositivo de linha média foi muito bem feito, e isso valoriza o investimento no aparelho. Para quem busca essas características, mas não pode (ou não quer gastar muito), apostar nesse modelo é a melhor decisão. O LG G3 Beat é realmente muito parecido com o LG G3 na sua aparência física, e ter todos esses benefícios é uma vantagem considerável.

 

Tela

Essa é uma das principais restrições do LG G3 Beat em relação ao seu irmão maior. Mesmo assim, se levarmos em consideração que estamos diante de um smartphone de linha média, podemos dizer que não é uma tela que faz feio. Pelo contrário: atende muito bem as necessidades desse grupo de usuários.

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O LG G3 Beat possui uma tela IPS de 5 polegadas (1280 x 720 pixels), com 16.5 milhões de cores. É uma tela competente o suficiente para reproduzir os elementos de forma nítida e competente. Mais uma vez a LG utiliza da sua experiência e tecnologias de tela de suas TVs para oferecer um resultado final acima da média para os seus smartphones.

A interação através do toque é muito eficiente, permitindo assim um uso mais prazeroso com a interface de usuário e aplicativos de diferentes categorias. A qualidade de brilho e coloração é muito boa, e o usuário vai poder visualizar os elementos gráficos da tela de forma limpa, precisa e eficiente. A boa experiência de uso está garantida nesse aspecto.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O LG G3 Beat conta com o sistema operacional Android 4.4.2 KitKat (até o momento da produção desse review, não há uma confirmação se o aparelho vai receber a atualização para o Android 5.0 Lollipop), com a mesma interface de usuário customizada da LG, que estreou no LG G3. Como a ideia aqui é reproduzir a experiência do modelo maior no modelo menor, a escolha por essa interface é a mais óbvia possível, sem falar no fato que a própria LG já havia confirmado que adotaria essa proposta visual nos seus lançamentos em 2014.

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Com isso, o usuário tem a mesma interação que teria no LG G3, com pequenas modificações conceituais, para se adaptar à proposta do dual SIM presente no LG G3 Beat. Talvez essa seja a maior diferença presente nessa interface de uso. Quem adquirir esse modelo vai receber algo muito similar ao que temos no modelo top de linha, e esse é um ponto muito positivo.

Por outro lado, poucas novidades podem ser destacadas no dispositivo, já que essa é uma proposta que já conhecemos de outros modelos testados ao longo desse ano. O que podemos contar de inédito é que o conjunto funciona muito bem, demonstrando a eficiência da LG em oferecer uma interface de usuário com elevado nível de personalização, mas sem interferir no desempenho geral do dispositivo.

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É importante destacar que a assessoria de imprensa da LG do Brasil enviou para os testes uma unidade do LG G3 Beat com as customizações da operadora de telefonia TIM na sua ROM. Em linhas gerais, as características gerais da interface de usuário são as mesmas de uma ROM pura, mas alguns recursos específicos da operadora (principalmente aplicativos com serviços) podem afetar de alguma forma o desempenho geral do produto.

 

Câmera

O LG G3 Beat possui uma câmera traseira de 8 megapixels, que oferece no seu aplicativo a mesma interface minimalista do LG G3 e, por sua vez, a mesma gama de recursos. Ou seja, funcionalidades como Quick Selfie, modo HDR, temporizador, Cheese Shot entre outros estão garantidas.

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No final das contas, a qualidade final da imagem registrada está bem aceitável, e condizente com a proposta de preço do produto. Entendo que a maioria dos usuários ficarão satisfeitos com as fotos produzidas por esse sensor, que consegue captar as imagens com bons resultados em ambientes com boas condições de iluminação. Os resultados podem naturalmente variar de acordo com as condições de luz, mas entendo que já estamos acostumados com isso em dispositivos desse porte.

Vale lembrar que o LG G3 Beat possui o sensor de foco com laser (Ultra Foco Laser), novidade importada do LG G3, e que permite a captura de fotos em um menor tempo para ajuste de foco. Esse recurso é um dos responsáveis pela boa qualidade final das fotos registradas durante os testes.

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Mesmo com a ajuda do flash LED, as fotos registradas com baixa luminosidade apresentaram resultados apenas razoáveis. Quando o flash não está presente, o ruído se faz presente nas fotos com luz artificial, mas nada que fique tão distante do resultado de produtos que já testamos em 2014 na mesma faixa de preço.

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A câmera frontal de 1.3 MP repete os bons resultados da câmera traseira para fotos, porém, com uma considerável quantidade de compressão de imagem (mesmo em condições perfeitas de iluminação). Tal característica já foi vista em outros modelos da LG, e pode não agradar aos usuários mais exigentes, ou aqueles que procuram uma selfie perfeita.

Mas, de novo: a maioria deve ficar satisfeita com esses sensores.

 

Games

Levando em consideração que estamos diante de um dispositivo de linha média, e com um hardware que se alinha diretamente com as características de um produto do seu porte, o LG G3 Beat até que não faz feio nos games.

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Durante os testes, os jogos que normalmente testamos para a produção do review se comportaram bem. Alguns travamentos foram observados, mas de forma ocasional e em momentos pontuais, principalmente quando algum aplicativo era atualizado em segundo plano. Nesse momento, a jogabilidade ficava um pouco comprometida, mas na maior parte do tempo os jogos reproduziam de forma bem aceitável.

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Alguns títulos apresentaram gráficos com qualidade reduzida, se adaptando ao conjunto de hardware do smartphone. Mas tal detalhe é completamente compreensível, ou nada que fica muito fora da normalidade. Talvez o grande problema está na capacidade de armazenamento do G3 Beat, que não permite a instalação de jogos com grande volume de dados (falo sobre isso mais adiante).

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Por outro lado, os gamers ocasionais podem até se dar bem com o modelo. Pelo menos no quesito desempenho, ele vai muito bem. E para um jogo ou outro, de forma descompromissada, o modelo não deve trazer grandes problemas.

 

Bateria e Armazenamento

A bateria do LG G3 Beat conta com 2.460 mAh de capacidade, o que é uma quantidade bem aceitável, levando em consideração o seu tamanho de tela e seus recursos de hardware e software. Desse modo, o dispositivo pode alcançar o mínimo exigido pelos smartphones disponíveis hoje no mercado, ou seja, um dia completo de uso moderado.

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Essa marca pode ser considerada excelente, se levarmos em consideração que estamos diante de um aparelho com suporte ao dual SIM. É claro que ajuda nessa equação o fato desse smartphone não contar com o 4G (o que naturalmente poderia gerar um consumo de bateria ainda maior ao utilizar essa modalidade de conexão). Por outro lado, com a (baixa) qualidade do 3G que temos no Brasil, a equação fica um pouco mais equilibrada, e o consumo fica dentro do esperado.

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No armazenamento, temos um problema que o comprador precisa administrar. O dispositivo possui apenas 8 GB de armazenamento interno, onde apenas 3.5 GB estão disponíveis para o usuário. Apesar de contar com um slot para cartões microSD (e mesmo que você possa transferir alguns apps para o cartão de memória), essa quantidade de armazenamento pode se esgotar rapidamente, o que pode trazer problemas para o usuário à médio e longo prazo.

Logo, é preciso pensar com cuidado no que pretende dar como prioridade no armazenamento de conteúdo na memória do dispositivo. Para aqueles que gostam de jogos com grande volume de dados que precisam ser instalados na memória do smartphone, talvez o LG G3 Beat não seja a melhor escolha, justamente por conta dessas limitações técnicas.

 

Desempenho

Levando em consideração que estamos diante de um dispositivo de linha média, e com algumas restrições técnicas consideráveis (8 GB de armazenamento e 1 GB de RAM), o LG G3 Beat tem um desempenho geral muito bom. O processador Qualcomm Snapdragon 400 – trabalhando em conjunto com a GPU Adreno 305 – cumpre com o seu papel de oferecer a estabilidade e desempenho necessários para as necessidades mais procuradas pelos usuários desse segmento de produto.

Durante o período de testes, o produto apresentou um desempenho muito bom, sem apresentar engasgos ou travamentos. A fluidez da interface gráfica foi muito satisfatória, e o dispositivo se comportou muito bem durante a execução de tarefas mais complexas (jogos e filmes em HD). Por conta disso, o dispositivo pode competir diretamente com os seus concorrentes nesse aspecto, reforçando a ideia de ser um concorrente de peso no mercado de linha média para as compras do final do ano.

 

Conclusão

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O LG G3 Beat está aprovado. Apesar de custar um pouco mais caro do que alguns dos seus concorrentes de preço, é um modelo que consegue importar boa parte da experiência ‘premium’ do LG G3. Para os usuários que procuravam essa experiência, mas não podiam pagar o valor cobrado pelo modelo maior, o modelo intermediário é uma escolha muito interessante, e pode oferecer uma usabilidade muito agradável para esses usuários.

Aqui, a indicação é válida não só pelo desempenho geral do produto, mas principalmente pelas características específicas do produto, com a assinatura da LG nos detalhes. Tela, câmera, interface de usuário e recursos inteligentes: todas essas funcionalidades que já contam com a cara dos coreanos podem ser os diferenciais na hora da escolha desse modelo, que pela relação custo/benefício, deve ser uma das opções de compra a serem consideradas pelo usuário para o final de 2014.

É claro que em alguns pontos o modelo poderia ser um pouco melhor (como por exemplo na memória de armazenamento e RAM), mas nem tudo nesse mundo é perfeito. Mesmo com essas restrições, o LG G3 Beat cumpre com o seu papel, e mostra mais uma vez que a LG acertou no seu portfólio 2014, com telefones que equilibram um bom preço, boas configurações e bom desempenho.

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Review em Vídeo

 

Mais fotos registradas durante os testes

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Review | Razer Sabertooth para Xbox 360

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Não é todo dia que testamos acessórios para games no TargetHD. Aliás, não é todo dia que jogamos videogames no TargetHD. Somos muito ocupados por aqui, publicando as notícias que deixarão vocês devidamente informados sobre o que acontece no mundo da tecnologia. Por isso, aproveitamos que a Razer mandou para nós o Sabertooth para testes, e decidimos aproveitar de algumas horas de jogatina descompromissada, além de produzir mais um review de tecnologia para o blog.

Até porque aqui é assim: nós carregamos pedra enquanto descansamos.

A primeira coisa que você precisa saber sobre o Razer Sabertooth é que ele é um acessório que tem como objetivo tornar a sua experiência com os jogos no Xbox 360 algo otimizado. Não é apenas um controle que conta com botões e LEDs adicionas, ou um acabamento diferenciado. Ele oferece recursos que efetivamente podem se converter em uma melhor performance para os gamers que souberem se aproveitar disso. A ideia não é apenas comprar mais um controle para o seu videogame, e sim investir em um melhor desempenho final nas partidas disputadas.

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O Razer Sabertooth vem em um case que é muito bem vindo para os gamers que vivem se deslocando, seja para jogar casualmente com os amigos nos finais de semana, ou para quem disputa torneios mais a sério. Pode parecer bobagem alguém querer levar o acessório em um case desses, mas acreditem: faz toda a diferença.

Tudo fica devidamente organizado. Controle de um lado, cabos do outro. Não há desculpa para chegar ao local do jogo com um emaranhado de cabos enrolados, ou até mesmo com o cabo do controle enrolado no corpo do videogame. Aliás, nos tempos de hoje, onde os principais consoles de videogames usam controles sem fio, enrolar os cabos no mesmo não faz o menor sentido.

Na sua estética, o Razer Sabertooth não é tão diferente assim do controle original do Xbox 360. Até porque é compreensível que a Razer quisesse manter a ergonomia do acessório, para não deixar a experiência de uso tão diferente daquela que o usuário já possui. Logo, nesse aspecto, o gamer não vai notar muitas diferenças durante a rotina de jogo. As posições de botões, sticks analógicos e direcionais são as mesmas, até com uma ligeira vantagem para o direcional em cruz da Razer no estilo dos botões escolhidos.

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É um controle leve. Mais leve que o original, o que ajuda no conforto para partidas mais prolongadas. Também é preciso levar em consideração que, pelo fato de não contar com o compartimento de pilhas (ou bateria removível) na parte traseira, a área onde os dedos ficam apoiados é maior, o que ajuda ainda mais na ergonomia do controle.

O controle possui um acabamento em plástico com efeito semi-emborrachado, o que torna o seu agarre mais firme e agradável. O controle não escorrega das mãos durante o uso, e para quem tende a transpirar pelas mãos enquanto joga (acredite, isso é mais comum do que se imagina), esse detalhe pode ser uma vantagem a se considerar. De fato, a Razer acertou nesse aspecto, oferecendo um acessório com um acabamento diferente daquilo que a Microsoft oferece no seu produto.

Os botões de ação e de opções (back e start) contam com formatos similares ao encontrados no controle original, ou seja, mais uma vez a experiência de uso está garantida nesse aspecto. Os sticks analógicos são ligeiramente menores, mas em uma diferença muito pequena em relação ao controle original, o que faz com que o impacto no uso diário seja realmente muito pequeno (na verdade, a mudança é zero).

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Talvez a grande diferença do Razer Sabertooth para o controle original está nos dois botões de comando localizados na parte superior do controle, no espaço disponível entre os dois botões de comando do controle original. Desse modo, além de não modificar de forma drástica o design do acessório, eles conseguem adicionar um botão de ação programável, para um comando extra (de acordo com a disponibilidade do título em questão).

Além disso, uma pequena tela em LED mostra a função personalizada ativa no controle, com outros dois botões que auxiliam nesse ajuste. Sem falar no fato que o controle permite um ajuste personalizado da sensibilidade dos sticks analógicos, o que pode oferecer uma excelente vantagem para os jogadores mais habilidosos, permitindo um ajuste da resposta dos comandos que se alinhe ao perfil do jogador, com uma diferença substancial em relação ao controle original, que não permite tal personalização.

O resultado desse conjunto de propostas é um produto que oferece uma usabilidade muito ajustada, não só para os gamers casuais, mas para os avançados. Talvez os jogadores mais exigentes podem sentir falta de recursos mais avançados, ou de um controle com suporte ao modo sem fio. De qualquer forma, o fato é que o Razer Sabertooth é um controle que oferece alguns adicionais que otimizam a atividade de jogo.

O controle respondeu muito bem aos comandos, e não foram percebidas maiores anormalidades que prejudicassem a experiência de jogo. Aliás, essa é uma observação que consta no review apenas por uma questão de mera formalidade. A Razer mantém a sua regularidade em oferecer produtos de excelente qualidade na construção, acabamento e desempenho, sendo esta uma das marcas mais consagradas pelos gamers de diferentes níveis de exigência em todo o planeta.

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Por fim, o Razer Sabertooth está aprovado. Para quem busca um pouco mais na hora de jogar, com um acessório de elevada qualidade de construção e funcionamento, o produto pode ser uma ótima escolha. Mantém a tradição da Razer em oferecer acessórios para games com uma marca registrada, e uma qualidade final excelente. É o tipo de produto que pode ser um interessante investimento para um grupo considerável de consumidores.

Review | Motorola Moto G de 2ª Geração (2014)

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Em 2013, a Motorola lançou o Moto G, modelo intermediário que foi muito bem elogiado, por conta de sua excelente relação custo/benefício. A combinação de boas especificações técnicas, excelente experiência de uso e preço competitivo colocou esse modelo na história como o maior sucesso de vendas da Motorola em todos os tempos. E em 2014, eles decidem repetir a fórmula, atualizando o dispositivo.

O Moto G de 2ª Geração chega para dar continuidade no sucesso da primeira versão, com algumas atualizações que atendem os pedidos dos diversos usuários (ou melhor, fãs) do dispositivo que mostrou ao mundo que não era necessário pagar uma pequena fortuna para ter um bom smartphone Android. A Motorola conseguiu manter o mesmo preço do modelo anterior, o que é sempre uma excelente notícia. Mas… será que as mudanças são efetivas? O novo Moto G é realmente tão melhor assim em relação ao modelo do ano passado?

Esse review pretende responder essas e outras perguntas.

 

Características Físicas

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O novo Moto G herda boa parte da estética do modelo anterior, mas com algumas diferenças que são visíveis aos olhos da maioria dos usuários de tecnologia. Para começar, apesar da diferença considerável de tela (0.5 polegada a mais), o dispositivo continua a ser bem agradável de se manejar, com um ótimo agarre. Ainda é um dispositivo que oferece linhas sóbrias e simples, reforçando a ideia de que o que tem que se destacar nesse dispositivo é o seu desempenho e funcionalidades.

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A versão 2014 do Moto G também está um pouco mais próxima do Moto X no seu design, principalmente na parte traseira. É um design mais elegante, o que deixa o dispositivo mais fino, facilitando ainda mais no agarre do aparelho. É um cuidado que a Motorola teve para deixar o dispositivo ainda mais atraente, sem perder a sua identidade.

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Os alto-falantes frontais também são novidades evidentes. Porém, diferente do Moto X, eles estão com uma melhor integração com o corpo do dispositivo, sem a protuberância apresentada no modelo top de linha da Motorola.

Já a tampa traseira do dispositivo (na cor preta) mantém a mesma característica do modelo lançado no ano passado, onde as marcas de uso podem aparecer. De qualquer forma, o acabamento semi-emborrachado oferece uma maior segurança ao agarre, e é um detalhe a mais no quesito conforto durante a experiência de uso.

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A bateria do dispositivo continua integrada, ou seja, não é removível. E uma das principais novidades do modelo é o slot para cartões microSD, algo que foi muito solicitado pelos usuários da primeira versão do dispositivo. Aqui pode estar um dos trunfos da Motorola para conquistar ainda mais usuários com esse dispositivo, oferecendo a opção de expansão de armazenamento ao smartphone.

De um modo geral, o novo Moto G 2014 é um dispositivo muito bem construído. Um gadget com composição sólida, de bom agarre, e que deve satisfazer até os mais exigentes. Um modelo de linha média que continua a ter um tratamento por parte da Motorola que dá trabalho para os principais concorrentes na sua faixa de preço.

 

Tela

Essa é uma das mais evidentes novidades que o novo modelo apresenta. O Motorola Moto G 2014 possui uma tela de 5 polegadas (1280 x 720 pixels, 293 ppp), ou seja, 0.5 polegada a mais do que a tela do modelo lançado no ano passado (4.5 polegadas). A diferença aqui é mais pensada na experiência de uso do que na qualidade de imagem. Entendo que essa foi uma das exigências dos usuários, que queriam um dispositivo com um tamanho de tela que se tornou ‘referência’ entre os modelos de sua faixa de preço.

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Como a Motorola optou em manter a mesma resolução de tela, a densidade de pixels do novo Moto G é mais baixa que a presente no modelo anterior. Porém, esse detalhe não alterou de forma considerável a qualidade final das imagens apresentadas. O novo Moto G ainda oferece uma qualidade de imagem considerada satisfatória para a maioria dos usuários, e principalmente levando em conta a sua proposta de preço.

A elevada qualidade de brilho de tela e cores resultam em uma qualidade final de tela muito boa. A Motorola mais uma vez entrega uma excelente tela em um dispositivo de linha média.

 

Sistema Operacional e Interface de Usuário

Aqui, a Motorola decidiu não mexer em time que está ganhando. O novo Moto G 2014 conta com o sistema operacional Android 4.4.4 KitKat, com as poucas customizações já conhecidas. Aliás, como aqui nos não contamos com os sensores e recursos inteligentes do Moto X, podemos dizer que o Moto G possui um Android praticamente puro.

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O resultado disso é um sistema leve e fluído, com a experiência do Android que o Google considera a ideal. Além disso, não temos aqui recursos desnecessariamente ativos, que exigem mais do smartphone, consumindo bateria, RAM e outros aspectos que afetam diretamente no desempenho. A Motorola acertou em cheio ao oferecer a primeira versão do Moto G com o Android praticamente puro, e é uma excelente notícia ver que a Lenovo decidiu manter essa aposta.

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As poucas intervenções que a Motorola adicionou na interface de uso do novo Moto G são aquelas que já conhecemos no modelo anterior: aplicativo de câmera, Migração Motorola e outras pequenas mudanças que não causam impacto no desempenho do dispositivo ou na sua experiência do usuário. Mais um excelente trabalho da Motorola nesse aspecto.

 

Câmera

Essa é a grande evolução do novo Moto G em relação ao modelo lançado no ano passado. O Moto G 2013 contava com uma câmera de 5 megapixels, que era considerada ‘comum’, com uma qualidade final de foto considerada apenas mediana. Agora, o Moto G 2014 possui um sensor traseiro de 8 megapixels, com um novo sensor (de melhor qualidade) e sistema de foco automático.

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Nesse caso, as melhorias adicionadas se convertem em imagens melhores, com maior definição e nitidez. Não pense aqui que as melhorias se fazem efetivas por conta da maior resolução do sensor. Os benefícios são maiores porque a Motorola trocou o sensor da câmera, adicionando uma unidade mais competente e de melhor qualidade.

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É claro que nem tudo são tão flores assim com esse novo sensor. Nas fotos noturnas, é possível encontrar uma certa quantidade de ruído, e as fotos registradas com a ajuda do flash LED oferecem resultados medianos. Na verdade, é um sensor que oferece resultados bons o suficiente para permitir o compartilhamento das fotos nas redes sociais sem maiores problemas.

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O aplicativo de câmera permanece basicamente o mesmo do modelo anterior, em um formato minimalista e com poucos recursos de ajustes de foto. Se por um lado é uma interface que torna o processo de registros de fotografia algo muito fácil para qualquer pessoa, por outro lado os usuários mais avançados certamente sentirão falta dos ajustes manuais, que poderiam resultar em uma qualidade de imagem melhor ou mais ajustada para diferentes condições de iluminação.

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A câmera frontal de 2 megapixels também oferece uma qualidade final de imagem aceitável para você mandar as suas selfies. Mas é um sensor mais pensado nas videochamadas.

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Na parte de vídeos, as duas câmeras do Moto G 2014 conseguem realizar um bom trabalho na captura de imagem, apesar de sentir falta do estabilizador de imagem presente no Moto X. As imagens ficam um pouco mais instáveis, mas não chegam a incomodar na gora de gravar os vídeos casuais.

 

Games

Apesar de manter o mesmo chipset do modelo lançado no ano passado, o Moto G de 2ª geração não faz feio nesse aspecto. Pelo contrário: vai muito bem, obrigado.

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O novo Moto G conseguiu executar sem maiores problemas todos os títulos que normalmente utilizamos para a produção do reivew. Não foram registrados lags, arrastos ou travamentos. O smartphone se comportou muito bem com diferentes títulos, de diferentes níveis de exigência. Mesmo com a maior tela (e com a mesma resolução de tela), a qualidade de imagem foi muito boa, e deve satisfazer aos usuários que eventualmente querem rodar algum jogo no dispositivo.

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Entendo que o trabalho da Motorola nesse aspecto foi excelente. É a prova que o dispositivo está com uma ótima performance, algo que valoriza ainda mais a sua relação custo/benefício.

 

Qualidade de Áudio

Assim como acontece no novo Moto X, o Moto G de 2ª geração também recebe o sistema de alto-falantes duplo na parte frontal do dispositivo. E tal como ocorreu no modelo top de linha da Motorola, os resultados foram considerados positivos durante os testes.

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Durante o uso em atividades multimídia (música, vídeos, filmes, jogos, etc), o desempenho desses alto-falantes foi considerado satisfatório, com um som bem audível. Comparado com o primeiro Moto G, o novo modelo de linha média da Motorola consegue oferecer um volume de áudio maior, mas sem distorção durante a reprodução. A qualidade sonora se fez efetiva, e os usuários certamente ficarão satisfeitos com o produto nesse aspecto.

 

TV Digital

A versão do Moto G de 2ª geração enviada para testes pela assessoria de imprensa da Motorola conta com o recurso de TV Digital, que usa como antena um adaptador que é acoplado na entrada do fone de ouvido. Particularmente, prefiro essa alternativa do que a utilização de uma antena de metal integrada no dispositivo. Por outro lado, essa opção apresentou efeitos colaterais na hora de sintonizar os canais.

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Diferente dos modelos que conta com uma antena integrada, foi impossível sintonizar qualquer tipo de canal digital dentro do escritório de onde produzo o TargetHD. Aliás, em todos os ambientes internos que tentei sintonizar o recurso de TV, o mesmo não funcionou. O conjunto smartphone + antena adaptadora funciona melhor em ambientes externos, onde a sintonização de canais foi feita sem maiores dificuldades.

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O software da TV digital do Moto G 2014 também é conceitualmente mais simples do que aqueles vistos em modelos de outras marcas. Aqui o foco está na visualização dos programas, sem maiores recursos adicionais. Mas isso não chega a ser um grande problema ou ponto de desagravo no produto. Entendo que a maioria dos usuários que querem esse recurso desejam que ele funcione durante o deslocamento diário, ou quando estão fora de casa. Para isso, a funcionalidade vai atender muito bem.

 

Bateria

Um dos pontos mais elogiados da primeira versão do Moto G foi a sua autonomia de bateria, que era considerada excelente para um dispositivo com os seus padrões. No caso do Moto G de 2ª geração, a história se repete.

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Durante os testes realizados, o dispositivo conseguiu suportar sem maiores problemas um dia inteiro de uso moderado (redes sociais e WiFi ligados o tempo todo, e-mails e sincronização dos itens do Google ativos, alguns jogos, música, vídeos, tela no brilho automático, etc), algo que é o mínimo que se pede de um dispositivo desse porte. Apesar de contar com a mesma bateria de 2.070 mAh do modelo anterior – e meia polegada a mais de tela -, o impacto na autonomia de uso foi considerado pequeno, o que certamente é um ponto positivo para a Motorola nesse sentido.

 

Armazenamento e Desempenho

O Motorola Moto G 2014 corrige um dos itens mais criticados pelos clientes da primeira geração do dispositivo, e traz um slot para cartões microSD. Com isso, mesmo em sua versão com 8 GB de armazenamento interno, o usuário tem a possibilidade de armazenar os seus arquivos pessoais (músicas, vídeos, fotos, etc) em uma área em separado, deixando o armazenamento nativo livre para a instalação de aplicativos.

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Aqui, compreendo o fato da Motorola deixar essa opção de armazenamento extra apenas no modelo intermediário, não incluindo o slot para cartões no Moto X. Até porque o modelo top de linha já conta com 32 GB de armazenamento nativos, o que deve ser quantidade mais do que suficiente para a maioria dos usuários. Sem falar que o slot para cartões microSD é sempre algo bem vindo.

No quesito desempenho, o Moto G de 2ª geração repete as excelentes impressões do primeiro aparelho. Não é difícil compreender por que o modelo intermediário da Motorola possui tantos fãs/defensores: ele representa a máxima de um produto bom e barato: tem um Android praticamente puro, que tem um desempenho excelente, equilibrando muito bem com as especificações de hardware escolhidas para o dispositivo (processador Qualcomm Snapdragon 400 quad-core de 1.2 GHz e 1 GB de RAM).

Durante os testes, o dispositivo não apresentou travamentos, arrastos durante a interação com a interface de usuário e paradas críticas. Também não apresentou as alegadas falhas que apareceram após o início do horário de verão no Brasil. Da mesma forma que não recebeu nenhuma atualização de firmware do Android.

 

Conclusão

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O Motorola Moto G de 2ª geração está aprovado, e com méritos. Apesar do número de mudanças ser menor do que aquelas apresentadas pelo Moto X, são mudanças pontuais e em setores onde a primeira versão recebeu algumas críticas. Mantendo o mesmo preço da versão 2013, a sua relação custo/benefício continua a ser algo excelente, sendo este um dos melhores smartphones Android de 2014.

Entendo que o Moto G 2014 é pensado naqueles que são fãs convictos do aparelho (acredite, não são poucos) e nos usuários que buscam um excelente smartphone Android de linha média, com uma experiência de uso muito próxima aos modelos da linha Nexus. A Lenovo está de parabéns por manter a estratégia de oferecer uma combinação de um produto muito eficiente na experiência de uso, com especificações técnicas equilibradas, e um preço competitivo.

Entendo que é um modelo que deve ser considerado na hora da compra. Altamente recomendado.

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