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A Pew Research Center publicou um recente estudo feito com consumidores norte-americanos de todas as idades, que mostra que o aumento do uso dos tablets e eReaders em 2013 foi algo, no mínimo, impressionante.

O estudo analisa não a quantidade de vendas dos dispositivos, mas sim a quantidade de pessoas que contam com uma determinada categoria de produto. E de acordo com a análise, os dois produtos citados conseguem criar apelo comercial para usuários de todas as faixas etárias, conseguindo assim o sucesso de vendas. Em contrapartida, os smartphones falham em buscar o interesse dos usuários da melhor idade, que preferem um telefone comum (ou um dumbphone) para receber e realizar chamadas.

Em janeiro de 2013, 26% dos norte-americanos contavam com um eReader. Hoje, são 32% No caso dos tablets, em janeiro do ano passado eram 31%. Agora, são 42%. Os dois produtos aumentaram a sua base de usuários em 1/3 em apenas um ano (em 2012, esse aumento foi de 19% para as duas categorias).

O sucesso dos tablets e eReaders não pode ser explicado por apenas um fator. As duas categorias possuem similaridades nas suas influências, uma vez que representam a evolução digital de um específico meio tradicional.

A relação com livros e revistas que os eReaders e os tablets possuem (respectivamente) é algo muito mais estreito do que aquela vista em outros dispositivo. O smartphone parece ter ficado menos relevante para os usuários que querem consumir conteúdos de texto, e gadgets mais focados nessa experiência foi algo naturalmente mais explorado pelas editoras de livros e revistas. Talvez nem tanto pela iniciativa pura e simples, mas pela necessidade de responder rapidamente à Amazon ou editoras digitais que largavam na frente na editoria digital.

Além disso, gagdets complexos ainda assustam a melhor idade, e os eReaders e tablets são muito mais simples que computadores e smartphones. A prova: um estudo feito em 2009 revelava que 37% dos usuários do Kindle tinham 55 anos de idade ou mais. Logo, o tablet se tornou o dispositivo de consumo multimídia preferido por todos. É um aparelho que atende as necessidades da maioria dos usuários de tecnologia. Os videogames, sites sociais e de entretenimento representam hoje quase a totalidade do uso de gadgets mobile.

Por fim, o preço, que é cada vez mais acessível para um espectro mais amplo de consumidores. O s modelos dos melhores fabricantes de eReaders podem ser encontrados por menos de US$ 100, e no mundo dos tablets, existem opções Android usáveis e econômicas, e o iPad Mini pode ser encontrado por pouco mais de US$ 300, bem mais barato que o modelo de 9 polegadas.

Outros dados:

– Os smartphones não está mais relacionados ao ato de realizar chamadas. As atividades mais utilizadas são as comunicações por texto e o acesso à internet.
– Desde 2010, os players de MP3 ficaram estagnados, e foram substituídos pelos smartphones: 50% dos consumidores declararam que escutam música em seus dispositivos de forma preferencial.
– O poder aquisitivo influi fortemente na aquisição ou não de um smartphone. Seria os modelos de entrada de alta qualidade da Motorola e Lenovo a solução dessa questão?
– Em cinco anos, apenas 2% a mais de consumidores adquiriram um console de videogames. O gamer casual migrou para os smartphones e tablets.
– Os computadores desktop e notebooks seguem sendo importantes, mas não conquista novos consumidores.

Para ver o resultado completo do estudo da Pew Research Center, clique aqui.