Ballmer

Steve Ballmer, uma das figuras mais carismáticas, excêntricas e controversas do mundo da tecnologia, acaba de deixar esse mesmo mundo tech atônito com o anúncio de sua saída do posto de CEO da Microsoft dentro de 12 meses. O anúncio foi feito através de um e-mail assinado por Ballmer para os funcionários da Microsoft, onde ele “se despedia” de seus trabalhadores e parceiros.

O e-mail também conta com o comunicado de imprensa oficial do CEO, que destaca o quanto que a Microsoft cresceu nas mãos de Ballmer. Vale lembrar que o executivo é um daqueles que participou dos momentos iniciais da Microsoft, quando a empresa contava com apenas 30 funcionários.

O comunicado não deixa muito claro os motivos que levaram Ballmer a tomar essa decisão, ou quais são os seus planos para o futuro, mas informa que ele ainda segue sendo “um dos principais proprietários da Microsoft”, e que se trata de uma saída “emotiva e difícil” para ele. Resumindo: Ballmer simplesmente “pediu para sair”.

Também não temos nenhuma pista sobre quem pode ser o seu sucessor como CEO da empresa. Ballmer vai seguir no posto até agosto de 2014, e até lá, um comitê formado por John Thompson, Bill Gates, Chuck Noski, Steve Luzco e outras pessoas consideradas emblemáticas dentro da Microsoft será formado para escolher o próximo líder máximo da empresa.

Palavras de Steve Ballmer:

Não há um momento perfeito para esse tipo de transição, mas agora é um bom momento. Não embarcamos em uma nova estratégia com uma nova organização, e temos uma equipe sênior de liderança incrível. Meus pensamentos originais se inclinavam por realizar minha retirada até a metade da transformação da companhia, de modo que ela fique mais orientada aos dispositivos e serviços. Para esta mudança de direção, precisamos de um CEO que ficará por aqui durante um longo prazo.

Uma coisa está bem clara: a lacuna que Ballmer vai deixar será bem difícil de ser preenchida, e não estou me referindo apenas aos seus momentos chamativos durante as apresentações da Microsoft, mas principalmente pelo fato de ser uma transição complicada para a empresa como um todo. Se por um lado o segmento de PCs segue definhando (e a Microsoft é a principal prejudicada, por reter quase 90% desse mercado), por outro lado, a mesma Microsoft luta com unhas e dentes para se estabelecer no segmento mobile, com o Windows 8 (nos tablets) e o Windows Phone 8 (nos smartphones).

Dada a magnitude do assunto, não duvidamos que mais notícias apareçam em breve.

Via Microsoft