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A Sony deixa claro que quer jogos de qualidade no seu PlayStation VR, e informa que vai recusar qualquer jogo com menos de 60 Hz (ou 60 FPS).

A informação inclui um “provavelmente será recusado”, mas a Sony é contundente, já que diz textualmente que “não há desculpa” para não alcançar os 60 frames por segundo, apesar de ser sincera e reconhecer que isso não implica que será uma tarefa fácil. Muito pelo contrário.

A empresa especifica que esse é o mínimo aceitável, e dá como exemplo que um jogo que tem quedas para 50 FPS provavelmente não será aceito. Dessa forma, a Sony quer que os desenvolvedores trabalhem duro, o que é sempre algo positivo para o usuário final.

 

Nada de mixaria com os jogos do PlayStation VR

É compreensível essa preocupação da Sony no quesito qualidade. Estamos falando de uma tecnologia que está nascendo para o grande público, onde os primeiros produtos alcançam o consumidor final. Logo, causar uma boa primeira impressão é fundamental.

Uma das formas de convencer que a realidade virtual pode finalmente dar certo no mundo dos games e do entretenimento (sim, porque isso já foi tentado no passado e não deu muito certo) é entregando títulos com alta qualidade desde o primeiro instante. Até porque a Sony sabe muito bem que ela não começa nessa corrida sozinha.

O PlayStation VR terá como principal concorrente nesse primeiro momento o HTC Vive, mesmo que esse dispositivo não concorra diretamente no segmento de consumo (o PlayStation VR exclusivo para o PS4, o HTC Vive compatível com PCs). Aliás, a HTC parece ser a empresa que aposta ainda mais no segmento de realidade virtual do que a Sony, já que é uma empresa que passa por um momento ainda mais desesperado que os japoneses. A divisão mobile tem futuro incerto, e esse pode ser o setor que dará uma sobrevida nesse mercado.

De qualquer forma, entendo que quem tem a ganhar é o usuário. A balança pende para a qualidade, e não se tem a perder quando a aposta é nesse sentido.

Via TweakTown