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Recentemente, foram detectados alguns problemas envolvendo a Samsung e a contratação de trabalhadores infantis na China. Os coreanos decidiram tomar uma atitude, e temporariamente encerrou as suas atividades em uma de suas fábricas chinesas, depois de detectarem indícios dessa exploração.

Um informe elaborado pela China Labor Watch (que investigava o caso) detectou tais problemas, falando de evidências envolvendo também os fornecedores diretos da Samsung – mais especificamente a Shinyang Electronics – na tal fábrica de Dongguan.

A descoberta contradizia a investigação da auditoria da própria Samsung – foram três feitas no ano passado -, o que fez com que os coreanos suspendessem as atividades desse parceiro, além de iniciar uma investigação profunda do caso. O comunicado dos coreanos também informa que as autoridades chinesas também estão cientes do que está acontecendo, e investigam as acusações em paralelo. A acusação aponta para a contratação de menores de idade como trabalhadores, com jornadas com mais de 11 horas diárias, e sem direito ao pagamento de horas adicionais.

A Samsung alerta que, se as investigações confirmarem as contratações, que as relações com a Shinyang Electronics estão encerradas, seguindo assim a sua política de “tolerância zero”, além dela mesma passar a supervisionar os segmentos de recursos humanos dos seus parceiros.

Hoje, a Shinyang conta com 600 funcionários, e é uma das muitas fábricas de fabricação de componentes eletrônicos em Dongguan, cidade que faz parte da província de Guangzhou. Em breve, saberemos se essa investigação reflete no interesse da Samsung levar a produção dos seus produtos para o Vietnã.

O jornal The New York Times também acompanha de perto esse assunto, mantendo contato com trabalhadores menores de idade e encontrando indícios que o processo de contratação é ilegal. Esses menores trabalhavam em formato temporário, através de agências intermediárias, para cobrir a demanda nos períodos de alta fabricação, com a maioria dos trabalhadores originárias das zonas mais pobres da China.

Via Samsung Tomorrow, The New York Times