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A maioria dos músicos concordam que sentir a energia do público em um show é uma das sensações mais gratificantes do seu trabalho. Porém, nos últimos anos, apareceu uma barreira que separa o artista dos seus fãs: o smartphone.

Todo mundo já registrou fotos e vídeos de um show. Quem nunca fez isso, que atire a primeira pedra.

Na era das redes sociais, compartilhamos tudo. Inclusive o show incrível que testemunhamos.

Porém, para muitos artistas, este é um grande problema. A ponto de alguns deles decidirem proibir o uso dos smartphones em seus concertos.

 

 

Gravar tudo ou viver a experiência?

 

O dilema já existe a algum tempo, e a solução não parece ser das mais simples.

Para muitos, é possível encontrar o equilíbrio entre aproveitar a música e gravar ou fazer fotos, seja para compartilhar nas redes sociais ou guardar como recurdação.

O problema vem quando vemos a maior parte do show pela tela do smartphone, ou estamos mais concentrados nas notificações recebidas do que naquilo que acontece no palco.

Muitas vezes ficamos atrás de alguém que grava o show inteiro com o smartphone ou o (pior de todos, vindo do inferno) tablet. E aí a gente não vê nada.

Para os artistas, o incômodo se dá porque eles entendem que as pessoas não estão vivendo a experiência em 100%, desejando que registremos o show com nossas retinas, armazenand ono nosso cérebro.

O meio termo está o bom senso. Que é bem difícil de ser encontrado em milhares de pessoas ao mesmo tempo.

 

 

Os artistas tomam medidas

 

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A situação está gerando atritos entre artistas e fãs, e vários músicos já proíbem o uso de smartphones ou de qualquer outro dispositivo para fazer fotos e vídeos em seus shows, tal e como acontece em alguns teators.

O músico argentino Andrés Calamaro tomou esta medida, e pede para seus fãs sul-americanos que nem levem os dispositivos para o seu show.

A decisão foi tomada “em respeito aos fãs que prestam a atenção ao espetáculo”. Em 6 de novembro, ele decidiu interromper seu concerto na Argentina, dando as costas para o público em sinal de protesto, quando se deparou com um mar de smartphones e tablets nas mãos dos fãs.

Alícia Keys também anunciou que comecará a usar o sistema do Yondr, um case que se bloqueia ao entrar no local do show para que o smartphone não possa ser extraído. Se a pessoa precisa usar o smartphone, precisa sair do show para isso.

Já Adele preferiu chamar a atenção dos seus fãs diretamente, e o pessoal da segurança de Steve Wilson evita que aconteça gravações dos seus shows.

Em casos mais drásticos, como o da pré-estreia de Game of Thrones em 2014 no Brooklyn, NYC (EUA), a audiência teve que deixar os seus smartphones em consignação até o fim do evento. Se bem que nesse caso a medida foi adotada para evitar vazamentos.

A controvérsia esta clara, e está longe de chegar ao fim.

E você? Está de acordo com essas proibições?