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O Surface Book foi a grande surpresa do evento da Microsoft. O primeiro notebook da história da gigante de Redmond foi recebido com bons olhos pelo seu design híbrido, leveza, autonomia e desempenho. Mas inevitavelmente foi comparado com a concorrência.

O produto referência nesse caso é o MacBook Pro da Apple, um dos mais vendidos no setor, e um dos mais atraentes na informática atual. A vantagem do Surface Book em relação ao Surface Pro 4 é ser um ultrabook híbrido, e não um 2 em 1. Essa a grande diferença dificulta um comparativo direto com o MacBook Pro. A Apple se negou até agora a criar um portátil touch, confiando no iPad e com o novo iPad Pro, e isso não deve mudar em curto prazo. A não ser que as necessidades comerciais a forcem.

Dito isso, vamos fazer um breve comparativo entre os dois modelos.

 

Design, dimensões e autonomia

Deixando de lado a capacidade de uso do Surface Book como tablet em estado puro, o design dos dois produtos é contundente e convincente, com um acabamento premium digno de um top de linha. Os dois pesam exatamente a mesma coisa (1.58 kg), com dimensões parecidas. O Surface Book é mais espesso (22 mm, contra 18 mm do MacBook pro), mas por conta do sistema de dobradiças e design destacável.

Sobre a autonomia de bateria, a Microsoft promete até 12 horas de uso, o mesmo prometido pela Apple. Resta esperar os primeiros testes reais para comprovar esses números do Surface Book. No caso do MacBook Pro, os testes práticos se aproximam muito das especificações oficiais.

 

Tela

As telas dois dois produtos são excelentes, com quase o mesmo tamanho (13.5 polegadas, contra 13.3 polegadas). A tela do Surface usa a tecnologia PixelSense, e o MacBook Pro tem uma tela Retina. A resolução nativa e a densidade de pixels é maior no Surface (3000 x 2000 pixels, contra 2560 x 1600 pixels), mas as duas telas são mais que suficientes para consumo de conteúdo multimídia e produtividade.

 

Hardware interno

O Surface conta com a sexta geração de processadores Intel Skylake, algo que é esperado que a Apple faça no seu MacBook antes do final de 2015. Os dois notebooks oferecem um bom desempenho, com os chips Core i5 e i7, de acordo com a configuração. Curiosamente, os gráficos integrados dos chips Broadwell presentes nos MacBooks são melhores que os Skylake do Surface, apesar da Microsoft oferecer opcionalmente os gráficos dedicados da NVIDIA.

A capacidade de memória e armazenamento é a mesma nos dois: 8 ou 16 GB de RAM, e SSD a partir de 128 GB até 1 TB.

 

Portas e conectividade

O MacBook oferece duas portas Thunderbolt 2 e duas USB 3.0, e o Surface inclui duas portas USB Type-C. A Apple aposta na saída HDMI e a Microsoft em uma mini DisplayPort.

Os dois modelos oferecem conectividades WiFi ac e Bluetooth 4.0, além de suporte para leitor de cartões SD. O Surface conta com câmeras de 8 e 5 megapixels, enquanto que o MacBook só inclui a câmera FaceTime para videochamadas.

 

Sistema operacional e preço

Os dois modelos contam com as últimas versões dos seus sistemas operacionais (Windows 10 Pro e OS X El Capitan) É impossível uma comparação nesse aspecto. O melhor é aquele que atende ao seu gosto e necessidade. Vale lembrar que o MacBook pode rodar de forma nativa o Windows 10, com suporte oficial da Apple.

O preço-base do Surface Book é de US$ 1.499, enquanto que o MacBook Pro 13 Retina pode ser encontrado a partir de US$ 1.299. Os dois contam com configurações que se distanciam do uso convencional. A opção mais completa do MacBook (Core i7, 16 de RAM e 1 TB de SSD supera os US$ 2 mil, enquanto que o Surface Book mais potente custa US$ 3.1 mil.

Em troca, o usuário tem dois ultraportáteis sobressalentes (mas diferentes), capazes de satisfazer a qualquer usuário. No caso do Surface Book – e aqui está a sua grande diferença -, também terá um tablet profissional (com stylus incluído), graças ao seu design híbrido e tela touch.

 

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