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Nick Hayek, CEO do grupo Swatch, revelou mais detalhes sobre a estratégia dessa empresa para os smartwatches. Em entrevista para o jornal suíço Tages-Anzeiger, Nick menciona sem pudor nomes como Samsung, Apple e Sony como os seus principais rivais.

No seu catálogo para 2016, teremos diferentes modelos, mas nenhum deles dispostos a rivalizar com o que vemos hoje no Android Wear ou Watch OS. Hayek não quer um computador no pulso, ou uma dependência de um ecossistema e outras empresas para que o seu relógio funcione. Para ele, não faz sentido que um dispositivo com essas características precise ser carregado todos os dias.

A Swatch lançou recentemente o Touch Zero One, dispositivo pensado nos jogadores de vôlei, o que já dá uma ideia do que pode estar por vir: modelos com elevada autonomia de bateria, monitorização de atividades, muito resistentes e com algumas notificações.

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O próximo modelo da Swatch vai se chamar (olha só, que surpresa…) Touch Zero Two, e foi pensado nos Jogos Olímpicos Rio 2016, e deve ser apresentado antes do final de 2015. Vale lembrar que a Omega (uma empresa da Swatch) é a responsável pelo sistema de cronometragem dos Jogos Olímpicos, ou seja, a associação tem todo o sentido aqui.

Algo que podemos adiantar é que o novo modelo contará com suporte NFC, pensado nos pagamentos móveis. Deixando de lado essa funcionalidade, já vimos modelos ‘clássicos’ no mercado, com quantificação, como é o caso do Withings Activité.

 

Apple Watch, um brinquedo interessante

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Além de falar sobre os planos futuros, Hayek também falou da concorrência. Disse que o Apple Watch ‘é um brinquedo interessante’, mas não é nenhuma revolução. O comentário foi uma resposta se a Swatch ia ignorar o florescente negócio dos relógios inteligentes.

Sobre o trabalho de outras relojoarias suíças e norte-americanas (Tag Heuer, Fossil, etc), Hayek considera que eles estão experimentando, e que não é o caso de sua proposta, que será chave dentro do seu novo catálogo, com vários modelos.

Via Tages-Anzeiger