Arquivo para a tag: linux

Lenovo e Microsoft negam bloqueio ao Linux em computadores

by

lenovo-yoga lenovo

A Lenovo e a Microsoft decidiram responder as acusações de vários usuários de computadores que não conseguiram instalar o Linux em seus equipamentos, indicando que receberam a informação que o programa Signature Edition da Microsoft proibia a instalação do sistema operacional de código aberto nesses equipamentos.

As duas empresas esclarecem que a proibição não existe, e que o problema acontece por um impedimento técnico, e não por algo específico para proibir o Linux.

 

A explicação da Lenovo e Microsoft

Vários notebooks da Lenovo (incluindo o Yoga 900) usam um sistema RAID nas SSDs que não possui suporte no kernel do Linux nesse momento. Por isso, não é possível instalar esse sistema nos portáteis. O Windows funciona sem problemas porque a Lenovo desenvolveu os controladores necessários, mas não impediu o desenvolvimento dos mesmos no Linux. Só não quis fazer.

A Microsoft informa que as acusações são incorretas, e ao que parece, um “especialista” da empresa passou informações incorretas sobre o assunto. As queixas foram eliminadas do fórum de suporte, e por isso todo esse problema foi criado… por uma simples confusão.

Não há informações sobre o desenvolvimento do suporte para esse chipset da Lenovo para Linux, mas por ser um produto com apoio da comunidade, não será surpresa se os controladores aparecerem a qualquer momento.

Porém, se você pensa em comprar um novo computador, leve em consideração que alguns modelos da Lenovo não suportam o Linux, mas outros fabricantes oferecem sistemas de alta qualidade com pleno suporte ao sistema do pinguim.

Via The RegisterReddit

Lenovo impede instalação do Linux em alguns dos seus notebooks, através de bloqueio de BIOS

by

lenovo-notebook-linux

Um usuário descobriu que o seu novo Lenovo Yoga 900 não poderia receber a instalação de nenhuma distribuição Linux.

Ele comprou o produto como parte do Signature Edition da Microsoft, que chega com Windows 10 Home instalado, prometendo aos usuários uma experiência limpa e sem bloatwares.

Porém, um representante da Lenovo informou que o acordo da empresa com a Microsoft não impedia a instalação de outros sistemas, mas a realidade parece ser outra.

O problema pode residir em um bloqueio de BIOS por parte da Lenovo. As distribuições Linux não são capazes de detectar a unidade SSD que usa a tecnologia NVMe que opera em modo RAID (Intel RST).

O Linux detectaria a unidade se estivesse configurada em modo AHCI, mas a BIOS do equipamento da Lenovo está bloqueada. A solução aqui é uma complexa operação onde é preciso soldar na placa para refleshear a BIOS, mudando sua configuração para detectar a unidade SSD.

 

Tudo aponta para um problema da BIOS da Lenovo

 

linux-notebook-lenovo

 

Por outro lado, a resposta da Lenovo em seus fóruns não tem muito fundamento.

Outros equipamentos Signature Edition contam com a capacidade de permitir a instalação do Linux. Basta configurar adequadamente a BIOS para as distribuições Linux detectar as unidades de armazenamento para a instalação.

De acordo com os usuários do Reddit, parte da discussão nos fóruns de suporte oficiais foi apagada, mas depois foi restaurada e um dos administradores do fórum explicava que alguns usuários teriam violado os termos de uso do serviço.

Outra solução é reflashear uma ROM modificada, para mudar as preferências da BIOS. Não é um processo simples, e não aconselhamos para a maioria dos usuários.

 

bios-notebook-lenovo

 

O processo implica a solda na placa do notebook do reflash, um processo recomendado apenas para usuários avançados. Vamos esperar que a Lenovo publica uma atualização do firmware para esses equipamentos para habilitar essa opção para que as distribuições Linux detectem essas unidades SSD.

 

Via Fórum Lenovo

A vingança do Linux (contra quem ria da frase “o ano do Linux nos desktops”)

by

linux

Na semana passada, o Linux completou 25 anos de vida. O projeto Open Source de Linus Torvalds provocou uma revolução tecnológica singular.

O kernel que virou um sistema operacional completo transformou o mundo, rendendo frutos ao longo de todos esses anos.

O fruto mais esperado nunca aconteceu. O Linux nunca foi uma alternativa real ao Windows ou macOS, com uma cota muito reduzida nos notebooks e desktops.

Por outro lado, o Linux conquistou todo o resto. E muita gente nem percebeu isso.

 

Da Internet das Coisas até supercomputadores

 

linux 02

 

A presença do Linux foi uma constante desde o começo nos servidores, sendo parte fundamental desse tipo de equipamento.

Boa parte dos serviços e conteúdos disponíveis na internet está armazenado em computadores e dispositivos móveis gerenciados pelo Linux.

No segmento da supercomputação, o Linux reina com 99,4% de cota do mercado (na lista Top500), com este protagonismo complementado pela presença absoluta na nova era de mobilidade que vivemos hoje.

O sucesso do Android é o sucesso do Linux. A base do sistema operacional móvel da Google é o protagonista desse post.

Além disso, o sistema é promissor em vários campos, como a Internet das Coisas e a inteligência artificial.

Mesmo com a Microsoft oferecendo suas opções, fica claro que o Linux e sua camaleônica capacidade de se adaptar a qualquer plataforma é o grande vencedor dessa batalha.

TVs inteligentes, termostato da Nest, os Kindles da Amazon, drones de vários fabricantes e muitos sistemas de carros inteligentes usam o Linux em maior ou menor medida.

 

Um desenvolvimento muito mais profissional do que se imagina

 

linus torvalds

 

Ao longo do tempo, muita coisa mudou. Mas também resultou na própria evolução do kernel e seus componentes.

No passado, os desenvolvedores eram programadores independentes que aportavam o seu trabalho por amor a arte. Hoje, a maioria dos desenvolvedores cobram por seu trabalho.

Apenas 7,7% dos colaboradores não cobram dinheiro, e o motivo é que aqueles que conseguem demonstrar todo o seu potencial nesse desenvolvimento acabam obtendo ofertas de emprego com relativa facilidade.

Hoje, muitas grandes empresas contam com desenvolvedores da plataforma para oferecer melhorias nos seus projetos.

A Intel é quem mais contribui com isso, com 12,9% do seu corpo de funcionários. Mas outras gigantes domo Red Hat, Samsung, IBM, Google, AMD ou ARM também compõem essa lista.

Logo, fica claro que o Linux evoluiu, gerando grande interesse. A ponto de manter o avanço de sua infraestrutura.

E tudo isso surgiu da ideia de um projeto de um jovem finlandês, que começou a trabalhar no sistema como um hobby.

Nada mal, Linus…. Nada mal…

ASUS Z550MA-XX005, com Endless OS (Linux), é lançado no Brasil

by

ASUS Z550MA-XX005

A ASUS lança no Brasil o notebook ASUS Z550MA-XX005, com o sistema operacional Endless OS, uma variante do Linux.

O ASUS Z550MA-XX005 se destaca pois oferece acabamento de qualidade para um dispositivo de entrada. A máquina vem equipada com processador Intel Quad Core Celeron com memória RAM de 4 GB, placa gráfica integrada Intel HD 3000 com saída HDMI, tela de 15,6 polegadas com resolução HD (1366 x 768 pixels) e armazenamento de 500 GB. Estão disponíveis ainda leitor de cartões, leitor e gravador de DVD e teclado numérico dedicado.

 

Endless OS

ASUS Z550MA-XX005 02

Um dos grandes destaques é que o notebook traz uma enorme gama de conteúdos para acesso imediato mesmo offline. O modelo com Endless OS (sistema operacional) foi pensado justamente para essa parcela da população que não tem acesso fácil e constante à internet.

O sistema tem uma navegação simples e intuitiva e já vem pronto para usar. Mesmo quem nunca teve experiência com computadores consegue entender o Endless OS, pois ele se parece com um sistema de smartphone, tal a simplicidade de operação. A experiência de uso é tão parecida com a de um celular inteligente que uma loja de aplicativos própria, nos mesmos moldes do Android e iOS, oferece aplicativos fáceis de instalar e usar.

Conteúdos como enciclopédia, cursos, aplicativos (inclusive ferramentas compatíveis com o Microsoft Office ®) já vêm pré-instalados, prontos para acesso imediato. Dados importantes, como verbetes da enciclopédia e atualizações de sistema, são sincronizados quando a máquina fica online. E o melhor: essas atualizações são gratuitas.

ASUS Z550MA-XX005 03

Um dos maiores pontos fortes do Z550MA é o conteúdo educacional embarcado. São mais de 80.000 artigos em português da Wikipédia, aulas de vídeo e aplicativos já instalados, um valioso recurso de estudos que vem pronto para uso. Online, o estudante tem acesso a muito mais informações, sem precisar deixar o ambiente de pesquisa em que começou. O próprio app de enciclopédia vai buscar os novos verbetes, evitando que a atenção se disperse.

Na hora do lazer, o Z550MA é incrivelmente versátil. Com o poder da biblioteca do serviço Steam ®, o potencial do hardware é utilizado ao máximo e centenas de jogos podem ser utilizados, inclusive com suporte a controles, conectado à uma TV, como um videogame –  recurso depende do jogo e do controle conectado.

O Z550MA-XX005 tem preço sugerido de R$ 1.999 e está disponível na Loja ASUS.  Em breve, também estará à venda na Americanas.com.

Librem 11, tablet conversível que protege sua privacidade

by

Librem 11

O Librem 11 é um tablet conversível que se destaca por contar com interruptores físicos para ativar ou desativar funções como câmera, conectividade WiFi ou 3G e receptor GPS, apostando na privacidade com a ajuda do Linux.

O equipamento foi desenvolvido para proteger o usuário da publicidade, dos malwares, do ransomware e da vigilância de ‘olhos capitalistas’, além de destacar que não precisa de qualquer tipo de identificação de usuário para usar ou instalar aplicativos, algo comum nos dispositivos iOS, Android e Windows 10.

Librem 11-comparativo

Podemos imaginar o Librem 11 como um produto para os mais receosos no quesito privacidade. Com um número menor de brechas para ser flagrado, ele pode ser um bom dispositivo para essas aspirações. Mesmo assim, não é recomendado para aqueles que contam com segredos industriais que valem milhões de dólares. No máximo imagino o George R.R. Martin escrevendo os episódios de Game of Thrones nesse tipo de dispositivo.

Outra dúvida não revelada nas fontes: o dispositivo utiliza navegadores Tor? Isso seria importante para reforçar essa questão da privacidade.

O Librem 11 é um produto de nicho, mas é uma proposta interessante aos interessados. Porém, não é um produto barato: pode ser reservado no Indiegogo por US$ 1.299. Se conseguir se financiar, chega ao mercado em outubro.

 

Via TechCrunchLibrem 11 @ Indiegogo

Linus Torvalds se diz pronto para ajudar o Linux a dominar os desktops

by

Linus-Torvalds

Por quantas vezes você já ouviu a frase “este será o ano do Linux no PC”? Várias, não é? E isso nunca aconteceu, correto?

Bom, é preciso reconhecer que em outros setores nós vimos avanços muito sérios desse sistema operacional, especialmente no segmento da mobilidade, principalmente pelas mãos do Ubuntu. Porém, não conseguir um objetivo a curto ou médio prazo não quer dizer uma rendição, ou que eles estão renunciando a este objetivo. Algo que Linus Torvalds confirmou em uma recente entrevista, onde ele falou sobre suas prioridades, deixando claro algo muito importante: que ele quer sim o mundo dos desktops.

De um modo geral, Torvalds afirma que ele não se preocupa com uma interface bonita, mas sim em um trabalho bem feito. Não resta dúvidas de que ele tem razão em defender um bom software, mas nos dias de hoje (e depois de uma cultura de mais de 30 anos calcada e consolidada), ter uma interface chamativa é mais do que necessário para atrair usuários e popularizar uma plataforma. Isso também é fato, goste você e Torvalds ou não.

Palavras de Linus Torvalds:

“É óbvio que me encantaria que o Linux se tornasse grande no mundo dos desktops, mas a realidade é que é uma área onde é muito difícil de entrar. Porém, estamos trabalhando nisso. Se passaram 25 anos, e posso seguir lutando por isso por outros 25 anos”.

Não resta dúvidas que o Linux tem as suas vantagens, e nesse momento temos distribuições bem amigáveis para o usuário. O Ubuntu é o maior exemplo dessa afirmação, mas existem outras como o Elementary OS. Mas a ideia de conquistar o desktop e chegar ao usuário final é uma missão muito complicada, ainda mais sem se preocupar com os entornos gráficos.

Complicada, porém, não é impossível, obviamente.

E você? Acha que o Linux vai alcançar esse ambicioso objetivo? Ou #NuncaSerá?

Via CIO

O Linux no PS4 já é uma realidade

by

linux-ps4-01

Em dezembro de 2015, ficamos sabendo que um hacker teria conseguido realizar o ‘jailbreak’ do PS4, o que abriria a porta para executar códigos de todos os tipos em um dispositivo que até então era impenetrável. Agora, sabemos que o hacker kR105, um dos que investigaram o assunto desde que o CTurt publicou sua descoberta inicial, conseguiu publicar um exploit totalmente operacional, que permite a inicialização do Linux no PlayStation 4, com a ajuda da ferramenta PS4-Playground.

Os usuários que contam com um PS4 com o firmware 1.76 estão aptos a aplicar esse método. Ainda que o código tenha aparecido a poucos dias, só agora foi comprovado sua eficácia sem problemas. Para testar o sistema, é necessário uma unidade USB formatada em FAT32 e conectada a qualquer uma das portas USB do PS4.

linux-ps4-02

Nessa unidade, precisamos introduzir dois arquivos (bzImage e initramsfs.cpio.gz), que são os que iniciam o processo de carga do sistema Linux básico, que ainda que não contemos com uma interface de desktop para o o uso, podemos acessar um console Linux convencional, onde é possível introduzir comandos.

É mais que provável que, a partir daqui, apareçam novas opções que aproveitem do exploit, mas o que parece inviável é poder usar o console para rodar cópias falsificadas dos jogos do PS4. O que aparece como possibilidade (entre outras coisas) são os emuladores que permitem aproveitar o PS4 para rodar jogos de outras plataformas sem problemas.

Via The RegisterWololo.net

DragonBox Pyra tem seu primeiro protótipo em ação

by

pyra-render2

Um vídeo mostra mais detalhes sobre o DragonBox Pyra, um interessante projeto de console portátil open source que já está disponível em pré-venda por US$ 290. O valor pago é um incentivo para eles iniciarem a produção do produto, e quando o mesmo estiver disponível, os apoiadores só pagarão a diferença em relação ao custo final do produto.

O produto conta com uma tela de 5 polegadas (HD), processador OMAP 5432 com CPU dual-core Cortex-A15 (32 bits) a 1.5 GHz, 2 GB de RAM, GPU PowerVR SGX544-MP2, bateria de 6.000 mAh e dois slots para cartões SDXC. Apesar de não contar com WiFi ac (se limitando ao WiFi n), conta também com conectividades Bluetooth e 4G LTE, além de módulos GPS.

O DragonBox Pyra possui ainda um teclado integrado e controles com sticks analógicos, oferecendo uma versatilidade grande para os games e aplicativos de produtividade. Do mais, seu sistema operacional é baseado no Linux, mas sem maiores detalhes sobre a distribuição.

Preço final e data de lançamento também são dados desconhecidos. Vídeo a seguir.

 

Via Liliputing

Já é possível rodar o Linux no PS4

by

ps4

Inicializar o Linux no PS4 já é possível, com uma ferramenta liberada pelo grupo Fail0verflow.

No meio de dezembro, foi anunciado um exploit com acesso ao kernel aproveitando uma vulnerabilidade, dando por ‘hackeado’ o console da Sony. O exploit BadIRET não se fez público, mas acabou vazando na internet. O grupo Fail0verflou o utilizou para executar o Gentoo e a interface Xfce, em uma demonstração realizada no Chaos Communication Congress.

ps4_2-linux

Agora, eles liberaram no GitHub o PS4-kesec, que permite inicializar o Linux em um PS4 que conte com a versão do firmware 1.76, o kernel PS4-linux o exploit vazado BatIRET e a experiência necessária para compilar o núcleo, algo que não é acessível para todos os usuários.

Porém, uma vez publicadas as ferramentas, passa a ser uma questão de tempo que um homebrew completo (execução de aplicativos caseiros não oficiais da Sony) chegue ao console de um modo geral. Também foi apresentado um emulador do Game Boy Advanced e a carga dos controladores 3D.

Ainda que o grupo insista no seu interesse pelo Linux e pelo homebrew e não pela pirataria, não podemos parar de pensar que a carga de cópias de segurança de jogos ou as cópias pirata nos consoles é o próximo passo. A Sony corrigiu a vulnerabilidade para que (supostamente) os consoles modificados não tenham acesso aos jogos e serviços online.

A seguir, a apresentação do Fail0verflow no CCC.

SQL Server agora roda Linux. Ou seja, a Microsoft ama o Linux!

by

Microsoft-SQL-Loves-Linux_2

Não é 1 de abril ou nenhuma piada de mal gosto da minha parte ou por parte da Microsoft. Este é um anúncio real, e marca um importante passo dentro do segmento de software da gigante de Redmond. Pois bem, foi anunciado hoje (8) o desenvolvimento de uma versão do SQL Server para Linux, que estará disponível em 2017.

O SQL Server é o sistema de gerenciamento da base de dados da Microsoft, e até agora (desde a sua primeira versão, em 1989), sempre foi compatível apenas com o Windows. Mas isso muda em 2016, com o anúncio de uma nova versão que será compatível com o Linux. Isso mesmo, você não leu errado.

Microsoft-SQL-Loves-Linux

A Microsoft está até trabalhando diretamente com a Red Hat e a Canonical (criadores de duas das distribuições Linux mais populares) para fazer com que o programa seja executado sem problemas. O SQL Server para Linux não estará disponível até o meio de 2017, mas já existe um preview para as empresas que desejam ir testando os progressos realizados.

Esta é uma decisão muito importante para a Microsoft, que vai oferecer uma base de dados tão conhecida para um conjunto muito mais amplo de usuários, além de reforçar a ideia de ser uma empresa que vai além de sua própria plataforma. O Windows já não é mais o centro do mundo da informática, e Satya Nadella sabe muito bem disso.

Em resumo: a Microsoft ama o Linux! :)

Via New York TimesMicrosoft Blog

Intel mostra smartphone Android convertido em PC com Ubuntu

by

PCUbuntu

A Intel mostrou na MWC 2016 de Barcelona um smartphone Android que se transforma em um PC com Ubuntu quando conectado a uma tela externa.

A Intel denomina a função como “Big Screen Experience”, e é outra mostra de convergência de plataformas móveis para outros formatos. Para isso, eles utilizaram sua plataforma “Sofia” sobre um smartphone com sistema operacional Android, processador Atom x3, 2 GB de RAM e 16 GB de armazenamento. O modelo está modificado para dar suporte a uma tela externa, e com a ajuda de um teclado e mouse, transformá-lo em uma experiência de desktop Linux.

O núcleo Linux utilizado pelo Android favorece a convergência, já que o sistema de arquivos dos dois sistemas é idêntico, mantendo assim o smartphone plenamente funcional. O ambiente multi-tarefas, a interação com aspectos de produtividade e funcionalidades básicas rodam sem problemas em uma plataforma com hardware básico.

A Intel está lançando a ideia para os fabricantes parceiros, que pode se concretizar como algo prático para o futuro. O chip que gerencia tudo isso está pronto para produção imediata. É parte da estratégia da empresa em ampliar a sua presença no mercado mobile.

Via The Register

Como seria a cota de mercado do Linux sem a pirataria do Windows?

by

Linux_Windows

A cota de mercado do Linux nos computadores não alcança os 2%, enquanto que o Windows supera os 90%. O Linux arrasa nos setores como o da supercomputação, superando 80% de cota na telefonia móvel, com uma grande presença em servidores e sistemas integrados. Porém, é um fracasso nos computadores pessoais.

Os motivos disso acontecer foram publicados em um estudo da Universidade de Oslo de nome “Pirataria de software e adoção do Linux”. A análise utiliza dados oficiais da BSA (Business Software Alliance) recolhidos desde 2012 em 104 países. Dependendo do país e do nível de desenvolvimento, a taxa de pirataria de software varia entre 40% e 90%.

A principal conclusão do estudo: se tirarmos a pirataria dessa equação, a cota de mercado do Linux nos desktops seria entre 20% e 40%. O Windows é um dos softwares mais pirateados do planeta, com um hack simples e disponível com certa facilidade desde o seu lançamento. Há anos que a Microsoft vem permitindo uma “pirataria controlada” no consumo pessoal, sendo esta uma estratégia pragmática: é preferível que um usuário use um Windows pirata do que outro sistema operacional alternativo.

Os dados matemáticos levando em conta a pirataria de software podem oferecer as conclusões do estudo de Oslo, mas a realidade é muito mais complexa. O domínio do Windows é algo incontestável, onde poucas máquinas OEM são vendidas sem o sistema pré-instalado, com um suporte de terceiros muito completo e a quantidade de aplicativos e jogos elevadíssima.

Sem falar que, pelo menos até julho de 2016, o Windows 10 é de graça.

Em resumo: a pirataria do Windows, ainda que ela exista, não explica por que um usuário não utiliza o Linux quando o mesmo está disponível de graça.

Para saber mais sobre o estudo, clique aqui.

O Ubuntu Touch tem algum futuro?

by

Meizu Pro 5 Ubuntu Edition-01

Com a MWC 2016 chegando o Ubuntu Touch, proposta de sistema operacional móvel da Canonical, está ganhando evidência. O software se apresentou como um conceito totalmente revolucionário, oferecendo a convergência onde era possível adaptar a interface gráfica ao contexto sobre o qual ele se executa, sendo útil e prático tanto para desktops como para smartphones e tablets.

O Ubuntu Touch optou para os dispositivos touch o Unity 8 para uma melhor interação, enquanto que nas demais interfaces apostou no GNOME Shell. O sistema da Canonical aspira ser a única opção compatível com todas as plataformas. É uma ideia revolucionária sim. Mas com o passar do tempo, se transformou em uma “eterna promessa”. Qual foi o problema?

Tudo aponta para os escassos recursos que a Canonical possui para alcançar esse objetivo, já que a empresa fundada por Mark Shuttleworth segue sendo pequena em comparação com outras, como por exemplo a Microsoft (que tem o Continnum como uma realidade).

A gigante de Redmond não teve dúvidas em seguir os passos da Canonical, e apresentou algo parecido no Windows 8. Porém, essa versão do sistema operacional teve uma rejeição enorme por conta da interface Modern UI, o que forçou a empresa a voltar a trás e devolver a interface clássica no Windows 10 (com opções para modificá-la). Pese a tudo isso, a Microsoft tinha outro trunfo na manga: o Continuum.

O Continuum é uma excelente tecnologia que o Ubuntu Touch basicamente apresentou ao mundo. Obviamente, os maiores recursos disponíveis pela Microsoft foram determinantes para chegar a esta situação, onde alguns projetos já tiram proveito dessa funcionalidade.

 

Ubuntu Touch: muito barulho, poucas ações

bq-tablet-com-ubuntu

Não é a primeira vez que a ambição da Canonical supera os meios que eles possuem. Hoje, a empresa segue com muitas ambições, mas só tem dois fabricantes oferecendo dispositivos com Ubuntu Touch: a espanhola BQ e a chinesa Meizu.

É óbvio que o apoio por parte dos fabricantes é muito baixo nesse momento, e a Canonical insiste em afirmar que está negociando com outros fabricantes, mas o fato de nomes não serem citados dá a entender que eles estão longe de convencer a quem quer que seja. E, sem isso, fica claro que o Ubuntu Touch pode ter uma trajetória bem curta, principalmente pelas dificuldades que resultam trocar de sistema operacional de um dispositivo com CPU ARM, um panorama muito diferente ao foco de ferramentas gráficas e agnósticas em relação ao sistema operacional que sempre teve os computadores x86.

Outro detalhe importante é a falta de dispositivos genuínos que utilizam o sistema operacional, já que até agora todos os produtos apresentados com Ubuntu Touch foram inicialmente concebidos para o Android.

 

Possibilidades reais de sucesso? Bem escassas…

O Ubuntu Touch possui muitas carências. É um sistema operacional que ainda está bem verde, faltando vários aplicativos. A Microsoft tem dinheiro suficiente para trazer aplicativos mais rapidamente, algo que a Canonical nem pode cogitar.

Vendo este cenário, para o Ubuntu Touch só resta tentar convencer pelas suas duas grandes virtudes: a citada convergência e o maior controle sobre o sistema operacional através do sudo, que permite a execução de comandos com permissões de administrador na maioria de distribuições Linux e OS X. Porém, a maioria dos usuários nem sabe o que quer dizer a palavra “convergência”, sem falar na ausência de aplicativos, o que faz com que esse software só possa ser interessante aos fãs do Linux em geral e do Ubuntu em particular.

Por fim, é bom lembrar a tendência do mercado nos últimos meses. A queda da cota do Windows Phone mostra uma rejeição dos usuários em relação aos sistemas operacionais alternativos, e se o Windows Phone, que tem o respaldo de ninguém menos que a Microsoft, não consegue deslanchar, qualquer alternativa que está atrás dele terá uma missão muito mais complicada para se fazer visível em um mercado que escolheu ter um duopólio entre Android e iOS.

 

Nova vulnerabilidade zero-day afeta milhões de dispositivos Linux e Android

by

vulnerabilidade-software

Foi descoberta uma nova vulnerabilidade do tipo zero-day que afeta dezenas de milhões de equipamentos baseados em Linux 3.8 ou superiores, além de uma grande quantidade de dispositivos Android 4.4 e superiores.

A vulnerabilidade permite ao atacante obter uma série de privilégios com a execução do código remoto no kernel e a posterior extração de dados de segurança em cache. Como vemos, é algo muito sério, e é uma falha que existe desde 2012. Não há indícios que essa vulnerabilidade chegou a ser explorada, mas isso é algo que não pode ser afirmado com firmeza por motivos óbvios.

Porém, a falha já é de conhecimento dos principais afetados, incluindo os responsáveis pelas distribuições Linux mais populares, de modo que é uma questão de tempo até que a mesma seja corrigida. Por enquanto, podemos constatar que a Red Hat corrigiu seus sistemas, mostrando claro sinal de profissionalismo. Mas a grande questão não é quando as demais distribuições serão atualizadas, mas sim quando os fabricantes de dispositivos Android tomarão providências sobre o assunto.

Podemos imaginar que aqueles dispositivos que já não mais recebem atualizações pelo fim do suporte do Android ficarão abandonados à sua sorte, algo que infelizmente já aconteceu em casos anteriores.

Via ZDNet

Hackearam o PS4 para executar o Linux e emuladores

by

ps4-pokemon

O grupo Fail0verflow conseguiu instalar o Linux em um PS4. O console consegue inicializar o sistema operacional usando uma XFCE como interface gráfica.

Depois da inicialização, é utilizado um emulador do Game Boy Advance, que executa uma versão crackeeada do jogo Pokémon “PlayStation Edition”, preparada pelo time para demonstração. Eles mostraram todo o trabalho para alcançar esse feito, já que eles encontraram certas diferenças entre o PS4 e um PC tradicional, que impediram um procedimento mais normal para executar o Linux. O projeto ainda está muito verde, e vários aspectos precisam ser implementados, mas o “invento” começa a ser funcional.

Além de instalar o Linux em um PS4 e executar um emulador do GBA com essa combinação, o grupo hacker também conseguiu utilizar o mesmo Game Boy Advance como controle para o PS4. Não é algo que revoluciona a jogabilidade dos videogames, mas demonstram as conquistas alcançadas.

Não é a primeira vez que hackearam um console da Sony com Linux. O PS3 também passou por essa façanha.

 

Via VentureBeatfail0verflow