A Sony chegou na CES 2013 com vontade de realizar uma apresentação que impressionasse a todos os presentes, demonstrando algumas de suas novidades para 2013. Porém, se deparou com uma bela (e nada desejada) tela azul da morte na hora de demonstrar a sua nova linha de televisores OLED 4K de 56 polegadas.

Kaz Hirai, CEO da Sony, foi o encarregado de apresentar esta nova linha de televisores, e ao mesmo tempo, foi que teve que segurar a bucha (e não se esconder no primeiro buraco no chão) quando a falha aconteceu, em uma sala de imprensa lotada. Kaz olhava surpreendido para o seu protótipo de produto que era uma das grandes apostas da Sony para este ano. A tela simplesmente apagou, do nada, sem motivo algum. E, não mais que de repente, uma bela tela azul apareceu. Nesse momento, Kaz tentava, de forma inútil, resetar o equipamento para continuar demonstrando as novidades do seu produto.

Quando o executivo voltou a olhar para a tela da TV, se deu conta que a coisa era mais séria do que imaginava, e presenciou algo que os jornalistas e os fãs de tecnologia conhecem desde a década de 1990, quando durante a demonstração do Windows 98, Bill Gates e centenas de jornalistas conheceram a “tela azul da morte” pela primeira vez.

Entre risos, a tela azul exibida no evento da Sony era da BIOS do equipamento. Logo depois, foi vista a tela de recuperação do Windows. Vendo que o problema era de difícil solução imediata, os funcionários da Sony decidiram retirar o modelo da demonstração. Só para refrescar a sua memória: se não aconteceu em todos os eventos da Microsoft, na sua grande maioria, pelo menos uma falha grave ou paralisação ocorreu em sua demonstração de lançamento. Um exemplo: no ano passado, durante a apresentação oficial do Microsoft Surface, o sistema simplesmente paralisou quando o ex-diretor da divisão do Windows, Steven Sinofsky, estava realizando uma demonstração do produto.

Essas coisas acontecem. É claro, estamos em um evento ao vivo, e por mais que façamos testes em um produto, não podemos prever o que pode acontecer durante a demonstração do mesmo. E é melhor mostrar que o produto é “falível”, do que tentar enganar todo mundo, produzindo fotos e vídeos com câmeras que não são as câmeras originais do produto. Não é mesmo, Nokia?