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A nova Nokia está centrada nas redes 5G com o AirScale

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Temos que nos acostumar a falar de uma nova Nokia, sem smartphones, mas presente na MWC 2016 com vários temas interessantes e relacionados com a tecnologia móvel. Por enquanto, os finlandeses apostam na conectividade 5G, a Internet das Coisas e a segurança.

A Nokia investiu US$ 350 milhões em vários projetos, através do Nokia Growth Ventures. O dinheiro não vai para novos smartphones, algo que eles não abandonaram. Será destinado aos projetos relacionados com essas tecnologias de conectividade, além da compra da empresa canadense Nakima Systems, especializada em segurança.

A grande novidade da Nokia na MWC 2016 é o AirScale, um ecossistema de produtos pensados na expansão do 5G em tudo o que pode ser considerado um dispositivo conectado.

O AirScale pode trabalhar com todas as tecnologias de conectividade na mesma estação, do 2G até o LTE Advanced Pro, passando pelo WiFi de alta velocidade (AirScale WiFi). Os testes da Nokia resultaram em downloads de 19.1 Gbps.

Sobre os smartphones, o CEO da Nokia, Rajeev Suri, tenta posicionar a empresa desde a venda da sua divisão móvel para a Microsoft, mas os termos de compra falam da impossibilidade de criação de smartphones por um período de tempo.

Enquanto isso, a Nokia vendeu o serviço HERE e comprou a Alcatel-Lucent para ser mais poderosa no negócio de redes. Também apostam na realidade virtual para o mercado profissional.

O que parece é que eles não querem criar uma nova divisão de fabricação de smartphones. Para a Nokia, agrada mais a ideia de utilizar outros fabricantes par ao trabalho pesado, ficando para eles a missão de colocar o design e a marca, com uma clara identidade ou DNA da Nokia. E, para isso, eles não estão com muita pressa.

Havia rumores que a Nokia estava buscando parceiros para essa missão, e que no final de 2016 ficaremos sabendo das novidades, mas eles não demonstram pressa nesse processo. Em 2014, foi desenvolvido um plano de 10 anos para que a empresa voltasse a ser relevante. Logo, muito provavelmente só veremos smartphones da Nokia apenas em 2017.

E olhe lá.

Em 2021, teremos mais contratos de telefonia do que pessoas no planeta Terra

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A Ericsson publicou os resultados do seu relatório anual “Mobility Report”, sobre as tendências de uso e conectividade das redes móveis, com dados atualizados de 2015 e previsões do mercado para os próximos seis anos.

Alguns números sobre a adoção das diferentes tecnologias de internet móvel e o crescimento mundial de contatos são revelados. Espera-se que em 2021, mais de 9 milhões de contratos (somados todas as tecnologias) estejam ativos. Ou seja, mais de um contrato móvel para cada habitante da Terra.

Como isso é possível?

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São dois os fatores que explicam esse crescimento. O primeiro deles é o incipiente mercado da Internet das Coisas, que progressivamente vai ocupar cota de mercado nos próximos anos, ultrapassando os 1.5 bilhão de objetos conectados, com um forte impulso com a chegada do 5G a partir de 2018-2020.

A Ericsson espera que para 2021 exista mais de 150 milhões de assinaturas 5G na Coreia do Sul, Japão, China e Estados Unidos, que devem liderar esse crescimento. Mas durante os próximos anos, o aumento mais relevante será no número de usuários que virá de tecnologias atuais (principalmente o LTE) nos mercados emergentes da China e da África.

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A China vai se transformar no principal mercado de 4G do planeta, com mais de 35% de todas as assinaturas com essa tecnologia, passando dos 350 milhões de usuários atuais para mais de 1.2 bilhão em 2021. A África também vai crescer consideravelmente, alcançando os 1 bilhão de usuários.

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O estudo da Ericsson também indica que as novas tecnologias de conectividade serão mais utilizadas para ver vídeos em streaming. O uso dessa forma de ócio digital vai aumentar em seis vezes na América do Norte e na Europa, e entre 10 e 14 vezes em todo o planeta, ultrapassando os 70% de largura total de banda das redes móveis, contra os 50% atuais.

O YouTube será o serviço mais utilizado, com 70% dos usuários, seguido de longe pela Netflix, com 20% do tráfego de vídeo nos países onde o serviço está presente.

Via EricssonMobility Report em PDF

Nokia mostra o futuro do 5G, com uma rede de 10 Gbps

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A Nokia apresentou na GITEX Technology Week em Dubai a sua aposta para a quinta geração da internet móvel. Em parceria com a operadora du, eles demostraram uma conexão 5G com velocidade superior a 10 Gbps, utilizando tecnologias de antenas inteligente se agregação múltipla de grandes larguras de banda.

Tais técnicas devem ser implementadas antes de chegar ao mercado em definitivo, e essa velocidade toda pode ser utilizada par o download de grandes volumes de dados em poucos segundos (filmes em Full HD ou 4K em menos de um minuto), além de poder ser útil nas cidades inteligentes, na Internet das Coisas, na realidade virtual e sistemas de telepresença com realidade virtual.

A má notícia é que a internet 5G só deve chegar ao grande público daqui a cinco anos. Ou seja, até lá, muita paciência.

Via Nokia

Redes 5G com até 20 Gbps terão primeiros testes reais em 2018

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As redes 5G foram protagonistas na MWC 2015. Várias empresas (Nokia, Huawei SKT, etc) mostraram alguns de seus avanços. Mas essas não é uma tecnologia que estará disponível em breve, apesar dos primeiros detalhes e testes serem esboçados.

A International Telecommunication Union (ITU) é a responsável pelo gerenciamento da tecnologia 5G. As definições preliminares podem mudar até o anúncio das especificações definitivas, dando um esboço sobre o que pode vir a ser as redes 5G do futuro, com uma largura de banda de 20 Gbps, ou 2.5 GB/S.

É uma marca muito maior do que a oferecida pelo atual 4G/LTE com até 1 Gbps, melhorando notavelmente a velocidade de transferência de dados, e muito superior do que as diferentes variedades de bandas em 3G apresentadas até o ano de 2008, que aumentaram a largura de banda para até 56 Mbps nas suas melhores versões.

As redes 5G prometem um aumento muito significativo nas velocidades das conexões móveis, o que permite ampliar as possibilidades de nossas conexões móveis, permitindo ampliar as funcionalidades com serviços de vídeo por streaming para as resoluções 4K, por exemplo.

De novo: é óbvio que estamos falando das primeiras especificações que aparecem no mercado. Os dados podem variar ao longo desse desenvolvimento, que ainda deve durar alguns anos para ser finalizado, onde as primeiras implementações das redes 5G podem ser testadas em 2018, durante os Jogos Olímpicos de Inverno em PyeongChang (Coreia do Sul), para um padrão final ser estabelecido em 2020.

Via TweakTown

Nokia mostra a sua versão do 5G com velocidades de 10 Gbps

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A Nokia apresentou a demonstração de sua versão da rede de telefonia móvel 5G, funcionando em velocidades de 10 Gbps. A demonstração aconteceu em condições reais de trabalho, como se fosse uma rede comercial instalada em uma grande cidade.

O teste foi realizado durante a Brooklyn 5G Summit, que acontece nos Estados Unidos, utilizando uma configuração de antenas 2×2 MIMO, trabalhando a 73 GHz. Um dois principais pontos positivos desse sistema está no fato de focar a energia desde a estação base até ao smartphone. Ou seja, no lugar de radiar em todas as direções e de forma uniforme como faria uma estação convencional, a rede 5G demonstrada utilizou tecnologias de beam-forming similares ao que são utilizados no WiFi para enviar o sinal diretamente para o dispositivo de destino.

A Nokia espera que, com essa velocidade, será possível baixar grande quantidade de informação em poucos segundos, para ‘videochats imersivos’ ou até para transmissões de streaming de vídeo a 8K em 3D. A velocidade é muito alta, mas vamos ver como seria usar essa velocidade em aplicativos instalados em um smartphone com tela de 5 polegadas.

Via Nokia

Reino Unido já testa primeiras redes 5G a 1 Tbps

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A Universidade de Surrey (Reino Unido) está trabalhando com equipamentos que são capazes de se comunicar através das redes 5G, com velocidades de transmissão de dados de 1 Tbps.

Para se ter uma ideia do quão espetacular é essa marca, não faz muito tempo que a Samsung revelou que seus sistemas eram capazes a alcançar velocidades de 7.5 Gbps. Ou seja, o número dos britânicos é tão elevado que custa a se acreditar que é real, ainda mais levando em consideração que se encontra várias ordens de magnitude em cima das demais tecnologias atuais, e que nos casos mais otimistas alcançavam velocidades entre 10 e 50 Gbps para os sistemas 5G mais avançados.

Apesar de não se conhecer maiores detalhes sobre esses testes da Surrey, ao que tudo indica eles realizaram os testes em condições muito controladas de laboratório (e não como fez a Samsung, com um veículo em movimento), com os seus próprios equipamentos e com uma distância de transmissão de 100 metros. Mesmo assim, continua a ser algo impressionante.

Os responsáveis pelo projeto afirmam que essa alta velocidade é útil para jogos e aplicativos holográficos, além de permitir um melhor controle para a Internet das coisas.

Via Universidade de SurreyV3

Você precisa de uma conexão móvel de 10 Gbps para… comunicações holográficas!

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As futuras redes 5G prometem oferecer elevadas velocidades de acesso, com melhor cobertura e latência nas conexões. Porém, muitos se perguntam por que os usuários médios precisam se conectar entre 1 e 10 Gbps a partir do smartphone. Pois bem, uma das opções pode ser a videochamada (ou telepresença) holográfica.

Uma nota de imprensa da Ofcom, regulador do Reino Unido que está em pleno processo de consulta e aprovação do espectro de 6 GHz para as redes 5G, deixa algumas opções. E as comunicações holográficas é uma das alternativas.

Esta nova funcionalidade promete relações interpessoais muito mais realistas do que a simples chamada telefônica atual, e os resultados podem ser muito úteis no setor da saúde, facilitando as consultas e diagnósticos à distância.

Porém, existem vários obstáculos no caminho. Para começar, o 5G só deve estar disponível a partir de 2020, deixando pouco tempo para um sistema de comunicação holográfico se tornar funcional o suficiente para ser integrado em um smartphone. Além disso, não está claro que tipo de aplicação será dada ao recurso: para que novos dispositivos sejam vendidos, ou para que se estimule uma mudança tecnológica.

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Você se lembra quando vendiam o 3G como uma forma de realizar videochamadas pelos smartphones? Ok, seja sincero: algum de vocês usou DE VERDADE esse recurso assim que você teve o seu primeiro smartphone com 3G? Mais: algum de vocês usa tal recurso hoje, com assiduidade? Pois é… com as videochamadas holográficas, podemos passar pela mesma ‘experiência’.

Seja como for, é difícil acreditar que a Ofcom vai apostar de forma definitiva nessa funcionalidade como essencial para as redes 5G. Parece muito mais uma tentativa de começar a chamar a atenção dos usuários, que muito provavelmente terão alguns anos com as tecnologias atuais.

Fato é que este setor da tecnologia de comunicações móveis está avançando em um ritmo muito maior que a demanda real dos consumidores. E não creio que as chamadas holográficas serão o grande diferencial das redes 5G. Aliás, ainda não sabemos qual será a funcionalidade que vai justificar a busca pelo 5G entre os anos de 2020 e 2030. Tudo ainda é muito incerto.

Via Ofcom