Surkus

Ninguém gosta de enfrentar filas. Mas para muitos times de marketing, filas nas portas das lojas é sinônimo de sucesso. Por isso, o Surkus faz algum sentido: é um aplicativo que escala figurantes para ficar na fila de eventos.

O app é um Uber entre loja e figurante, onde a pessoa recebe entre US$ 5 e US$ 100 para ficar nas portas dos estabelecimentos. O aplicativo paga (sob solicitação prévia do estabelecimento) para as pessoas ficarem na fila de restaurantes, discotecas e outros eventos.

Os figurantes se registram no aplicativo, em uma espécie de casting realizado pelo algoritmo, que escolhe o cliente perfeito, segmentando por idade, estilo de vida, localização, atividade profissional e presença nas redes sociais.

Os figurantes não contam com obrigação ou contrato para assumir o seu posto, mas o app controla via geolocalização onde a pessoa está. Se ele não cumprir com o estabelecido nos termos do serviço, a pessoa não recebe o dinheiro.

O aplicativo conta com mais de 150 mil membros, e figurantes com perfis muito ativos podem receber até US$ 4 mil por ano.

O Surkus funciona a algum tempo e não saiu dos EUA. Ele vai seguir crescendo, e pode expandir para outros países. Logo, estamos falando de uma atividade profissional que não possui qualquer tipo de regulamentação e livre de impostos.

E esse é apenas um dos problemas.

Outro problema é que as mulheres cobram a mais por funcionarem melhor como apelo de marketing. Sem falar que elas podem entrar de graça nas boates, por conta dos seus atributos físicos. Isso também pode levantar uma clara conotação machista do aplicativo.

 

 

 

Via The Washington Post