É isso mesmo que você leu. E vou provar o meu ponto no texto a seguir.

O tablet oficial da Microsoft provocou furor nos blogs especializados e nos fanáticos por tecnologia desde a sua apresentação oficial em junho. O dispositivo se diferencia dos demais por contar com um sistema operacional completo (e se não é completo, é muito completo que os concorrentes), com funcionalidades e aplicativos que o colocam como uma das opções mais interessantes para criação e consumo de conteúdos.

Mas… o Surface pode ir além? Podem ser uma plataforma completa de entretenimento, e principalmente, jogos? Bom, segundo Don Mattrick, responsável pela divisão do Xbox da Microsoft, o Surface pode ser a resposta da empresa contra os sistemas portáteis de videogames existentes no mercado, e até insinua que uma futura versão de Halo pode figurar entre os títulos que o Surface pode executar.

Em uma recente entrevista para o site Venture Beat durante a conferência GameBeat 2012, Mattrick garante que o último título da franquia de jogos será compatível de alguma forma com os tablets Surface. Sem o real contexto determinado pelo executivo, podemos especular diversas teorias, sendo a mais lógica o fato que Halo 4 tenha algum tipo de integração entre o jogo do Xbox 360 e os tablets Windows, através do serviço Xbox SmartGlass, que a Microsoft apresentou durante a E3 2012.

Vale lembrar que a SmartGlass oferece aos proprietários do Xbox 360 uma jogabilidade extra, permitindo uma interação direta com outros dispositivos, além de oferecer maiores informações sobre o jogo a partir de dispositivos móveis. Porém, a possibilidade do Surface se transformar em uma plataforma de jogos portátil da Microsoft é uma ideia que pode sim passar pela cabeça de Steve Ballmer e suas diferentes equipes de inovação e desenvolvimento. Dessa forma, o Surface responderia ao fato do iPad e muitos outros tablets Android de altas configurações existentes no mercado, que são interessantes plataformas de jogos.

Além disso, a Microsoft poderia “roubar” uma pequena porcentagem de jogadores dos seus concorrentes diretos no segmento de games (Sony e Nintendo), que já estão (de certa forma) no segmento de games móveis, e contam com a ajuda dos desenvolvedores de peso. Mas a grande baixa da Microsoft pode acontecer na Xbox Live, plataforma de jogos já desenvolvida, e com boa relação com os seus parceiros, que podem oferecer ao Surface uma vantagem estratégica em um mercado que só está começando (o dos tablets), prejudicando (na teoria) a plataforma já estabelecida (a dos consoles).

De qualquer forma, a Microsoft pode mesmo conseguir uma boa fatia de mercado se realmente apostar no Surface como um sistema “portátil” de games. O SmartGlass é o início dessa transição para o mundo mobile, e ter um tablet com uma versão completa do Windows é ter meio caminho andado. A questão e: será que a Microsoft vai saber aproveitar essa oportunidade? Ou se vai perder o trem, que está quase partindo?