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A Samsung anunciou hoje (28) em um evento em San Francisco (EUA) a sua nova plataforma para gadgets vestíveis, e um protótipo de um novo dispositivo. O Simband tem como objetivo melhorar a coleta de dados para auxiliar no desenvolvimento de sensores focados na saúde digital, e a SAMI é o sistema responsável pelo gerenciamento desses dados, e o desenvolvimento do ecosistema de saúde como um todo.

Na apresentação, a divisão Samsung Strategy and Innovation Center apresentou uma de suas iniciativas mais importantes até agora: a SAMI, que é um mix de hardware e tecnologia na nuvem, que será encarregada de armazenar os dados dos sensores com o objetivo de melhorar a tecnologia vestível e a informação que essa categoria de dispositivos armazena.

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A Simband, por sua vez, monitora diferentes aspectos da saúde do usuário, e conecta a informação com a nova plataforma. Isso inclui a a próxima geração de sensores, que podem medir até a pressão sanguínea e até a condição do ar que rodeia o usuário.

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Estes sensores se encontram atualmente na Simband, que possui uma série de sensores modulares ao longo da correia do dispositivo. Os sensores monitoram diferentes atividades do corpo, como pulsação, pressão sanguínea e os níveis de oxigênio em tempo real, mas com a integração de outros sensores. Na demonstração realizada pela Samsung no evento, a Simband foi capaz de monitorar em tempo real os sinais vitais do vice-presidente da divisão de saúde digital da Samsung, Ram Fish.

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Nesse momento, a Simband tem muitas similaridades com o Samsung Gear 2, pelo menos na sua parte frontal, que inclui uma tela touch. O dispositivo pode ser carregado sem a necessidade de ser retirado do pulso, conectando um pequeno acessório na parte inferior.

A Samsung tentou surpreender, mostrando todo o potencial da Simbad, mas vale lembrar que ele ainda não está pronto. As APIs da nova plataforma não estarão disponíveis até o final de 2014. Da mesma forma, alguns componentes não estão prontos para essa categoria de tecnologia. Por exemplo, a bateria ainda não oferece energia suficiente para que o dispositivo funcione 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A Samsung informa que, nesse momento, eles trabalham com diferentes grupos de pesquisa, como a Universidade da Califórnia/San Francisco e diferentes organizações  para analisar os primeiros dados que a nova plataforma está gerando.

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A Simband conta hoje com componentes miniaturizados: um processador de 28 nanômetros ARM A7 de 1 GHz dual-core, WiFi e Bluetooth. O chip que se encontra na parte interna do dispositivo tem aproximadamente a metade do tamanho de uma moeda de 25 centavos de dólar.

Por fim, a Samsung anunciou um concurso que conta com um investimento de US$ 50 milhões dedicados ao processo de inovação de startups e tecnologias nos aspectos relacionados aos dispositivos focados na saúde.

Não resta dúvidas que a Samsung está entrando de cabeça no mundo da tecnologia vestível. Depois de apresentar em 2013 o seu primeiro relógio inteligente, em 2014, eles apresentam dois novos smartwatches e um monitor de atividades, que conta com um monitor cardíaco e um podômetro, que também ajuda a calcular o consumo de calorias e outros aspectos do usuário.

Além disso, o Galaxy S5 compartilha um pouco desse foco, ao ser o primeiro smartphone da empresa a contar com um monitor cardíaco, além de sensores que atuam como um podômetro.

Com o SAMI e a Simband, é esperado um avanço mais rápido dos wearables, com um grande foco na saúde do usuário. A Samsung deixou bem claro que isso é apenas o começo, mas deixa transparecer que a análise da saúde do usuário em diferentes categorias de produtos se transformou em uma das prioridades da empresa.

E tudo isso aparece nas vésperas da WWDC 2014, evento da Apple onde pode ser apresentado o Helthbook, serviço que teria finalidades muito similares, como monitorização cardíaca, pressão sanguínea e outros sinais vitais.

Via Samsung