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Gigantes da mobilidade terão que divulgar práticas de segurança e atualizações

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A Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC) emitiu um documento de dez páginas para as oito maiores fabricantes do setor móvel (Apple, BlackBerry, Google, HTC, LG, Microsoft, Motorola Mobility e Samsung), onde estas teriam que revelar para a agência a forma que emitem as atualizações de segurança para fazer frente às vulnerabilidades em smartphones, tablets e outros dispositivos móveis.

O órgão regulador norte-americano foi muito crítico no passado com as práticas de segurança dos provedores de comunicações móveis, e entre outras informações, pede agora para as gigantes de tecnologia móvel:

– Os fatores que manejam decidir se corrigem uma vulnerabilidade em um dispositivo móvel em particular.
– Dados detalhados sobre os dispositivos móveis específicos oferecidos para sua venda aos consumidores desde agosto de 2013.
– Vulnerabilidades que afetaram os dispositivos
– Se a empresa corrigiu essas vulnerabilidades, e quando.

A Comissão Federal do Comércio também exige das empresas que descrevam em detalhes para os consumidores a cada um dessas questões:

– O período de tempo que um modelo específico do dispositivo será compatível com a versão do sistema operacional ou outras atualizações de funções que incluem atualizações de segurança.
– O período de tempo que um modelo específico do dispositivo será compatível com as atualizações de segurança, incluindo a frequência e o calendário das atualizações.
– Quando um modelo de dispositivo já não será compatível com a versão do sistema operacional ou outras atualizações de funções que incluem as atualizações de segurança.
– Quando um modelo específico já não é compatível com as atualizações de segurança.

A FTC afirma que está recompilando dados relativos às políticas, procedimentos e práticas para oferecer atualizações de segurança. O órgão regulador vai realizar um estudo sobre o assunto, além de prováveis normas de cumprimento.

Via Networkworld

A audiência da TV está migrando para os smartphones ou tablets?

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Com Netflix, HBO GO, Amazon Instant Video, YouTube e outras plataformas, é natural que a resposta da pergunta para o título desse post é um retumbante SIM. E a explicação é bem lógica: quando observamos o número de horas que as pessoas dedicam ao entretenimento com o smartphone, esses são números enormes, e o consumo de conteúdo audiovisual também aumenta, apesar de não ter uma posição de liderança como acontece com o consumo das redes sociais.

A divisão ConsumerLab da Ericsson ilustra esses números, que estão em constante movimento, mas que vislumbram essa tendência de troca de mídia pelo grande público.

 

O streaming cresce de forma imparável

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O streaming é uma realidade, então vamos deixar de falar dele como uma tendência de futuro. Apenas nos últimos três anos, a porcentagem de usuários que consomem conteúdos audiovisuais sob demanda cresceu 135%. Falando apenas das séries de TV (sem contar filmes e todo o resto), o crescimento é ainda maior. Algo nada depreciável.

De 2010 para cá, a combinação smartphone + tablet conseguiu concentrar quase 50% do consumo total de conteúdo audiovisual, e fixando nas tendências da chamada “geração millenial”, vemos que essa porcentagem vai seguir aumentando.

 

As novas gerações inclinam a balança a favor dos dispositivos móveis

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Se nos concentramos no consumo por idade, é fácil perceber o que acontece. Os jovens, iminentemente móveis em todos os seus comportamentos, são os que estão matando a TV tradicional. O modelo de consumo estático em tela grande tem mais protagonismo entre os mais velhos. As novas gerações, que deveriam ocupar esse espaço para manter o ciclo de audiência, tem outras tendências de comportamento.

Ou seja, o tempo vai passando, e a TV móvel vai ficar com a grande maioria do consumo de conteúdo. De forma tão inexorável como o passar do tempo, o modelo atual de TV está condenado à extinção. A não ser que se reinvente, é claro.

 

As vantagens de consumir televisão em um dispositivo móvel

Para começar, os serviços de vídeo on demand podem concentrar vários usuários por conta, onde cada um deles vai buscar a forma mais cômoda de consumir o seu conteúdo. Ou seja, ainda que a TV principal da casa esteja em pleno uso, os smartphones e tablets capturam mais e mais horas de visualização de conteúdo, fazendo com que os dispositivos móveis ganhem terreno a cada ano que passa, de forma inexorável.

Outro dado a se levar em consideração é que, enquanto a TV favorece o uso de uma segunda tela, o smartphone ou o tablet captam toda a nossa atenção, já que quanto mais horas a pessoa dedica ao consumo de conteúdo em telas portáteis, menos horas nos dedicamos aos dispositivos mais tradicionais, como a TV convencional.

 

A resposta das redes de TV

Sabendo dessa tendência, os canais de TV perderam muito tempo tentando frear a fuga dos usuários, oferecendo exatamente o que esses usuários queriam e encontravam em outros serviços. Agora, os canais que estão na nuvem são mais e mais frequentes, e o consumo sob demanda cresce.

Aplicativos lançados pelos canais tradicionais buscam manter o consumo dos seus próprios conteúdos que, por outra parte, também aparecem em outros provedores. Só é preciso ficar de olho no conteúdo da Netflix para encontrar um conteúdo de ótima qualidade, com produção própria, conteúdo tradicional e resolução de imagem maior que da TV tradicional.

 

Sua grande vantagem: são serviços gratuitos

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Enquanto que serviços como Netflix e similares vivem de uma assinatura mensal, os aplicativos dos canais de TV se apoiam na publicidade. É bom para o usuário, que tem conteúdo de graça. mas ruim para o mesmo usuário, pois a publicidade segue o mesmo modelo da televisão, tanto em abundância como no fato de ser invasivo.

Porém, os próprios canais de TV apoiam o salto para o mobile, ou melhor dizendo, se adaptam de forma forçada. A TV não é consumida como antes, e os primeiros a notar isso foram os próprios canais, pese ao fato que a resposta deles não foi tão rápida quanto esperada. Formatos como o do YouTube, mais que consolidados, foram respondidas de forma tímida e quase destinada ao fracasso desde o começo. A TV já é móvel, ainda que as estatísticas digam que sua adoção seja algo lento.

 

As tarifas de dados, o último obstáculo

Sabendo da tendência no relativo ao consumo da TV no smartphone como algo ascendente, o único freio para que seja explorada de forma definitiva é mesmo as nossas tarifas de dados. Uma hora de vídeo em SD via 4G gera um consumo entre 700 MB e 800 MB de dados, enquanto que o conteúdo em HD supera com sobras 1 GB de dados por hora. Algo a ser solucionado no futuro com tarifas planas reais, que funcionem como uma ADSL móvel.

HBO, Netflix, Amazon Instant Video e outras. São muitas apostas de peso para transferir o consumo de TV para as plataformas móveis como para continuar preso na ideia que se trata de algo temporário. Não é de se descartar que daqui a alguns anos a TV como conhecemos seja um mero receptor do que vamos decidir enviar para o nosso smartphone. Conectar a TV e ver algo que outros programas sem o nosso consentimento pode acabar sendo coisa do passado.

Os dados estão aí. Só não vê quem não quer.

Sony: PlayStation impulsiona os resultados financeiros, e smartphones não ajudam

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A Sony apresentou os seus resultados financeiros para o quarto trimestre de 2015, que mostra como a PlayStation goza de muito boa saúde (a ponto de se tornar uma empresa independente, a Sony Interactive Entertainment), ao mesmo tempo que a sua linha de smartphones não ajuda a oferecer resultados melhores para os japoneses.

O terceiro trimestre do ano fiscal da Sony resultou em US$ 21.5 bilhões em vendas, e US$ 1.69 bilhão em lucros. Eles fizeram uma análise de cada uma de suas divisões, o que ilustra o bom momento dos games e o momento não tão bom assim dos smartphones.

Um dos negócios de maior destaque na Sony é o setor de imagem, divisão encarregada de criar sensores para câmeras e smartphones. Porém, com o mercado de telefonia em momento instável, as contas da Sony também ficaram prejudicadas. Os lucros caíram por conta da queda de demanda dos outros fabricantes de smartphones.

 

Reestruturações e cortes que estão apresentando resultados

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A Sony afirma que seus lucros aumentaram pelos cortes e mudanças que eles efetuaram ao longo de suas divisões:

– Smartphones: as vendas caíram 14.7% em relação ao mesmo período de 2014, e a Sony confirma que a decisão de não seguir adiante com a escala nos telefones para a rentabilidade, visando a utilidade da operação, resultaram em cortes que tornaram a divisão rentável de novo (US$ 201 em lucros).
– Sensores móveis: uma queda significativa nas vendas (12.6%), com uma demanda menor dos fabricantes. As perdas foram de US$ 97, comparados com os US$ 445 milhões de lucros do trimestre anterior. Esse é um negócio que acaba se compensando bem ao longo do ano.
– Câmeras: queda de 5% em vendas (US$ 1.6 bilhão), mas os lucros cresceram em 20% (US$ 197 milhões). A Sony está satisfeita com o último catálogo lançado, que combina câmeras de foto e vídeo de forma mais inteligente e escalonada.
– Home Entertainment: queda nos lucros de 4.3%, mas com aumento nos lucros de 19.8% (US$ 260 milhões)..
– PlayStation: aumento de 10.5% nas vendas (US$ 4.9 bilhões), e comparando com o ano anterior, um aumento nos lucros de 45.5%. A amortização de componentes Vita que teve espaço no ano passado ajudou nos lucros, mas o grande responsável é mesmo o PlayStation 4 e suas fortes vendas.
– Filmes: a Sony Pictures teve um ótimo trimestre, com filmes como 007 Contra Spectre e Hotel Transilvânia 2. Foram US$ 2.18 bilhões em arrecadações de bilheteria, 26.9% a mais que no mesmo período do ano passado. Tanto a música como os filmes deram lucros (US$ 228 milhões e US$ 170 milhões respectivamente.

Amazon voltará a investir nos smartphones, aportando software e serviços

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Não é segredo para ninguém que o Amazon Fire Phone ficou bem longe de ser um sucesso. Mesmo com todo poderio financeiro da empresa de Jeff Bezos e com o dispositivo apresentando algumas novidades interessantes, o mercado não respondeu como esperado para um smartphone muito caro para o que oferecia. Mas as últimas informações mostram que a gigante varejista vai investir de novo no mercado de smartphones, com uma importante mudança de estratégia: abandonando o hardware, e centrando-se no software e serviços.

Nos últimos anos, a Amazon experimentou uma progressão geométrica como empresa de serviços: são líderes em cloud, contam com uma grande quantidade de conteúdos e lapidaram por anos o Fire OS, o fork Android que gerencia os seus dispositivos móveis. A nova estratégia da empresa passa por fechar parcerias com fabricantes que querem a independência da Google e de sua política de licenças.

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A Amazon já teria iniciado as conversas com os principais fabricantes do mercado, propondo uma parceria que, mais além de instalar aplicativos por padrão ou pré-configurar serviços, colocar no mercado dispositivos gerenciados pelo seu sistema operacional, e especialmente desenvolvidos para extrair o máximo dos seus serviços. O objetivo da empresa de Jeff Bezos é obter um importante parque de dispositivos instalados que comercializam os seus produtos online, principalmente o cloud.

Se confirmados os rumores, estaremos diante de um movimento muito interessante. Pela primeira vez em muito tempo, a hegemonia da Google sobre o ecossistema Android teria um sério competidor, e não é descabido pensar que a Microsoft tem algo a dizer nesse sentido: um smartphone Amazon com o buscador Bing e o Office 365 integrado de série?

Vamos esperar. A entrada de um novo jogador no jogo é sempre uma ótima notícia para os usuários.

Via The Information

Em 10 anos, duplicamos o tempo que ficamos conectados

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A Ofcom publicou os resultados do seu estudo ‘The Media Use and Attitudes 2015’, onde eles analisam os comportamentos e tendências dos usuários maiores de 16 anos desde 2005 até 2014. E o estudo conclui que, em média, os internautas duplicaram as horas semanais que passam conectados na internet.

Nos últimos 10 anos, os usuários passaram das 10 horas semanais (9h54) para mais de 20 horas e 30 minutos. E o grande responsável pelo aumento do tempo é o smartphone, mais especificamente os aplicativos de mensagens instantâneas (WhatsApp, Facebook Messenger, BBM, etc), as redes sociais e os jogos.

42% dos entrevistados enviavam mensagens de forma habitual, e 80% dos usuários entre 25-34 anos utiliza os aplicativos de mensagens instantâneas de forma assídua. 81% acessam as redes sociais mais populares (Facebook, Twitter, LinkedIn, Instagram, Tumblr) pelo menos uma vez por dia, muito acima dos 30% em 2007.

Além disso, em 2014, os usuários entre 55 e 64 anos de idade efetivamente passaram a se conectar pelas redes sociais.

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Mais jogos e menos medo da internet

O smartphone se transformou na plataforma principal dos jogos para os entrevistados. Mais de 25% dos usuários jogam todas as semanas, contra 17% dos gamers de videogames tradicionais. 22% desses jogam habitualmente online, contra 10% que faziam isso em 2005.

Por último, vale observar o interessante dado de que o aumento do tempo que passamos conectados também foi influenciado por uma perda nos diferentes medos e potenciais problemas da internet, que estavam mais presentes no passado. Em 2005, 70% dos internautas declaravam estar preocupados com temas como a privacidade e ataques aos seus dispositivos, contra 51% em 2014.

Via Ofcom

Millenials: A geração conectada por dispositivos móveis

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A My.com é marca internacional de tecnologia, com uma linha de aplicativos móveis e jogos. A empresa lançou um estudo com o objetivo de identificar os hábitos digitais dos usuários mais jovens de internet nos EUA, mais conhecido como a geração milenar, ou ‘millenials’.

Este é um dos poucos estudos que aprofundou a nossa compreensão dos hábitos dos usuários entre 13 e 24 anos, conhecido como millenials. A pesquisa foi realizada pela SSI (Sample Survey International).

Os millenials serão a geração que decidirão a direção dos serviços de internet nos próximos anos, então eles são realmente importantes para compreender e prever para onde estamos indo nos próximos 10 anos em relação aos serviços de Internet.

De acordo com os resultados da pesquisa, em um dia, 55% dos usuários que têm entre 13 e 24 gastam mais de 4 horas por dia na internet móvel, enquanto que apenas 20% dos usuários entre 25 e 54 anos passam mais de 5 horas online por dia.

A geração milenar identifica ligação à Internet com o tempo de lazer. Cerca de 90% usam um smartphone e 41% tablet. Os mais velhos são significativamente mais propensos a usar tablets: 51% das pessoas tem idades entre 25-54. A geração Millenial prefere definitivamente um telefone celular para estar conectado.

As redes sociais são o lugar onde os millenials gastam seu tempo. Em uma base diária, 71% das pessoas com menos de 25 usam alguns aplicativos de mídia social. Não muito longe, 60% dos usuários entre 25 e 54 anos podem ficar ligados diariamente em redes sociais.

Sobre plataformas, surpreendentemente, entre a geração milenar, iOS (42%) é o sistema operacional mais popular entre os 13-24 anos; entre aqueles que tem 24 e 54 anos, 31% usam o sistema operacional da Apple.
Uma curiosidade: a música agora não é ouvida em dispositivos especializados. Os telefones e tablets têm tomado este lugar para as gerações futuras. Millenials indentificam o seu telefone como o dispositivo preferido para ouvir música. Entre as idades de 13 e 22, usam o dobro do que qualquer outra idade.

Em relação aos aspectos de segurança, se você quiser descobrir a senha de uma pessoa com mais de 41 anos, terá mais chances encontrando ela escrita, geralmente perto da mesa onde o computador está. Se você tentar encontrar uma senha de um milenar, você terá muito mais trabalho, uma vez que eles apenas memorizam suas senhas.

Os hábitos da geração milenar são definitivamente móveis. Eles passam o tempo usando aplicativos, redes sociais, aplicativos de mensagens e eles são ainda mais ativos do que esperávamos. Eles gastam o dobro em entretenimento móvel do que a geração anterior, e esta parece ser uma forte tendência para o futuro próximo.

Via assessoria de imprensa

Corning prepara o ‘Project Phire’, que combinará o melhor do cristal e safira

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Muitos se questionam sobre o papel da safira como elemento idôneo para proteger as telas dos dispositivos. Incluindo a própria Corning, que fez comparações contra a sua Gorilla. Mas agora, a mesma Corning anunciou o desenvolvimento de um novo material, batizado (por enquanto) como Project Phire, que ofereceria a durabilidade do cristal Gorilla com a resistência da safira.

Durante o ano passado, a Corning se viu ameaçada pela possível incorporação da safira nas telas do iPhone, um dos seus melhores clientes. Mas como bem sabemos, não foi bem assim que aconteceu. Desde então, a Corning está trabalhando em uma forma de unir o melhor de dois mundos, já que eles desde o começo eles foram reticentes ao uso da safira, principalmente por conta da resistência, do peso, do processo de produção e do preço.

James Clappin, presidente da Corning Glass Technologies, revelou em uma reunião de investidores em Nova York (EUA) o seu novo ‘Project Phire’, que eles trabalharam em segredo durante os últimos meses para adaptar as vantagens dos dois materiais em um só, fazendo com que os fabricantes não adotem apenas a safira como material para os seus futuros dispositivos.

O Project Phire ainda se encontra em desenvolvimento, de modo que não há mais detalhes de todos os seus componentes, assim como a tecnologia que integra esse novo material, mas seu lançamento é esperado para ao longo de 2015.

Via Cnet

Foxconn terá um papel chave na expansão dos fabricantes chineses de smartphones

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O mercado mobile chinês é tão grande, e cresceu tanto nos últimos anos, que apenas as vendas locais são suficientes para colocar alguns fabricantes entre os mais vendidos do planeta. Porém, a realidade indica que, se essas empresas querem crescer tanto nas vendas como nos lucros, precisam sair do país.

Não é uma tarefa fácil. Nomes como Huawei ou ZTE estão conseguindo, com filiais nos principais mercados, se ajustando às normativas de cada região, e respeitando o trabalho de outras empresas que já ofereciam os seus produtos, cumprindo patentes ou adotando designs diferentes.

Também tem o caso da Lenovo, que tem o seu braço ocidental na Motorola, mas a qualquer momento eles podem desembarcar com sua marca original. Em um terceiro grupo, várias outras empresas precisam dar um salto mais sério do que apenas vender pela internet.

O caso mais chamativo é o da Xiaomi, uma gigante de vendas que está focada exclusivamente nos mercados asiáticos. Eles contrataram o brasileiro Hugo Barra (ex-Google) para ajudar nessa expansão, que começa pelo Brasil. Mas pouco se fala da Xiaomi na Europa ou nos Estados Unidos.

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A Foxconn pode ter um papel muito especial nessas expansões, já que na indústria chinesa se comenta que eles podem ajudar alguns desses fabricantes a crescer, principalmente nos mercados emergentes.

A Foxconn Electronics, também conhecida como Hon Hai Precision Industry, poderia ajudar nomes como Xiaomi e Meizu, criando fábricas nos países onde essas empresas planejam vender. A Foxconn já tem fábricas fora do seu país natal, mas criar novas unidades com outras empresas seria resolver dois problemas de uma única vez.

Índia e Brasil seriam os mercados mais desejados para implantar tais fábricas. O fato de produzir no local oferece as vantagens óbvias de incentivos fiscais ou redução de impostos adotadas pelos governos, e é provável que ao longo de 2015 mais novidades sobre o assunto apareçam.

Por outro lado, a Reuters informa que a Foxconn pode promover uma grande redução no número de funcionários na sua maior fábrica, por conta da redução de ingressos nos últimos trimestres. A empresa alega que o custo com funcionários basicamente duplicou desde 2010.

Com mais de um milhão de funcionários e com chances de crescer em mercados onde a mão de obra é mais barata que na China, a Foxconn estaria muito propensa a promover essa reformulação interna para se tornar mais lucrativa.

Com um mercado muito competitivo, principalmente entre os dispositivos de entrada, produtividade é o que não vai faltar para as fábricas e fabricantes chinesas. Mesmo assim, algumas empresas buscam outros locais igualmente rentáveis para produzir os seus dispositivos, como é o caso da Samsung, que abraçou o Vietnã como sua alternativa.

Ou até mesmo localizando sua produção, que é o que a Foxconn está planejando.

Via DigitimesReuters

Confira as atrações da Ford na Campus Party Brasil 2015

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A Ford divulga sua agenda de ativações durante a Campus Party Brasil 2015, dando sequência a um histórico de ações inovadoras ao longo de sua participação na maior feira de tecnologia do país.

Para a oitava edição do evento, foram propostas atividades que visam estreitar a conexão com os diferentes públicos: usuários finais e entusiastas de tecnologia, desenvolvedores de software e empreendedores.

 

Conte sua história
No estande de 100m2 na área de exposições, a Ford apresenta o “Conte sua história”: o público do evento será convidado a ser a grande estrela de seu próprio enredo. A ação foi inspirada na campanha de lançamento do Novo Ka e terá como mote a crença de que todo mundo tem uma boa história que merece ser passada adiante.

Para que esses relatos ganhem vida e extrapolem os limites do evento, a Ford trará uma equipe profissional de produção de vídeo. Um roteirista ajudará o público a criar as melhores versões de suas próprias histórias. Já a equipe de filmagem e edição será responsável pelo toque artístico do material.

A gravação, em plano sequência (sem cortes), será feita em um fundo chroma key, permitindo que diversas opções de imagens e cenários ilustrem os vídeos.

No espaço, os visitantes também poderão conhecer de perto o mais recente lançamento da marca, o Novo Ka, que consolida o compromisso da marca com a democratização das tecnologias automotivas embarcadas ao disponibilizar o maior conteúdo de inovação do segmento, com tecnologias inéditas na categoria como o sistema de entretenimento a bordo SYNC com comandos de voz, AppLink e Assistência de Emergência.

 

Mobilidade
Nas últimas duas edições do evento, a Ford convidou executivos da companhia de outros países para debaterem temas relacionados à tecnologia e seu impacto na indústria automotiva.

Esse ano, não será diferente. Entre as participações especiais da Ford na CPBR está a de Erica Klampfl, Gerente Global de Pesquisa sobre o Futuro da Mobilidade.

A executiva falará sobre os projetos da montadora para ajudar a solucionar os desafios mundiais do transporte de pessoas. As soluções nesse âmbito envolvem investimentos em inovação e o desenvolvimento de carros cada vez mais avançados e inteligentes, além de parcerias estratégicas.

Esse foi o assunto abordado pelo CEO da montadora, Mark Fields, durante sua apresentação na última CES (Consumer Electronics Show), que ocorreu em Las Vegas.

 

Hackathon Ford
Durante 24 horas ininterruptas (entre o meio-dia do dia 5 de fevereiro ao meio-dia do dia 6 de fevereiro), a Ford irá promover um Hackathon na Arena da Campus Party Brasil.

O objetivo é incentivar o desenvolvimento de aplicativos compatíveis com o sistema de entretenimento da Ford, o SYNC AppLink. Com ele, é possível acessar os aplicativos do smartphone utilizando comandos de voz, sem perder a atenção na estrada ou tirar as mãos do volante.

Os desenvolvedores mantêm todos os direitos comerciais sobre os aplicativos criados, podendo negociá-los com as lojas oficiais das principais plataformas mobile do mercado.

O criador do melhor aplicativo, selecionado por uma comissão julgadora especializada, será premiado com um Novo Ka.

Via assessoria de imprensa

CES 2015 | LG deixa o evento em boa forma (prometendo muito)

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É interessante ver a evolução da LG no mercado. Algo que vai além das vendas, mas pela apreciação que a marca ganha a cada ano. Eles chegaram depois no mercado Android, mas todos os seus esforços estão se convertendo em resultados positivos.

Os produtos agradam, vendem bem, a empresa obtém lucro, e mesmo sem ter as mesmas cotas de mercado dos grandes vendedores chineses, podemos ver como a CES 2015 fez um bem danado para a LG.

A Reuters informa que as participações na LG Electronics subiram de preço 4.7%, muito mais que o mercado em geral, que melhorou em média 1.1%.

A poderosa linha de TVs ou de eletrodomésticos também são responsáveis por esse sucesso, mas é fato que os smartphones são o carro chefe. Curiosamente, os wearables da empresa não deram as caras no evento de Las Vegas, mas provavelmente isso deve acontecer na Mobile World Congress de Barcelona, ou o querem fazer quando o webOS se tornar um negócio mais sólido.

Voltando para a CES 2015, o LG G Flex 2 não parece mais ser um produto tão experimental, se mostrando mais maduro e com o que há de mais avançado na tecnologia da Qualcomm. Deve funcionar melhor no mercado do que o modelo lançado no ano passado.

Esse lançamento é apenas uma das apostas da LG em avançar no importante mercado norte-americano, que tem muito a ver com esse desempenho positivo da empresa, já que nos últimos meses o crescimento de sua cota de mercado no país foi significativa.

Em novembro de 2014, a LG passou a ter 16.3% do mercado norte-americano (em 2013, esse valor era de 7.4%), enquanto que a Samsung tem 25%. Não é uma distância muito grande.

Grande parte desse sucesso vem do LG G3, que foi um sucesso de público e crítica, adicionando muitas novidades com sucesso, como telas com maior resolução, botões na parte traseira e tecnologias para a câmera.

Analistas entendem que a LG tem muito a ganhar diante da queda de competitividade da Samsung no seguimento mobile (já que eles vão reorganizar o seu catálogo, com uma nova estratégia, baseada em menos modelos e, supostamente, com maior qualidade).

Diante do investimento da LG na divisão móvel, e que o próprio mercado pede por uma alternativa Android ao domínio do iPhone nos modelos top de linha, não seria estranho que o próximo modelo da LG roube o protagonismo da próxima renovação do Galaxy S.

Sabendo que essa é uma comunidade muito exigente com a LG – especialmente no começo da sua aventura com o Android, e sua questionável política de atualizações -, estamos curiosos para saber se esses mesmos usuários mudaram de opinião sobre a marca nos últimos anos.

Eu mesmo mudei. Completamente.

Intel vai unir as suas divisões de mobilidade e desktops

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Conforme a barreira de desenvolvimento que divide dispositivos móveis e desktops vai se eliminando, o mercado mostra a sua preferência pelo segmento mobile. A Intel – por exemplo – vai unir essas duas divisões, que estavam muito bem definidas, para reduzir perdas e se tornar mais eficiente.

A ideia da Intel é juntar os dois negócios, onde a divisão que se encarrega de produzir o hardware para smartphones e tablets – com pouco sucesso – será a mesma que vai desenvolver os processadores de notebooks, ultrabooks e desktops. Para Chuck Mulloy (executivo da Intel), as linhas que separam esses dispositivos estão cada vez mais difusas, e é necessário acelerar a implementação e criação eficiente de soluções que permitam uma transição mais rápida em diferentes categorias de produto.

As mudanças começam a ter efeito no começo de 2015, e serão coordenadas por Kirk Skaugen, hoje responsável pela divisão de computadores da Intel.

A fusão das duas divisões também está relacionada com a saúde da divisão móvel, que apresentou números preocupantes nos últimos resultados financeiros. No último mês de abril, a Intel revelou seus planos para que essa divisão saísse do vermelho, mas ao que tudo indica, a estratégia mudou.

No último trimestre, foram registradas perdas de US$ 1 bilhão na divisão mobile. Esse prejuízo foi compensado pelo aumento de 9% na divisão de computadores, com US$ 4 bilhões em lucros. Parte dessa recuperação passa pelo mercado de tablets, onde a Intel pretende vender mais de 40 milhões de processadores para essa categoria de dispositivo antes do final de 2014. O que complica a situação é o fato dos fabricantes escolherem o ARM como preferido, especialmente por conta dos chips da Qualcomm.

Via WSJBloomberg

Em 2019, seremos mais de 5.6 bilhões de usuários móveis conectados

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Um novo relatório da Broadband Comission, organizado pela União Internacional de Telecomunicações (ITU) e a UNESCO mostra até que ponto está crescendo o uso dos smartphones nos países em desenvolvimento. De acordo com o seu último estudo, 40% da população mundial já possui acesso à internet através de diferentes dispositivos.

O smartphone é o mais usado, com uma penetração atual de 2.6 bilhões de assinantes, que em cinco anos, deve alcançar a marca de 5.6 bilhões de usuários.

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Sobre as tecnologias de acesso, as mais usadas são GSM e 3G, com a LTE/4G e derivadas passando quase desapercebidas. Esse cenário deve mudar em 2019, já que as previsões indicam que até 2.6 bilhões de usuários contarão com LTE em seus dispositivos.

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Também é interessante saber como anda a divisão por continentes/regiões. A Ásia e a África em breve vão derrotar os ocidentais em número de dispositivos, e o que vai influenciar aqui é o tipo de dispositivo, aplicativos e novos usos para esses dispositivos. Daqui a cinco anos, o cenário será bem diferente do atual.

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Via Broadband Comission

TIM instala mais de 1,5 mil carregadores de bateria em três capitais

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A TIM anuncia o lançamento do projeto Recarregue-se, que oferece pontos de recarga de bateria dos dispositivos móveis nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR). Nessa primeira fase, o serviço está disponível em bares, restaurantes, aeroportos e frotas de táxi, com mais de 1.5 mil pontos de recarga.

Em bares e restaurantes, o usuário pode recarregar a bateria dos seus dispositivos em painéis localizados nas paredes desses estabelecimentos. Nos táxis, os passageiros utilizam um painel no banco traseiro do veículo, enquanto estão no trânsito. Mais de 1.3 mil veículos contam com os carregadores da TIM.

Nos aeroportos, o Recarregue-se está presente em 10 aeroportos, com carregadores instalados em painéis ou totens. Os aeroportos com carregadores disponíveis são: Antônio Carlos Jobim – Galeão e Santos Dumont (RJ), Congonhas e Viracopos (SP), Afonso Pena (PR), Guararapes (PE), Confins (MG), Pinto Martins (CE), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA).

Os carregadores são compatíveis com dispositivos com conectores mini USB, iPhone 4 ou iPhone 5. Tomadas comuns também estão disponíveis para aqueles que desejam utilizar o seu próprio carregador.

Via assessoria de imprensa (TIM Brasil)

Intel aposta na mobilidade, integrando modems 3G e 4G nas suas plataformas

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A Intel prepara uma estratégia agressiva para competir de forma mais enfática no mercado de dispositivos móveis, dotando todos os seus microprocessadores e SoCs com a capacidade de conectividades via 3G/4G, apostando assim na mobilidade.

O objetivo é que, no começo de 2015, eles possam competir lado a lado com empresas como Qualcomm ou MediaTek. Para isso, a Intel aposta nas redes móveis, além do suporte para o 64-bits. Os processadores Intel focados em tablets e smartphones seguirão a tendência atual de hardware, e o chip SoFIA será o primeiro produto dessa nova geração, contando com recursos como baixo consumo de energia e alto desempenho.

Também é importante mencionar que a próxima geração de processadores Intel para portáteis e híbridos também contarão com essas características (alto desempenho, baixo consumo de energia e conectividade 3G/4G). Brian Krzanich, CEO da Intel, garante que a primeira aposta é centrada nos Chromebooks, pensando justamente na conectividade móvel para tirar o melhor proveito possível. Mais adiante, os portáteis com maior popularidade, MacBooks, híbridos e portáteis de marcas como HP, Dell, Asus e Lenovo receberão os novos chips.

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Inicialmente, a Intel contará com o apoio da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC) para fabricar os modems, mas no futuro eles querem ser independentes nessa produção. Com esse movimento, podemos dizer que a Intel está se adequando cada vez mais à “era Pós-PC”. E a disputa com a Qualcomm e MediaTek promete ser cada vez mais acirrada.

Via KitGuru

Megalo Mini, uma bateria externa para smartphones muito compacta

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Baterias portáteis são mais do que necessárias em um mundo onde a mobilidade é tudo. Dessa vez, vamos falar do Megalo Mini, uma bateria externa que, diferente de outros modelos que estão ficando tão populares na Kickstarter, oferece mais do que carregar nosso dispositivo: oferece também o máximo de portabilidade.

Temos aqui uma bateria muito leve e compacta de 1.400 mAh, mais que suficiente para carregar 75% da bateria de um iPhone, ou a metade da maioria dos smartphones top de linha disponíveis no mercado. Por US$ 39, o Megalo Mini está em um preço justo para ser uma boa ajuda para quem tem problemas de economia de bateria dos seus gadgets.

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Via Kickstarter

Xiaomi passa a ser a terceira força no mercado de smartphones da China

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Depois de vários anúncios de recordes de vendas em pouco tempo, já era de se esperar que algum resultado prático aparecesse. A Xiaomi não só pode dizer que alguns dos seus smartphones se venderam em questão de horas após o seu lançamento, mas pode dizer também que é a terceira força no atraente mercado da China.

A agência Counterpoint, que analisa os diferentes mercados tecnológicos, posiciona a Xiaomi como a terceira maior fabricante de smartphones da China, com 11% da cota de mercado. Ela só é superada pela Lenovo (12%) e Samsung (18%). Um dos principais motivos para o seu crescimento foi a venda de seus smartphones durante os meses de janeiro e fevereiro de 2014.

Superando Apple, Coolpad, HTC e Oppo

Vendo os dados do mercado da China, notamos que a divisão é bem maior do que o cenário global do mercado de smartphones, onde o domínio da Samsung é algo explícito. E o próximo passo da Xiaomi, todos sabem qual é: a dita expansão global que tanto esperamos.

A empresa começou essa expansão pelos países vizinhos, como Cingapura. A mudança de marca e domínio (agora a empresa se chama Mi.com), e a contratação de Hugo Barra para comandar essa migração são medidas claras para explorar outros países, com os seus smartphones e outros produtos sendo lançados nos demais mercados aos poucos.

Um dos principais motivos para explicar as limitações da Xiaomi para uma expansão global era a sua capacidade de produção. Talvez nesse momento ela ainda é pequena para vários mercados, mas se eles são capazes de chegar a 11% do mercado chinês (que não é algo que se pode chamar de pequeno), não parece que esse é o principal problema.

Veremos se com o avançar do ano a Xiaomi se anima em lançar os seus produtos no mercado ocidental. Afinal de contas, está ficando difícil importar produtos de tecnologia por conta dos impostos (valeu, Dilma! #SQN).

Via Counterpoint

Mapa mostra qual sistema operacional móvel lidera nos principais mercados mundiais

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Em apenas dois anos, o mundos dos smartphones mudou muito, e em meio mundo. Agora, é possível ver tais mudanças de forma bem simples, com esse mapa desenvolvido pela Kantar Worldpanel.

Desde janeiro de 2012 até o último mês de março, o Android não fez outra coisa a não ser aumentar a sua fatia de mercado (além de aumentar os lucros para a Google), diante do desaparecimento do BlackBerry OS, e a ascensão do Windows Phone.

A Kantar publicou hoje  (28) os dados de cota de mercado do mês de março, e relativo às vendas do primeiro trimestre de 2014. E a história não é muito diferente do que já conhecemos: o Android segue liderando com larga vantagem, o iOS é forte nos EUA e Japão, mas nem tanto na Europa ou China, a BlackBerry desaparece por completo em mercados como o da Espanha, e o Windows Phone ainda custa aumentar a sua participação no mercado, apesar de já contar com a segunda posição no Brasil a algum tempo.

Mas o mais interessante é ver a evolução no tempo. O mapa interativo mostra as estatísticas de mercado de 12 países (incluindo o Brasil) entre janeiro de 2012 e março de 2014.

Em países como Argentina e México, o Windows Phone conta com as maiores cotas de mercado, com 12.9% e 7.3%, respectivamente. Na Espanha, o iOS registrou um leve aumento, por conta das vendas dos novos iPhone 5s e iPhone 5c. Já no Brasil, o Android segue como líder soberano, enquanto que o iOS se concentra nas mãos de apenas 3% dos usuários, ficando atrás do Windows Phone (5.5%).

O mapa ainda deixa de lado muitos países importantes em suas estatísticas, mas ao menos é um começo de um estudo que pode ser promissor mais adiante.

Via Kantar Worldpanel

Google Wallet segue vivo, e quer que sua carteira fique em casa

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O Google Wallet, anunciado a quase três anos, foi um dos primeiros sistemas de pagamento de produtos e serviços pelo smartphone. Na época, o sistema era muito centrado na tecnologia NFC, e talvez por conta disso, ele não obteve o êxito esperado.

Porém, a Google ampliou o suporte para mais opções de cartão de crédito e débito, e lentamente, mais estabelecimentos comerciais adotaram o sistema. Mesmo assim, o cenário não é essa maravilha toda. Mas se você pensa que o Google Wallet – e outras alternativas – pode estar se aposentando, reveja os seus conceitos.

Ariel Bardin, principal responsável pelo Google Wallet, informou na 2014 Electronic Transaction Association em Las Vegas que o serviço de pagamento móvel da Google “se manterá vivo por muito tempo”, o que deixa claro que a gigante de Mountain View segue apostando no sistema.

Se ele vai prevalecer diante do cenário atual, é outra história. Até porque o tempo está passando, e outras soluções seguem aparecendo de tempos em tempos.

Via Android Headlines

MWC 2014 | Três vencedores e três perdedores da Mobile World Congress 2014

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A MWC 2014 acabou. A minha experiência como blogueiro de tecnologia me diz que teremos algumas poucas rebarbas de notícias que serão divulgadas nas próxima semana, mas oficialmente a cobertura da feira de mobilidade de Barcelona (Espanha) se encerra com esse post. Com os stands sendo desmontados, e todas as informações consideradas essenciais publicadas, podemos fazer uma imagem mental bem sólida do papel das principais empresas de tecnologia no evento.

Nesse post, apresentamos os três vencedores e os três perdedores da MWC 2014. Seis empresas que, pelo papel que fizeram no evento, souberam se impor diante dos demais, ou fracassaram espetacularmente na tentativa de impressionar o público e crítica.

Vencedores

Samsung

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Os sul-coreanos se sentiram nesta Mobile World Congress 2014 como “os galos do galinheiro”. Depois de vários anos sem novidades bombásticas na feira de Barcelona, a Samsung aproveitou o fato dos seus competidores optarem por apresentar as suas grandes novidades em eventos especiais para dominar a MWC com mãos de ferro.

Apenas a Sony estavam com condições de causar danos, mas com o Unpacked 5, um arsenal que wearables e principalmente com o Galaxy S5, a Samsung simplesmente asfixiou a concorrência. O número de notícias e o tráfego gerado com os anúncios dos coreanos foi o maior que o TargetHD recebeu na semana da MWC 2014, superando inclusive o histórico anúncio do smartphone Nokia com Android.

Não houve voz mais alta do que a da Samsung, e isso apesar do fato do Galaxy S5 não ser um telefone revolucionário. Os novos wearables Gear estão entre os melhores dispositivos de toda a MWC 2014, e independente do seu gosto pessoal em relação à empresa, o fato é que a Samsung conseguiu se impor no evento, como não fazia há muito tempo. É como se essa edição da feira fosse dela e somente dela.

Sony

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Diante das circunstâncias, seria quase natural adicional qualquer outra empresa que não se chama Samsung na lista de perdedores da MWC 2014, levando em conta que os sul-coreanos concentraram as atenções para si de forma acachapante. Mas não é bem assim. Se temos que falar de produtos, a Sony foi muito sólida nas novidades apresentadas.

A empresa de Kaz Hirai apresentou dois novos produtos top de linha, e um competente smartphone de linha média, reforçando a sua oferta de produtos de qualidade e com diversidade nas especificações e características de software.

Também é importante observar as apostas nos dispositivos wearables dos japoneses. Além dos novos Xperia Z2, Xperia Tablet Z2 e Xperia M2, todos produtos com características muito interessantes, dentro dos seus segmentos de preço (os dois primeiros são dispositivos top de linha, enquanto que o Xperia M2 fica no segmento de linha média), a Sony apresentou a nova SmartBand, pensada mais como complemento dos seus smartphones do que como gadget independente, buscando assim a fidelidade de sua clientela.

Um repertório de produtos muito interessantes e consistentes, que talvez merecesse um pouco mais da atenção de todos. O problema é que a Sony decidiu apresentar suas novidades em forma de releases de imprensa, ao mesmo tempo que a Nokia estava apresentando “apenas” o Nokia X, com Android. Aí, fica difícil…

Huawei

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Os fabricantes chineses visitaram Barcelona com produtos interessantes, mas nenhum deles se aproximou da Huawei na visibilidade, que capturou a atenção de muitos com o tablet MediaPad X1 (provavelmente o melhor tablet da MWC 2014, superando o Xperia Tablet Z2 da Sony por conta da sua ótima relação custo benefício), o igualmente barato Ascend G6 com LTE Cat 4 (por 249 euros, para um terminal com suas características – muito barato), os smartphones com Firefox OS e até um relógio inteligente handsfree, que não convence muito à primeira vista, mas vai permitir que a Huawei se coloque um passo à frente dentro do segmento de wearables.

Seja pelos fatos ou por direito, a Huawei merece estar dentro da lista de vencedores da MWC 2014.

Perdedores

Tizen

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Tão impressionante é o avanço do Tizen, é o fato que esse avanço foi insuficiente. O sistema operacional apoiado pela Samsung foi apresentado na MWC 2013 como uma proposta viável e em processo de adoção por algumas das principais empresas da indústria mobile, mas um ano depois seguimos sem smartphones com o sistema operacional, e sem datas concretas para o lançamento de um produto final.

Mais: um funcionário da Samsung confirmou para o pessoal do Engadget que o seu desenvolvimento está mais lento do que o esperado, e o que é mais confuso: nem sequer os representantes do Tizen e da Samsung puderam responder as perguntas feitas sobre uma futura compatibilidade com os dispositivos da linha Gear (afinal de contas, estes são os únicos representantes do sistema operacional até agora), com os aplicativos mais comuns desenvolvidos para o Tizen.

Ou seja, eles conseguiram deixar todo mundo ainda mais confuso no final da MWC do que antes do começo do evento.

Windows Phone

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A presença do sistema operacional móvel da Microsoft na MWC 2014 foi puramente testemunhal. No ano passado, pelo menos Nokia e Huawei apresentaram novos dispositivos com o sistema, mas nesse ano, tivemos que nos conformar com a presença de Joe Belfiore, que se limitou a confirmar alguns detalhes do Windows Phone 8.1 que já eram conhecidas por nós e (pelo menos isso sim foi algo substancial) anunciar o apoio de novos e velhos parceiros, comprometidos com o lançamento de futuros dispositivos. Que, obviamente, não estavam presentes em Barcelona.

Sabemos que a Microsoft vai revelar o seu arsenal de novidades durante a BUILD Conference, que acontece entre os dias 2 e 4 de abril. Mas isso não livra a cara da empresa, ou que o seu papel na MWC 2014 foi algo decepcionante.

BlackBerry

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A BlackBerry quase passou desapercebida na Mobile World Congress 2014, menos é claro para os seus fãs. Não foram poucos os jornalistas que só ficaram sabendo que a BlackBerry tinha planejado um evento especial na feira de Barcelona depois que o evento aconteceu.

Se isso não parece suficiente, a empresa sequer permitiu que a imprensa tivesse um contato com o seu novo smartphone econômico BlackBerry Z3 “Jakarta”, que por enquanto só está confirmado para o mercado da Indonésia, com a promessa que mais adiante ele estará disponível em uma versão internacional, com LTE.

Fora do cenário principal, e longe dos seus rivais, a presença da BlackBerry na MWC 2014 foi a síntese da sua própria situação atual.

No grupo da repescagem

Nokia

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Não dá pra dizer qual será o futuro da Nokia com o Nokia X. Estaria Stephen Elop certo, quando afirma que a Microsoft sabe muito bem o que está fazendo com os seus primeiros smartphones Android? O novo Nokia X nasceu da impossibilidade de frear o seu lançamento até a conclusão da operação de compra?

Seja como for, ainda que a presença da Nokia na MWC 2014 fosse um tema para muitas conversas na internet, ninguém sabe realmente qual será o futuro dessa nova plataforma. Boa parte dos jornalistas de tecnologia e colegas blogueiros que falaram sobre o assunto contam com um parecer comum: a ideia de criar um smartphone barato, para arrastar os proprietários de um Nokia X para o Windows Phone quando os seus dispositivos estiverem obsoletos acaba tendo muito sentido, mas pelo preço que um Lumia mais barato custa hoje, as chances de fracasso são muito reais.

De qualquer forma, a Nokia fez muito barulho durante a MWC 2014. Agora, resta dar tempo ao tempo para saber se é um barulho da sinfonia clássica de sucesso, ou de algo que lembra a Joelma (da Banda Calypso) cantando.

Android ultrapassa o iOS nos Estados Unidos, assumindo a liderança do mercado

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Segundo o último relatório da Kantar Worldpanel, o Android segue ampliando a sua vantagem na cota de mercado dos principais mercados de tecnologia móvel do planeta. Porém, o principal ponto de destaque desse relatório é o fato do sistema da Google finalmente ter ultrapassado o iOS nos Estados Unidos, país tradicionalmente fiel aos dispositivos da Apple.

A análise da cota de mercado do último trimestre de 2013 mostra que o iOS registrou uma queda de 5.8%, enquanto que o Android obteve um aumento de 4.4%. Com isso, o sistema da Apple ficou com 43.9% do mercado norte-americano, enquanto que o sistema da Google alcançou a marca de 50.6%.

Podemos dizer que demorou um bocado para tal inversão de posições acontecer. Levando em consideração a grande quantidade de produtos com o sistema Android que são oferecidos pelo mercado, e que a mudança só aconteceu no final de 2013, é possível ter uma dimensão do prestígio do iOS em território norte-americano.

Agora, todos os países analisados pela Kantar Worldpanel são dominados pelo Android, sendo os EUA o país de menor cota. O estudo também mostra que o sistema BlackBerry perdeu participação em todos os mercados analisados, e que o Windows Phone segue com um crescimento sustentável, com dois dígitos de cota de mercado em mercados importantes, como França, Reino Unido e Itália.

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Via Kantar Worldpanel