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Todo mundo sabe que a relação entre Apple e Samsung não é das melhores, mas quando o assunto é dinheiro, elas colocam as diferenças de lado, e resolvem fechar negócios lucrativos para os dois lados. O iPhone é um ponto comum (e, ao mesmo tempo, discordante) entre as duas empresas, uma vez que a Apple vende muitos smartphones, e a Samsung lucra muito com a oferta de semicondutores.

Dito isso, a Samsung quer recuperar o terreno perdido com o lançamento do iPhone 6, que tem componentes vindos de empresas como Toshiba, SanDisk e SK Hynix, oferecendo suas memórias NAND Flash para a Apple para o próximo iPhone. De fato, os sul-coreanos já estariam realizando testes de controle de qualidade enquanto negocia essa inclusão com os californianos.

O objetivo da Samsung em voltar a ser um provedor da Apple é bem claro, e não só quer fornecer os chips NAND Flash, mas também as memórias DRAM. Até se especula que eles tentam convencer os norte-americanos a voltar a utilizar os seus chips Exynos nos futuros iPhones.

Se a Samsung voltar a frequentar as entranhas do próximo iPhone, a Apple até estaria disposta a elevar a capacidade dos seus modelos, alcançando os 128 e 256 GB de armazenamento. As fontes que falaram com o Korea Times indicam que o sucesso de vendas do modelo de 64 GB animou a Apple a melhorar as capacidades da sua linha de smartphones.

Também pode representar a manutenção do modelo de entrada com 16 GB de armazenamento, saltando direto para os modelos com 64, 128 e 256 GB. Nas últimas semanas, a Apple deu a entender que estavam satisfeitos com as vendas do modelo de 64 GB, e por isso, não haviam motivos para eles mudarem de ideia.

Tudo isso pode resultar em uma Apple que, de forma solitária, vai oferecer no segmento de linha alta um smartphone com 16 GB, e sem possibilidade de expansão de armazenamento. E isso pode ser um problema a ser administrado por eles.

A queda nas vendas dos smartphones obrigou a Samsung a se concentrar mais na sua divisão de semicondutores, e nesse caso, a rivalidade com a Apple pouco tem importância. O único objetivo é conseguir que os seus chips estejam na maior quantidade possível de dispositivos, independente da marca.

Será que eles vão conseguir?

Via Neowin, 9to5mac, Korea Times