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Quando Satya Nadella assumiu o lugar de Steve Ballmer no posto de CEO da Microsoft, tudo indicava que esta não era uma simples mudança do #1 na empresa. Por trás dessa mudança, havia um processo de transição. Uma mudança de mentalidade que se traduz em uma nova forma de fazer as coisas, de se adaptar aos novos tempos e às necessidades das pessoas.

Em breve, um novo ano fiscal começa para a Microsoft. E Satya Nadella enviou uma carta para os funcionários da empresa para informar quais são os próximos passos a serem dados em um futuro próximo. O comunicado se tornou público, e vamos analisar como será essa nova Microsoft.

 

A Microsoft de Nadella: mundo mobile na nuvem

A Microsoft de Ballmer foi uma empresa centrada nos dispositivos e serviços. Não fo tão mal nessa missão. Indicou o caminho dos passos da empresa no presente – ou ao menos é isso que afirma Nadella na carta enviada para os seus funcionários. Foi uma etapa de crescimento, com acertos e erros, mas com um saldo positivo no final.

A Microsoft de Nadella se baseia em um novo núcleo, onde a vida pessoal e a profissional são uma dualidade. Onde a produtividade é tão importante como a criação de ferramentas para tornar a vida do usuário comum algo mais prático. É um mundo mobile e conectado à nuvem, onde em um futuro mais próximo espera-se que existam pelo menos 3 bilhões de pessoas conectadas.

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Não falo apenas de usuários dos produtos top de linha ou profissionais de diferentes segmentos. Os dispositivos móveis estão hoje em todos os lugares do planeta. Os mercados emergentes são mais e mais protagonistas, e a Microsoft (através da Nokia) quer esses mercados, com modelos acessíveis como os telefones da linha Asha ou o novo Nokia X2. Sem se esquecer dos modelos da linha Lumia, é claro.

Estamos cada vez mais conectados, e os próprios dispositivos móveis mostram essa dualidade entre a vida pessoal e profissional. A Microsoft quer aproveitar esse cenário para criar novos negócios e, por extensão, oferecer novas soluções para as pessoas.

Nadella afirmou que a habilidade que os torna únicos é a capacidade de harmonizar dispositivos, aplicativos, documentos, dados, redes sociais, trabalhos digitais e experiências vitais com as pessoas, que são o epicentro dos esforços da Microsoft. A nuvem, a sincronização e a capacidade de separar as duas realidades.

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Na carta, vemos alguns exemplos de como a Microsoft quer formar esse núcleo através da otimização da produtividade e das próprias ferramentas: o tradutor automático de idiomas do Skype, o assistente de voz Cortana, o Cloud OS e o Azure, entre outras. Todas são ferramentas que  já conhecemos, ou que chegarão ao público em breve.

Nadella não se esqueceu do Xbox. Quando ele assumiu, muito se especulou sobre o futuro da divisão de videogames. Por enquanto, eles apostam nessa plataforma como algo para o futuro, que se integrará dentro dessa filosofia. E pelo o que vimos na última E3, não parece que a Microsoft vai se retirar desse segmento tão cedo.

O final da carta fala de cultura, e não exatamente sobre cinema e música. Nadella fala do tempo que passamos trabalhando, e o tempo que dedicamos para aproveitar nossas vidas. Seu objetivo com essas mudanças é que a conciliação da vida pessoal com a profissional seja algo muito mais simples. Que a gente não trabalhe tantas horas por dia, e que a otimização da produtividade ajude no aumento do tempo para nós mesmos.

Veremos se tudo isso vai acontecer desse jeito. Olhando para essa carta, a impressão que dá é que Nadella quer fazer da Microsoft o melhor lugar possível para se trabalhar. Vamos ver se ele consegue.

Via Xataka