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Steve Ranger, editor-chefe do ZDNet, iniciou assim um artigo que analisa a situação do Linux e do Windows em diferentes âmbitos computacionais, com o pano de fundo da possível volta do Windows à infraestrutura de TI da cidade de Munique (Alemanha), substituindo o Linux.

Ranger afirma desconhecer as causas da volta das soluções da Microsoft, mas relativiza sua importância além dos fatores de valorização técnica ou a qualidade do código de funcionamento dos sistemas operacionais.

Apesar de este ser mais um duro golpe para quem defende o código livre em ambientes de gestão pública, Ranger defende que “o destino do Linux nãoo está no desktop”, onde há 15 ou 20 anos se repetia que “este vai ser o ano do Linux”, quando na verdade o sistema jamais esteve perto de superar o Windows nos desktops.

A realidade é que, na opinião do jornalista, “o Linux perdeu a guerra do desktop há anos”, com 2% de cota de mercado, contra 91% do Windows.

 

 

Porém, o Linux domina o mundo

 

 

Para o editor do ZDNet, a decisão na Alemanha não conta a história completa.

Ele lembra que o domínio dos desktops hoje não é o que era, sendo agora apenas mais uma plataforma de computação entre tantas, lembrando que o PC tem cada vez menor relevância quando mais e mais aplicativos se tornam independentes do dispositivo e do sistema operacional, com as aplicações na nuvem.

Há setores onde o Linux é imprescindível, como na supercomputação, com cota de mercado muito superior que a do Windows nos desktops. O mesmo podemos dizer nos smartphones, onde o Android (com kernel Linux) supera os 80% de cota de mercado.

O Linux também tem destaque entre os servidores, workstations profissionais, equipamentos científicos, domótica, Internet das Coisas, automação, produtos para redes e grandes segmentos integrados. Boa parte das nuvens públicas contam com o Linux de uma forma ou de outra, incluindo o suporte da Microsoft às distribuições Linux no Azure, uma aproximação que era considerada impossível em um passado não muito distante.

Tudo isso leva a crer que o Linux está dominando o mundo, e que o caso de Munique não é algo tão relevante.

É um ponto de vista válido, convenhamos.

 

Via ZDNet