Segunda-feira, uma nova semana, e novos rumores sobre o próximo iPhone aparecem. Mais exatamente, falamos do seu conector, que é um ponto muito importante, pois pode ser a primeira vez em muito tempo que a Apple pode “quebrar” a tal retrocompatibilidade estabelecida com os últimos modelos do smartphone.

Se você se lembra, no final de junho, muito se comentava sobre a empresa de Cupertino abandonar o conhecido conector de 30 pinos, em favor de um conector com dimensões menores, de 19 pinos. Pois bem, hoje (23), a Reuters volta a abrir a “caixa de Pandora” dos rumores, garantindo que essa mudança vai mesmo acontecer. Segundo o já citado veículo, que não cita nenhuma fonte concreta para passar tal informação, o novo iPhone chega ao mercado em outubro, e contará com o conector de 19 pinos na parte inferior do dispositivo, “de forma que exista espaço para integrar um conector de fones de ouvido ao lado do conector”, que também sai da parte superior para se posicionar na parte inferior do smartphone.

Este movimento é supostamente um risco, e ao mesmo tempo, uma oportunidade para os fabricantes de componentes e acessórios, que vão ter que readaptar todo o seu catálogo de produtos, modificando os seus projetos para a nova realidade. Especula-se que, com esse novo conector, os dispositivos Apple terão mais espaço, tanto para uma bateria de maior tamanho, ou simplesmente para fabricar produtos menores.

A Reuters entrou em contato com a Apple para falar sobre o assunto. E a Apple respondeu com um seco “sem comentários”.

Você, amigo leitor, que possui um dispositivo Apple e já está chateado porque o cabo conector do seu velho iPhone (aliás, tenho vários cabos de 30 pinos aqui, adquiridos nos “mercados alternativos”; todos funcionam) não será compatível com o seu futuro novo iPhone, não reclame. Afinal de contas, você mesmo escolheu ter um produto “exclusivo”, ou seja, que nenhum outro produto no mercado possui. Até mesmo pelas próprias características, seria um tanto quanto complicado ter um iPhone com um conector micro USB. Bom, pelo menos nos dias de hoje.

Além disso, a estratégia é mais que natural. De tempos em tempos, o produto precisa ter modificações mais radicais, não só pelo fator inovação, mas principalmente para vender novos acessórios e produtos relacionados. Ou seja, lucro para a Apple, e lucro para quem fabrica esses componentes. Todo mundo sai ganhando de alguma forma.

Via Reuters