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TargetHD Podcast | 211 | Apple vs Samsung, Nokia no preju, Atari e BASIC

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Nesta edição:

Game Boy completou 25 anos de vida
OnePlus One é oficial
– Marco Civil da Internet agora é lei
Samsung, ninguém suporta os seus bloatwares
Fim da dominância do iPad?
Nasce a Microsoft Mobile
– Fim da Nokia
Nokia “Superman”?
Nokia perde 326 milhões de euros antes de sua fusão com a Microsoft
Strategy Analytics: Samsung perde cota de mercado de smartphones pela primeira vez em quatro anos
União Europeia quer acabar com a “guerra de patentes” na telefonia móvel
Rumor: Google pode abandonar a marca Nexus, e lançar a Silver, nova linha de smartphones premium
Stephen Elop vai embolsar US$ 33 milhões com a venda da Nokia para a Microsoft
Os cartuchos da Atari encontrados no Novo México
Vulnerabilidade do Internet Explorer (já resolvida pela Microsoft)
O amor dos norte-americanos pelo iPhone já não é tão intenso como antes…
10 PRINT “Feliz aniversário de 50 anos, BASIC”; 20 GOTO 10
IDC: Samsung reduz vantagem da Apple em um mercado de tablets que cresce mais devagar
Estudo indica que custo dos materiais do Google Glass é de apenas US$ 80
Apple e Samsung consideradas violadoras de patentes

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Review | LG G Flex (LG-D956)

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O primeiro smartphone com tela curva do mercado brasileiro. Essa é apenas uma das características que definem o recém lançado LG G Flex, que apresenta uma nova proposta de design de smartphone, para um público que não apenas quer um produto top de linha, mas também um dispositivo de tecnologia que se diferencie dos demais. Por dentro e por fora.

A assessoria de imprensa da LG do Brasil enviou para o TargetHD uma unidade do novo smartphone. Por duas semanas, eu pude testar o produto com atenção, para tentar responder uma pergunta que muitos me fizeram nas redes sociais: ele vai além de ser um smartphone com tela curva? Aliás, essa pergunta puxa outra questão: como um telefone com essa proposta de design pode mudar a minha vida, ou tornar a minha experiência de uso ainda melhor?

Reviews existem para isso.

Antes de começar…

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Devo fazer uma importante e muito bem vinda consideração sobre o produto enviado. Normalmente, quando recebo produtos das assessorias de tecnologia, eles normalmente já estão com algum tipo de uso, uma vez que existe um rodízio entre os veículos de tecnologia, para que todos possam testar e avaliar o dispositivo. No caso do G Flex, a LG mandou para cá uma caixa lacrada, ou seja, um produto rigorosamente novo.

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Para mim, isso foi excelente. Primeiro, porque testei um produto “zero quilômetro”, sem uso, onde poderia avaliar as qualidades e problemas do dispositivo tal como se o mesmo fosse retirado da loja. Segundo, porque posso passar uma experiência de uso ainda mais próxima daquela que, muito provavelmente, você terá com o mesmo produto, caso você se interesse pela compra. Logo, agradeço desde já ao pessoal da LG do Brasil pela preferência.

Características Físicas

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A segunda coisa que chama a atenção no LG G Flex (a primeira é o seu design curvo, e isso nem tem como não notar) é o seu tamanho. Ele é um autêntico phablet, com uma generosa tela de 6 polegadas, que com certeza fará a alegria daqueles que querem ver vídeos, jogar, ler e interagir com o sistema operacional Android com maior praticidade. Talvez ela não é perfeita pelo simples fato de não ser uma tela Full HD (ficou nos 1280 x 720 pixels, com 245 ppp), o que seria uma escolha natural para um modelo top de linha, com esse tamanho de tela, e com uma proposta de design diferenciada.

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Sobre a curvatura do LG G Flex, a boa notícia é que ela é bem menos acentuada do que aquela apresentada nos renders oficiais do produto. Logo, o smartphone é relativamente cômodo de se transportar no bolso dianteiro da calça. Além da baixa espessura do dispositivo, a tela curva “acompanha” a linha da coxa do usuário (é claro que os resultados podem variar, de acordo com o tamanho da coxa em questão e da peça de roupa utilizada), tornando o seu transporte mais cômodo.

Essa era uma preocupação de muitos leitores sobre o produto: a sua comodidade para ser transportado no bolso de certas vestimentas. De um modo geral, o G Flex é confortável sim. Como a curvatura não é tão acentuada, você não percebe tanto esse formato curvo no seu bolso. Até porque a tendência é você transportá-lo com a tela voltada para baixo.

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Além disso, o LG G Flex traz consigo a sua assinatura de design iniciada no LG G2, que são os botões na parte traseira do dispositivo, logo abaixo do sensor da câmera. Temos aqui a mesma disposição e tamanho de botões do G2, e o mesmo funcionamento, inclusive com o LED de notificação integrado ao botão de liga/desliga e bloqueio de tela.

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Apesar de ser um smartphone onde o plástico predomina, o LG G Flex passa a sensação de alta qualidade na sua construção, com peças bem encaixadas, sem parafusos evidentes e sem pontos de mobilidade na sua construção. Estamos diante de um gadget concebido para ser uma peça compacta de tecnologia, o que passa uma sensação maior de um produto premium, e – aparentemente – mais resistente aos chamados “incidentes cotidianos”.

Também é importante destacar que essa carcaça traseira do LG G Flex possui a tecnologia de regeneração, que consegue se recuperar sozinha de pequenos e eventuais arranhões cotidianos, como por exemplo o contato do molho de chaves de sua casa com o dispositivo. Verificamos esse recurso em ação durante a LG Digital Experience 2014 em um teste extremo, e posso afirmar que o sistema realmente funciona, eliminando pelo menos 90% dos arranhões ocasionais.

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Assim como acontece no LG G2, os conectores para cabo microUSB e fones de ouvido ficam na parte inferior do smartphone…

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…porém, o alto-falante traseiro, que no G2 se posiciona em duas colunas na parte inferior do smartphone (ao lado do conector micro USB), no G Flex, ela está na parte traseira do smartphone. Em compensação, por conta do seu design curvo, o áudio não fica abafado pela superfície onde o aparelho fica repousado.

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Por fim, o LG G Flex, por conta do seu design, oferece um bom agarre, mesmo contando com uma tela de 6 polegadas. Comparado com o LG G2, a diferença de tamanho é considerável, e na maior parte do tempo, o seu uso só faz sentido se ele for feito com as duas mãos. Por outro lado, quem vai pegar um dispositivo como esse já tem isso em mente, e busca a possibilidade de efetivamente contar com um intermediário entre tablet e smartphone nas mãos.

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Acessórios

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Fora o fato do produto contar com uma embalagem em formato curvo na sua parte superior (até mesmo para promover o principal diferencial do dispositivo), o LG G Flex oferece os itens mais básicos que um smartphone do seu porte precisa ter: cabo USB, carregador de bateria, manual de instruções, chave para remoção do slot micro SIM e fones de ouvido QuadBeat 2.

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Aliás, mais uma vez destacamos a ótima qualidade desses fones, que já estava presente em outros modelos da LG, oferecendo uma qualidade acima da média em relação aos seus concorrentes, com um bom equilíbrio de graves médios e agudos, e excelente isolamento de ruídos externos.

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Tela

Já falamos um pouco dessa tela nas características físicas do dispositivo, mas agora, vamos falar de forma mais específica em como uma tela curva influencia na experiência de uso.

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Para começar, ter uma tela de 6 polegadas naturalmente colocam o consumo de entretenimento e a usabilidade do sistema operacional em outro patamar. Você não só vê tudo muito melhor, com maior conforto e com ótima qualidade de imagem, mas também consegue interagir melhor com o sistema operacional Android. E não só nos jogos: em aplicativos gerais, ícones, teclado e outros pequenos elementos da tela. Ou seja, só por ser do tamanho que é, o LG G Flex já tem uma tela de respeito.

Porém, o fato de ser uma tela curva torna a experiência ainda mais interessante. O seu design ajuda na digitação tanto na orientação vertical (uma vez que invariavelmente você ganha um ponto de apoio para os polegares, sem falar que a área de teclado fica levemente elevada, tornando a digitação mais confortável para os polegares) quanto na horizontal (onde as duas laterais da tela ficam levemente inclinadas, oferecendo o mesmo conforto).

Além disso, essa curvatura não interfere em nada na usabilidade do sistema como um todo. Como já destaquei em outras oportunidades, por ser uma curva bem menos acentuada do que aquela que a própria LG promove em seus renders oficiais, você não sente o impacto de uma tela curva no uso diário. Praticamente não há diferenças para um smartphone plano, e as poucas detectadas durante os testes só beneficiam o usuário.

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Mas é na hora de ver vídeos que vemos onde a tela curva oferece os seus maiores benefícios. A tela simula o efeito obtido em algumas salas de cinema, aumentando a imersão do usuário com o conteúdo reproduzido em alta definição na tela. E isso vai fazer toda a diferença para quem busca um dispositivo com esse tamanho de tela para (também) consumir conteúdos multimídia.

Também como foi destacado antes, se existe algo que talvez possa frustrar nessa tela do G Flex é o fato dela não ser em Full HD. A LG optou por uma tela com resolução de 1280 x 720 pixels e 245 pixels por polegada. É compreensível que alguns esperassem números mais generosos nesse aspecto, mas também é compreensível a escolha da LG. Afinal de contas, é o primeiro modelo com essa proposta, e pela incerteza sobre como os usuários responderiam em relação ao conceito, não há motivos para queimar todos os cartuchos logo no primeiro modelo.

Além disso, a tela oferece uma excelente interação com o sistema operacional. O seu toque nos elementos da tela é algo preciso e prazeroso, com uma experiência de uso excelente.

De qualquer forma, essas características de resolução não influenciam em nada na experiência visual. Até mesmo os usuários mais exigentes/detalhistas concluirão que a tela do LG G Flex é excelente, reproduzindo cores vivas e gráficos de alta qualidade.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O LG G Flex que recebi para testes conta com a versão Android 4.2.2 Jelly Bean. Ainda. A tendência é que essa versão seja atualizada com o tempo, mas nada foi confirmado oficialmente pela LG (pelo menos no momento em que esse review é produzido.

De qualquer forma, nesse aspecto, temos poucas novidades para os usuários. Apostando na tática de oferecer uma interface de usuário customizada, com diversos adicionais e funcionalidades exclusivas da LG (Quick Memo, QSlide, Quick Remote, RemoteCall Service, etc), o G Flex oferece um conjunto geral de software muito semelhante ao que já vimos em outros modelos do fabricante. Logo, a experiência de uso também será a mesma.

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Mais uma vez, os usuários menos experientes, ou que tiveram contato com o dispositivo pela primeira vez, podem se sentir um pouco confuso pelas disposições de ícones e funcionalidades. Por outro lado, os recursos exclusivos da LG podem ser importantes diferenciais para aproximar o usuário de uma experiência de uso mais prazerosa e intuitiva.

De um modo geral, a proposta da LG não compromete, tanto usabilidade quanto no desempenho. Ainda mais com o conjunto de hardware presente no G Flex.

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Qualidade de Áudio e Chamadas

O design do LG G Flex também conta com um design curvo para oferecer (na teoria) uma melhor experiência durante as chamadas. O formato permite que tanto o alto-falante para chamadas quanto o microfone fiquem fisicamente mais próximos do ouvido e boca respectivamente, se comparado com os demais dispositivos que possuem uma tela plana.

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Nesse aspecto, o smartphone repete a experiência entregue por outros modelos de sua família (incluindo o LG G2), ou seja, uma qualidade de áudio que pode ser considerada boa. Os alto-falantes são audíveis em diferentes ambientes, onde é possível ter uma boa conversação sem maiores dificuldades. Porém, os resultados podem variar, de acordo com o nível de exigência de usuário, e com o aparelho que colocamos em uma perspectiva comparativa. Por exemplo, eu acho o áudio do Motorola Moto X mais audível, mas essa é a minha percepção apenas.

Durante os testes, não foram observadas inconstâncias e quedas nas chamadas, nem mesmo variações de sinal bruscas. É claro que os resultados podem variar, dependendo da operadora de telefonia móvel que você estiver utilizando.

Internet

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Também não foram detectadas muitas novidades nesse item. Em linhas gerais, o LG G Flex desempenha muito bem as suas funções de conectividade, algo que também era esperado em um dispositivo do seu porte. Sem falar que, com uma tela com o seu tamanho e suas dimensões, esse smartphone é mais do que bem vindo para as atividades conectadas.

Mas, observando esse item de forma mais técnica, não foram detectadas grandes dificuldades de conexão com o smartphone. Tanto nas conexões com o WiFi quanto com o 3G, o dispositivo cumpriu o esperado. Mais uma vez é preciso lembrar que esse é outro item cujos resultados podem variar, de acordo com a operadora que você utilizar.

GPS

O GPS do LG G Flex apresentou um comportamento inconstante, tal como aconteceu durante os testes do LG G2. Em ambientes externos, ele identificou o posicionamento de forma rápida e precisa. Já dentro de residências e outros estabelecimentos (não estou falando de prédios), a busca do posicionamento levou um pouco mais de tempo para acontecer.

Não é algo que chega a incomodar, mas é um ponto a ser observado. De qualquer forma, para quem busca realizar atividades mais simples nesse aspecto (buscas e rotas no Google Mapas ou check-ins no Foursquare), o GPS desse smartphone não chega a comprometer.

Câmera

O LG G Flex possui um sensor traseiro de 13 megapixels, que oferece os mesmos recursos de ajustes e personalização presentes nos demais modelos top de linha da LG. Logo, a qualidade fotográfica é muito semelhante. E essa é uma boa notícia.

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A qualidade final das fotos captadas pela câmera do G Flex durante o dia apresentam resultados muito satisfatórios. A maioria dos usuários podem obter bons resultados com as fotos diurnas ou em locais bem iluminados sem maiores dificuldades. Os modos de cena integrados no software de câmera podem dar uma diretriz para os usuários sobre os efeitos e ajustes automáticos que você pode utilizar para o registro de fotos, mas também vale a pena estudar os ajustes manuais, para obter resultados ainda mais interessantes.

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Apesar de não constar com o estabilizador de imagem presente no LG G2, o seu sensor traseiro possui o recurso BSI (Back Side Illumination), o que já ajuda e muito nas fotos noturnas e/ou em locais com baixa luminosidade. Porém, assim como acontece no outro top de linha da empresa, as fotos noturnas acabam reduzindo tanto o ruído, que acabam distorcendo levemente as fotos noturnas. No final das contas, para quem pretende compartilhar essas imagens nas redes sociais, não há maiores problemas. Mas em usos mais elaborados, as fotos noturnas podem não atender as expectativas.

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Uma surpresa positiva é a câmera frontal, que se mostrou bem competente na captação de fotos e vídeos, conseguindo entregar resultados finais interessantes nas imagens capturadas durante o dia. Ou seja, as selfies durante o jogo de futebol ou passeio no parque estão garantidas, amigos.

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Por fim, um detalhe importante: não espere muita coisa do zoom da câmera traseira: não serve para muita coisa.

A seguir, mais fotos registradas durante os testes.

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Games

O hardware do LG G Flex é basicamente o mesmo do LG G2. Logo, o smartphone está com a sua performance para os jogos garantida. Nos testes realizados com os jogos que já estamos acostumados a utilizar em nossos reviews (Real Racing 3, Dead Trigger, Iron Man 3, etc), todos eles foram capazes de rodar de forma plena, sem empecilhos ou travamentos. Ou seja, só por isso, os gamers de plantão ficarão contentes com esse smartphone, pois a jogabilidade está garantida.

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Mais uma vez, a LG trabalhou muito bem na sua tela, o que faz com que a jogabilidade de alta qualidade também esteja presente no G Flex. O toque na tela é preciso, a curvatura do seu design ajuda em alguns jogos, a imersão em alguns jogos e maior, e as cores são vivas o suficiente para realçar os gráfios desses títulos.

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Para aqueles mais exigentes, eu compreendo que não ter uma tela em Full HD pode ser um grande calcanhar de Aquiles para o G Flex. Por outro lado, para a grande maioria, esse não é um item que vai desabonar o desempenho do produto para os jogos. Talvez incomode mais o fato das teclas de comando (Home, Menu, Voltar, etc) persistir em alguns jogos, ocupando área útil na tela. Mas para a exibição gráfica como um todo, a ausência do 1080p na resolução não compromete tanto.

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Se bem que eu mesmo entendo que o Full HD seria mais que ideal para um produto com suas características.

Multimídia

Também não temos novidades nesse aspecto. A LG repete a sua estratégia já utilizada em outros modelos da empresa, oferecendo soluções próprias para a reprodução de conteúdos como músicas, fotos e vídeos. São sim softwares mais completos e customizáveis que os apps nativos da Google, e representam uma assinatura dos coreanos no quesito experiência de uso. E independente de qualquer opinião sobre esse tema, é inegável que a LG oferece um pacote bem completo de opções.

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Não só para ver fotos, ouvir músicas e ver vídeos. O LG G Flex (assim como outros modelos, como o G2) pode se transformar em um controle remoto, espelhar o seu conteúdo na TV, reproduzir slides em uma tela maior, realizar desenhos e anotações a mão… enfim, um leque de opções que oferecem uma experiência que pode sim tornar a vida do usuário mais prática e funcional.

O LG G Flex traz todas as soluções já presentes nos modelos que já apresentei em review aqui no blog. O grande diferencial aqui é, mais uma vez… a sua tela curva. Podem me chamar de repetitivo, mas a LG alcançou o seu objetivo de tornar esse aparelho um dos mais desejados para quem gosta de consumir conteúdos multimídia.

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A tela curva e de alta qualidade efetivamente aumenta a sensação de imersão do usuário, oferecendo para as imagens um aspecto visual mais agradável e uma maior qualidade para o conteúdo reproduzido. O mesmo acontece nos jogos. Logo, esse é um forte ponto positivo – ou apelo, como preferir – para o LG G Flex diante da concorrência.

Bateria

O LG G2 tem como principal destaque positivo ser um dispositivo que se destaca positivamente na sua autonomia de bateria. O mesmo acontece com o LG G Flex, que mesmo com uma tela de 6 polegadas, consegue suportar razoavelmente bem um dia inteiro de uso moderado, com os seus 3.500 mAh de bateria. Mas isso, para o uso “normal”, como smartphone.

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O grande problema é que, com uma tela com as suas características, dificilmente você vai se limitar a utilizar esse smartphone “normalmente”. A tendência natural é que você veja mais vídeos, rode mais jogos, navegue mais na internet, entre outras atividades que demandem um pouco mais de tela. Nesse aspecto, é mais do que natural que a bateria peça a tomada no final do dia.

Mas isso não chega a ser um grande problema. Só é um ponto de observação para quem pretende comprá-lo. A bateria do G Flex está com uma capacidade e autonomia acima da média em relação aos seus principais concorrentes. Na verdade, temos uma bateria de um tablet da Samsung dentro de um smartphone com tela de 6 polegadas. Por outro lado, não existem milagres. A tela é responsável por 60% do consumo de bateria do dispositivo, e se você a mantém ligada por muito tempo, ela vai consumir a bateria mais rapidamente.

Desempenho

Mais uma vez, a mesma afirmação: como a fórmula do LG G2 se repete, é natural que o LG G Flex apresente resultados similares em termos de desempenho. E é justamente isso o que acontece. Seu desempenho durante o período de testes foi simplesmente impecável, com transições de telas fluídas e sem travamentos. Era o mínimo que esperava de um dispositivo do seu porte.

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Com um processador Qualcomm Snapdragon 800 quad-core de 2.26 GHz, GPU Adreno 320, 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento (24 GB disponíveis para o usuário), é correto dizer que todas as atividades realizadas no dispositivo foram concluídas sem maiores dificuldades, e com um desempenho satisfatório. Os geeks mais convictos/exigentes ficarão satisfeitos com a experiência de uso do G Flex, que já desponta como um dos modelos mais completos de 2014.

Conclusão

O LG G Flex é um dos primeiros smartphones top de linha de 2014, que tem alguns pontos de destaque muito marcantes: a autonomia de bateria, a qualidade de construção do dispositivo, o seu design e, é claro, a sua tela curva. Para aqueles usuários que querem ter um smartphone que visualmente é diferente de tudo o que temos hoje no mercado, o telefone é uma ótima escolha. Porém, vai além disso.

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Uma boa tela HD, que oferece uma maior imersão na reprodução de vídeos e na exibição dos elementos na tela, e uma capacidade gráfica de alta qualidade são alguns dos trunfos do G Flex. Vale lembrar que ele compete com modelos com o Samsung Galaxy S4/S5, Sony Xperia Z1/Z2, entre outros. Alguns dos seus concorrentes contam com diferenciais que podem ser revelantes para grupos de usuários que buscam uma performance ainda melhor, uma câmera de alta qualidade, ou um modelo com acabamento resistente.

Porém, o LG G Flex também possui o seu diferencial. O produto é recomendado para aqueles que querem consumir de forma efetiva os conteúdos multimídia, com uma experiência única para consumo de vídeos, jogos e entretenimento. Se esta é uma das suas prioridades com um smartphone, considere o LG G Flex na sua futura compra.

Review em Vídeo


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TargetHD Podcast | 210 | Fim do Windows XP, Moto X+1 e Facebook forçando o Messenger

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Nesta edição:

Apple, abril de 2013: “Os consumidores querem o que nós não temos”
Microsoft estaria planejando a emulação do Xbox 360 no Xbox One
Microsoft já estaria produzindo seis séries de TV exclusivas para o Xbox One
Motorola Moto X+1 vem aí…
Apple informa que 87% dos seus usuários móveis já contam com o iOS 7
HTC One (M8) é removido dos testes do 3DMark Benchmarks
Os grandes estúdios de Hollywood estão processando o Megaupload e Kim Dotcom, dois anos depois do fim do serviço
Fim do Windows XP: para quem ainda tem, quais são as alternativas disponíveis?
Fim das mensagens privadas do Facebook via app. Agora, é obrigado a ter o Messenger instalado
Apple quer que Samsung pague US$ 2.2 bilhões pela violação de cinco de suas patentes
Redes sociais não perdoam: canção oficial da Copa do Mundo 2014 está reprovada
– A vulnerabilidade do Heartbleed, e o que você pode fazer sobre o assunto

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TargetHD Podcast | 208 | Android Wear, Morpheus, Smartwatches e estratégias da Apple

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Nesta edição:

– Estratégias da Apple (iPad 2 descontinuado, iPhone 4 descontinuado, iPhone 5c de 8 GB)
Sony Project Morpheus
Android Wear
LG G Watch
Motorola Moto 360
Briga entre Microsoft e Google contra os smartphones dual-boot
Moto G e Moto X lideram ranking dos smartphones mais populares do Brasil no momento
Prenderam um ex-funcionário da Microsoft por vazar informações da empresa, por pura vingança

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TargetHD Podcast | 207 | Resumo da Mobile World Congress 2014

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Nesta edição:

Alcatel

Alcatel OneTouch Idol 2 e Idol 2 Mini
Alcatel anuncia uma série de produtos com Firefox OS, incluindo um tablet
Alcatel lança linha de smartphones Pop S, de baixo custo com LTE
Alcatel mostra o seu protótipo de SmartBook, onde o seu “cérebro” do portátil é o smartphone

BlackBerry

BlackBerry Z3, primeiro smartphone fruto da parceria com a Foxconn

Lenovo

Tablet Lenovo Yoga 10 HD+

HP

Novos tablets HP ProPad 600 e HP ElitePad 1000
HP Pavilion x360, mais um notebook conversível
Novos Slate 6 e Slate 7 VoiceTab

Microsoft

Novidades do Windows 8.1 Update 1: melhoras na experiência “não touch”, 1GB de RAM e mais
As novidades do Windows Phone 8.1: novos parceiros, hardware mais modesto e suporte ao dual SIM

Huawei

Huawei MediaPad X1
Huawei MediaPad M1
Huawei Ascend G6
Smartwatch Huawei TalkBand B1

Motorola

Motorola confirma que está preparando o seu smartwatch
Moto G é o lançamento mais bem sucedido da história da Motorola

HTC

HTC Desire 816
HTC Desire 610

Sony

Sony Xperia Z2
Sony Xperia Tablet Z2
Sony SmartBand
Sony Xperia M2
Sony Xperia T2 Ultra Dual

Nokia

Nokia X, Nokia X+ e Nokia XL são anunciados. Todos rodam apps Android
Nokia Asha 230 e Asha 230 Dual SIM
Nokia 220 e Nokia 220 Dual SIM

Samsung

Samsung Galaxy S5
Gear 2 e Gear 2 Neo: os novos smartwatches da Samsung
Gear Fit, novo relógio inteligente para os esportistas

Outros

YotaPhone 2, um smartphone com duas telas e 50 horas de autonomia de bateria
BlackPhone, o smartphone Android que promete privacidade total

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TargetHD Podcast | 206 | Facebook compra o WhatsApp. E agora?

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Nesta edição:

Facebook compra o WhatsApp por US$ 16 bilhões
Não entendeu por que o Facebook gastou US$ 16 bilhões no WhatsApp? Esse gráfico “desenha” para você!
Google chegou a oferecer US$ 10 bilhões pelo WhatsApp
Por que o Google gastaria US$ 1 bilhão na compra do WhatsApp?
O WhatsApp diz: “não estamos à venda”

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TargetHD Podcast | 205 | Lenovo, Microsoft, Sony… e suas mudanças

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Google vende Motorola para a Lenovo
Satya Nadella é o novo CEO da Microsoft
Sony vende divisão VAIO, e abandona o mercado de PCs

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Review Comparativo | Motorola Moto X vs Motorola Moto G

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Os dois últimos lançamentos da Motorola são comparados. Os modelos Moto X e Moto G receberam destaque positivo de grande parte da imprensa especializada. Porém, muitos acreditam que os modelos são praticamente os mesmos, tirando um ou outro recurso inteligente presente no Moto X. Será que é isso mesmo? Esse comparativo vai responder essa questão de uma vez por todas.

Não vamos aqui dizer qual é melhor ou pior. Até porque, por razões óbvias, o Moto X é melhor que o Moto G, e ponto final. Não há discussão nesse aspecto. O objetivo desse post é mostrar onde estão as principais diferenças entre os dois produtos, o que justificariam a diferença de preços entre os dois produtos (tá, talvez não tão gritante assim, pois o Moto X poderia custar menos), e principalmente: qual é o modelo mais adequado para o seu perfil de uso e/ou suas necessidades.

Características Físicas

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Vendo de longe, lado a lado, você realmente não consegue dizer qual é um, qual é outro. De perto, apenas aqueles que tem um olhar mais apurado vai dizer qual é qual (os menos íntimos com o mundo da tecnologia deverão confundir os modelos). A Motorola apostou em manter a mesma proposta de design para os dois produtos, com o objetivo de reforçar a nova proposta para o consumidor, e repetir a experiência de uso nos dois modelos.

Com isso, o Moto X e o Moto G são modelos “gêmeos”. As diferenças começam a aparecer quando aproximamos os dois dispositivos, e começamos a observar as suas características peculiares. Para começar, os diferentes materiais adotados para a tela fazem com que a coloração do LED do Moto G seja algo mais uniforme, enquanto que no Moto X apresenta uma área levemente mais clara na tela, por conta do AMOLED.

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Outra leve diferença é percebida na lateral direita dos dois dispositivos, onde ficam os botões de liga/desliga/bloqueio de tela e controles de volume. Além de contarem com orientações diferentes (no formato), os botões do Moto G são um pouco menores.

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Na parte frontal do dispositivo, também é possível observar que o alto-falante de chamadas do Moto G é um pouco menor (e, por conta disso, um pouco menos audível) que o do Moto X. Além disso, a câmera frontal do Moto G se posiciona do lado esquerdo do corpo do dispositivo, enquanto que no Moto X, a câmera está no lado direito. Sem falar que o Moto G possui um LED para notificações de atividades.

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Mas é na parte traseira dos dois smartphones que encontramos as principais diferenças físicas. O Moto X possui um acabamento com um material que simula o Kevlar (sim, eu sei…), enquanto que o Moto G conta com uma carcaça de plástico removível. Aqui, fica bem evidente que o modelo de linha média possui um material (teoricamente) mais simples no seu acabamento, se comparado com o modelo mais avançado. Além disso, o alto-falante traseiro do Moto X fica à direita do usuário, ao contrário do Moto G.

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As diferenças de altura, largura e profundidade entre os dois smartphones são praticamente imperceptíveis, mas existem. O Moto G, por ter uma tela menor, é levemente mais estreito e baixo que o Moto X, o que faz com que o seu agarre fique levemente mais agradável. Por outro lado, o Moto G é mais espesso e reto na parte traseira, além de ser um pouco mais pesado que o Moto X (143 gramas para o Moto G, contra 130 gramas para o Moto X).

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Essas pequenas diferenças se refletem nas dimensões dos dispositivos. O Moto X mede 129.3 x 65.3 x 10.4 mm, enquanto que o Moto G conta com medidas de 129.9 x 65.9 x 11.6 mm. Ou seja, eles são praticamente idênticos, mas o Moto G é um pouco mais confortável de se segurar. A tela de 4.5 polegadas e a parte traseira menos curvada faz com que o modelo de linha média se encaixe melhor na mão, tornando o seu uso mais confortável.

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No final das contas, as diferenças físicas não são muito gritantes. Não são fatores determinantes para a escolha de um ou de outro. Qualquer pessoa poderia escolher qualquer um dos dois smartphones por conta desses aspectos. As diferenças entre o Moto X e o Moto G começam a ficar acentuadas a partir de agora.

Tela

O Moto X possui uma tela AMOLED de 4.7 polegadas, com resolução de 1280 x 720 pixels e 312 pixels por polegada. Já o Moto G tem uma tela de 4.5 polegadas em IPS LCD, com a mesma resolução de 1280 x 720 pixels e 329 pixels por polegada. Nos números as telas são muito parecidas, e essa densidade maior do Moto G não é relevante para determinar uma melhor experiência visual.

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Na prática, as duas telas são excelentes. Porém, a tela do Moto X oferece cores mais mais quentes, puxando as tonalidades um pouco mais para o vermelho. O Moto G oferece tonalidades mais frias, o que pode soar mais agradável para muitos usuários (que entendem que a tela do Moto X satura demais as cores). Isso fica mais evidente quando abrimos páginas web com a predominância do fundo branco (como é o caso dos posts do TargetHD).

No Moto X, o branco apresenta um tom um pouco avermelhado, enquanto que no Moto G, a imagem se aproxima mais da tonalidade real (ou daquela captada pela maioria das pessoas). Particularmente, me agrada mais a tela do Moto G, justamente por esse aspecto: o resultado oferecido na reprodução das cores dos elementos da tela.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

O Moto X (nesse exato momento que estou escrevendo esse post) está recebendo o Android 4.4 KitKat. O meu aparelho ainda não foi atualizado, de modo que o dispositivo ainda se encontra com o Android 4.2.2 Jelly Bean. O Moto G já está com a versão 4.3 Jelly Bean, e já tem a atualização garantida para o Android KitKat.

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Na prática, as diferenças na experiência de uso (nesse momento, com os dois smartphones com Android Jelly Bean) são mínimas. Elas se fazem mais presentes por conta dos recursos inteligentes presentes no Moto X, como por exemplo os comandos inteligentes por voz, os comandos de movimento para a câmera e, principalmente, na tela inteligente. Fora isso, os dois modelos oferecem experiências de usabilidade muito similares.

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Com isso, os dois smartphones se comportam, em linhas gerais, de forma idêntica. Essa é uma grande vantagem dessa nova linha de smartphones da Motorola: mesmo com produtos diferentes, com preços tão diferentes, o usuário vai receber experiências de uso similares. Mais ou menos aquilo que a Nokia faz com os modelos da linha Lumia, com Windows Phone.

Hardware

O Moto X possui processador Qualcomm MSM8960 Snapdragon S4 Pro dual-core de 1.7 GHz (com a tecnologia X8 Mobile Computing System), 2 GB de RAM, GPU Adreno 320 e até 16 GB de armazenamento. O Moto G conta com processador Qualcomm Snapdragon 400 quad-core de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, GPU Adreno 305 e versões com 8 e 16 GB de armazenamento. Essas diferenças técnicas são importantes para determinar o que um produto é ou não capaz de fazer, mas não fundamentais para se converter em uma experiência de uso pior ou melhor.

Como já foi dito antes nessa análise, os dois modelos oferecem uma experiência de uso muito boa. No caso do Moto G, ele impressiona de forma positiva, pois em jogos que exigem uma maior demanda dos recursos de hardware (como nos casos de Real Racing 3 e Iron Man 3), o smartphone apresentou um desempenho surpreendentemente impecável (mesmo com algumas restrições de reprodução de gráficos), sem lags ou travamentos.

O usuário que optar pelo Moto G não vai se arrepender nesse aspecto. É o modelo com um desempenho acima de sua média de preço e posicionamento de mercado. O Moto X também impressiona pela sua performance impecável, mas se posiciona em um patamar diferente. É um smartphone com recursos inteligentes, mostrando a nova proposta da Motorola/Google  para os seus futuros lançamentos.

Podemos definir dessa forma:

– O Moto G é o smartphone ideal para os usuários de entrada, ou para aqueles que querem o melhor desempenho possível pelo menor preço.
– O Moto X é o smartphone para usuários avançados, que querem a máxima performance, com recursos inteligentes.

Nos dois casos: é uma das melhores escolhas possíveis no mercado de smartphones.

Câmera

Aqui está um dos itens que mais acentuam as diferenças entre o Moto X e o Moto G. Por partes.

O Moto X possui uma câmera traseira de 10 megapixels (1/2.6″), gravação de vídeos em Full HD (1080p, 30 FPS), recurso de câmera lenta nas gravações de vídeo, recursos de geo tagging, HDR e outras funcionalidades inteligentes. Além disso, o modelo conta com um sensor frontal de 2 megapixels, com gravação de vídeos em Full HD.

O Moto G trabalha com um sensor traseiro de 5 megapixels, com recurso de HDR e foto através do toque na tela, gravação de vídeos em HD (720p, 30 FPS), e câmera frontal de 1.3 MP, com gravação de vídeos em HD.

Pelos números e características, já é possível observar que as câmeras dos dois smartphones são bem diferentes. Na prática, os resultados são ainda mais díspares. Apesar das fotos produzidas pelo Moto X ainda ficarem aquém dos seus principais concorrentes, depois da primeira atualização feita pela Motorola para corrigir os seus problemas, a qualidade das fotos melhorou de forma considerável. E, comparadas com as fotos capturadas pelo Moto G, os resultados produzidos pelo sensor do Moto X são muito superiores.

Por outro lado, a câmera do Moto G está “na média” que encontramos entre os modelos de sua categoria. Historicamente, a Motorola nunca conseguiu entregar boas câmeras para os seus smartphones. E esse parece ser um dos pontos de maior reclamação dos proprietários do Moto G, que esperavam uma câmera melhor (algo que é compreensível, já que estamos falando de um produto que é considerado acima da média dos seus rivais).

A seguir, um breve comparativo de fotos (na ordem, Moto X e Moto G):

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Fotos Noturnas

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Bateria

Esse é outro ponto que detectei diferenças nos dois modelos, e que não são diferenças apenas numéricas. O Motorola Moto X possui uma bateria de 2.200 mAh, enquanto que o Moto G conta com uma bateria de 2.070 mAh. Você poderia imaginar que essa desvantagem de 130 mAh do Moto G poderia se converter em uma pior autonomia de bateira. Mas não é isso o que acontece.

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O Moto X possui uma bateria considerada boa para um produto do seu porte. Conta com um processador que executa mais recursos de forma simultânea, mais sensores funcionando ao mesmo tempo, e funcionalidades que fazem com que o smartphone necessite ficar conectado o tempo todo no WiFi ou 3G/4G. Logo, de forma natural, essa demanda de bateria é maior. Mesmo assim, para quem tem um uso considerado normal ou moderado, pode ter a certeza que a bateria do Moto X vai sobreviver por um dia completo de uso, antes de ir para o carregador no final do dia.

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Já o Moto G impressiona na sua autonomia de bateria. Em standby, sem mexer muito no aparelho e com a conectividade WiFi ativa, o smartphone consegue ficar por mais de um dia sem precisar chegar perto do carregador (em nossos testes para o review, ele ficou mais de quatro dias em standby sem recarga de bateria, e ainda com mais de 40% de bateria restante). Para quem usa o smartphone para as atividades mais comuns (redes sociais, e-mails, navegação na web, música, fotos, etc), a autonomia dura tranquilamente pelo menos um dia e meio de uso. E até para os usuários mais exigentes (fotos, vídeos, games, etc), é possível alcançar um dia completo de uso, antes da bateria ser recarregada.

Não só pelas diferenças do hardware, mas devemos levar em conta que, no momento dos testes, o Moto G contava com o sistema operacional Android 4.3 Jelly Bean, que possui melhorias diversas em relação ao Android 4.2.2 Jelly Bean do Moto X, incluindo um melhor gerenciamento de recursos, que se convertem em uma maior autonomia de bateria.

Conclusão

A Motorola fez um ótimo trabalho nos dois smartphones, que podem atender muito bem usuários com perfis distintos. O Moto G é o melhor smartphone de linha média do mercado nesse momento, pois oferece benefícios decisivos para atender as necessidades dos usuários. O Moto X é um dos smartphones recomendados para os geeks convictos, pela experiência de uso próxima ao do Android “puro”, pelo design agradável e pelos recursos inteligentes (que, aos poucos, se tornam mais inteligentes ainda).

Review em Vídeo

Especial | A minha (breve) experiência com o Samsung Galaxy S3 LTE (GT-i9305)

by

Daniel Pereira

Esse post não é um review, nem uma análise muito aprofundada sobre o produto. É mais um testemunho pessoal que descreve a minha breve experiência pessoal com o Samsung Galaxy S3 LTE (GT-i9305). Vocês não sabem, mas aproveitei o período da Black Friday 2013 para adquirir uma unidade desse produto, com a esperança que ele pudesse ser o meu segundo smartphone de uso pessoal (o primeiro segue sendo o Motorola Moto X). Porém, devolvi o telefone cinco dias depois. De qualquer forma, segue as minhas impressões sobre o produto.

O modelo foi adquirido através do site do Ponto Frio, e o motivo para a compra foi o simples fato dele estar mais barato que o Galaxy S3 3G. É verdade. Encontrei o Galaxy S3 4G a R$ 1.299 (clique aqui), enquanto que o Galaxy S3 3G estava com preço sugerido de R$ 1.499. Enão, eu disse para mim mesmo, em alto e bom som: “por que não”? E, mesmo sendo um produto lançado em 2012, entendo que alguns ainda se interessam pelo produto, inclusive com o objetivo de utilizar o smartphone como telefone principal.

Outro motivo para a compra do produto foi o fato desse modelo (o GT-i9305) não contar com o problema da “morte súbita”, que tanto assombrou os proprietários do Galaxy S3 3G ao redor do planeta. Depois de muito pesquisar na internet sobre o assunto, e até mesmo utilizar o aplicativo que faz o teste do chip, para verificar se o mesmo é ou não defeituoso (o eMMC Brickbug Check), pude constatar que a compra era algo seguro nesse aspecto.

Mais tranquilo sobre isso, hora de passar as minhas impressões, e principalmente, explicar por que eu não fiquei com o smartphone. E, justamente pelo pouco tempo que fiquei com o dispositivo, esse post não contará com fotos do aparelho (até porque não é um review, e sim, um post especial).

Características Físicas

O Galaxy S3 LTE não possui grandes diferenças físicas, se comparado com o Galaxy S3 3G que já conhecemos. É um smartphone com um corpo de plástico, com uma tampa traseira fina (mesmo), que passa uma certa fragilidade na hora da remoção para acesso à bateria, slot para SIM card e microSD. Porém, é um smartphone fino. Sua baixa espessura cai bem na hora do uso, e mesmo com uma tela de grandes dimensões, o dispositivo se torna agradável para o uso com uma ou duas mãos.

Vale lembrar que o Galaxy S3 LTE, além de ser compatível com a conectividade 4G, conta com 2 GB de RAM, o que ajuda e muito no seu desempenho geral. Ajuda, mas não resolve. Mas falarei disso daqui a pouco.

Tela

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Esse sempre foi um ponto forte dos modelos top de linha da Samsung, e no caso do Galaxy S3, isso não é diferente. É uma tela de alta qualidade, com elevado nível de brilho e contraste. As 4.8 polegadas são excelentes para interagir com o Android. Pena que…

Sistema Operacional e Interface de Usuário

Aqui começaram os motivos para a desistência do produto. Para começar, a unidade que chegou até aqui contava com uma firmware de uma operadora de telefonia móvel (Oi), ou seja, eu teria “alguns pequenos problemas” (na verdade, problemas gigantes) na hora de atualizar o Android (que ainda estava estacionado na versão 4.12 Jelly Bean). Eu poderia instalar uma ROM customizada, mas isso poderia representar dores de cabeça ainda maiores.

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Além disso, o velho problema da TouchWiz se fez presente. Eu sei que tem gente que gosta da interface, que acha ela o máximo e tudo. Eu, particularmente, detesto. Não chega nem perto da excelência da experiência do Android “puro”, além de elevar o consumo de recursos do smartphone, prejudicando no seu desempenho. Veja bem, eu não estou falando que os recursos inteligentes que a Samsung adiciona nos seus smartphones não são bem vindos. Pelo contrário: alguns eu gostaria de ter hoje nos meus smartpohones. Porém, na minha opinião, a TouchWiz ferra com tudo isso, deixando o smartphone com um desempenho aquém do que poderia ser.

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Resultado: uma certa dose de frustração com o desempenho geral do dispositivo. Eu só consegui uma performance próxima do que eu considero a ideal quando eu instalei a NOVA Launcher no dispositivo (aliás, a última versão dessa launcher está impecável). Sem falar em uma porção de complementos/aplicativos que instalei para aproximar a experiência de uso daquela que eu já contava com o Moto X.

GPS

Outro motivo que me levou a desistir do Galaxy S3 LTE é o velho problema de GPS que esse modelo apresentou. Aliás, desde o Galaxy S2 que observo que os modelos top de linha da Samsung levam um pouco mais de tempo do que o desejado na hora de localizar a posição do usuário com o GPS. Tudo bem, você pode “se encontrar no mundo” mais rapidamente quando você usa os serviços de localização da Google, mas quando não temos internet, isso passa a ser um problema considerável. Uma prova disso foi a utilização do Waze com o dispositivo.

Câmera

Se existe um um ponto que vou sentir saudades do Galaxy S3 LTE, esse ponto é justamente a câmera. Tanto a câmera traseira de 8 megapixels, quanto a câmera frontal de 1.9 megapixels apresentaram resultados muito bons (levando em conta que é uma câmera de um smartphone lançado em 2012). Tudo bem, algumas fotos registradas durante o dia apresentaram um aspecto um pouco “lavado” (com um certo excesso de captação de luz), mas nada muito fora do aceitável. E, em compensação, as fotos noturnas apresentam ainda uma qualidade muito boa. Ou seja, para quem pensa em tirar fotos com o smartphone, ainda é uma opção a se considerar.

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Internet

Outro fator que me fez desistir do Galaxy S3 LTE é a sua conectividade à internet. Observei no modelo que chegou até aqui que o sinal de rede móvel variou bastante entre 2G/3G/3G+. E não… antes que você diga que “isso é problema da sua operadora, e…”, devo dizer que em outros smartphones (incluindo no Moto X), isso não aconteceu.

Como resultado, a navegação e acesso aos aplicativos que dependiam do sinal de internet ficavam com a sua performance prejudicada, uma vez que o sinal não ficava em uma velocidade constante. De novo: como não observei essa mesma anormalidade em outros dispositivos (e apenas no Galaxy S3 LTE), concluí que a deficiência estava nesse dispositivo. E isso me desencorajou bastante a permanecer com o produto.

Games

O hardware do Galaxy S3 LTE ainda é razoável para os jogos, apesar de muitos entenderem que o dispositivo já está “no seu limite” entre as especificações de hardware (comparados com os modelos lançados esse ano). Para quem pretende rodar jogos de forma mais descompromissada no smartphone, o modelo ainda é uma boa pedida. Se você é um gamer mais exigente, isso pode significar algumas doses de dores de cabeça.

Multimídia

Uma vez que conta com a TouchWiz (e os recursos personalizados da Samsung), o Galaxy S3 LTE oferece um bom desempenho nas funcionalidades de multimídia. Não há nada de diferente daquilo que já encontramos nos outros dispositivos da Samsung.

Bateria

A autonomia de bateria do Galaxy S3 LTE é boa. Se o usuário tiver um perfil de uso moderado, consegue chegar ao final do dia com alguma bateria, podendo simplesmente recarregar o dispositivo na tomada durante a noite. Para usos mais intensos (e principalmente, ao utilizar a internet via 3G/4G), o consumo de bateria é naturalmente maior. Mas nada fora do normal, ou do que já encontramos em outros modelos da Samsung. Um detalhe: durante o breve tempo de uso, percebi que a parte traseira do dispositivo esquenta um pouco a mais do que o desejado, talvez por conta da fina tampa traseira do dispositivo.

Conclusão

O Samsung Galaxy S3 LTE é hoje um bom smartphone de linha média. Tem algumas limitações que me incomodaram, mas não descarto como uma opção para aqueles que gostam dos produtos da Samsung, ou da interface TouchWiz na sua experiência de uso. Para mim, não caiu bem, por causa dos pontos listados. Mas quem sabe não pode ser uma opção para aqueles que não podem gastar mais do que isso em um smartphone (apesar de compreender que existem hoje opções melhores na concorrência, na mesma faixa de preço.

 

Review | Motorola Moto G

by

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Um dos modelos mais procurados pelos leitores do TargetHD nesse final de 2013, e uma das melhores relações custo/benefício do mercado brasileiro. Essas são as credenciais do Motorola Moto G, o último lançamento da Motorola no seu portfólio de smartphones. Um modelo de linha média, com características de produto top de linha. E é o smartphone que vamos analisar nesse post.

A assessoria de imprensa da Motorola Brasil enviou para nós uma unidade da versão de 8 GB dual SIM do Moto G para testes e reviews. Exceto pela diferença de capacidade de armazenamento, entendo que o comportamento geral e as características desse modelo são similares em todas as suas versões. Logo, se você pretende comprar o modelo com 16 GB de armazenamento (Colors Edition ou Music Edition), você terá a mesma experiência de uso e características da versão que será analisada nesse post.

Mas, antes desse review começar, lançarei a pergunta: será que o Moto G é mesmo o melhor smartphone de linha média que o seu dinheiro pode comprar? Guardem essa pergunta. Você mesmo vai respondê-la depois de ler na íntegra esse review.

Características Físicas

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Vendo de longe, você não é capaz de dizer se esse smartphone é o Moto G ou o Moto X. Esteticamente, os dois são realmente muito parecidos, o que é um ponto muito positivo para o produto. Afinal de contas, o design do Moto X é muito elogiado pelos seus usuários, por ser simples, elegante e de agarre agradável. Logo, o Moto G herda todas esses aspectos naturalmente. Da mesma forma, a maioria dos elementos físicos do dispositivo são os mesmos do Moto X.

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A disposição dos botões físicos na lateral direita (botão de liga/desliga e bloqueio de tela, e botões de controle de volume), deixando a lateral esquerda livre. Assim como o conector para fones de ouvido na parte superior…

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…e a porta microUSB, na parte inferior.

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As diferenças físicas entre os dois smartphones começam a ficar visíveis quando olhamos para a parte traseira do smartphone. O Moto G possui uma carcaça traseira de plástico removível, que dependendo da cor escolhida, pode sim deixar algumas marcas de dedos decorrentes do uso. Obviamente, não testei as capas da versão Colors Edition (já que não foi a versão que recebi para testes), mas já li relatos na internet que tal característica fica mais clara na capa na cor preta.

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Além disso, você vai precisar de uma boa dose de paciência para retirar a capa traseira do Moto G. É um processo realmente complicado e até doloroso. Se as suas unhas estão bem cortadas, vai ser bem difícil retirar essa tampa traseira. Sem falar que o esforço dispensado para tal tarefa pode resultar em eventuais quebras nas linguetas internas da tampa, o que pode causar problemas futuros na hora de manter o encaixe dessa tampa no dispositivo.

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Mas aqui, temos duas boas notícias: 1) você sempre pode comprar uma nova tampa traseira para o telefone; 2) você não vai ficar colocando e retirando essa tampa traseira constantemente.

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Outra diferença visual do Moto G para o Moto X é que o primeiro possui o alto-falante traseiro posicionado do lado esquerdo do usuário, enquanto que o segundo possui o alto-falante à direta da câmera. Além disso, o Moto G possui o LED de notificação (já que sua tela não é inteligente) e a câmera frontal à esquerda do usuário, enquanto que o Moto X posiciona a câmera do lado direito do dispositivo.

De um modo geral, o dispositivo é muito bem construído, com uma aparência de solidez para o usuário. Foi um belo trabalho da Motorola nesse aspecto. É um produto que não é tão pesado para se levar no bolso (130 gramas), e possui um agarre muito bom para os diferentes tipos de uso.

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Tela

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O Motorola Moto G possui uma tela de 4.5 polegadas, com resolução HD (1280 x 720 pixels, 329 pixels por polegada). Segundo a Motorola, é uma tela “com resolução melhor que a do iPhone”. De fato, tecnicamente, é: é uma tela maior, com maior resolução, e maior densidade de pixels. E o resultado na prática é muito positivo.

A tela do Moto G é realmente muito boa. Os gráficos são exibidos de forma plena, sem deformações de ícones ou serrilhados. Para quem deseja utilizar o smartphone para o entretenimento (vídeos, jogos, etc), vai ficar bem satisfeito com a capacidade de exibição das imagens. Tudo bem que é mais uma tela que atrai rapidamente as marcas de dedo com um uso constante, mas nesse caso, é seu dever você instalar uma película protetora, não mesmo pela proteção contra riscos (é preciso, mesmo com a presença da película Corining Gorilla Glass), mas também para evitar que a tela do seu dispositivo fique engordurada.

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Aparentemente, a tela do Moto G apresenta cores menos saturadas que o Moto X, e isso se dá por conta do material adotado na tela do modelo de linha média da Motorola. Enquanto a tela do Moto X usa o AMOLED como material, o Moto G possui uma tela LCD, o que resulta nessa menor saturação e, por tabela, cores menos fiéis, mais frias e com menor contraste.

Por outro lado, tais diferenças só serão percebidas se você colocar os dois dispositivos lado a lado.Para quem nunca se deparou com um Moto X na vida, ou não considera esses detalhes relevantes o suficiente na escolha, essas características da tela LCD passam completamente desapercebidas, e não são fatores determinantes para descartar o Moto G. A tela do smartphone continua sendo excelente.

Bem melhor do que qualquer um de seus concorrentes de preço.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

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O Motorola Moto G conta com o sistema operacional Android 4.3 Jelly Bean, e já tem a atualização para a versão 4.4 KitKat prometida para janeiro de 2014. A interface de usuário do smartphone é aquela que chamamos de “Android (quase) puro”, com poucas adições e modificações da Motorola.

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Nesse sentido, a experiência que o usuário vai receber no aparelho é muito similar ao que encontramos no Moto X, com a diferença que no Moto G você não vai encontrar os recursos inteligentes do Moto X (tela inteligente, comandos de voz, comandos por movimento, etc).

Logo, posso dizer que o usuário vai encontrar um smartphone com uma usabilidade plena, com transições suaves, sem engasgos ou lags. O conjunto hardware + software do Moto G está muito bem ajustado para o uso diário, com uma performance praticamente impecável, o que é um ponto muito positivo para o dispositivo.

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Uma das principais diferenças na interface de uso do Moto G está no menu para os dois slots para SIM cards. Ele fica acessível ao usuário no atalho de abas de notificações, e possui uma área única para gerenciamento das suas configurações. Através dessa tela, você pode ajustar não só o funcionamento das linhas, mas também o controle de chamadas e mensagens por cada chip, além do controle de dados e do tipo de conexão de cada linha.

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Fora isso, não há maiores destaques a serem assinalados nesse quesito. Para os usuários que desejam obter uma experiência Android próxima daquela que o Google entende como ser a ideal (muito próxima do Android puro, nesse caso), o Moto G é a sua escolha.

Qualidade de Áudio e Chamadas

A qualidade de reprodução de áudio do alto-falante traseiro do Motorola Moto G é mediana. Não é tão alto no seu volume quando alguns desejam, mas é em um volume audível, dependendo do toque adotado pelo usuário para chamadas e alarmes. Entendo que o volume é (e não surpreende esse aspecto) tão audível quanto o do Moto X, o que deve ser considerado algo satisfatório para a maioria dos usuários.

O mesmo acontece com o alto-falantes para chamadas. O volume é considerado o ideal para a maioria dos usuários compreenderem a pessoa que está do outro lado da linha, até mesmo em ambientes com relativo volume de ruído. O microfone integrado no smartphone aparentemente é competente o suficiente para que a pessoa do outro lado ouça a sua voz sem maiores problemas.

O modelo enviado para testes foi o dual SIM de 8 GB de armazenamento. Pelo menos no modelo enviado para testes, as duas linhas funcionaram sem maiores problemas, com boa qualidade de sinal e conectividade.

Internet

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O Moto G se vale das conectividades WiFi e 3G para acesso à web, algo mais do que esperado para um dispositivo desse porte. Com alguma sorte (e dependendo do plano de internet que você utiliza), é possível obter alguma conectividade em HSPA+ (ou 3G Plus, dependendo da operadora), que já dá uma bela ajuda na exibição de páginas e acesso às redes sociais.

De um modo geral, não foram registrados problemas de navegação, queda de sinal de rede ou dificuldades no acesso aos recursos conectados. Nesse aspecto, tudo aconteceu dentro do esperado, levando em consideração as características do produto.

GPS

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Mais uma vez, a Motorola repetiu o bom trabalho do Moto X com o GPS do Moto G. Por contar com os sistemas GLONASS e A-GPS, o posicionamento do GPS é mais rápido e preciso, produzindo ótimos resultados.

De forma nativa, o Moto G não traz o aplicativo de navegação pré-instalado, mas isso não impede que o usuário instale aquele aplicativo que melhor atenda as suas necessidades. De qualquer forma, durante os testes com recursos como Foursquare e Google Mapas, o sistema de localização funcionou de forma perfeita. Para quem precisa transformar o smartphone em um GPS em algumas ocasiões, não deve ficar decepcionado com o Moto G nesse aspecto.

Câmera

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O Moto G possui uma câmera traseira de 5 megapixels, que é considerada “OK”. Se pensarmos que nenhum smartphone na sua faixa de preço possui uma câmera que vai além do mediano, podemos dizer que a câmera do novo smartphone da Motorola está na média. É claro que poderíamos esperar um pouco mais (uma vez que todo mundo está tirando fotos a qualquer momento, em qualquer lugar), mas ainda não chegamos nesse ponto.

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A interface de software é a mesma do Moto X, com algumas pequenas modificações. A transição do modo câmera para o álbum de fotos está mais rápida, e o recurso de foco com o deslizar de um dedo está presente. Essas são duas características que colocamos na conta do Android 4.3 Jelly Bean, e que também estão presentes no Android 4.4 KitKat, que oferecem uma experiência de fotos mais prazerosa e eficiente.

De novo, tenho que ressaltar que as fotos produzidas pelo seu sensor são medianas. Para quem não coloca a câmera como prioridade, isso não será um grande problema. Logo, leve em consideração que é uma típica câmera de um smartphone de linha média.

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O mesmo se aplica à câmera frontal de 1.3 MP. Ela se faz mais eficiente para eventuais videochamadas, e até alguns “selfies” (essa palavra está na moda) sem compromisso. Mas não espere uma qualidade de imagem elevada. Talvez ela ainda seja um pouco melhor do que as câmeras frontais de alguns de seus concorrentes, que possuem uma resolução menor e uma qualidade de imagem pior do que essa demonstrada pelo produto da Motorola.

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Games

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De forma quase surpreendente (ou não, se levarmos em conta as suas características de hardware), o Motorola Moto G foi muito bem nos jogos. Para começar, a sua tela de 4.5 polegadas em HD (1280 x 720 pixels) garante uma reprodução dos gráficos com alta qualidade. Sua GPU Adreno 305 não é a mais potente do mercado, mas também não faz feio, e oferece um desempenho muito bom mesmo em jogos com gráficos complexos. E a presença de um processador quad-core Qualcomm Snapdragon 400 é decisivo em um desempenho que considero excelente para um produto do seu porte.

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Nos testes realizados, o Moto G conseguiu reproduzir jogos com gráficos pesados sem maiores dificuldades. Tudo bem que em alguns títulos, os gráficos foram automaticamente simplificados (como no caso de Real Racing 3, onde o próprio jogo detecta as especificações do dispositivo, e ajusta a exibição gráfica de acordo com os recursos de hardware disponíveis, para garantir o melhor desempenho possível). Mesmo assim, a experiência de jogo é plena.

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Sem lags, sem engasgos, sem comprometer o desempenho do jogador durante as partidas. Para um smartphone com preço inicial sugerido de R$ 649 (ou até menos, dependendo da promoção dos e-commerces nacionais), é uma excelente notícia. E, sem medo de errar: para quem quer jogar no smartphone, o Moto G é aquele que vai entregar a melhor experiência nos games, dentro da sua faixa de preço.

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Multimídia

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O Moto G oferece os mesmos aplicativos padrão do Android para vídeos e músicas (Google Play Filmes e Google Play Música), obrigando o usuário a buscar soluções em outros softwares para atender essas necessidades em específico. Ou seja, não há muito o que dizer nesse aspecto.

O desempenho do smartphone para essas tarefas fica dentro do esperado. De novo, ter um hardware robusto e uma tela em HD ajuda e muito na hora da reprodução de vídeos em alta definição. Nesse aspecto, o smartphone oferece bons resultados, sem problemas de travamentos ou engasgos.

Talvez o único ponto negativo desse aspecto está no fone de ouvido que acompanha o pacote de venda do smartphone. São fones padrão, com baixa qualidade de áudio, e que obriga automaticamente um investimento na aquisição de fones de melhor qualidade. Por outro lado, temos sempre que lembrar que estamos diante de um smartphone de baixo custo, logo, não é surpresa encontrar um fone com essa característica. Mesmo assim…

Também entendo que outro fator que prejudica e muito os fãs de vídeos e músicas nos smartphones está no restrito espaço para armazenamento. Mesmo no modelo com 16 GB, o Moto G não possui slot para cartões microSD, limitando o armazenamento do dispositivo. Ou seja, ou você escolhe muito bem o que será armazenado no smartphone, ou começa a pensar seriamente em consumir músicas e vídeos em serviços de streaming.

Bateria

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Aqui está mais um trunfo do Moto G. A sua autonomia de bateria é realmente muito boa, com uma administração de consumo e recursos muito competente. Um dos motivos para isso é a presença do Android 4.3 Jelly Bean, que consegue gerenciar melhor as funcionalidades do Android, corrigindo alguns problemas presentes na versão 4.2.2.

O resultado é que a bateria de 2.070 mAh consegue sobreviver tranquilamente ao dia completo de uso intenso, com WiFi ativo o tempo todo, 3G em momentos ocasionais, tela ativa com redes sociais e e-mails, músicas e alguns vídeos. Em standby, o Moto G é um monstro, o que reforça a tese de sua autonomia de bateria ser excelente.

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É claro que o consumo da bateria é acentuado quando atividades que exigem mais do processador, GPU e RAM são executadas, como vídeos em HD armazenados no smartphone e games. E, mesmo assim, essa autonomia ainda pode ser satisfatória para quem vive jogando no dispositivo.

De um modo geral, a bateria do Moto G vai atender as necessidades da maioria dos usuários. Ou pelo menos uma das mais importantes: não ficar sem bateria no smartphone antes que o dia acabe.

Desempenho

Usar o Motorola Moto G por duas semanas foi uma experiência excelente. A Motorola acertou de novo em oferecer um produto com preço competitivo, com especificações técnicas interessantes, e um desempenho final muito bom. Levando em consideração a sua faixa de preço, o Moto G é, hoje, a melhor relação custo/benefício no mercado de smartphones de linha média. Nenhum modelo disponível entre os concorrentes em sua faixa de preço consegue oferecer um conjunto tão equilibrado, com performance e experiência de uso otimizada.

Alguns podem alegar “o Nexus 4 é bem melhor que o Moto G, e custa quase a mesma coisa”. Ok. Porém, essas mesmas pessoas se esquecem de analisar questões pontuais. Para começar, são produtos diferentes, com públicos diferentes e características diferentes.

Vale lembrar que o Moto G possui algumas vantagens em relação ao Nexus 4, que são importantes para alguns consumidores, como os recursos personalizados da Motorola (Migração Motorola, Assist, Moto Care, etc), é um aparelho com dois slots para SIM cards (muita gente quer e precisa disso), uma autonomia de bateria melhor que a do Nexus 4, alto-falantes com melhor qualidade, tela com maior densidade de pixels, entre outros fatores.

E tudo isso se converte em uma excelente experiência de uso para quem busca alguns itens específicos em um smartphone. Aliás, faz muito tempo que especificações de hardware não são os fatores mais decisivos para dizer se esse ou aquele produto é melhor que o outro. O que realmente importa é se o dispositivo em questão é competente o suficiente para oferecer uma experiência de uso competente e prazerosa. Nesse sentido, reforço a minha afirmação: entre os modelos de linha média, o Moto G é o melhor produto disponível no mercado nesse momento.

Conclusão

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O Motorola Moto G está APROVADO, com louvor. É um modelo que surpreende pelo ótimo desempenho, por manter a proposta estabelecida pelo Moto X, oferecendo um design e experiência de uso similares, e entregando ao usuário um resultado final melhor do que os seus principais concorrentes de preço. Os itens negativos do dispositivo são compensados com uma qualidade superior na construção do aparelho, e principalmente, na performance do conjunto hardware + software.

Com o Moto G, a Motorola estabelece o padrão a ser seguido pelos demais fabricantes no segmento de linha média. É o aparelho que recomendo dentro da sua faixa de preço. E cria uma perspectiva muito interessante do que está por vir em 2014.

Review em Vídeo

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Review | HP Slate 7

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Nem só de computadores vive a HP. Em 2013, eles decidiram apostar com um pouco mais de ênfase no mundo da mobilidade, e a principal investida nesse segmento no ano está representada no tablet HP Slate 7. O produto chegou ao mercado brasileiro como uma opção de entrada, mas com a “grife” de uma marca consagrada, e com alguns recursos que o diferenciaria dos seus principais concorrentes.

Recebemos da assessoria de imprensa da HP do Brasil uma unidade do Slate 7. Testamos o produto por dez dias, e nesse review, passamos as impressões obtidas. Vamos descobrir se o produto está mesmo acima dos seus concorrentes na mesma faixa de preço, e se os seus diferenciais justificam a sua compra, principalmente para quem deseja um tablet Android para as necessidades mais básicas.

Características Físicas

Um dos diferenciais do HP Slate 7 em relação aos seus concorrentes diretos é a qualidade de sua construção. Mesmo sendo considerado um tablet de entrada (ou “de baixo custo”, se preferir assim), ele é muito bem montado, com um acabamento excelente e a utilização de materiais que passam uma maior sensação de segurança e dedicação da HP em oferecer um produto um pouco melhor do que o convencional.

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Suas laterais contam com um acabamento metálico, que reforça essa sensação de solidez no tablet. Nada de bordas pintadas, e os parafusos ficam muito bem integrados ao corpo do produto (os poucos parafusos na parte superior são visíveis, mas não se sobressaem ao design do produto).

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Além disso, a parte traseira do tablet é composta por um material levemente emborrachado, oferecendo assim uma maior sensação de segurança no agarre do produto. E, convenhamos: você não vai encontrar essa mesma qualidade de acabamento nos concorrentes de preço do Slate 7.

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Também não podemos nos esquecer da câmera traseira do produto, de 3 megapixels. Falaremos sobre ela mais adiante.

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Como a tampa traseira do produto não é removível (assim como acontece na maioria dos tablets, e essa é até uma escolha coerente para dispositivos dessa categoria), o slot para cartão de memória fica na parte superior, ao lado do conector para fones de ouvido.

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Também merece destaque os alto-falantes na parte inferior, próximos ao conector para o cabo micro USB.

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O tamanho do produto (com dimensões de 197 x 116 x 10.7 mm, e peso de 370 gramas) favorece ao usuário que deseja utilizá-lo em diferentes situações. Para uma eventual leitura, ele é compacto o suficiente para ser segurado com apenas uma das mãos (desde que a sua mão seja razoavelmente grande) na posição vertical, ou na horizontal, com as duas mãos nas bordas inferior e superior.

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E, mesmo que você conte com mãos pequenas, você ainda consegue ter uma ótima usabilidade com o dispositivo, em uma eventual necessidade de produtividade (digitar e-mails e mensagens nas redes sociais), mesmo que o produto não seja pensado necessariamente para aqueles que querem desenvolver atividades mais longas e complexas.

Acessórios

Além de uma embalagem mais reforçada do que os seus concorrentes diretos (temos que fazer isso sempre para uma análise mais justa), o HP Slate 7 oferece os itens básicos para que o usuário possa utilizar o produto de forma imediata. Ou seja, o cabo micro USB para conexão com o computador e recarga de bateria, e o adaptador de rede elétrica.

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E não… apesar do produto contar com os recursos da Beats Audio (algo que vamos abordar mais adiante nesse review), ele não vem com fones de ouvido, seja da Beats, seja de qualquer outro fabricante. A HP deve ter compreendido que a adição desse acessório poderia encarecer o valor final do produto. Bom, é o que eu imagino que aconteceu (não é uma posição oficial da HP). Até porque estamos falando de um produto de entrada, e o que interessa nesse caso é oferecer um produto barato para o consumidor.

Tela

A sua tela de 7 polegadas é multitoque, o que torna a sua usabilidade algo mais prazeroso e eficiente para as tarefas mais básicas. Para quem deseja ler os feeds das redes sociais, ler e-mails, ler eBooks e consumir conteúdos de foto e vídeo de forma descompromissada, o produto pode atuar muito bem, sem trazer maiores problemas ou inconvenientes.

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Por outro lado, a tela do HP Slate  7 reflete as características de uma tela de um produto de entrada, com uma aparência mais “lavada”, com cores menos vivas. Não é um problema do produto, mas sim uma característica que um modelo do seu preço oferece. Temos sempre que ter em mente que esse tablet tem como principal objetivo ser um produto barato, mais barato do que concorrentes mais destacados (como o Nexus 7 e o Kindle Fire), e por conta disso, algumas de suas características se apresentam mais limitadas.

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Sua tela possui uma resolução de 1024 x 600 pixels. Sim, eu sei que você esperava uma tela com, pelo menos, resolução HD (720p), mas já explicamos no parágrafo anterior por que isso não está presente. Por conta disso, essa não é a tela ideal para ver vídeos e rodar jogos, mas entendo que é algo que os compradores desse produto já deverão estar bem cientes disso antes da compra. Ou seja, não deve ser algo que deve incomodar (e reviews como esse servem TAMBÉM para serem usados como argumentos do tipo “não diga que ninguém avisou”).

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Sistema Operacional e Interface de Usuário

O HP Slate 7 conta com o sistema operacional Android 4.1.1 Jelly Bean, o que é mais que suficiente para gerenciar todos os seus recursos técnicos. Não imagino esse produto sendo atualizado para o Android 4.4 KitKat, mas como é de objetivo da Google oferecer o sistema para o máximo de dispositivos possível com especificações técnicas recomendadas para o sistema (1 GB de RAM, pelo menos), eu não descarto o update. A HP não se pronunciou sobre o assunto até o momento da produção desse review.

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Um ponto positivo do produto está no fato da HP não ter customizado a interface de usuário do tablet. Ou seja, você encontra no Slate 7 o Android em estado puro, o que é algo sempre muito bem vindo, já que oferece ao usuário a experiência do Android tal como foi pensada pela Google. Além disso, não encontramos no produto os “cacarecos” adicionados por outros fabricantes, que invariavelmente acabam afetando no desempenho final do produto.

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Por conta disso, não há surpresas nem novidades na interface do Android do HP Slate 7. Alguns poucos aplicativos dedicados foram adicionados pela HP, como o ePrint (que permite a impressão sem fio de conteúdos através de impressoras compatíveis com o recurso).

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Talvez a principal adição encontrada no Android do Slate 7 está mesmo no item Beats Audio, que oferece ajustes dedicados para a reprodução de áudio com fones de ouvido, permitindo alguns ajustes específicos e individuais para diferentes tipos de fones, incluindo o Beats Passive.

Qualidade de Áudio

Aqui, temos um ponto de “decepção” com o produto. Mesmo levando em consideração que o produto se destina a ser acessível no seu valor final, eu imaginava que, pelo fato da Beats Audio estar presente na concepção do tablet (contribuindo com as suas tecnologias), que a reprodução de áudio fosse algo mais satisfatório, com alto volume e boa qualidade. Não foi isso o que encontramos.

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Os alto-falantes externos do tablet são apenas medianos, com um volume de áudio um pouco abaixo do satisfatório. Talvez até faça algum sentido, já que a HP decidiu investir mais na qualidade de áudio para quando o produto é utilizado com os fones de ouvido. Mesmo assim, estamos falando de um produto que é superior aos seus concorrentes diretos em vários aspectos. Poderia ser melhor nesse item também.

Já quando utilizado com os fones de ouvido, a coisa muda de figura completamente. Como utiliza as tecnologias de equalização da Beats Audio, o HP Slate 7 possui uma reprodução excelente dos conteúdos multimídia armazenados e instalados no dispositivo, principalmente quando utilizados com fones do tipo in-ear. Diferentes timbres (graves, médios e agudos) e instrumentos são ouvidos claramente na execução de músicas, vídeos e jogos, e a experiência de uso nesse aspecto é excelente.

Em resumo: se você quer privacidade para jogar, ver os seus filmes e ouvir suas músicas, o HP Slate 7 vai oferecer uma experiência sonora impecável, desde que você utilize os fones de ouvido de sua preferência.

Internet

Por ser um produto de entrada, o HP Slate 7 não conta com a conectividade 3G de forma nativa, deixando o WiFi como opção única para acesso à internet. E, nesse ponto, o produto apresentou um bom desempenho.

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Trabalhando no padrão 802.11 b/g/n, o WiFi do dispositivo não apresentou problemas de inconsistência de sinal, e sua performance foi considerada satisfatória durante os testes para as diferentes situações (jogos, navegação em geral, redes sociais, streaming, etc). O tablet oferece poucas opções nativas para acesso à web (Chrome incluso), mas não observamos maiores dificuldades nos demais recursos utilizados (redes sociais, streaming, etc).

Câmera

Eu sou um daqueles que entendem que um tablet NÃO precisa ter uma câmera traseira, pelo simples fato de não ser algo muito elegante registrar fotos com um produto com uma tela de 7 polegadas (me desculpem os hipsters, mas é o que eu penso). No máximo uma câmera frontal para videochamadas (algo que é mais do que bem vindo em qualquer dispositivo móvel). Mas como o HP Slate 7 traz o recurso, vamos analisar se o mesmo pode corresponder aos anseios dos fãs da fotografia.

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Sempre levando em consideração que estamos diante de um produto de entrada, e que a câmera está mais como um “bônus” do que como um dos itens essenciais para destacar o produto, o sensor de 3 megapixels presente no Slate 7 não faz milagre. Sem recursos de foco automático, ajustes de imagem e outros ajustes necessários para a captação de imagens, a câmera oferece fotos simples, que não se comparam na qualidade final com as fotos registradas pelos smartphones, mesmo que de médio porte.

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A mesma regra vale para a câmera frontal, com resolução VGA, que é mais que suficiente para as eventuais videochamadas que você poderá realizar com o produto. Aliás, essa câmera frontal poderia até contar com uma qualidade maior, levando em consideração que o único modo de conectividade presente no Slate 7 é o WiFi. Ou seja, não dá para esperar fotos com boa qualidade desse sensor frontal. Nem mesmo para fazer uma graça com os amigos.

A seguir, algumas amostras das fotos registradas pelo HP Slate 7 no dispositivo durante os testes.

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Games

Com um processador ARM A9 dual-core de 1.66 GHz e 1 GB de RAM, o HP Slate 7 oferece um hardware suficiente para rodar sem maiores problemas os jogos mais básicos. Os jogos com gráficos mais elaborados (como Real Racing 3 e Iron Man 3) e que exigem um pouco mais do conjunto de hardware do dispositivo são “jogáveis”, dentro de suas limitações.

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Mais uma vez, é bom lembrar que estamos falando de um tablet de entrada, que não foi pensado para rodar jogos com gráficos mais exigentes. Porém, isso não quer dizer que executar tais jogos seja algo considerado impossível. Diferente de outros tablets considerados de entrada, o HP Slate 7 até consegue desempenhar bem alguns títulos mais pesados, com alguns lags e travamentos eventuais, mas nada que prejudique a jogabilidade de forma crítica.

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De novo: não é o melhor tablet do mundo para rodar jogos (e nem foi feito para isso, logo, não há desabono nesse aspecto), mas para aqueles que pensam em eventualmente jogar no dispositivo, até que poderá contar com uma experiência satisfatória, sempre levando em consideração as suas limitações técnicas.

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Multimídia

Por contar com os recursos da Beats Audio, podemos dizer que o HP Slate 7 tem nessa característica a sua principal vantagem para as atividades multimídia. Fora isso, ele não conta com players de música e vídeo dedicados, ficando restrito aos aplicativos nativos da Google (Google Play Música e Google Play Vídeos).

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Como já é de conhecimento geral, esses aplicativos oferecem os recursos mais básicos de música e vídeo, o que faz com que o usuário um pouco mais exigente busque pelas alternativas disponíveis na própria Google Play Store para complementar o uso, ampliando as possibilidades de utilização de vídeos com legendas e/ou identificação de formatos de vídeo não reconhecidos de forma nativa pelo tablet.

Durante os testes, não observamos maiores dificuldades na reprodução dos principais formatos de áudio e vídeo. Obviamente, o produto fraquejou na hora de reproduzir conteúdos em alta definição, mas isso já era esperado. De um modo geral, o Slate 7 se sai melhor na reprodução de conteúdos via streaming (YouTube, Netflix, etc) do que nos arquivos armazenados no dispositivo e/ou cartão de memória (mas isso não quer dizer que ele não o faça bem).

Bateria

O Slate 7 possui uma bateria de 3.500 mAh, que segundo a HP, possui uma autonomia de até 5 horas de reprodução de vídeos. Em nossos testes, a autonomia de bateria foi dentro do esperado, com um consumo maior em atividades que exigem um pouco mais do seu hardware, ou que obrigam o produto a permanecer com a sua tela ligada por mais tempo.

Mais uma vez, temos aqui uma assinatura de um produto de entrada nesse comportamento de bateria. Modelos um pouco mais avançados nas suas especificações (e mais caros no seu preço sugerido) contam com autonomias de consumo maiores do que a apresentada pelo Slate 7. Porém, de novo, temos que enfatizar que o comportamento do modelo da HP para a sua proposta de preço é absolutamente normal.

E que o futuro comprador fique bem ciente disso: é um produto que até pode sobreviver por um dia inteiro de uso, desde que esse uso seja moderado, e com alguns comportamentos considerados necessários para aqueles que precisam economizar um pouco mais de bateria para aproveitar melhor as suas funcionalidades.

Desempenho

Enfatizamos o review inteiro que o HP Slate 7 é um produto de entrada, e próximo ao final desse review, podemos dizer que ele é sim um tablet de baixo custo, mas com alguns diferenciais interessantes. Por contar com um processador um pouco mais potente que alguns de seus concorrentes de marcas menos conhecidas (processador ARM A9 dual-core de 1.66 GHz, 1 GB de RAM e 8 GB de armazenamento interno – expansíveis via slot para cartões microSD de até 32 GB), o seu desempenho geral é satisfatório e relativamente estável.

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Para um produto do seu porte, ele desempenha bem as suas tarefas. As atividades mais básicas e procuradas pelo usuário (redes sociais, internet, eBooks, jogos básicos, etc), são executadas sem maiores problemas, e entendo que os usuários que buscam um tablet na sua faixa de preço (R$ 600 ou menos) querem um produto cuja ênfase de desempenho seja para essas atividades.

Logo, para ser objetivo, eu digo que: entre o modelo da HP e um tablet de marcas alternativas (na mesma faixa de preço), se eu tivesse que escolher um tablet de entrada hoje, a minha escolha seria o HP Slate 7.

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Conclusão

O HP Slate 7 é um produto que cumpre ao que se propõe a ser: um tablet de baixo custo, para atender às necessidades mais básicas dos usuários que não querem gastar muito com um produto desse porte, e com alguns diferenciais que o coloca na frente de seus concorrentes de preço. Um produto com um acabamento de boa qualidade, a tecnologia Beats Audio e uma performance que até surpreende em alguns aspectos. Entendo que é uma das melhores escolhas dentro da sua faixa de preço (sugerido de R$ 599). Excelente para quem não exige muito de um tablet, ou para quem não pode gastar muito em um tablet para fazer o básico.

Review em Vídeo

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Review | LG G2

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Um dos smartphones de maior destaque no segundo semestre de 2013 é o LG G2. E o dispositivo reúne atributos de sobra para receber tantos holofotes. O modelo combina as melhores soluções de software apresentadas pela LG até agora, com um hardware que o torna competente para qualquer tipo de atividade, indo das tarefas mais simples para as mais complexas sem apresentar dificuldades na transição.

Nesse review, vou mostrar as principais características do produto, com o objetivo de descobrir se ele pode mesmo ser aquele dispositivo que poderá bater de frente com os concorrentes de sua categoria, não apenas na performance, mas com uma experiência de uso elevada. O que posso adiantar é que essa foi uma das minhas melhores experiências de uso de um produto de tecnologia em 2013.

Mas… que ele entra na briga dos modelos top de linha? Ou é apenas mais um modelo superestimado, que custa R$ 2 mil e nada mais? É o que vamos descobrir juntos nesse review.

Características Físicas

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O LG G2 traz como primeiro (e talvez principal) ponto de destaque o seu conjunto de características físicas. Afinal de contas, o modelo possui uma assinatura registrada: os botões de volume e liga/desliga do aparelho na parte traseira do dispositivo, uma solução até então inédita entre os dispositivos móveis. Mas não é só isso. Essa decisão permitiu que outras soluções de design fossem tomadas, e falaremos delas nesse segmento.

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Para começar, o G2 é um modelo de linhas sóbrias e minimalistas. Desligado, lembra um produto moderno, agradável de se ver. Também lembra um smartphone da linha Nexus (alguns toques do Nexus 4, outros do Nexus 5), o que não chega a incomodar. Só nos faz lembrar que foi a LG que fez o dispositivo.

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Por contar com os botões de comando na parte traseira do produto, as suas laterais são completamente lisas, Apenas com um friso prateado na lateral, reforçando o seu ar futurista, e ajudando  no objetivo de demonstrar a baixa espessura do aparelho. Com dimensões de 138.5 x 70.9 x 9.1 mm, é um dos modelos mais manejáveis que já testei em 2013.

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O modelo possui o slot para cartões micro SIM na lateral superior esquerda, que é removida com uma chave que acompanha o kit de venda. E mais nada. Essa é a única parte removível da carcaça do aparelho. Todo o restante fica integrado ao corpo do produto e inacessível ao usuário. Lembrando: o LG G2 não possui slot para cartões microSD.

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Na parte inferior do produto, temos o alto-falantes bem posicionados, onde a LG aproveita de forma inteligente a espessura final do dispositivo. Também estão presentes o conector para o cabo micro USB e para o fone de ouvido.

Mas o principal destaque são os botões na parte traseira do produto.

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Confesso que achei estranho utilizar essa proposta durante a demonstração do produto no seu evento de lançamento em São Paulo. Mas isso aconteceu porque eu realmente tive pouco tempo com o produto. Depois de uma semana de uso, essa proposta faz todo o sentido, não apenas na usabilidade, mas também na segurança do dispositivo durante o seu uso.

Naturalmente, o LG G2 ganha um ponto de apoio quando segurado pelo usuário, que nada mais é do que o dedo indicador na parte traseira do aparelho. Não é incomum que o usuário posicione o indicador na parte traseira de qualquer telefone, de forma quase intuitiva. Com os botões nessa região, o acesso aos comandos para controle de volume podem ser feitos de forma funcional e natural, passando a ser uma questão de treino e boa vontade do próprio usuário.

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Além disso, o botão central também passa a ser de fácil acesso com poucos dias de treino. Tudo bem que você utiliza mais esse botão para bloqueio e desbloqueio de tela (além de contar com um LED de notificação alternativo no próprio botão), e mesmo assim, se você achar que as coisas ficaram complicadas na hora de desbloquear a tela do produto, um simples toque duplo na tela faz com que a mesma seja acionada para ser desbloqueada.

Como podem ver, não é uma simples proposta de design, mas sim mudanças que te tem como principal objetivo tornar a vida do usuário com o smartphone algo mais descomplicado e intuitivo.

Tela

Outro ponto de grande destaque do LG G2. A tela desse smartphone é algo simplesmente espetacular. A LG mostra que soube fazer um bom trabalho nesse aspecto, ao combinar uma tela de grandes dimensões em um produto não muito largo, aproveitando ao máximo o espaço disponível para essa tela (com bordas mínimas) e com uma qualidade de imagem final excelente.

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A tela do LG G2 possui 5.2 polegadas, e é no padrão IPS, com resolução de 1920 x 1080 pixels e densidade de 423 pixels por polegada. Em um mundo onde os dispositivos móveis são cada vez mais utilizados para o consumo de conteúdo de vídeos e jogos com gráficos avançados, posso entender que esse será o padrão a ser adotado pelos fabricantes de dispositivos móveis. Acredito que qualquer coisa abaixo de uma resolução Full HD ou é destinada para uma linha intermediária de produtos, ou não pode ser classificado como um produto top de linha.

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Durante o evento de lançamento do smartphone em São Paulo, a LG afirmou que adaptou algumas de suas tecnologias empregadas na fabricação das telas de TV no G2. E a prática comprova isso. A exibição de vídeos em alta definição é perfeita, a reprodução de cores são vivas, com uma qualidade de imagem que salta os olhos, e a reprodução de jogos é algo prazeroso.

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Sem me alongar muito, é uma das melhores telas que você pode encontrar em um smartphone, sem medo de errar. Tanto na teoria, quanto na prática. Pouquíssimos concorrentes de preço apresentam números tão elevados e resultados práticos tão completos.

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Sistema Operacional e Interface de Usuário

O LG G2 carrega o sistema operacional Android 4.2.2 Jelly Bean. Estranhamente, a LG não adotou uma versão mais atualizada do Android para o dispositivo, que possui especificações de hardware mais que suficientes para receber uma versão mais avançada do produto. A única explicação que encontro é que o modelo deve, em um futuro que espero que não seja algo muito distante, “saltar” a versão Android 4.3 para ir direto para a versão 4.4 KitKat.

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Como já vimos em outros modelos da LG, o G2 carrega todas as customizações de interface para deixar o Android com a sua cara. Tal como já afirmei em outros reviews, tantas modificações podem confundir e incomodar os usuários novatos. É claro que esse problema pode ser solucionado de forma simples, com a instalação de outras interfaces (sem precisar trocar a ROM do aparelho), mas o ideal era que o usuário comum recebesse o telefone e não tivesse um choque visual ao se deparar com um verdadeiro arsenal de recursos espalhados na tela.

Por outro lado, os usuários mais veteranos vão agradecer essa mesma gama de recursos. As funcionalidades exclusivas da LG são bem vindas, e pode não parecer, mas mesmo que fiquemos com a impressão que nunca vamos usar tais recursos, é bom saber que, eventualmente (e quando necessário), eles estão lá. Além disso, é parte da assinatura da LG oferecer tais elementos de interação para o usuário.

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Com isso, recursos como Quick Memo, QSlide, Quick Remote, Miracast e outros estão presentes no LG G2, oferecendo uma maior produtividade ao usuário que souber aproveitar desses recursos. Sem falar nos aplicativos pré-instalados como o LG SmartWorld, LG Backup, Editor de Vídeos, Remote Call Service e outros, que já são conhecidos dos usuários da LG.

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A principal novidade oferecida pelo LG G2 na sua interface é o recurso “deslizar para a lateral”. Com esse recurso, você pode armazenar até três aplicativos em execução na memória temporária do smartphone, para que com um movimento rápido com três dedos na tela, o usuário possa acessar os aplicativos salvos nessa memória em abas, podendo executá-los a qualquer momento.

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Com tudo isso, o sistema roda de forma fluída no smartphone. A interface é customizada sim, mas não prejudica em nada no desempenho do dispositivo. A experiência de uso oferecida pelo LG G2 é uma das mais agradáveis possíveis em um smartphone Android.

Qualidade de Áudio e Chamadas

Por conta de sua disposição dos alto-falantes na parte inferior do dispositivo, a sua reprodução de áudio é algo mais limpo e audível para as chamadas em viva-voz. Para a reprodução de músicas e atividades multimídia (vídeos e jogos), o volume da reprodução ficou um pouco abaixo do esperado.

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O mesmo pode ser dito quando o produto é utilizado com o fone de ouvido que acompanha o kit enviado pela assessoria da LG do Brasil. São fones com um formato diferente do que aqueles que apresentamos nos modelos Optimus G e Optimus G Pro, mas oferecendo a mesma qualidade de áudio, com ótimo isolamento do ruído externo, e com um design mais anatômico, mais confortável para um uso mais prolongado.

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A comunicação através do alto-falante para as chamadas é clara e audível mesmo em locais com muita interferência de barulho externo. Além disso, a qualidade de sinal se manteve plena na maior parte do tempo, sem apresentar variações ou quedas (lembrando que os resultados podem variar, de acordo com a região do Brasil que você vive, e da qualidade da sua operadora de telefonia móvel).

Internet

O LG G2 possui conectividade 4G, que mais uma vez não pode ser testada pelo fato da minha região não contar com o 4G. Porém, os testes com o 3G+ e/ou 3G foram muito satisfatórios. Não percebi variações, quedas ou lentidão na conexão (e, de novo, os resultados podem variar, dependendo da região onde você se encontra, e da operadora que você usa).

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Por contar com uma conexão WiFi 802.11 a/b/g/n/ac, o usuário também não terá problemas nesse aspecto, com uma qualidade maior de conexão sem fio, um maior potencial de conectividade e um resultado final mais satisfatório. Downloads de grande porte (como no caso dos itens complementares do Real Racing 3) são feitos de forma mais consistente, com velocidade maior.

Também vale o registro que todos os aplicativos mais comuns de uso com a internet (Facebook, Twitter, Instagram, Chrome, etc) funcionam sem maiores problemas. Ou seja, sem grandes novidades nesse aspecto.

GPS

Esse é mais um ponto que a LG melhorou em relação ao modelo anterior (Optimus G Pro). O GPS do LG G2 está muito bem ajustado, com um ótimo tempo de resposta, identificando rapidamente a posição do dispositivo no mapa. A presença dos recursos A-GPS e GLONASS ajudam nesse bom desempenho de localização.

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Nos testes feitos com o Google Mapas e no recurso de navegação via GPS, os dois softwares conseguiram desempenhar muito bem as suas funções. Ambos identificaram a localização do dispositivo sem demoras ou atrasos, e em testes breves de rota, o resultado foi dentro do esperado, ou seja, com uma resposta precisa e rápida.

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Acredito que o GPS não vai apresentar problemas ao trabalhar em conjunto com o seu sistema preferido de navegação. Ou seja, mais um dos pontos que a LG acerta com o LG G2.

Câmera

A câmera é um dos pontos que temos que observar com certa dose de reservas no LG G2. Para começar, devo reconhecer que a LG melhorou a qualidade da câmera presente no G2 em relação aos modelos anteriores (Optimus G e Optimus G Pro). O sensor de 13 megapixels não é o único responsável por essa melhora. Um conjunto muito interessante de recursos e funcionalidades que a câmera traseira do dispositivo oferece ajudam e muito na qualidade das imagens registradas.

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O sensor do LG G2 traz a tecnologia OIS, de estabilização de imagens, além do recurso de foco automático em multipontos (até 9 pontos de foco) e lentes com cristal de safira. Também devemos levar em consideração os diversos modos de captura de imagem e ajustes avançados de captura de imagem, com regulagem de brilho, foco, ISO, balanço de branco, efeitos de cor, entre outros.

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O sensor também possui um zoom digital de até 8x, algo que não oferece tantas vantagens assim na hora de capturar imagens. A não ser que você queira produzir fotos conceituais, ou quando registradas com finalidades específicas. Mas nada que exija muito do sensor, pensando em uma qualidade final mais apurada.

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O LG G2 também possui diversos modos de cena, para situações específicas, que oferecem uma certa versatilidade na hora do registro de fotos para determinadas situações.

O resultado? Fotos de alta qualidade, em diferentes condições de luz. É evidente que temos que levar em consideração o resultado final das imagens captadas na tela do nosso computador (até porque a tela do LG G2 é boa o suficiente para “esconder” certas imperfeições das imagens), e que o resultado para muitos pode variar, dependendo do nível de exigência do usuário. Porém, não podemos negar que o produto oferece uma qualidade de captação de fotos superior em relação aos modelos anteriores.

Os usuários mais casuais (ou menos exigentes) vão ver na câmera do G2 algo mais que suficiente para suas aspirações e objetivos fotográficos em um smartphone. Também é importante lembrar que essa câmera é capaz de registrar vídeos em Full HD, a 60 FPS.

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Sua câmera frontal possui 2.1 megapixels de resolução, e é bem competente para registros de auto-retratos casuais e vídeos informais, apesar de apresentar um pouco de saturação na hora de captar a luz pelo seu sensor. Mas em compensação, oferece resultados mais naturais do que, por exemplo, o sensor frontal do Motorola Moto X, que mesmo após a sua atualização, apresenta um excesso de utilização de filtros.

A seguir, fotos registradas durante os testes.

Durante o dia

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Com luz artificial

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Sem luz, com flash

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Games

Com um hardware do seu quilate, era difícil de se imaginar que o LG G2 iria tropeçar logo nesse item, certo? E ele não me decepcionou nesse aspecto. O smartphone oferece uma excelente experiência para os gamers de plantão, desempenhando muito bem em jogos com diferentes níveis de exigências de hardware.

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Não há muito o que dizer aqui. O LG G2 é um smartphone altamente recomendado para os usuários que pensam nos games, tanto pela parte do desempenho quanto na exibição dos gráficos dos jogos. Sua tela de 5.2 polegadas em Full HD e 423 ppp faz toda a diferença na hora de exibir gráficos bem elaborados, sem engasgos, lags ou travamentos. E, de novo, seria de se estranhar se aparecesse anormalidades nesse aspecto.

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Vale a ressalva que a temperatura da parte traseira do dispositivo aumenta um pouco durante a reprodução de jogos mais complexos (que exigem mais do seu processador e GPU). Posso considerar isso normal, levando em conta a baixa espessura do dispositivo. Logo, não estranhem se isso acontecer.

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Para resumir: quer se divertir com jogos de diferentes características, sem se preocupar se o seu jogo será prejudicado com travamentos eventuais, o LG G2 é um modelo a ser considerado.

Multimídia

O LG G2 oferece as mesmas soluções de multimídia já apresentadas nos modelos da empresa. Ou seja, um player musical personalizado, um player de vídeo dedicado, além das presenças dos players da Google (Google Play Música e Google Play Filmes). Todos os itens otimizados para um melhor desempenho, trabalhando em conjunto com o hardware avançado da LG para o seu novo smartphone.

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As soluções de multimídia da LG seguem a proposta da interface de uso, ou seja, é bem personalizada, oferecendo uma grande gama de recursos e opções de execução, localização e personalização das listas de reprodução. Entendo que a maioria dos usuários ficará satisfeita com as opções presentes, tanto para áudio como para vídeo.

Complementa essa boa qualidade (e aqui reforço o que já foi dito antes) a qualidade de reprodução de áudio do produto, tanto nos alto-falantes integrados no dispositivo, quanto no fone de ouvido que acompanha o kit de venda. Ah, e antes que você me pergunte: sim… o LG G2 carrega consigo o rádio FM, algo que é desejado por uma boa parcela dos usuários que estudam a aquisição de um novo smartphone.

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O player de vídeo da LG permite a identificação de arquivos de legendas nas pastas de vídeo, o que facilita muito a vida de quem gosta de ver filmes e séries no smartphone. Por outro lado (e infelizmente), o espaço de armazenamento do dispositivo é limitado, o que torna essa experiência (por tabela) algo limitado para o usuário.

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Por conta de sua tela de elevada qualidade (e do seu conjunto de hardware em geral), a experiência de reprodução de vídeos é algo excelente, inclusive nos arquivos em Full HD (e não poderia ser diferente). Vale lembrar que não são todos os formatos de arquivos de vídeo que o LG G2 identifica (algo normal em qualquer smartphone), ou seja, é recomendado a instalação de codecs complementares, para a identificação de múltiplos formatos.

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Também não posso deixar de citar o Quick Remote, aplicativo da LG que transforma o aparelho em um controle remoto de acesso rápido para a sua TV, receptor de TV por assinatura, DVD, Blu-ray e outros equipamentos compatíveis. Além disso, o Editor de Vídeos está presente, para permitir ao usuário a criação de vídeos com os conteúdos armazenados no smartphone, oferecendo uma ferramenta simples de criação, com o objetivo de envio posterior desse vídeo para o YouTube, a partir do próprio dispositivo.

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Bateria

Outro ponto bastante positivo do LG G2 é a sua bateria. Por contar com um processador Qualcomm Snapdragon 800 quad-core de 2.26 GHz, e com uma generosa bateria de 3000 mAh, o smartphone não só possui uma ótima autonomia de bateria, como também consegue administrar melhor o seu consumo, de acordo com as suas necessidades.

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Em um uso regular (verificação de e-mails, redes sociais, música, fotos, etc), o G2 aguenta um dia de uso sem maiores problemas. Obviamente o consumo de bateria é maior quando o produto precisa desempenhar tarefas com maior exigência de performance (jogos e vídeos principalmente), mas o consumo de bateria não é algo considerado gritante quando são executados, tal como acontecia no LG Optimus G Pro. É algo mais racional e aceitável.

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E se levarmos em consideração o tamanho da sua tela (de novo, 5.2 polegadas) e suas especificações de hardware, a bateria do LG G2 não só é eficiente mas competente para poder administrar tudo isso de modo que o usuário termine o dia de trabalho com bateria suficiente para poder chegar em casa. Ou seja, esse é mais um ponto que precisa ser considerado na hora de tirar o cartão de crédito da carteira para comprar o produto: o seu equilíbrio para administração de consumo de energia entre os seus diferentes recursos.

Desempenho

O LG G2 possui um desempenho excelente. É um smartphone rápido na resposta de seus comandos, com uma ótima velocidade de execução de aplicativos de diferentes portes e categorias, uma excelente resposta do sistema operacional, uma grande gama de recursos exclusivos (que complementam a interface personalizada do sistema operacional), e todas as características físicas que já foram citadas nesse review.

Poderia dizer que não esperava menos do LG G2 em termos de desempenho, mas posso afirmar que ele me surpreendeu positivamente pelo equilíbrio das especificações, e por uma experiência de uso completa. É um smartphone que se apresenta como modelo premium pelo seu desempenho e alta performance.

É simplesmente um dos melhores smartphones com o sistema Android que testei em 2013, e talvez um dos melhores gadgets do ano.

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Conclusão

O LG G2 é um dos melhores smartphones que o seu dinheiro pode comprar. É um modelo top de linha, com um desempenho e design que justificam isso. É claro que alguns usuários vão preferir um produto com uma aparência física mais resistente, ou um dispositivo que ofereça o Android em estado puro. Compreendo todas esses argumentos. Porém, na minha opinião, a experiência que o dispositivo oferece diante das minhas necessidades de usuário é mais do que excelente para colocá-lo na lista dos melhores.

Com um preço sugerido de R$ 1.999, o LG G2 se apresenta como um modelo premium, para disputar com outros modelos de sua faixa de preço. Talvez os seus botões na parte traseira, a sua proposta de design refinado e a sua carcaça externa possam ser fatores que não o tornem tão atraentes para usuários mais estabanados. Aí, sou obrigado a dizer: “tenha mais cuidado com o seu dispositivo”. Não é porque ele custa R$ 2 mil que ele tem que ser resistente à um atrapalhado, que lida com o smartphone tal como um item qualquer de sua casa.

O LG G2 é uma das melhores combinações hardware + software + design do mercado atual, e custa um pouco mais barato que os seus adversários diretos. Para quem não suporta a TouchWiz, quer uma tela com qualidade maior que a do Xperia ZQ, e não quer ver um iPhone na sua frente, o G2 pode ser uma opção mais do que interessante. Pode ser uma das melhores escolhas a serem feitas hoje.

Review em Vídeo

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TargetHD Podcast | 204 | Google Nexus 5 e Android 4.4 KitKat

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Google Nexus 5 é anunciado oficialmente
Android 4.4 KitKat é anunciado oficialmente
Galaxy Nexus não vai receber a atualização para o Android 4.4 KitKat
Android KitKat: mais detalhes sobre os primeiros updates; Motorola pretende atualizar “por etapas”
[TargetHD Responde] Vale a pena mudar para o Nexus 5, uma vez que tenho o Nexus 4?

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TargetHD Podcast | 203 | Brasil Game Show 2013

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TargetHD Podcast | 202 | Apple Cover 2013

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Apple Cover 2013 | Apple e os seus números: 170 milhões de iPads vendidos, 64% de iDevices com iOS 7
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TargetHD Podcast | 200 | Bem mais barato que o PlayStation 4 no Brasil

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Apple corta pela metade a produção do iPhone 5c
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Nexus 5 aparece em uma página da Google Play, com preço sugerido de US$ 349
LG G2 começa a ser vendido no Brasil, com preço sugerido de R$ 1.999
Sony revela que PlayStation 4 vai custar no Brasil “apenas” R$ 3.999
Não é pelos R$ 4 mil? Já tem manifesto marcado pelo Facebook contra a Sony na BGS 2013…

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Review | Sony Xperia ZQ

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Depois de um longo e tenebroso inverno, finalmente recebemos para testes o Sony Xperia ZQ. O produto já está disponível no mercado a algum tempo, mas por ser considerado um modelo top de linha entre os smartphones disponíveis no mercado nacional, a análise desse produto se torna válida, mesmo que tardia.

Nesse review, vamos mostrar o produto em detalhes, e observar como o dispositivo se comporta em diferentes situações. A experiência de uso da Sony já é conhecida dos leitores do blog (pelo review já feito do Sony Xperia SP). Então… qual é o grande benefício da aquisição do Xperia ZQ? Vale o preços a ser pago por esse smartphone? O que o torna mais especial que os demais modelos dos japoneses? É o que vamos tentar descobrir no review a seguir.

Características Físicas

O Sony Xperia ZQ é mais um dos smartphones com o já conhecido “design industrial” da Sony. Linhas retas, com um ar sóbrio, passando um ar de solidez. Um genuíno produto de tecnologia, que remete um ar moderno e de qualidade. É um gadget bem construído, que mostra que a Sony teve um cuidado muito grande na concepção do produto, com o objetivo de alinhar a proposta “premium” do produto com uma qualidade final de construção compatível com essa proposta.

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A disposição de botões e conectores é basicamente a mesma do Xperia SP já analisado por nós. O botão de liga/desliga e bloqueio de tela na parte centra da lateral do dispositivo, os botões de controle de volume, o conector para cabo de dados, conector para fone de ouvido e o botão para acionamento da câmera. A diferença está no comportamento desses botões: no Xperia ZQ, os botões de volume estão mais distanciados, facilitando o seu acesso de forma mais adequada.

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Além disso, o botão de câmera funciona de forma mais precisa e condizente. Você precisa deixar pressionado por mais tempo o botão para o acionamento do aplicativo de câmera, o que pode representar uma perca de tempo na hora de registrar aquela foto de forma mais rápida. Em compensação, o disparo é mais preciso do que em outros dispositivos, sem falar que o tempo de resposta da câmera é relativamente rápido. Falarei mais sobre isso mais adiante nesse review.

Também vale a pena destacar os cuidados de acabamento adotados pela Sony no Xperia ZQ. As laterais do produto contam com um material espelhado, que além de proteger o produto em si, não exibe os já polêmicos parafusos que tanto incomodam alguns usuários. É um cuidado de acabamento que combina com o restante da proposta do produto, adotando uma solução simples e elegante.

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A parte traseira do smartphone é revestida por um plástico aparentemente bem resistente, com um relevo que ajuda na pegada do dispositivo. Detalhe: o Xperia ZQ não possui uma tampa removível, ou seja, sem acesso à bateria do dispositivo. Esse detalhe é importante para alguns usuários que se preocupam com uma eventual manutenção futura do produto.

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Talvez o diferencial mais relevante do Xperia ZQ é essa área de acesso aos slots para cartões microSD e micro SIM. No lugar de adotar slots laterais, eles decidiram posicioná-los na parte inferior traseira do dispositivo, oferecendo um acesso direto aos dois recursos. Como resultado, você tem um smartphone com uma espessura ainda mais baixa, o que é algo muito bem vindo para quem quer uma maior comodidade ao transportar o dispositivo no bolso da calça, ou para quem quer ter uma pegada melhor com o produto.

Por fim, o Xperia ZQ passa a impressão de ser um produto muito bem construído, com detalhes típicos de um modelo top de linha. Não poderia esperar menos que isso, ainda mais pensando na sua proposta de preço.

Acessórios

O Sony Xperia ZQ vem com os itens já conhecidos da maioria dos dispositivos disponíveis no mercado. Ou seja: adaptador para a rede elétrica, cabo USB, manuais e documentação de assistência técnica e fone de ouvido. Tudo isso vem mundo bem acondicionado em uma embalagem com repartições, para que tudo fique muito bem organizado.

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O principal destaque desse kit de acessórios é o fone de ouvido, que é do tipo in-ear e de alta qualidade de reprodução. Cheguei a utilizar um fone de características similares no iPhone (um modelo específico para o smartphone da Apple), e os resultados foram realmente muito bons. E nesse caso, não foi diferente.

Esse fone consegue oferecer uma qualidade de som satisfatória, assim como a maioria dos acessórios da Sony, com um bom isolamento acústico (o que é bem vindo por muitos usuários que não querem o ruído externo atrapalhando a experiência musical), mas sem ser agressivo no seu nível de volume. No final das contas, aqueles que gostam de música ficarão satisfeitos com esse fone. Talvez os mais exigentes esperassem um volume mais elevado, mas não acho que isso possa ser considerado um problema no acessório.

Tela

O Sony Xperia ZQ possui uma generosa tela capacitiva TFT LCD de 5 polegadas, com resolução de 1080 x 1920 pixels (sim, desse jeito como está escrito), com densidade de 441 ppp e 16 milhões de cores. Essa tela possui a tecnologia optiContrast, que é uma tela capaz de exibir os elementos gráficos com elevada riqueza de detalhes e nitidez, com uma imagem mais clara quando está ligada, e um escuro mais profundo quando desligada. Na prática, temos aqui uma ótima tela para a reprodução de gráficos de jogos, vídeos em alta definição (ou melhor, nesse caso, Full HD) e fotos.

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Uma tendência já vista no Xperia SP e que se repete no Xperia ZQ é a impressão da tela ser um pouco mais “esfumaçada”, apesar da alta fidelidade na reprodução das cores. Você tem a clara impressão de que há uma película que deixa todos os elementos exibidos mais pálidos, com uma certa ausência de profundidade. Em compensação, as cores são reproduzidas de forma mais natural, sem um brilho exagerado como encontramos em outros modelos.

Além disso, é uma tela que tende a atrair mais marcas de dedo, o que pode incomodar os mais puristas (ou preocupados com um smartphone com uma tela com melhor aparência).

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Para a maioria dos usuários, esses detalhes não chegam a ser um problema. E, de fato, são características menos desconfortantes, que não são pontos para desabonar os modelos. Podem ser sim consideradas características dos telefones da Sony, que podem ou não cair no agrado de alguns usuários.

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Porém, particularmente, ignoro esses detalhes pelo benefício entregue por uma tela Full HD. Para quem pensa nos jogos e vídeos no smartphone como itens prioritários, entendo que a opção é uma das melhores nesse aspecto. Os resultados apresentados são muito interessantes. Na verdade, muito melhores que a maioria dos smartphones disponíveis no mercado.

Sistema Operacional e Interface de Usuário

A Sony mantém no Xperia ZQ o Android 4.2.2 Jelly Bean (pelo menos no modelo que recebemos para testes – pode ser que no futuro o modelo já tenha recebido a versão 4.3 Jelly Bean do sistema da Google), com a mesma interface de usuário customizada por eles, já vista em outros modelos testados em 2013. A boa notícia é que não há surpresas para aqueles que já são usuários de outros smartphones da Sony, facilitando a vida desses usuários na hora da compra de um outro dispositivo da empresa.

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A interface não apresenta mudanças em relação aos modelos mais simples. Os mesmos detalhes de customização já vistos no Xperia SP estão presentes no Xperia ZQ, assim como os principais aplicativos adotados pela Sony para oferecer a sua experiência no Android no dispositivo. Logo, a experiência de uso já é conhecida: apesar de todas as customizações adotadas (que poderiam prejudicar consideravelmente o desempenho do dispositivo), temos um dispositivo que desempenha de forma fluída as transições de tela e execução de aplicativos diversos.

Apesar de alguns usuários entenderem que a interface da Sony é visualmente carregada, ela ao menos é competente para as tarefas mais básicas e essenciais no dispositivo, sem apresentar arrastos nas transições de tela ou travamentos durante a execução de ações específicas.

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Além disso, recursos exclusivos da Sony estão presentes no Xperia ZQ: Sony Select (que oferece um conjunto de sugestões de aplicativos para o seu smartphone), Soicalife (que agrega as redes sociais para compartilhamento de conteúdos pessoais com os seus contatos de forma prática), Notas (para anotações), Music & Video Unlimited (agregador de conteúdos de música e vídeos da Sony), TrackID (para localização de informações de faixas musicais), PlayNow (outro aplicativo que seleciona conteúdos para o seu smartphone, como jogos, aplicativos e sons), Xperia Link (para conectar o seu Xperia ZQ com outros dispositivos compatíveis), Reader by Sony (livros digitais), entre outros.

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No geral, apesar de parecer uma interface carregada e confusa para muitos usuários, ela é relativamente simples. Facilita o fato do usuário ter à sua disposição uma única tela para encontrar todos os seus aplicativos, e ter a chance de ordenar esses aplicativos da maneira que melhor desejar. Os widgets criados pela Sony (como o de acesso rápido aos recursos de rede e previsão do tempo, por exemplo) são leves e de acesso simples e direto, com animações que não interferem no desempenho do sistema.

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Não foram observados lags e travamentos durante a utilização dos recursos mais comuns já presentes no sistema operacional. Mais uma vez, o Sony Xperia ZQ se comportou dentro do esperado para um dispositivo do seu porte. No final das contas, a Sony oferece uma proposta de interface Android que não compromete, devolvendo uma experiência de uso que deve satisfazer a maioria dos usuários.

Qualidade de Áudio e Chamadas

A Sony sabe como fazer dispositivos com alta qualidade sonora, uma vez que usa a tecnologia Walkman em seus produtos. No caso do Sony Xperia ZQ, isso se aplica em partes.

Quando utilizei o produto com o fone de ouvido que acompanha o kit de venda, tudo funcionou conforme o esperado. Como já afirmei antes no review, os fones de ouvido (por serem in-ear) garantem um isolamento de ruído externo eficiente, mas sem oferecer um áudio de volume muito agressivo. Isso é bom, pois ninguém quer ficar surdo ouvindo música, certo?

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Para toques e chamadas, a mesma coisa: o volume do alto-falante externo é elevado, tornando os toques bem audíveis. Dependendo do toque adotado, o volume é até mais alto do que se realmente deseja. Mas, dependendo da situação que você se encontra (principalmente em locais com muito barulho), é até desejado um toque de telefone um pouco mais elevado.

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Porém, para a parte de chamadas, o áudio emitido pelo alto-falante traseiro e principalmente pelo alto-falante frontal de chamadas deixa um pouco a desejar. Ele é audível, mas depende do posicionamento do alto-falante frontal no seu canal auditivo. Em algumas situações, precisei pressionar um pouco mais o telefone no ouvido para poder ouvir de forma mais clara, o que não é o ideal. Além disso, o viva-voz do aparelho tem um volume de áudio relativamente baixo, e dependendo da potência do microfone da pessoa do outro lado da linha, ele se torna inútil.

Na parte de qualidade de chamadas (recepção e qualidade de sinal, não percebi anormalidades durante as conversações. A qualidade do sinal foi boa na maior parte do tempo, e as chamadas foram recebidas e feitas sem maiores problemas. Mais uma vez, registro que os resultados podem variar, de acordo com a operadora escolhida e com o local onde você vai utilizar o smartphone.

Internet

Mais uma vez (e infelizmente), pelo simples fato de morar no interior do estado de São Paulo (Araçatuba, a 535 km da capital paulista), foi inviável testar a conectividade 4G/LTE do Sony Xperia ZQ. Esse é um dos recursos mais desejados dos usuários por estar presente em um dispositivo top de linha. E bem sei que minha análise fica comprometida nesse aspecto. Fico mais uma vez devendo essa para vocês. Espero que um dia isso mude.

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De qualquer forma, testei as conectividades em 3G e Wi-Fi. Nos dois casos, sem maiores problemas. Por contar com um modem mais competente, o Xperia ZQ tem uma performance boa para a conectividade móvel, mesmo pelas redes 3G. Se você optar por uma rede 3G+ (HSPA+), você não deve ter muitos problemas para ler seus e-mails, acessar as redes sociais, navegar pela web e outras tarefas mais básicas.

Não posso garantir que dá para assistir aquele vídeo preferido do YouTube pois tudo vai depender mais das características do seu plano de dados e da operadora escolhida. Mas imagino que quem está disposto a pagar o valor sugerido do Xperia ZQ tem condições financeiras de pagar um bom pacote de dados (pelo menos, na teoria).

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O Wi-Fi também se comportou bem, sem apresentar limitações com os obstáculos existentes aqui no escritório. Além disso, todos os programas considerados essenciais para os usuários conectados (Twitter, Facebook, Instagram, WhatsApp, etc) funcionaram sem maiores problemas ou dificuldades, nas duas conectividades testadas.

GPS

O Sony Xperia ZQ volta a adotar uma solução própria para geolocalização, como o Wisepilot for Xperia , mas também conta com o recurso de navegação, fornecido pela Google. Além disso, o Modo para Carro (aplicativo que otimiza o funcionamento do dispositivo para quando o usuário está dirigindo) também conta com um mapa para posicionamento.

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Em termos de posicionamento, o GPS presente no Xperia ZQ funciona bem. Consegue fixar o posicionamento em um curto espaço de tempo, uma vez que conta com os recursos A-GPS e GLONASS, o que agiliza muito o processo de localização. E como os softwares e comportaram com a mesma eficiência já apresentada no Xperia SP, o recurso funcionou da melhor forma possível nos testes.

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Mais uma vez, a Sony fez um bom trabalho na disposição de recursos para a localização do usuário, mas principalmente no recurso de GPS em si para estabelecer o posicionamento. Bem sabemos pelo histórico de testes o quanto que esse recurso pode se apresentar como algo problemático ou sem a eficiência desejada.

Câmera

O Sony Xperia ZQ possui uma competente câmera traseira de 13 megapixels, que possui alguns dos recursos mais básicos esperados em uma câmera de um produto considerado top de linha. Sua interface é relativamente simples, com os itens com fácil acesso, em um menu contextual na parte superior da tela, e os ajustes finos em uma janela secundária. Não tem muitos recursos especiais ou filtros, o que facilita a vida dos menos experientes, mas pode incomodar aqueles usuários mais exigentes.

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A presença do sensor Exmor R facilita as coisas na hora de registrar fotos em condições perfeitas de iluminação, ou em plena luz do dia. As imagens captadas possuem cores interessantes, e não ficam distorcidas nessas condições. De fato, a câmera traseira do Sony Xperia ZQ é muito boa para registro de imagens durante o dia.

Já nas fotos registradas à noite, em locais com iluminação artificial ou com iluminação de baixa qualidade, é possível perceber algumas anormalidades, como ruídos na imagem captada e algumas dificuldades do flash em lançar a luz para a imagem a ser fotografada de forma correta. Não que isso chegue a ser um problema, mas deixa um pouco a desejar para os mais exigentes.

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De qualquer forma, a câmera traseira do Xperia ZQ é mais do que suficiente para o registro de imagens para as redes sociais e até mesmo postagens eventuais em blogs. A maioria dos usuários ficará satisfeita com o resultado final das imagens captadas. Podemos dizer que o resultado final foi dentro do esperado para uma câmera de um smartphone.

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A câmera frontal possui uma resolução de 2 megapixels, e é capaz de gerar boas imagens em fotos e vídeos. Deve atender bem as necessidades daqueles que desejam registrar auto-retratos em baladas, fazer videologs e, principalmente, obter a máxima de qualidade possível nos aplicativos de comunicação por vídeo.

A seguir, algumas demonstrações de imagens captadas pela câmera do Xperia ZQ.

Fotos durante o dia

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Fotos com baixa luminosidade e/ou luz artificial (com flash) 

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Fotos com zoom

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Fotos com a câmera frontal

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Games

Esse é um ponto no Xperia ZQ que levanta discussões. Li alguns relatos de usuários que perceberam pequenos travamentos e lags em jogos específicos. Pois bem, eles não estão errados por completo.

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Nos jogos mais básicos (Jetpack Joyride, Subway Surfers), não registrei nenhum tipo de problema ou anormalidade, tanto na parte gráfica quanto no desempenho dos jogos. Mesmo em Dead Trigger, que possui elementos gráficos mais apurados, tudo foi exibido de forma plena e perfeita, oferecendo uma ótima experiência de uso.

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Já em jogos um pouco mais complexos e exigentes em termos de recursos (como Real Racing 3 e Iron Man 3), observei que a execução não é algo tão fluído como em outros dispositivos, até com pequenos engasgos. Não é algo que seja gritante, ou que acabe com a jogabilidade dos games executados, mas para alguns gamers mais exigentes, podem ser problemas perceptíveis. No vídeo review (no final desse post), eu mostro o gameplay de alguns títulos, e vocês mesmos podem tirar as suas próprias conclusões.

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Ao meu ver, o Xperia ZQ vai bem nos jogos, de um modo geral. Mas os resultados podem variar de pessoa para pessoa. Outro detalhe: observei que os jogos ficavam com um melhor desempenho quando todos os aplicativos abertos em segundo plano são fechados. Recomendo que façam isso quando forem rodar jogos no dispositivo, para resultados mais satisfatórios.

Multimídia

Os mesmos recursos para consumo de multimídia já vistos em outros modelos da Sony são encontrados no Xperia ZQ. Os japoneses já contam com um histórico de qualidade comprovada nesse segmento, logo, o resultado da experiência sonora oferecida pelo smartphone top de linha da Sony é o melhor possível.

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Já destacamos no review do Xperia SP o player de música, que oferece recursos visuais para tornar a experiência de uso ainda mais atraente, com proteções de tela animados e recursos otimizados para uma melhor qualidade de áudio durante as reproduções musicais. Com poucos botões, oferece uma usabilidade simples e direta, mantendo o recurso ClearAudio+, que oferece um som mais cristalino,  mesmo com músicas com diferentes taxas de bitrate.

O TrackID volta a se fazer presente, permitindo a busca de informações das músicas armazenadas no dispositivo do usuário ou reproduzidas em um ambiente externo, permitindo inclusive o download da música para a biblioteca musical do aparelho. Mais uma vez, o recurso funciona como uma ótima ferramenta para conhecer novas músicas, artistas e bandas, não só pelas informações exibidas nos resultados das buscas, mas também nas listas dos mais procurados pelos usuários dos dispositivos da Sony.

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Na parte de vídeos, o Sony Xperia ZQ toma vantagem da tela Full HD (1080 x 1920 pixels) para uma ótima experiência de reprodução de vídeos, tanto aqueles armazenados no dispositivo, quanto os vídeos exibidos por streaming. Tudo foi reproduzido sem maiores problemas ou engasgos. Por outro lado, as mesmas limitações de identificação de formatos de arquivos e legendas integradas na pasta do dispositivo detectadas no Xperia SP permanecem no Xperia ZQ, obrigando o usuário a instalar um aplicativo de terceiros para poder identificar os diferentes formatos e os arquivos de legenda nas pastas de vídeos.

Um diferencial interessante presente no modelo top de linha da Sony é o Estúdio de Filmes, que permite ao usuário realizar edições básicas de vídeos no dispositivo. É um recurso bacana para edições casuais, sem grandes aspirações. Porém, com um pouco de imaginação, você pode produzir resultados interessantes.

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Além disso, os recursos Music Unlimited e Video Unlimited oferecem um catálogo de músicas e vídeos para consumo direto no Xperia ZQ, permitindo ao usuário ampliar o seu catálogo de conteúdos multimídia, através de uma fonte oficial (nesse caso, a Sony), e com aquivos com a mesma qualidade técnica, e todos ajustados para uma melhor experiência de uso com o smartphone.

Recursos como o Smart Connect e o Controle Remoto também estão presentes, assim como o Rádio FM, muito desejado por uma grande parcela de usuários. Sem falar no Xperia Lounge, uma área de conteúdos exclusivos da Sony com vídeos e outros conteúdos voltados para shows, grandes eventos, festas, baladas e notícias de cultura pop. Ou seja, o Xperia ZQ é bem completo nesse aspecto.

Bateria

Mais uma vez a Sony faz um grande trabalho com a bateria do Xperia ZQ. Sem precisar acionar todos os recursos de economia de bateria já disponíveis pela sua interface, o aparelho consegue aguentar tranquilamente um dia de uso considerado normal (acesso às redes sociais, recebimento de e-mails o tempo todo, música, alguns vídeos, algum tempo em jogos, e eventual acesso via redes 3G/4G e GPS). Logo, a maioria dos usuários não terá problemas com a autonomia de uso do dispositivo.

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Para usuários mais exigentes, que vão utilizar o smartphone com vídeos e jogos em um considerável tempo ao longo do dia, pode ficar na mão com a bateria. Naturalmente, o Xperia ZQ pede um consumo maior de seus recursos para realizar tarefas mais complexas. Por isso, vale aqui uma certa dose de moderação para não ficar sem bateria no final do dia. Mas nada fora do esperado para um dispositivo desse porte.

Aliás, devemos levar em consideração que, para um produto com suas especificações de hardware, e com uma tela desse tamanho, saber que ele pode aguentar um dia inteiro de uso regular é uma excelente notícia.

Desempenho

O Sony Xperia ZQ é um bom smartphone no seu desempenho geral. Não percebi travamentos ou engasgos brutos no dispositivo. Talvez o telefone tenha deixado a desejar um pouco no quesito fluidez (nas transições de tela principal para a tela de todos os aplicativos, e principalmente em alguns jogos mais pesados, como o Real Racing 3 e o Iron Man 3), mas nada que chegue a irritar ou desabonar o dispositivo. Coloco isso mais na conta da interface de usuário adotada pela Sony.

Mesmo assim, é um modelo que vai agradar a maioria dos usuários. É potente, permite a execução das principais tarefas que as pessoas realizam nos smartphones, e é um produto que agrada em pontos específicos (velocidade no acionamento da câmera, pegada, tela de alta definição, etc). Pode ser a alternativa daqueles que querem um dispositivo com todos os recursos multimídia oferecidos pela Sony.

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Conclusão

O Sony Xperia ZQ está aprovado. Ele oferece uma experiência de uso plena, e é isso o que se espera de um produto do seu porte. Talvez ele apresente poucas diferenças em relação ao modelo intermediário (Xperia SP) em seus recursos, mas esses poucos diferenciais podem justificar a escolha por um produto top de linha (para que está disposto a pagar a diferença de preço, é claro).

Review em vídeo

 

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