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Segundo fontes do jornal Wall Street Journal e do periódico Nikkei, a Sony será obrigada a vender o seu antigo quartel general no centro de Tóquio (Japão), em uma operação avaliada em US$ 147 milhões.

A venda se somaria a dos seus edifícios centrais em Osaka e Nova York (EUA), onde eles arrecadaram US$ 2.3 bilhões na operação em 2013. Essa manobra encontrou certa oposição dentro da empresa, mas não entre os acionistas da Sony. As vozes mais críticas são as dos próprios moradores da região, que consideram que o antigo edifício em Tóquio é o local de nascimento da empresa, o laboratório de ideias onde Akio Morita e Masaru Ibuka trabalharam em produtos lendários, como o Walkman e os televisores Triniton.

A Sony não é a única empresa de tecnologia que recentemente colocou à venda um dos seus edifícios históricos para colocar as suas contas em dia. Um dos casos mais conhecidos é o da Nokia, que no final de 2012 vendeu (e depois arrendou) os seus escritórios centrais em Espoo (Finlândia).

A necessidade faz a ocasião, e a Sony se vê cada vez mais sufocada. A empresa afirma que “não existem mais vacas sagradas na empresa”, e a decisão de venda dos seus prédios pode ser facilmente compreendida se considerarmos que a empresa hoje gerenciada por Kaz Hirai espera fechar o seu atual ano fiscal com prejuízos de US$ 1.1 bilhão. E essas são as previsões mais otimistas.

Via WSJ